História Prelúdio - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Gabriel Agreste, Hawk Moth, Nathalie Sancoeur
Tags Adrien, Chat Noir, Ladybug, Miraculous
Visualizações 86
Palavras 711
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, deem uma chance hahaha

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Prelúdio - Capítulo 1 - Capítulo Único

Gabriel Agreste mal estava acreditando que seus pés, ambos calçados em um exótico sapato de couro de jacaré com detalhes de pele de zebra, estavam infelizmente e pela segunda vez, naquele mesmo mês, pisando no carpete de entrada do hall de sua mansão.

Bem que ele podia estar ainda na Itália, ao deleite do conforto oferecido pelo hotel mais luxuoso de Milão, ou em seu passeio inspiracional pelas luxuosas ruas Monte Napoleone e Della Spiga, no cerne do quadrilátero da moda italiana. Talvez,  quem sabe, ele poderia estar na companhia de sua amásia Francesca, vinte anos mais nova, saboreando a textura de um belo champagne de chardonnay.

Mas não, seu filho mimado tinha que inventar de ir para a escola,  dificultando todo o seu precioso trabalho. Era bem mais fácil quando Adrien estudava em casa e tinha um tutor que o ensinava em voos, assim Gabriel não se via forçado a se locomover só para testar a sua nova coleção de roupas no filho. Uma perda de tempo! Ele bem poderia escolher qualquer outro modelo, muito mais bem capacitado que Adrien. Entretanto estava mais do que claro que a mídia supervalorizava a "suposta relação pai e filho" existente entre os Agreste, o que refletia bastante no aumento dos lucros. Se não fosse por isso...

Às seis horas da tarde, Gabriel escutou batidas na porta de seu escritório. Como sempre ocorria na prisão de sua casa, não era ninguém importante, apenas Nathalie o chamando para "jantar com seu filho". Obviamente, seria muito mais do seu agrado que lhe entregassem sua comida lá mesmo. Mas, apesar de não fazer nenhuma questão, foi com amargura até a sala de jantar e lá avistou uma figura sentada na ponta direita da extensa mesa de caravalho. Escolheu acomodar-se de frente a Adrien, apenas para que o moleque não ficasse pensando — corretamente — que seu pai o evitava.

— Fale, para quem quer que seja que serve a comida, para por menos sopa no prato do Adrien. Ele será inútil se ficar gordo — olhou para Natalie com desprezo e a dispensou, mandando-a reiterar os horários de sua agenda.  

Gabriel fingiu que não percebeu a encarada de seu filho e continuou a comer, com desgosto. A comida feita pelos seus medíocres cozinheiros franceses mal se comparava à comida do restaurante de seu hotel italiano preferido. Ah, que desgosto! Por que Adrien não parava com essa frescura no cu de estudar numa escola fixa? Tão egoísta! Tinha certeza que aquela cabeça de adolescente egocêntrico sequer chegava a pensar que só estava atrapalhando! 

— Como está indo a coleção, pai?

Novamente, ignorou a reação de Adrien. Com certeza aquela engasgada no "pai" foi proposital.

— Bem. Você terá de fazer diversas provas.

— Tá.

Não era como se Gabriel odiasse seu filho. Ele de certo o amava, sim, mas no limite em que se pode amar um estorvo. Dificilmente se compreendia que, para ele, Adrien era como aquela árvore que decidiu fortuitamente crescer suas raízes aéreas bem na frente do portão da sua casa. Mas o carinho nutrido por tê-la regado e a visto crescer e frondar-se o impedia de arrancá-la de lá e o fazia ter de aturar uns tropicos ou outros em suas raízes. Ele o amava, sim, mas era mais por consideração... 

Tlin! 


Gabriel foi tirado de seus pensamentos com o tilintar alto da colher que Adrien deixou bater no prato de porcelana. Era por essa falta de classe e por outros motivos que ele preferia sentar-se na ponta contrária de onde o garoto se encontrava. Sacrifícios, sacrifícios...

Apesar do arrepio que lhe percorreu a espinha graças à quebra do silêncio, seu olhar fora estranhamente atraído para a mão do garoto, que, depois de repousar a colher ao lado do prato, esperava pela sobremesa batendo com os dedos levemente na mesa. Assim, Adrien provocava um outro barulhinho quase inaudivel, que com certeza Gabriel teria o feito parar imediatamente se não tivesse avistado algo muito, mas muito interessante no dedo anelar direito daquela mão. Infelizmente, antes que Gabriel tomasse todas as suas conclusões, Adrien notara os olhares e retirou a mão...

Alguns segundos depois a sobremesa fora finalmente trazida por um empregadinho qualquer. Só que nem mesmo o doce sabor da compota de frutas foi capaz de disfarçar a adstringência que aquela visão causara em Gabriel.


Notas Finais


Esse era um capítulo de uma antiga fanfic minha que agora estou repostando, "Sol da Meia Noite".
Aqui vai o link, caso tenha se interessado:
https://spiritfanfics.com/historia/sol-da-meia-noite-10664413

Obrigada por terem lido.

Ah bem, esse era meu capítulo favorito da minha fic, pois era quando toda a treta começava. E, como sei que não postarei o resto, aqui vão as explicações:
Gabriel Agreste é o Hawkmoth e, como ele não é burro, notou que o anel do Adrien era estranhamente parecido com o Miraculous do Chat Noir. Juntando as pontas e dobrando o guardanapo, conclusões são tomadas.


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