História Presa Nos Meus Pensamentos Suicidas - Capítulo 34


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Categorias Histórias Originais
Tags Suícidio Anjo Salvação
Visualizações 29
Palavras 978
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


VORTEIIIII
Depois de praticamente... Minhas férias inteiras hehe
Aproveitei esse tempo para dormir e meu pai (preguiçoso como é) demorou muito para acertar meu computador, mas ta tudo bem. To até com um monitor novo hihi

Capítulo 34 - In My Blood


Fanfic / Fanfiction Presa Nos Meus Pensamentos Suicidas - Capítulo 34 - In My Blood

Chegou o dia, eu estou muito, muito nervosa. Já faz muito tempo que eu não toco para muitas pessoas, só para mim e até para a Anna.

Meu coração esta batendo rápido, não tão rápido quando eu estou perto da Anna, mas esta.

 

(...)

 

- Anna, não sei se é uma boa ideia! –Digo sendo empurrada nos bastidores pela Anna

- Você aceitou, você concordou, agora não tem mais volta! –Ela diz e me empurra com tudo para o palco me fazendo tropeçar para frente quase caindo, depois de me equilibrar olho para o público congelando com o tanto de pessoas que estavam ali.

Respirei fundo e soltei o ar pela boca, andei até o microfone passando por algumas pessoas da banda que tinha acabado de tocar e fico de frente para o microfone. Posicionei o violão na frente do corpo e olhei para o lado vendo Anna nos bastidores sorrindo e fazendo um joinha com a mão, olho para frente e suspiro começando a tocar.

 

Ajude-me

É como se as paredes estivessem desmoronando

Às vezes sinto vontade de desistir

Mas eu não posso

Não está no meu sangue

Deitado no chão do banheiro

Sem sentir nada

Me sinto sobrecarregado e inseguro

Me dê algo

Que eu possa tomar para acalmar minha mente

 

 

Apenas tome uma bebida

E você se sentirá melhor

Leve-a para casa

E você se sentirá melhor

Continue me dizendo que isso irá melhorar

Vai mesmo?

 

Suspirei e continuei a cantar

Ajude-me

É como se as paredes estivessem desmoronando

Nenhum medicamento é forte o suficiente

Alguém me ajude

Estou rastejando na minha pele

Às vezes sinto vontade de desistir

Mas eu não posso

Não está no meu sangue

 

 

Não está no meu sangue

 

Fecho os olhos

Olhando meu telefone de novo, me sentindo ansioso

Com medo de ficar sozinho novamente, eu odeio isso

Estou tentando achar um jeito de relaxar

Não posso respirar

Há alguém que possa...

 

Ajude-me

É como se as paredes estivessem desmoronando

Às vezes sinto vontade de desistir

Nenhum medicamento é forte o suficiente

Alguém me ajude

Estou rastejando na minha pele

Às vezes sinto vontade de desistir

Mas eu não posso

Não está no meu sangue

 

Mordo o lábio escutando as palmas se juntarem com a música

 

Não está no meu sangue

 

Preciso de alguém agora

 

Preciso de alguém agora

 

 

Alguém para me ajudar

 

Preciso de alguém agora

 

Olho para Anna e sorrio

 

Ajude-me

É como se as paredes estivessem desmoronando

Às vezes sinto vontade de desistir

Mas eu simplesmente não posso

Não está no meu sangue

Não está no meu sangue

 

Fecho os olhos de novo

 

Não está no meu sangue

 

Preciso de alguém agora

 

Não está no meu sangue

 

Preciso de alguém agora

 

Suspiro

 

Não está no meu sangue

 

Fui terminando de tocar aos poucos e os aplausos foram aumentando, abri os olhos e sorrio me afastando do microfone e me curvando diante do publico. Depois fui andando até Anna e a mesma pula em cima de mim me abraçando

- Agora to com vontade de te trancar dentro de casa e nunca mais soltar para ninguém tentar te tirar de mim por causa da sua voz –Disse no meu ouvido me arrepiando

- Isso é sequestro sua idiota! –Bato no seu braço e ela se afasta

- Melhor ainda –Sorri sapeca

- Ha ha há, engraçadinha –Ironizo e ela ri

 

(...)

 

Saímos do teatro, e como em todo show de talentos, teve quem ganhou e... Não fui eu. É, perdi, mas pelo menos foi divertido. Fomos para uma lanchonete qualquer (porque ninguém é de ferro) e quando chegamos, entramos e nos sentamos em uma das mesas, percebi que eramos praticamente as únicas ali, se a garçonete não estivesse ali. Enquanto conversávamos percebi que a mesma não olha para mim, quando eu via que ela estava me olhando rapidamente ela desviava o olhar. A garçonete chegou, fizemos nossos pedidos, a garçonete anotou e saiu dali e Anna Martinez ainda continuava estranha.

Nossos pedidos chegaram, comemos em um silêncio constrangedor e torturante, eu até tentava puxar assunto, mas ela só me respondia com resmungos. Aquilo estava me deixando em uma mistura de sentimentos, raiva, tristeza, agonia e preocupação.  Terminei meu lanche e eu só segurava o copo de refri enquanto eu observava Anna comer devagar como se fosse engasgar só se desse uma grande mordida naquele sanduiche.

Mordi o lábio com forço fechando os olhos e respirando fundo

 

Tu esqueceu seu *remédio?

 

Esqueci

 

Suspirei

 

Vish

 

- Por que você está tão calada? –A pergunta sai automaticamente da minha boca e ouço um murmuro confuso vindo da parte de Anna

Abro os olhos a olhando a fazendo desviar o olhar

 

Ok Anna...

Você conseguiu me irritar...

 

Me levantei e bati o copo de refri com tudo na mesa a assustando

- Por que você ta tão calada?! –Falo alto- O que eu fiz para você para você parar de olhar para mim?! –Ela me olha com os olhos um pouco arregalados- Porra Anna, é agoniante ficar nesse silencio enquanto você ta tão estranha! –Tirei as mãos da mesa- Se você ta me escondendo alguma porra, me fala caralho, é horrível te ver assim! -Sinto uma adrenalina me subir- Você não confia mais em mim? Você não gosta mais de mim? –Encolho os ombros sentindo uma vontade de chorar- É só falar que eu saio pela  aquela porta e talvez você nunca mais me veja –Fico ofegante

Ela fica alguns segundos calada e se levanta se aproximando de mim me abraçando

- Minha mãe –Fala chorosa e eu a abraço de volta- Ela está com câncer no coração –A aperto ao meu corpo mesmo com a pouca diferença de altura

- Calma –Fungo- Eu estou aqui –Ela se separa um pouco

- Você também ta chorando? –Pergunta rindo quebrando aquele clima

- Há não me enche –Bato de leve no seu braço


Notas Finais


*Remédio: Antidepressivo/sertralina



Foi isso
bye


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