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História Pregnant with an ogre - Capítulo 5


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Notas do Autor


Hehelo Peoples💖
Tá aqui o quinto, espero que gostem💖
Obrigado por não terem me abandonado, apesar de eu ter prometido já começar a segunda temporada💖

Capítulo 5 - Lettenhove


Fanfic / Fanfiction Pregnant with an ogre - Capítulo 5 - Lettenhove

- E-Eu juro... Juro que quando aquele bruxo idiota chegar i-irei... Irei mata-lo! - Rosnou o bardo, as contrações se tornando mais fortes. - Tudo isso é culpa dele! Estou parindo um cavalo, não um bebê! Eu nunca, nunca irei ter outro filho.

"Nem tendo um filho ele para de falar!", pensou Yennefer enquanto o mandava empurrar, e então outra onda de xingamentos vindo. Pobre Istredd que tinha as mãos sem cor de tanto que Jaskier a apertava.

- Eu só queria...

- Que ele estivesse aqui, nós sabemos. - O mago entregou um pano para morder. - Você diz isso desde que ele partiu, agora faça o favor pra sua filha e continua empurrando.

- Não sei se consigo... - Choramingou. 

- Vai ter que conseguir, sua filha não vai esperar mais. Agora empurre!

O rosto de Jaskier ficou inteiramente vermelho enquanto se contorcia em uma careta, as pernas se flexionaram e ele respirou fundo, para então soltar o ar pesadamente.

- Está vindo, está vindo! - Disse entre os gritos do bardo.

Foi como um peso - literalmente - escorregando de dentro de si, Jaskier se largou ofegante na cama, vendo Yenn erguer e limpar seu bebê, que chorava em pleno pulmões. 

- Você conseguiu! - Esperou que Istredd o ajudasse a se deitar direito para entregar a criança. - Agora ela precisa mamar.

- Como irei fazer isso? - Perguntou confuso observando o bebê se aconchegar em si, parando de chorar.

- O seu peito não inchou a toa.

Eles ficaram ao seu lado enquanto amamentava e quando pegou no sono, recebendo a criança rechonchuda, antes de pegar no sono Jaskier pode ver os olhos roxos se encherem de mágoa e a seguinte frase sair de seus lábios:

- Não deixarei ter o mesmo fim que eu, bebê. - Levantou-se para o colocar no moises. - Irei criá-la também, ensinar sobre seus poderes e ajudá-la com suas escolhas, mas não a deixarei ir para Aretusa e tirarem algo precioso, como o dom de criar vida de você.

{♡}

Ciri sentia o vento bagunçar seu cabelo a medida que Plotka ia mais rápido, atiçada pelo seu dono. Estavam viajando há cinco meses e ela não via a hora de se alimentar direito ou tomar um banho; já Geralt sonhava com outras coisas, como o bardo e o bebê que tomaram conta de seus sonhos durante toda a viagem de volta para casa. 

Quando chegaram ao portão, Cirilla teve de correr para acompanhá-lo para dentro de casa.

- Mas que merd- - Yennefer começou em um grito, mas logo a voz abaixou vendo que era só o bruxo. 

- Como ele está?? - Perguntou, mas já ia em direção ao corredor. 

- Já esteve pior, mas está vivo, ele e sua filha estão bem, Geralt! - Tocou seu braço, o impedindo de continuar. - Você me ouviu? Estão vivos e bem.

Yennefer pode ver os olhos amarelos marejados, era a primeira vez que via aquele misto de sentimentos no bruxo. Medo, ansiedade e... amor?

- Nós passamos um inferno esse mês tentando fazer ela dormir. - Confessou, claramente cansada, apontando o dedo no peito do bruxo. - Então pare de fazer essa algazarra, bruxo, ou eu juro...

A frase ficou no ar, e foi assim que Geralt entrou no quarto, sem fazer nenhum barulho. 

Seu corpo ficou contra a porta, o quarto estava escuro, o impossibilitando de ver muita coisa e aquilo aliviou um pouco o seu nervosismo. Jaskier estava deitado costas para si e o moises ao lado da cama estava vazio.

- Você é um mentiroso, Geralt de Rivia. - A voz saiu falha por conta do sono, mas não menos acusatória. - Você disse "eu estarei de volta antes de você imaginar", acontece que eu te imaginei chegando várias vezes e nem por isso você estava aqui. 

E depois de dez meses os olhos azuis realmente eram reais e não somente frutos de sua imaginação. Jaskier estava lindo como sempre, a pele meio pálida estava brilhosa e os cabelos agora caiam sobre os olhos, que o julgavam sem piedade.

- Ah, olha só quem fala... - Retrucou deixando a espada no chão, junto a armadura e o sapato. 

Deitou-se atrás do bardo, distribuindo beijos tímidos porém cheios de saudade pelo seu cabelo, pescoço e ombro, porém quando foi abraçá-lo sua mão esbarrou em outra coisa.

Uma coisinha com os olhos idênticos aos seus, que encarava curiosa. Era como Jaskier descreveu: pálida, bochechas grandes e rosadas, cabelos castanhos espessos.

- Ela não é linda?! - O bardo correu os dedos magros pelo rosto dela. - Quando não está com fome é calminha, quando chora é só apertar bem nos braços ou cantar para ela. Crescera bastante nos últimos meses, Yennefer e Istredd são loucos por ela.

- Posso segurá-la?

- Pode não, você deve.

Eles se sentaram, mas antes que Jaskier entregasse a filha em seus braços, ele o beijos nos lábios, a saudade sendo evidente quando o bardo o agarrou com certa força pelos cabelos. Quando se separaram, só os narizes ficaram juntos.

Quando acabou o nenêm fora praticamente empurrado em seu colo, acabando por um Geralt tentando segura-la desajeitadamente.

- Hm... - Um bufo nervoso saiu de seu nariz.

Ele e a filha trocaram olhares curiosos, antes que o rosto da nenêm se contorcer em uma careta desconfortável, de quem não gostou da mudança de calor que houve quando foi passada de um pai para o outro.

- Acho que ela não gostou de mim - achou graça de como o tão temido Carniceiro de Blaviken parecia assustado e confuso com os berros de uma simples criança. - Eu não sei o que eu fiz de errado.

- Também choraria se tivesse um pai tão fedido quanto você. - Declarou Yennefer parada na porta junto a Ciri, observando o casal. - Que tal tomar um banho? Ou essa criança vai ficar traumatizada.

- Hm. - Grunhiu quando até Cirilla deu uma risada.

- A gente não pode ficar chamando ela somente de bebê, nenêm ou criança, precisa de um nome. - o bardo olhava pra filha com amor, mas a mente trabalhando pensando em como nomeá-la. - Tava pensando em alguns, mas todos são estranhos.

- A Ciri pensou em Elowen - O bruxo disse.

- Calanthe também é um nome bonito, Geralt. - Yenn disse, se virando para Cirilla logo em seguida. - Por que não vai até lá conhecer a sua irmã?

- Irmã?! - Jaskier se virou para Geralt completamente surpreso.

- Esqueci de avisar que nós temos duas filhas agora. - Geralt simplesmente disse, puxando levemente a loira. - Então já temos um nome?

- Calanthe Elowen? 

A criança foi passada para Ciri, que estava sentada entre eles, só então perceberam que ela chorava enquanto segurava sua irmã.

Foi abraçada por ambos, primeiramente por Jaskier, sempre mais extrovertido e aberto, e então um tímido de Geralt, recebendo um choramingar de Elowen que estava entre eles.


Já era a noite e a casa toda dormia, menos Geralt e Elowen, Jaskier havia contado que ela acordava a essa hora para mamar, e foi exatamente o que aconteceu.

Mas ao invés de chorar, sua filha apenas o fitou com aqueles olhos enormes quando se aproximou. 

- Eu tomei banho, não tem porquê você chorar agora - Cheirou a si próprio para confirmar. - Nós passamos uns maus bocado por sua causa, seu papai vomitava um monte e tinha muita dor no corpo, sem contar que eu era quem tinha que viajar para achar a comida pra ele... Eu espero sinceramente que você não tenha puxado a ele, a sua nova irmã já fala demais, não preciso de três Jaskier sob o mesmo teto.

Elowen parecia achar graça do comentário do pai, pois abriu um sorriso bangelo. Aquilo aqueceu o coração do bruxo, pensando que talvez a criança tenha mudado de ideia sobre ele. O bruxo sorriu levemente, suas barreiras caindo aos poucos.

- Talvez eu não seja um bom pai para vocês, afinal eu não tive um bom exemplo quando criança, mas nunca é tarde para aprende,  não é? - Ele a apertou levemente. - O-Oque está fazendo? N-Não vai sair nenhum leite daí.... Jaskier!


Essa era mais uma noite onde Geralt ficava acordado durante a madrugada, ele até que gostava, porque nela não tinha nenhuma Ciri falando sem parar ou um Jaskier cantando suas músicas repetitivas. Mas estava começando a mudar de ideia, porque era na madrugada quando todos estavam dormindo que Cowen acordava.

Cowen foi um apelido posto por Cirilla, a pequena havia se apegado bastante a irmã mais velha e já não estranhava o pai como antes, Jaskier voltara a compor e "caçar" com Geralt novamente - que foi proibido de pegar missões que ficavam muito longe da casa-, e Yennefer junto a Istredd cuidava delas como se fosse suas próprias filhas.

Mesmo que a feiticeira não deixara de procurar a cura para a infertilidade.

- ...Geralt, a Cowen - Jaskier não se mexeu, mas a voz veio dele.

- Eu não tenho leite para dar a ela, é você quem tem que pegá-la. - Resmungou, mas já foi se levantando.

A única coisa que não mudava era o jeito em que Geralt pegava Elowen, Jaskier se perguntava como ela não tinha uma dor no corpo ou reclamava por ser pega de um jeito tão estabanado, talvez até tenha se acostumado.

Geralt gostava de ver Jaskier exercer o trabalho de pai, para alguém que mal conseguia se cuidar, era bastante desajeitado e se metia em várias confusões, até que ele lidava bem com essa parte.

- Eu vi a minha mãe, na floresta. - Começou, um pouco relutante, afinal não era muito de se abrir. Jaskier então se virou na cama com Cowen nos braços. Já havia notado que havia algo diferente com o bruxo, como se algo estivesse preso em sua garganta e precisasse sair. - Talvez eu estivesse delirando, porque eu vi você também, eu não me lembrava muito sobre ela, mas eu tinha certeza quando a vi.

- Você era muito novo quando ela te deixou, não era? E você tem raiva dela por isso?

- Raiva hoje em dia não, talvez... Tristeza. - A resposta soou como uma pergunta, confuso com os próprios sentimentos. - Porque ela nunca voltou ou pediu desculpas, era a minha mãe, deveria cuidar de mim e não me abandonar como fez.

- E o que ela disse quando você a encontrou? - Dava tapinhas na costa do bebê enquanto perguntava.

- Não soube o que falar, parecia culpada e ficava evitando o assunto. 

Jaskier iria dizer mais alguma coisa quando fora interrompida por Cirilla, que entrou no quarto, ela segurava o travesseiro, vestia uma camisola e o cabelo estava todo bagunçado.

- Você não deveria estar dormindo? - Foi Geralt a perguntar, franzindo o cenho.

- Tive um pesadelo, com o massacre... - Puderam ver as olheiras quando esta se aproximou. - Posso dormir aqui? 

A bebê se agitou no colo do pai ao ver a irmã se aproximando, sendo entregue ao seu colo.

- Claro, nós já iríamos dormir mesmo...

Os quatro se deitaram, as duas irmãs no meio e os pais de cada lado, mas quem disse que Elowen queria dormir? Assim que fora deitada abriu um berreiro.

- Cante pra ela Jaskier...

- Si— Espera, não foi você quem disse que meu canto era como uma torta sem recheio?

- Ela não acha, agora cante! 

- Eu vou cantar, mas primeiro peça desculpas. - Apoiou-se no cotovelo para o encarar de forma incisiva.

- Desculpas pelo quê? Você pediu minha opinião e eu só fui sincero. - Também se apoiou no cotovelo, só que para olhá-lo com deboche. - Eu nunca disse que era mentira.

- Oh Oh Oh... - A boca do bardo se abriu em um perfeito O. - Sorte sua que eu não tenho um Djinn aqui, Geralt.

- Ah é? Pois eu pediria a ele para que você fosse mudo. - Retrucou em um grunhido.

- Sério que vocês não são casados?

- O quê? - Perguntaram em uníssono.

- Vocês tem um filha, estão juntos há algum tempo e discutem como se fossem casados, é até engraçado, porque dá para ver que nunca teriam coragem de fazer mal ao outro. - Explicou simplória a princesa, falando como quem lia uma receita.

Jaskier não soube o que falar, porque no fim era verdade, não faria mal a Geralt, e nem Geralt a ele - talvez se estivesse com um pouco de raiva na hora. Porém como teve seu ego ferido, apenas se virou para o outro lado da cama com um enorme bico nos lábios. Elowen voltou a chorar pela tensão entre os pais, só que dessa vez mais forte e alto.

- Será que dá pra vocês se acertarem?! Não veem que ela sente a tensão entre vocês?! - Yennefer bradou do outro quarto, bem irritada. 

- Me desculpas por dizer essas coisas para ti, eu sei como a música é importante e blá blá blá... - Revirou os olhos, acariciava a barriga da menina, que agora só choramingava.

- Desculpe por te incomodar com minha música e falar coisas idiotas toda hora. - Jaskier declarou, claramente mais arrependido, e envolveu os três num abraço com cuidado pelo bebê. - Ah, eu tenho uma coisa...

Antes que todos pudessem voltar a dormir, Jaskier retirou uma carta de debaixo do travesseiro.

- O que é isso? - Geralt e Ciri perguntaram ao mesmo tempo.

- Uma carta de mamãe e papai pedindo para que eu volte a Lettenhove.


Notas Finais


Até os próximos, seus lindo💖
Só tenho um pedido, que os leitores fantasmas também favoritem, pls😆


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