História Presente - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Min Yoongi (Suga)
Tags Babyboy, Daddy, Daddy Kink, Depressão, Hopega, Hoseok, Little Boy, Little Space, Não Sexual, Sope, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 137
Palavras 1.649
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi seguimigos

então, pra quem não sabe (vulgo, pra quem acha que sabe) vim explicar o que é little space

Little space é quando alguém, praticante do age play, "regride" a mente para a cabeça de uma criança. Gosta de agir como criança, falar como criança, e as vezes, essa criança tem um cuidador (ou pra vocês, fanfiqueiros de plantão, o famoso "daddy", mas nas fics é tudo muito distorcido e errado e não tem nada a ver). A pessoa faz isso as vezes para descontar o stress, ou as vezes apenas porque tem uma criança interior dentro de si e quer ter seus momentinhos de bebê simplesmente porque gosta.

O Yoongi nessa fic é um little (pessoa que entra no little space) e no caso dele, quando ele está no little space, NÃO É UMA PRÁTICA SEXUAL. É o jeitinho dele, só. E não é toda hora que ele está assim. Ele faz faculdade, trabalha, age como um jovem adulto normal, assim como ele faz sexo com o hoseok quando está agindo como ADULTO. NÃO SEXUALIZEM CRIANCINHAS PRECIOSAS. Que nem o Yoongi em little space.

* Little space nem sempre está conectado com o BDSM

Entenderam? Ok, leiam aí e comentem bastante dkndnxnxn

Capítulo 1 - Vida, entrando pelas suas narinas.


 

— Seokie, vamos passear, vamos passear, por favor, por favorzinho! — Falava Yoongi, saltitando na frente de seu namorado. Era a quinta vez na semana que ele pedia para saírem juntos, mas Hoseok nunca queria. Estava sempre muito triste, querendo ficar em casa, e o que mais lhe incomodava: queria ficar sozinho. — Por favor! Você vai ficar feliz se for, e eu também! Nós podemos tomar sorvete, ver as nuvens, brincar com os cachorros, brincar no parquinho, fazer um lan-

— Okay, nós vamos sair.

O pequeno abriu seu grande e fofo sorriso, o que aqueceu o Jung. Yoongi em little space era o menino mais precioso do mundo, e tinha a capacidade de fazer todos ao seu redor sorrirem.

Mas, as vezes, isso não funcionava com seu amado.

Jung Hoseok sofria de depressão desde sua adolescência. Para ele, sua vida só piorou desde lá, o que não é bem uma verdade. Ele largou o cursinho que lhe fazia tão mal, trocou por um que gostasse, e ainda conheceu o suposto amor da sua vida, mas seu humor nunca estava bom. Os remédios não faziam mais efeito, e nada mais lhe tirava da cama. Tirando Min, que sempre lhe acordava com um grande abraço.

— Yupiiiiiii! Nós vamos nos divertir muito! Eu vou me arrumar. 

O maior sorrira. Preguiçosamente, levantou de sua cama e foi tomar um banho antes de sair. Fedia á ovo podre, como o proprio namorado dissera.

Yoongi fez questão de vestir a roupa preferida do outro, que consistia em uma camisa de botões de manga curta na cor cinza, com várias âncoras brancas estampadas, bermudas pretas justinhas que iam até a metade de suas coxas, meias na canela e sapatos pretos. Estava um príncipe, ainda mais perfumado com o perfume que ganhara de presente. Esperava, já pronto, no sofá, jogando algum joguinho bobo no celular, balançando as perninhas, ansioso para sair com o garoto cujo ama tanto.

Amava o Jung incondicionalmente, em little space ou não. Amava o jeito que ele se importava com seus amigos, como ele é dedicado em deixar todos em sua volta felizes, amava seu sorriso, seu cabelo, sua pele. Tudo. Ao mesmo tempo que amava o quanto ele fazia o possível para não parecer mal, odiava, porque isso só o deixava mais mal ainda. Ele não era muito de falar sobre seus problemas ou deixar transparecer suas angústias, e assim, era formado um bolo de coisas ruins e sentimentos não colocados pra fora, trancados dentro de seu coração. Se sentia sortudo em poder ajudar às vezes, mas mesmo assim, gostaria que Hoseok fosse um pouquinho mais aberto. Quem sabe, assim, ele não melhoraria mais rápido?

E o dito cujo chega na sala, e não pode conter um sorriso em ver seu menino todo bem vestido, cheirosinho, lhe esperando, como se fosse aqueles filhos-prodígio de pais ricos. 

— Vamos? — disse. Seu olhar era profundo, com grandes olheiras que ele não fazia questão de cobrir, mas esboçava um sorriso sincero. Por ele.

— Vamos! Vamos!  — dizia o pequeno menino, com o coraçãozinho repleto de alegria. 

Hoseok não sabia que Yoongi tinha guardado uma boa quantia de dinheiro para dar-lhe um presente especial. De coração. Hoseok estava ficando sem dinheiro para mimá-lo como sempre fizera, então seria ele quem o faria.

Ao momento em que pisaram para fora de casa, os olhos negros do garoto brilharam como se estivessem enxergando o país das maravilhas. 

— Oh, amor! O dia está lindo! — Disse. — O sol está irradiante, mas ainda sim bate um vento frio. Está perfeito! — Ele falava. Jung achava graça, para ele, era apenas mais um dia normal, com pessoas chatas na rua, e a natureza, funcionando como ela sempre funcionou.

— Não acha lindo? Estamos de férias! Nadica de nada para fazer, ou se preocupar. Podemos brincar por um mês inteiro! 
Os dois trabalhavam, mas a faculdade tomava 90% de seus tempos. Estar de férias era simplesmente a melhor das bênçãos. 

— É, pequeno. — concorda, sorrindo. — Você tem razão. 

Caminharam de mãos dadas, tranquilamente, sentindo a brisa fresca abraçar seus corpos, e os raios solares iluminarem seus olhos. Crianças passavam, rindo. Casais de velhinhos, sentados em um banco de madeira, apreciando cada detalhe da vida, quase no seu final, amando para sempre um ao outro. Pássaros e insetos interessantes voavam, andavam por aí. 

"E se eu morresse?" Pensou. "E se eu morresse agora? Se, por um acaso, um carro virasse errado e me atropelasse? Yoongi teria de sobreviver." Se pegou viajando em seus próprios pensamentos sombrios, mesmo rodeado de coisas boas. "Eu não gostaria de morrer agora. Eu acho que eu tenho uma chance para ser alguém na vida".

Observou o sorriso gengival do seu amado, direcionado para si. Os lábios repuxados para os lados, os dentinhos perfeitos. Seus olhos brilhavam, enquanto ele era uma nuvem escura. Queria brilhar, também.

"É, talvez hoje realmente seja um dia bom."

— Oh, Seokie! Balões! Eu posso comprar?

Hoseok riu. 

— Pode, vai lá. — Falou, vendo sua criançona adulta ir gastar seus poucos wons em balões bobos. 

A senhora que vendia ria, provavelmente questionando o porquê de um rapazinho crescido querer comprar balões de criança. Ele é inteligente, conseguiu convencer a mulher de que não era um biruta da cabeça. 

Levou dois, um da cor verde, que, por um acaso, era sua cor favorita, e um lilás, a dele. 

— Toma, papai! Pra você! — Estendeu o bracinho, segurando o balão da cor verde. 

— Pra mim? — falou, um pouco surpreso. — Você comprou com seu dinheiro?

— Sim, sim. É pra você! — Hoseok pega o objeto pela cordinha, apreciando. Aquilo encheu seu coração com uma felicidade tão grande que nem sabia descrever. Era muito estranho. 

Abraçou o namorado com todo o carinho guardado em sua alma lânguida. Beijou o topo de sua cabeça, e novamente, olhou em seus olhos.

— Eu te amo. 

Fazia um bom tempo que não falava essas três palavrinhas mágicas.

Era um dia tão estranho. 

Se sentia estranho por não estar sofrendo, e não sabia lidar com isso. Estava um pouco emocionado.

Mais casais passavam, grandes e bonitos cachorros, o carrinho do sorvete. Uma moradora de rua recebendo uma marmita enorme e bem completa para compartilhar com seu filho.

Tinha um mau pressentimento, algo daria errado. 

— Eu te amo muito, Yoongi. Nunca se esqueça disso, ok? — Disse, bem baixinho, enquanto o apertava forte. — Promete pro papai?

— Prometo! — suas bochechas pálidas ruborizaram. Se sentia tão amado, gostava tanto quando ele lhe fazia se sentir assim. Era gratificante, uma sensação de amor. 

Deram um jeito de disfarçar, e compartilharam um selar cheio de sentimentos. 

— Eu tenho mais presentinhos pra você. Vamos. 










 

Yoongi tinha apontado varias coisinhas boas do dia. Tinha lhe dito que achava Hoseok muito bonito quando o vento puxava seus cabelos para trás, e algumas curiosidades sobre os passarinhos que por ali avoavam.

Tomaram um bom sorvete, trocaram "mini declarações" uma vez ou outra, e Jung ficava cada vez mais preenchido com a vida. Seus pulmões pareciam inflar, e gritar "vitória" por receberem um ar tão puro. Quase sentia o ato do seu coração bombear sangue para suas veias. Ele acelerava a cada ato amoroso.

"Okay, viver a vida é bom, as vezes"

Entraram numa loja de óculos, relógios e pulseiras. O maior não fazia idéia do porquê, mas apenas seguiu seu acompanhante, o vendo falar com o recepcionista. Ele sai da mesa, indo buscar algo em algum lugar atrás daquela porta, enquanto o outro tira uma quantia considerável de dinheiro de seu bolso. 

O senhor lhe entrega dois pacotes, e Min os paga, agradecendo logo após e indo em sua direção, lhe entregando um pacote. 

— Abre! — pediu.

E assim o fez, ao mesmo tempo que ele abria seu pacote. E lá, residia uma linda pulseirinha de couro, com uma placa em um material que ele não soube descrever qual era. Nela, estava marcada uma data, "140715". Era a data que começaram a namorar. Hoseok deu uma de bebê chorão, o que alegrou o coração do garoto que o amava, levando o mesmo á abraçá-lo bem forte. 

— Eu sei que eu nunca te dei um presente assim, especial. Mas eu sempre quis te dar. — Começou. — É pra você lembrar que eu sempre estarei bem do seu ladinho, pra sempre. Você nunca estará sozinho enquanto eu estiver aqui, por mais que se sinta assim.

As lágrimas caíam silenciosamente de seu rosto. Notou a gravura de um Sol do lado da data.

— O seu tem um solzinho para iluminar seus dias escuros e nublados. O meu tem um coraçãozinho, olha! — Mostrou o pulso, com o bracelete. — É você. Significa você.

O abraçou mais uma vez. E mais uma. Beijou seu biquinho fofo umas cinco vezes. Escondidinhos num lugar perto do banheiro. Não conseguia parar de se declarar. 

— A vida parece torturante, né, papai? — Sussurrou, enquanto o abraçava. — Eu não vou negar, ela é, sim. Mas, ao mesmo tempo, ela te dá momentos impagáveis. Ela é linda. E ela conecta almas, cria laços. Você pode fazer qualquer coisa, a vida dá certo no final. 

Hoseok chorava tanto. Faziam tantos meses, talvez anos, que ele não pensava no lado bom das coisas. 
 

Apertava o amado com toda a força do mundo, suspirando e fungando, deixando as lágrimas rolarem pela sua face longa. Trêmulo. 

Yoongi segura seu rosto com as duas mãos, enxergando profundamente algo além, no fundo de seu olhar. 
 

— Prometa para mim uma coisa também. — Pediu. — Se permita á ver coisas boas, todos os dias. Fechado? 

Ele sorriu. Primeiro com os lábios, depois, mostrando aquele coração enorme que era seu sorriso cheio de dentes.

— Prometo! Eu prometo! 

Se sentia mais que disposto a fazer um esforço, todos os dias, para ter mais dias como aquele. Queria sentir a vida entrar pelos seus pulmões mais que uma vez em dois anos. 

Ficaram mais uns minutinhos ali, até o maior parar com o chororô. Abraçados, em silêncio. Até Yoongi se pronunciar. 

— Agora, vem, bebezão. Vamos pra casa. Hoje tem sopinha pra jantar. 


 


Notas Finais


disclaimer: chorei escrevendo isso

fic no wattpad: https://my.w.tt/531ttrfWiP

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