História Prelúdio para o Oblivion - Parte 1: Mel - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Autoral, Drama, Ficção, Sci-fi, Superpoderes
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Palavras 1.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Um dia quase comum


- MELZINHAAAAA!!!! Acorda logo menina! Tu vai se atrasar para a aula, sua doida!!!
- Quê, sauna? – Eu estava mais lerda do que o comum naquela manhã, bleh.
- A U L A, GAROTA.
- AaaaaAAAAH SIM, A AULA DE HOJE.
 Meu tio Stan tinha o péssimo costume de gritar bastante quando estava agitado, era inconveniente até para o tio Marcus, mas eles eram cegamente apaixonados um pelo outro, apesar das diferenças MUITO contrastantes.  Como diz o ditado “Os opostos se atraem”, esse era o caso mais realista que eu já vi dessa frase.
 Sem mais demora eu desci correndo para o banheiro, não poderia ir para a escola sem tomar um banho, isso é meio nojento por mais que boa parte dos meus colegas fizessem isso. Assim que entro no chuveiro e já ligo a água na tempertura quente (O que fazia o tio Marcus ficar furioso), deparo-me com as cicatrizes próximas ao meu peito que o meu pai fizera em mim quando eu tinha 9 anos. Era uma parte de mim que eu odiava e odeio até hoje, mas tentava relevar. Passava o sabonete pela minha pele pálida, o shampoo pelos meus cabelos pretos que possuíam as pontas azuis, isso me acompanha desde a infância e eu não sei exatamente o motivo, mas eu achava bem bonito até. Eu já estava demorando demais no banho, então era melhor eu me adiantar antes que meu tio...
- Vamos adiantando essa ducha aí, guria?! – Antes de ele vir brigar comigo por conta da água quente. Eu sabia que ele ia reclamar, é típico.
- Já tô saindo, espera só um minutinho, tio!
Depois de me secar mais rápido do que o próprio Flash, saí do banheiro já uniformizada para a escola, era a minha clássica calça jeans, camisa preta comum, uma pulseira com o emblema de uma Lince, e meus sapatos pretos casuais. A Lince era o animal que representava a escola, a academia Black Lynx da organização Oblivion. Eles eram gigantes na Inglaterra e possuíam todo o tipo de benefício dependendo das suas notas. Eu não era e nunca fui a aluna exemplar em quesito de provas, possuía muita dificuldade em matemática e física (por conta do meu professor Ralph, um barbudo magrelo irritante), porém era bem apta a linguagens, principalmente a literatura. Tinha uma amizade forte com a professora dessa matéria, a Senhora Lia.
 

- Então mocinha, já está pronta para ir? – Tio Stan estava com o ar amigável de sempre, seus cabelos castanhos pareciam brilhar enquanto o sol estava reluzindo nos mesmos. Ele estava com uma camiseta branca e bermuda rosa, como sempre estava de manhã. Seus óculos de aro arredondado eram particularmente muito bonitos, combinavam com sua pele morena por algum motivo que não sei descrever direito.

- É claro que sim, tio. Espero que hoje seja um dia divertido. Eu tava planejando de ir ao cinema com a Lily, o Kaji e o Chris, a gente tá querendo ver o filme novo do Quarteto Fantástico. Falaram que pode ser meio ruim, mas a gente tá curioso do mesmo jeito.

- Mel, eu te aviso toda hora que a gente fala desse filme, vai ser bem ruim. Depois não diga que eu não avisei! – O tio Marcus era bem mais ligado nesse tipo de coisa do que o tio Stan. Ele estava usando um casaco fechado do Homem de Ferro e uma calça de moletom. Seu cabelo cacheado estava mais grande do que o comum e era notável que estava começando a incomodá-lo, mas ele deixaria do mesmo jeito para agradar o seu companheiro. Sua pele era branca como a neve e seus olhos eram azuis como o oceano, era um homem alto e forte. Tio Stan tinha bom gosto para rapazes, ao menos.
 

- Mas, tio, não é melhor nós tirarmos nossas próprias conclusões? Desenvolver senso cítico e tudo mais? – Eu estava me segurando pra não rir naquele momento, pra extravazar um pouco eu estava com um sorrisinho meio debochado na boca.
 

- Tá, tá bom. Vão depois da aula e quero você em casa até as 19:00, tá?
 

- Tá bom tio, pode deixar. Tchau tio Marcus, tchau tio Stan! Vejo vocês depois do filme!

 Eles acenaram naquele momento e eu pude sair de casa para ir a Black Lynx. Minha casa não ficava muito distante daquela instituição então eu poderia ir até a mesma apenas caminhando.
 Durante aquele meu pequeno momento solitário e melancólico de caminhada até a escola que mais parecia uma prisão, ouço uma voz tímida porém empolgada. Ela vinha até a minha direção e, no momento em que eu virei para trás para poder observar quem seria essa alegre alma, eu me toquei que era exatamente quem eu esperava.
- Oi Mel, bom dia! Desculpa eu te encontrar toda desajeitada assim, vim correndo quando te vi. – Essa era Lily, nos conhecemos aos 14 anos, foi quando eu cheguei aqui. Ela possui a mesma idade que eu e dispõe de cabelos cacheados que chegam até seus ombros, usa um óculos de lente levemente arredondado, possui bochechas relativamente grandes  e uma pele parda. É minha melhor amiga desde que cheguei aqui.
- Oi, Li! Você parece ofegante, se acalma e respira um pouco. Tomou seu remédio hoje? É melhor não ter esquecido de novo, da última vez que esqueceu você teve mais uma crise.
- Relaxa, eu tomei sim. Estou bem, agora vamos logo, estamos atrasadas para a aula!

 Nós realmente estávamos atrasadas para a maldita aula do professor Ralph. Eu tinha um ódio indescritível pelas segundas-feiras por conta desse fator. 
 Ao chegar na escola (Atrasadas, para variar), saímos correndo em direção a sala de aula para a aula do entediante Ralph.
- Hm, vejo que temos duas atrasadinhas aqui. O que acham de explicar o início da matéria aqui e agora? Se estão atrasadas é porque já devem saber pelo menos o começo da matéria, não? Podem vir explicar a definição de uma onda e as principais grandezas de uma dessas.
 O velho falou de um jeito tão arrogante que me deu raiva na hora, não poderia ficar quieta naquele momento.
- Uma onda é uma perturbação que se propaga por um meio. As grandezas são velocidade, frequência, amplitude e comprimento, seu velho escroto.
 Lily estava com a cara toda vermelha de vergonha por eu estar falando daquele jeito com o professor, mas ele não fez nada com nós duas. Apenas nos mandou sentar em nossos respectivos lugares.
 Após a tediosa aula, nos encontramos com Kaji e Chris. O primeiro era descendente de japoneses. Possuia um longo cabelo negro que ia até sua nuca e cobria um pouco seus olhos com a franja formada pelo mesmo. Era um garoto alto demais para sua idade, 14 anos. Tinha em média 1,77 metros de altura, estava no nono ano do fundamental. Chris era americano, parou na Inglaterra para morar com seus avós. Tinha 16 anos e era do segundo ano do ensino médio, um ano mais velho do que eu e Lily tanto academicamente  quanto em questão de nascimento. Ele possuía 1,80 de altura.

- Yo, Mel, yo Lily. Tranquilo? O cinema mais tarde ainda tá de pé, né? – Kaji estava em um tom descontraído, algo relativamente anormal. Em grande parte do tempo ele é um menino sério e responsável.
- Claro, claro. Só espero que nosso amigo Chris não vacile de novo e dê uma de gado pra abandonar o bonde só pra ficar com uma garota que vai te dar um pé na bunda dois dias depois, não é mesmo? – Confesso que falei com certa raiva, mas perdemos ingressos para um parque super legal da última vez que saímos com ele.
- Quê?! Cê tá me zoando né... Claro que não faria isso! Até porque eu sou um homem independente agora!
- Falou o trouxa que tentou ficar com a Mel mesmo sabendo que ela não gosta de garotos. – Eu confesso que me surpreendi vendo a Lily falar tão abertamente sobre coisas assim. Na verdade, pela cara dos meninos, eles também não esperavam por essa. Incontrolavelmente, nós três não conseguimos não rir da situação.
 Duas aulas depois, nosso período finalmente acabou e estávamos livres para ir em direção ao tão esperado cinema. Estávamos todos andando e conversando sobre a vida conversando a caminho do tão esperado local, todos rindo, felizes, aparentemente seria uma tarde comum. Se não fosse por...
- Ugh, AAAAAAAGH!!!! – O grito que serviu de prelúdio para a morte. Após ter ingerido alguma substância, um homem de capuz na rua se transformou misteriosamente em um abutre.
 As pessoas entraram em pânico, até que nós quatro nos demos conta do que estava realmente acontecendo, três cabeças haviam sido cortadas a nossa frente. Não conhecíamos aquelas pessoas, porém gritamos de pavor. Lily estava começando a ter uma crise de ansiedade ali mesmo, Kaji estava gritando apavorado mas não conseguia sair do lugar por medo, Chris estava perplexo com os olhos arregalados e eu, eu estava ajoelhada, chorando desesperada pois aquela situação era idêntica ao assassinato de minha mãe. As cabeças no chão, as pessoas horrorizadas, todos gritando e nós quatro parados e perplexos.
- M-Mel... M-Me a-ajuda, por favor... E-Eu não consigo respirar... – Lily estava tentando falar em meio ao pranto que a ansiedade a deixou. Kaji logo saiu com Lily nos braços, viu que eu não poderia ajudar a mesma e a levou para trás de uma casa, a mais próxima que ele viu.

- KAJI, A MEL E O CHRIS, ELES AINDA...
 - LILY, ACALME-SE. Nós não podemos ficar ali, principalmente com você nesse estado. Também estou apavorado mas você não pode ficar ali, a Mel não estava conseguindo te ajudar e o Chris tá paralisado de medo. Se eu não tivesse te puxado pra cá, a gente iria morrer! – Pelo que me contaram depois de tudo, Kaji falava isso para a doce garota em meio a choro.
 Todos estavam em crise, mas eu precisava fazer algo. A criatura misteriosa estava se aproximando de Chris, e eu estava vendo aquilo. Foi tudo muito rápido mas eu tive a sensação de tudo estar em câmera lenta.
- CHRIS, SAI DAÍ MOLEQUE!!!! –Gritei enquanto corri em direção a ele. Consegui derrubá-lo no chão a tempo do monstro não decepar a cabeça do meu amigo.
- M-MAS QUE PORRA É ESSA? O QUE TÁ ACONTECENDO, MEL???
-Eu também queria saber, mas não tem como explicar isso... Nunca acreditei em sobrenatural, mas isso não é humano nem fudendo... A gente tem que correr daqui!
 Peguei o garoto pelo peito e com a adrenalina tomando o meu corpo, eu consegui puxá-lo e correr um pouco. Vi Kaji e Lily de relance atrás da casa mas não dava tempo de ir até eles, tive que entrar em um quintal um pouco mais distante deles.

- Chris, v-você tá legal? – Eu perguntei ao garoto de forma apreensiva, minha voz estava falhando graças aos meus gritos de horror.

- Eu não faço ideia... Aquela coisa... As pessoas mortas... Que porra é essa...?
 Ele estava desesperado, mas dava para ver o ódio pela criatura no olhar dele. Eu já estava esgotada, a adrenalina foi embora mas eu consegui controlar o choro. Estava tentando controlar meu amigo, mas algo inesperado ocorreu...

- Eu tô pouco me fudendo pra esse bicho... Ele matou pessoas inocentes, POR MIM JÁ CHEGA!

 Ele acabara de levantar de onde estava , pegou algumas pedras aleatórias para atacar em direção a criatura. Porém, como esperado, o bicho não levou dano físico algum, apenas ficou mais raivoso. Indo para a direção de Chris, o temível abutre primeiramente devorou a perna de meu amigo, fazendo-o cair de cara no chão. Desacreditado de sobreviver e espantado pela força sobre-humana do monstro, ele gritou de pavor enquanto o chão ficava cada vez mais ensanguentado. Até hoje me lembro as últimas palavras de Chris.
- Pelo menos dessa vez, não foi eu que acabei com a diversão...
 O menino foi devorado sem piedade pelo animal.


Notas Finais


Capítulo pesado, não? Coisas assim continuarão aparecendo na história. Ela é recomendada para maiores de 16 anos justamente pela violência contida. Enfim, o que acharam? Espero que tenham curtido e, se possível, compartilhem para mais pessoas conhecerem a história. Obrigado pela leitura e até o próximo capítulo!


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