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História Premeditado (EM HIATUS) - Capítulo 5


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Notas do Autor


só passei pra mostrar esse ratinho
…ᘛ⁐̤ᕐᐷ



boa leitura! espero que gostem.

Capítulo 5 - A espada Excalibur


Fanfic / Fanfiction Premeditado (EM HIATUS) - Capítulo 5 - A espada Excalibur

Segunda-feira, 2 de março

Penitenciária Federal Israelense

1:33 PM

Chovia muito, o que fez Noah ficar com ainda mais medo e ansiedade. Vários métodos para diferenciar perfis são conhecidos, e eles estão estampados em milhões de livros por aí. Livros de fácil acesso, relativamente baratos. Não havia motivos para eles estarem ali, na tentativa de fazer as coisas como nos velhos tempos.

Agente Cavalcante segurava o guarda chuva acima da cabeça do neto, deixando-se molhar. A água estava gelada, mas não era um problema de verdade. O exterior não incomoda quando o interior está um caos. Haviam quinze anos que ele não entrava numa cela para entrevistar alguém, mas precisava aparecer confiante. 

Os guardas, sem olhar para o rosto dos dois, pegaram o guarda-chuva e as jaquetas, colocando para secar. Não tinha visita alguma no balcão. 

J: Viemos falar com o Koresh Futterman. 

?: Positivo. Nos avisaram sobre essa visita. Distintivos, carteira de identidade e armas na mesa, por favor. 

N: Armas? 

?: Sim, agente. 

O contrato pousou sobre a mão de Jacob.

“Não há responsabilidade civil do Estado em caso de danos a integridade física ou moral para/com agentes especiais em contato com um detento dentro da segurança máxima[...]”

Ambos assinaram e seguiram os corredores entre as celas. Ignorando, claro, alguns presidiários que tentavam chamar a atenção gritando, xingando, pulando e batendo nas grades. 

Sentaram-se na mesa de interrogatório, com o microfone no centro, já pronto para ser ligado. Noah suava frio, nunca havia conhecido um serial killer ao vivo, mas era orgulhoso demais para pedir para desistir, então apenas focou-se nas paredes de cimento queimado ao seu redor. O lugar cheirava a água sanitária, o teto era extremamente alto. 

Ouviram o portão de grades sendo puxado por um guarda.

J: Boa tarde, Futterman. Atrapalhamos o seu almoço?

Koresh tinha recém-completado 23 anos. Era muito pequeno, seus olhos claros e cabelos castanhos jamais deixariam alguém o acusar de qualquer coisa ruim. A foto dele estampava o jornal, quando foi detido, parece ser de uma vítima, não do suspeito.

K: Não costumo receber visitas, vim assim que me permitiram.

Collins apertou o botão e começou a gravar.

N: Você nos conhece, Futterman? Sabe o que viemos fazer?

K: Não. 

Ele cruzou as pernas e colocou os cotovelos em cima da mesa, fazendo com que as algemas se chocassem e fizessem barulho. Ele estava calmo, meio que feliz.

J: Somos agentes especiais. Este é Collins, sou Cavalcante. Não viemos interrogá-lo, não se sinta pressionado. Nada dito aqui pode ser usado a ser favor ou contra você. 

O garoto consentiu, balançando a cabeça, devagar.

Noah abriu o fichário com o material que constava sobre o caso de Futterman, mais conhecido como a vingança do anjo.

J: Queremos saber sobre a sua história. Cada detalhe. Não estou falando apenas dos homicídios. 

K: Podemos fazer um acordo? 

N: ...

J: Qual é sua proposta?

K: Vamos comer pizza. Estou com fome, e quero aproveitar que tenho companhia. É um milagre. Ah, e eu quero cigarros. Qualquer tipo. Só preciso fumar.

Collins levantou-se e saiu para o corredor, com o telefone na mão, para atender o pedido. Sua respiração deixava claro que estava inseguro, mas faria qualquer coisa para o assassino falar o máximo possível.

J: Tome. É Marlboro vermelho, o único que fumo. Sente falta da nicotina?

K: Com certeza, cara. É uma das coisas que mais tenho saudade. 

J: Entendi. Bom, quer começar?

Futterman soltou a fumaça pelo nariz, sorrindo. Satisfação total, como o primeiro gole d’agua quando se tem sede extrema. Havia tráfico de cigarro dentro das celas com presos menos perigosos, mas não na em que o jovem estava. O mundo é injusto.

K: Claro. Fique a vontade.

J: Um garoto bonito devia ter dado trabalho para sua mãe na adolescência. Ela era legal com você e o Patrick?

K: Ela não parava em casa porque trabalhava o dia todo, era prostituta. Acho que todo mundo sabe disso.

J: Você se incomodava com o trabalho dela?

K: Não. Só queria que ela tivesse tempo para o meu irmão mais novo e para... Mandar meu pai ir pro inferno.

J: Ele tinha uma ficha criminal enorme, maior que a sua. Agredia sua mãe, suas primas, mulheres estranhas na rua, atendetendes de loja e até professoras do seu irmão mais novo. Como você se sentia? Dava vontade de fazê-lo pagar?

Outra tragada. O detento rangeu os dentes de uma forma muito audível. 

K: Ele era um verme. Não merecia viver, e eu sabia disso desde que era moleque. 

Noah voltou com a pizza. 

J: Como sua família reagiu ao saber que você gosta de meninos?

K: Pessoas. Eu gosto de pessoas. Minha mãe era ortodoxa, mas não ligava muito. Não fazia diferença pra ela. Meu pai achava um absurdo.

J: Que nível de absurdo? 

K: ...

Ele pegou uma fatia de pizza e começou a comer, contendo a nervosisse. 

J: Vamos, você está indo muito bem. É um rapaz muito forte. Quero saber cada detalhe, não esconda nada.

K: Ele me estuprou, dizendo que ia fazer eu virar homem de verdade.

N: ...Sinto muito. 

K: Fiz o boletim de ocorrência mas nada aconteceu. Não acreditaram que um cabo do exército faria isso com o filho. Mas eu não sou filho dele, eu nunca teria saído daquela coisa. 

Lagrimas silenciosas começaram a percorrer o rosto dele, mas isso não o fez parar a entrevista.

J: Junho passado seu irmão fez um B.O. porque achou sua mãe morta em casa. Seu pai foi responsável por isso, certo? 

K: ...Certo.

N: Você se lembra de como foi este dia? 

K: O último dia de aula. Eu tava esperando alguém me buscar, peguei o diploma sozinho. Estava feliz porque minha mãe tinha conseguido uma bolsa na faculdade federal para mim. 

N: Então como você foi pra casa? 

K: A pé.

N: Aconteceu alguma coisa no caminho? 

K: Sim...

J: O que? O que aconteceu? 

K: Eu explodi de raiva porque o que meu pai fez comigo não saía da minha cabeça, e eu tive medo dele estar brigando com a mamãe. Perdi a razão completamente.

J: George, de 18 anos, te encontrou no campo de futebol que ficava três ruas depois do Colégio Público. Aqui consta que ele praticava bullying com você durante o ensino médio todo. Você pediu ajuda quando começou? 

K: Sim. Aos professores, mas ninguém me deu ouvidos porque ele era filho do diretor. Então eu matei ele. Não planejava matar alguém. Queria machucar muito, só isso...

J: Ele te bateu lá, então? 

K: Começamos a brigar, empurrei ele no chão e então joguei uma pedra na cabeça dele. Mas não vi que era uma pedra tão grande. 

N: Ok. Depois você seguiu, jogou suas roupas sujas de sangue no camburão de lixo e chegou em casa. 

K: É.

N: O que fez quando chegou lá? Seu irmão já tinha saído de casa.

K: Meu pai abriu a porta pra mim, falando que a casa tinha sido assaltada e que tinha chegado a pouco tempo, disse que sentia muito, me levou até a garagem e ali estava ela.

J: Foram trinta e seis facadas no corpo da sua mãe, e ela estava viva durante todo o processo. Sangrou até a morte. Como você soube que tinha sido ele quem a matou?

K: Nada estava fora do lugar. O cofre tava trancado, abri e tudo ainda estava lá, seguro. Meu gaguejava demais e parecia que tinha acabado de tomar banho. Mas não tinha como ele ter tempo pra tomar banho se acabou de chegar. Fui ver o chuveiro e ele correu atrás de mim. O banheiro tava ensanguentado. 

N: Ele tentou te matar?

O garoto fez que não com a cabeça. 

J: Com o que você mobilizou seu pai, senhor Futterman?

K: Quebrei a garrafa de vidro que minha mãe usava pra colocar perfume na cabeça dele. Arrastei o lixo até meu quarto e coloquei no chão. 

N: Sim. Certo. No que você estava pensando? Estava nervoso, desesperado? 

K: Tava triste e com muita raiva. Estava tremendo. Mas continuei. Peguei minha cadeira, coloquei ela em cima das costas dele e sentei. Estava quase pulando. Eu queria que os pés da cadeira atravessassem as costas, mas ele fazia muito barulho.

J: Ok. Você estava sob efeito de alguma coisa? Álcool, alucinógenos? Tinha fumado?

K: Totalmente sóbrio. 

J: Certo. Vamos para o segundo crime. Uma semana depois, você estava em Jerusalém. O que tava fazendo lá?

K: Não consegui dormir. Fui caçar. Ouvi falar num predador de crianças por lá.

N: Testemunhas disseram que você o encontrou num parque de diversão. O que ele estava fazendo? Como o reconheceu? 

K: O pedófilo tinha um rosto comum, mas soube quem era porque ele estava... Se masturbando no banco na frente do Just Dance, que tinha menininhas dançando. Elas tinham uns cinco anos.

N: Você não o matou na hora. Por quê?

K: Não queria que ninguém visse. Esperei o parque quase fechar, observando ele de longe. Quando ele foi ao banheiro, dei quatro tiros no filho da puta imundo.

J: Por que quatro? A perícia afirmou que todos foram na cabeça. Um o mataria.

K: Atirei até ele cair.

J: Como não te viram? Você teve medo de ser pego?

K: Me arrastei pelas cabines até a saída, enquanto a faxineira estava lá olhando o corpo. Não estava tão nervoso assim, mas ainda estava triste.

N: Tudo bem. O terceiro homicídio foi em Asdode. Também ouvir falar de algum criminoso a solta por lá?

K: Não. Fui pra comprar maconha, sabe como é... Mas vi um cara batendo na namorada. 

N: A Lubie. Certo. Você seguiu eles?

K: Segui o carro e matei o inútil na garagem no predio, depois da moça entrar no elevador. 

J: Seis tiros de .44, não é?

K: Afirmativo, agente. 

J: Em Netanya, você matou três traficantes. Foi comprovado que todos eles estupravam mulheres nas ruas com frequência. Matou um a cada dia que ficou lá.

K: Sim. Matei.

N: As investigações dos crimes foram feitas separadamente, como se fossem assassinos diferentes. És muito organizado e detalhista. 

O jovem riu, meio debochado. 

J: Você voltava aos locais dos crimes depois?

K: Não. Me contentei com as fotos que tirei.

J: Nenhuma vez?

K: Na verdade... Sim. Uma vez voltei para minha antiga casa e rolei no chão. Era como se eu pudesse sentir a dor do meu pai lá. Foi extremamente satisfatório.

N: Por que você se entregou? Por que não fugiu? Não descobriram nem sobre o primeiro homicídio sem sua ajuda, você tinha feito o crime perfeito. 

K: Agente Collins, eu...

Ele pegou outra fatia de pizza, que já estava fria. 

K: Eu esperei me encontrarem. Foram três anos esperando. Tive que mostrar as fotos e levar a polícia até a cena do crime para que acreditassem em mim. Esperava bem mais de vocês, sabia? 

J: Você acha que estar aqui, pelo menos nesses dois primeiros anos, está te fazendo melhorar como pessoa?

K: Não. Não mesmo. Eu sei da minha culpa, não me acho um justiceiro nem nada do tipo. Só tive raiva acumulada. Ninguém me ouvia. Mas esseugar me revolta. É horrível. 

J: Certo. Você teria matado alguém se não tivesse um pai problemático? 

K: Não. Espero que não. 

N: Escute, soubemos que sua cela só tem uma pessoa e que seu horário no refeitório é diferente dos outros presidiários. Até dos que são considerados tão perigosos quanto você.

K: É verdade. Acontece que meu comportamento não é dos melhores... Não gosto desse lugar. Tem racistas, estupradores, covardes que matam pessoas inocentes...

J: Devia ter pensado nisso antes de se entregar, ou antes de cometer os crimes. 

K: Eu sei. 

N: Me fala sobre seu mau comportamento. Você tinha notas boas no colégio, era um bom filho. Tinha amigos, e sua ficha criminal estava vazia antes de fazer o que fez.

K: Nos meus primeiros dias aqui, eu costumava bater num cara. Ele matou as duas filhinhas bebês. Isso não é uma pessoa, é um troço. 

N: Realmente... Bom, creio que seja só isso. Obrigado pela honestidade e pela colaboração. 

K: Venham quando quiser. Principalmente quando puderem trazer mais cigarro. 

J: Claro, criança. 

Delegacia de Polícia

3:00 PM

Não foi como Collins esperava. Ele imaginava um garoto maluco, que não parava de tremer e vmgirar na cadeira, cheio que tiques e que falava como se tivesse problemas cognitivos. Mas não. Era um menino muito calmo, olhava nos olhos para falar, não se contradisse nenhuma vez, não atacou os agentes e parecia saber o que estava fazendo.

O perfil de Koresh estava do lado do perfil que traçaram sobre quem cometeu o segundo homicídio daquela semana. Tentaram comparar o jovem a Lindsay, mas não tinham semelhança alguma. 

J: O homicida também seguiu a vítima, ao que tudo indica. E também usou uma pedra enorme na cabeça da idosa.

N: Sim, mas acho que foi uma vítima aleatória.  


Notas Finais


ALO ALO ATENCAO




QUEM NAO COMENTAR É HETEROZAO


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