História PRESENTE - lipsoul!loona - Capítulo 1


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Categorias Loona
Personagens JinSoul, Kim Lip
Tags Lipsoul
Visualizações 66
Palavras 1.422
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drabs, Droubble, FemmeSlash, Ficção, Fluffy
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Presente (capítulo único)


Fanfic / Fanfiction PRESENTE - lipsoul!loona - Capítulo 1 - Presente (capítulo único)

Era o primeiro natal de Jungeun e Jinsoul depois da adoção oficial de Gimbya. A casa modesta um tanto distante da cidade as dava a privacidade necessária e acolhedora para a pequena garotinha de tranças bem feitas em seus cabelos negros.

 

A trajetória da adoção de Gimbya quase custou o casamento das coreanas. Vindas de uma cidade pequena, Jinsoul estava tentando um bom emprego numa universidade, onde trabalharia como pedagoga.

 

Não estava nos planos de Jungeun assumir a responsabilidade de sair do lugar em que cresceu em benefício da esposa, mas pensou que seria uma boa oportunidade para começar uma nova carreira.

 

O espaço alugado permitiu-a abrir uma confeitaria, e imediatamente se tornou um sucesso. Kim conseguiu contratar funcionários e podia administrar de casa.

 

O desejo de adotar uma criança partiu de Jungeun, ela sempre foi apaixonada por crianças. Trabalhou por um longo tempo numa pré-escola e esse amor só se intensificou.

 

Jinsoul, por sua vez, ficava com um pé atrás nesse quesito. Não que ela não desejasse ser mãe, mas o processo de adoção demoraria muito mais do que ela gostaria. Deu a ideia de inseminação, e foi a partir daí que as brigas se iniciaram.

 

Por um lado, Jungeun gostaria de dar um lar a uma criança, por outro, Jinsoul queria passar pelos processos de gestação. Elas poderiam fazer ambas as coisas, só que isso levaria tempo e dinheiro.

 

Após muito diálogo, decidiram que entrariam no processo de adoção, que durou cerca de um ano para conseguirem, inicialmente, entrarem na lista de interessados. Não tinham preferências em relação a etnia, idade ou sexo, gostariam de ter uma criança independente de qualquer coisa.

 

A assistente social visitou a casa, encontrou poucas irregularidades, como previsto para a casa de duas mães de primeira viagem, e tiveram uma semana para ajeitar tudo. Jinsoul não disse, mas usou o dinheiro que daria entrada num carro para ajustar a casa.

 

Ela conseguiria juntar em breve, não tinha com o que temer.

 

Numa terça-feira ensolarada, Jungeun recebeu o telefonema da assistente social. Ela informava que tinha a melhor das novidades para o casal, mas que precisariam tirar seus passaportes da gaveta.

 

Jungeun e Jinsoul viajaram para uma aldeia localizada na África, onde crianças que perderam seus pais muito cedo eram acolhidos e destinados a boas famílias. Era o sonho sendo realizado!

 

A viagem demorou mais do que o relógio marcou, as mãos suaram além do normal, as noites mal dormidas compensariam tudo o que viria pela frente. Ficaram hospedadas num hotelzinho e, no dia seguinte, seguiram para a aldeia.

 

As mulheres que acolhiam as crianças deram as primeiras instruções. Cada casal recebeu uma vela enquanto juravam proteger, cuidar e acolher as pequenas crianças, de diferentes idades, as quais seriam-lhes entregues.

 

Jinsoul prendia o choro mas assim que uma das menininhas de cabelos amarrados em um laço de fita sorriu, ela não se aguentou. Ela era linda, parecia uma bonequinha. De pele cor de jambo e olhos bem grandes, ela tinha a sensação conhecê-las de outras vidas.

 

Gimbya, ao qual foi o nome dado pelas cuidadoras, tinha cinco anos de idade. Orfã de pai, a garotinha vivia com a mãe em condições precárias até que esta mesma adquiriu uma doença fatal. Por esse motivo, estava sob os cuidados de Hadiya, uma das responsáveis do local.

 

Jungeun segurava a mão de Jung e limpava suas lágrimas para não assustar a garotinha. Ela tremia e sorria para Gimbya, esperando que o processo de iniciação se encerrasse.

 

Hadiya levou a garotinha para o casal e pegou a vela de suas mãos, deixando-as um momento a sós. Ambas as mais velhas abaixaram-se e Gimbya as abraçou. Era um abraço e infantil e apertado, sinônimo de verdadeiro.

 

Desde aquele dia, Gimbya havia mudado a vida das duas mulheres.

 

Voltaram para o país em que moravam e começaram a ensinar o idioma tradicional junto à Hyunjin, uma amiga de Jinsoul e professora de idiomas. Gimbya se habituou rapidamente à rotina coreana e o ambiente era propício para a mesma.

 

As aulas tinham acabado e ela estava de férias. Era natal e Jinsoul estava na cozinha ajudando Jungeun a lavar a louça. Esperariam Gimbya dormir para deixarem algodões no chão e o presente ao pé da cama da garota.

 

Gostariam de manter a inocência e a crença no Papai Noel para que Gimbya tivesse uma infância feliz e tranquila.

 

Entretanto, a garotinha não queria dormir. Jungeun deu muito refrigerante para a filha e agora não tinha quem a fizesse dormir. Passava da meia-noite, precisavam que fosse dormir para começarem os trabalhos.

 

Voltaram para a sala, onde Gimbya observava o fogo da lareira esquentar toda a casa. Bom, pelo menos ela tinha parado de pular no sofá!

 

— Algum problema?! — perguntou Jungeun. 

 

— Está com sono, enfim?! — brincou Jinsoul.

 

— Ainda não — Jinsoul fingiu estar brava e se sentou ao lado da filha. — Posso fazer uma pergunta?!

 

— Sabe que sim — Jungeun segurou a sua mão.

 

— Vocês realmente me consideram a filha de vocês?!

 

— Claro que sim — as coreanas responderam juntas e Jinsoul complementou: — Por que a pergunta?! 

 

— Desde que as aulas acabaram, alguns colegas da escola ficam enchendo o meu saco... Por eu não ser parecida com vocês... Sabe, eu não sou como vocês...

 

— Não?! — Jungeun fez-se de desentendida.

 

— Não. Meus olhos não são clarinhos como o de vocês, minha pele não é branquinha, eu não pareço em nada e nunca irei...

 

Tinham um problema ali.

 

Esperavam que tivessem uma conversa daqueles com Gimbya, mas não tão nova. Ela tinha acabado de completar sete anos, deveria estar começando a deixar algumas coisas mais infantis de lado, assistir outros tipos de desenho e começar a se interessar por atividades esportivas.

 

Jungeun e Jinsoul nunca deixariam que alguém machucasse a filha, e sabiam que aqueles comentários "sem maldade" poderiam trazer malefícios futuros se não interferissem a tempo.

 

— Quando eu conheci a mamãe — começou Jinsoul —, eu queria ter um bebê, mas não grandinho como você chegou a nós. Gostaria de ter um bem pequenininho aqui dentro — tocou o próprio ventre. — Era um desejo muito pessoal porque cresci com esse desejo de ser mãe, às vezes imposto por eu ser menina e ser o tradicional, mas tinha esse desejo da maternidade.

 

— E eu impedi isso...

 

— Não, claro que não! Nós conversamos por um longo tempo e decidimos que queríamos abrir nossa casa para que uma criança sozinha tivesse as mesmas oportunidades que um filho de sangue. Você demorou muito para chegar, achamos que isso nunca ia acontecer, e quando aconteceu... Foi completamente além do que eu esperava... 

 

— Quando chegamos na aldeia, meu coração não parava de bater muito forte, eu ainda não sabia o seu nome, a sua idade, o seu tamanho, nem se você era menina ou menino, sabe?! — Gimbya fez que sim com a cabeça, totalmente atenta aos ditos de Jungeun. — E aí a tia Hadiya chegou com você. Primeiro estava toda tímida, sem saber para quem iria. Quando você parou em nossa frente, eu tive certeza de que dali diante, eu nunca conseguiria amar alguém tanto quanto amo a ti.

 

— Eu já esperava que você nos perguntasse coisas desse tipo porque você já tinha uma família antes de sua mãe ir morar no céu, mas nunca me preparei para isso... Então o que vou dizer vem do coração, de verdade — Jinsoul respirou fundo e enxugou suas lágrimas nas mangas de seu suéter. — Nunca foi sobre o seu exterior, Gimbya. Quando decidimos formar uma família, com nós duas e uma criança, só queríamos dar carinho para alguém que fosse fruto do nosso amor. Apesar de você ter vindo de outro lugar, eu tenho total certeza que faz parte de nós, independente de sua pele, seus olhos ou você ser completamente diferente de nós.

 

— A sua pele pode não ser como a neve, mas ela é como céu em plena noite estrelada, e cá para nós, é muito mais bonito que a neve! — Gimbya sorriu animada. 

 

— Você pode ser totalmente o oposto de nós e do tradicional daqui, mas será sempre o fruto do nosso amor e a maior semelhança que há dentro de nós. Não são esses pequenos detalhes que invalidarão tudo o que sentimos e construímos até agora com você. Que nunca falte essa compreensão a ti sobre nossa família, tudo bem?!

 

Gimbya abriu os braços e puxou-as para abraçar com todas as suas forças. Um abraço daqueles era frequente e sempre mantinha-as aquecidas, como uma família, independente do que estivesse por vir. Mostraram em suas pequenas ações que os melhores presentes eram aqueles vindos do coração.

 

~×∆×~



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