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História Presente - Capítulo 1


Escrita por: escrevendoporamor

Notas do Autor


Gente, não consigo parar de escrever hahahahh to aproveitando para treinar minha escrita e acho que tem funcionado, então trago uma nova história.

Essa vai ser curta, então não se preocupem, pois seguirei com essa fic e a "Descobrindo nosso amor"

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Manhã de aniversário


O som dos gemidos dominava o quarto de Alberto e soava como música aos ouvidos do casal. Estela estava na casa do noivo desde o dia anterior, pois fazia questão que acordar ao seu lado no primeiro aniversário dele que comemorariam juntos. 

Acordou  primeiro e pensou em fazer o café da manhã para levar na cama junto com seu presente, esse era o plano desde o início. Mas quando acordou, olhou para o homem de cabelos bagunçados que se tornava um pouco mais velho. Ele tinha um sorriso no rosto e um braço em torno do corpo dela. Alberto respirava tranquilo e a mulher pôde resistir, começando a distribuir beijos em seu rosto, descendo para o pescoço, o peito e sentindo o exato momento no qual ele acordou. 

- Hummm… como é bom acordar assim

- Feliz aniversário, meu amor - foi tudo o que ela disse antes de sentar em cima dele e começar a beijá-lo com todo o seu amor. 

Agora estavam ali, os braços dela estava acima de sua cabeça, as mãos entrelaçadas nas deles e os dois chamaram seus nomes quando acabou. Alberto se inclinou sobre ela, juntou suas testas e lhe deu um beijo rápido

- Eu amo você

- Eu também - ela o beijou novamente, ainda sem fôlego - espero que você tenha gostado de como seu aniversário começou. 

Ele riu, deitando-se ao seu lado, puxando-a sobre seu peito, beijando seus cabelos e acariciando suas costas.

- Depois disso tenho certeza que vai ser um aniversário memorável - ele os cobriu e aproveitou para beijá-la de novo - Obrigado

- Ahhh, foi um prazer - mais uma vez o homem riu, apertando-a mais em seus braços e novamente beijando a testa da mulher ao seu lado

- Obrigado por estar comigo, por me amar tanto e por sempre querer deixar as coisas perfeitas pra mim - ele a olhava nos olhos, estava tão feliz por tê-la em seu aniversário e sabia que ela não sairia do seu lado por nada. Estela tinha preparado um dia todo para os dois. Beatriz estava na casa de Diná e passaria o sábado com Tato. 

Portanto, eles tinham a manhã para ficar namorando na casa do médico, depois sairiam para almoçar e passear um pouco. Eles pensaram em ver um filme à tarde e depois ir para a casa de Otávio onde a família dela e alguns amigos próximos estariam esperando para celebrar o aniversário do médico. 

Há muitos anos não fazia planos para celebrar a data, somente quando os pais estavam por perto, mas Estela estava tão animada que ele não conseguiu resistir. Concordou com tudo, aceitou a casa de Otávio quando ela foi oferecida por Diná, e pediu folga de todo e qualquer tipo de trabalho para ficar com a loira. 

- Eu amo você e é realmente um prazer estar por perto. Eu nunca acreditei que isso seria possível e ainda parece sonho

- Mas não é. É vida real e eu posso provar - ele sabia ser sedutor e ela mordeu o lábio inferior 

- Como? - Trocaram um beijo intenso, cheio de carinhos e carícias

- Real o suficiente pra você?

- Não sei… acho que vou ter que provar algumas vezes se eu quiser ter certeza - o sorriso dela tinha o poder de derretê-lo e isso o impressionava

- Então acho que poderíamos começar - só que o beijo foi curto, pois foram interrompidos pelo telefone. Alberto atendeu, mas ninguém respondeu, deixando o homem intrigado. Ele olhou para o relógio, já eram quase 9 horas da manhã. Estranho! 

- Que foi, amor?

- Não era ninguém, mas é estranho. 

- O que?

- Meus pais sempre ligam bem cedo no meu aniversário. Quando eu era criança, minha mãe fazia questão de levar café na cama, então agora ela faz questão de ser a primeira a ligar, assim ela disse que parece que nós mantemos a tradição - Estela sorriu, fez um carinho no peito do homem e deixou um beijo no local

- Eu tinha pensado em trazer o café da manhã na cama, mas aí olhei pra você e…

- Acho que eu prefiro acordar com você da forma como acordei hoje - Estela riu alto e deu um tapa leve no peito do noivo

- Cachorro. Tá perdendo completamente a vergonha, hein doutor? - ele fez cara de inocente

- Culpa sua

Os pais de Alberto eram muito presentes, já haviam ouvido falar muito sobre a família Toledo, mas só conheciam dona Maroca. Os pais costumavam ir visitar a irmã do médico que morava na Espanha nas datas comemorativas, mas ele nunca podia ir, por causa do trabalho. Quando Dona Maroca descobriu isso, há muitos anos, ela decidiu que Alberto sempre festejaria com a família dela e ele sempre foi. Os pais dele tinham muita gratidão por isso fizeram questão de convidar a matriarca para um jantar. 

Eles se deram muito bem. Mas isso não se tornou uma rotina, afinal os pais do médico trabalhavam muito e depois da aposentadoria se mudaram para o interior. Por isso ele não os via todos os fins de semana, se aproximando sempre mais da família de Estela, que considerava sua. No último ano, eles aproveitaram para fazer um cruzeiro de volta ao mundo e ainda não sabiam do noivado do filho. 

- Seus pais já sabem sobre nós?

- Mais ou menos - ele beijou a têmpora da noiva - Você sabe que meus pais se aposentaram e resolveram fazer uma volta ao mundo, mas a gente sempre se fala pelo telefone

- E o que eles sabem sobre mim? - Alberto conhecia sua loirinha o suficiente para perceber como seu corpo ficou repentinamente tenso, seu semblante estava preocupado e a voz bem mais baixa do que de costume 

- Eu não vejo os dois há mais de um ano e nunca tive uma noiva - mais uma vez beijou os cabelos dela, gostava tanto de distribuir esses pequenos carinhos - então eu não quis contar nem por carta e nem por telefone. Disse que tinha uma novidade gigante pra contar e que era a melhor coisa que já me acontecera, mas que só contava quando eles voltassem, coisa que deve acontecer em alguns meses

- A melhor coisa? - ela levantou a cabeça, buscando os olhos do homem e estava absurdamente linda

- A melhor de todas as coisas que já me aconteceram 

Alberto puxou a noiva para mais um beijo, interrompido por um ronco em sua barriga. Os dois se olharam e compartilharam uma risada, encerrada por mais um beijo. Estavam com fome, mas não queriam sair daquele espaço só deles.

Estavam tão distraídos que nem perceberam que uma chave era rodada na fechadura do apartamento de Alberto. Também não perceberam que algumas pessoas andavam entre a sala e a cozinha tentando não fazer barulho e poderiam ter sido pegos em uma situação bem delicada se Estela não tivesse sentido um cheiro muito forte de café. 

- Deve ser no vizinho, amor

- Nossa, mas parece muito que é aqui em casa

- Na nossa casa? - ela sorriu com ternura

- Na nossa casa - deu um selinho nele, mas não permitiu o aprofundamento do beijo - Alberto, esse cheiro de café está muito forte

- Acho que eu deixei a janela da sala aberta ontem. Quer que eu feche?

- Não sei se precisa - ele foi beijá-la, mas eles ouviram uma bacia caindo na cozinha, fazendo Alberto levantar-se da cama em um pulo - Alberto…

- Você fica - ele estava tenso e jogou sua camisa na direção dela que foi rapidamente vestida - se tranca no banheiro do quarto

- E você? - ela perguntou enquanto ele vestia as calças

- Eu vou ver o que está acontecendo e já venho - ele ia sair, mas ela o puxou pelo braço

- Não é melhor você se trancar comigo e a gente chamar a polícia?

- Espera um pouco amor - ele beijou-a na testa - vai pro banheiro, por favor?

- Se você demorar mais do que 2 minutos eu vou chamar a polícia e vou até a sala 

- Chama a polícia e fica no banheiro

- Não. Eu não vou abandonar você 

- Estela… 

Eles ouviram alguns sussurros no corredor. Quem quer que fosse, estava bem perto do quarto agora. 

- Espera - eles ouviram isso de dentro do quarto e Alberto reconheceu aquela voz, ficando absolutamente vermelho - bate na porta, o menino pode estar sem roupa

- Nada que eu nunca tenha visto

- Bate na porta, mãe - eram três vozes e Alberto conhecia todas

- Isso vai estragar a surpresa

- Não interessa, mãe. Dá privacidade pro Alberto

Três batidas foram dadas na porta e Estela viu que o rosto do noivo estava mais envergonhado do que com medo. 

- Amor? - a voz dela o tirou do transe e ele conseguiu responder

- Quem é? - não podia ser

- Somos nós, filho. Posso entrar? - a mãe perguntou, mas foi logo abrindo a porta. Alberto tentou gritar “não”, só que foi tarde. 

De repente, sua manhã romântica tinha se tornado em uma cena de filme de comédia ou de terror. A mãe boquiaberta olhava de Alberto para Estela e de Estela para Alberto. A loira, absolutamente vermelha, vestindo apenas a calcinha e a camisa do médico parecia pronta para abrir um buraco no chão e se esconder. 

Já Alberto, usando apenas a calça corria na direção da mãe, tentando colocá-la para fora do cômodo. Ele conseguiu e fechou a porta atrás de si, dando de cara com o pai e a irmã, confusos. 

- Você tava pelado, irmãozinho? - a irmã de Alberto sorria abertamente, divertida com a situação

- Não - o médico se sentia um adolescente flagrado com a namorada - vocês podem esperar um pouco na sala? Mãe...

- Me desculpa, filho - foi só o que ela balbuciou, olhando para o chão

- Mas o que está acontecendo, Alberto?

- Ele estava acompanhado - a mãe de Alberto parecia prestes a chorar

- Aiii meu Deus, que flagra

- Eu disse pra você bater, amor

- Mas nós estávamos vestidos e em pé - Alberto se apressou em dizer

- Ela tava só com sua camisa e você tá só de calça - a mãe dele parecia catatônica

- Mamãe, ele é um homem adulto

- Só que tem coisas que eu não preciso ver

- Viu por não ter batido na porta - apesar de engraçado, a irmã do médico estava com dó dele

- Vão pra sala e nós já conversamos - Alberto estava mortificado e só conseguia pensar em Estela que devia estar morta de vergonha no quarto. Ele deu as costas para a família e entrou, encontrando a noiva sentada no chão, com lágrimas nos olhos. 

- Amor?

- A sua… a sua… mãe - Estela soluçava, estava tão envergonhada e não sabia como agir. Seu rosto estava tão vermelho que ela parecia com febre e Alberto se sentou ao seu lado, passando os braços em torno de seus ombros. 

Estela estava ansiosa para conhecer os pais dele e o homem sabia disso. Ela achava que eles deveriam ser uma família perfeita por tudo o que ouvira falar e estava se preparando para tentar agradá-los ao máximo. Já até havia perguntado sobre roupas que poderia usar para conhecê-los e assuntos que os interessava. 

Alberto era um médico, sua irmã era arquiteta e morava há anos na Espanha com o marido, também arquiteto, e dois filhos. A mãe do homem também era médica e seu pai, advogado. Estela tinha tanto medo de que eles pensassem que ele merecia coisa melhor do que uma divorciada, mãe solteira, funcionária de repartição e membro de uma família não tão abastada que estava desesperada para agradar os sogros. 

Mas agora tudo estava perdido. A família toda estava lá e a mãe dele a havia visto só com a calcinha e uma camisa dele, no quarto do filho, às 9:30 da manhã. Essa era a primeira impressão que ela sempre teria e nada que Estela fizesse poderia modificar isso. 

- Shiuuuu, não foi sua culpa - Alberto fazia um carinho nas costas da noiva, tentando ao máximo acalmá-la - calma, amor

- Ela nunca… vai… gostar… de mim

- Que isso, Estela? Ela vai amar você - ele a apertou mais contra seu peito e beijou a testa da mulher - Eu amo você

Uma batida na porta fez a loira estremecer nos braços de Alberto. Sabia que ele a amava com todo o coração, mas ele admirava muito os pais, a irmã e ela tinha dúvidas sobre o estrago que seria causado se algum deles dissesse “não gosto dela”. Vira em primeira mão que Téo se casou com Diná, mas a briga entre a irmã e a sogra sempre fora uma sombra na vida dos dois. Não queria essa sombra acima de seu casamento. 

- Já vai - o médico gritou, mas não se moveu - eu te amo muito. Eles vieram sem avisar, minha mãe não quis bater na porta e eu sou um homem independente. Nós somos duas pessoas adultas - ele beijou o ombro dela - apaixonadas - um beijo na cabeça - e que estavam vivendo esse amor. Estela, nós não fizemos nada de errado, além do mais você é minha noiva

- Eu sei - ela seguia soluçando - mas mesmo assim mamãe teria ficado uma fera. Lembra aquele dia na fazenda? Ela disse “não demora Estela” como se eu fosse uma menina. E ela fica muito brava quando a Diná dorme com o Otávio. Imagina se dona Maroca nos flagra assim. 

Alberto sabia que ela tinha razão e também estava preocupado. Não queria que a mulher conhecesse sua família naquelas condições, mas sabia que não tinha como controlar o curso das coisas. Precisariam enfrentar essa vergonha e o fariam juntos. Tinha certeza que todos amariam Estela, era impossível resistir à ela, mas nunca em sua vida tivera um relacionamento tão sério, nunca amara tanto e isso o assustava. 

Uma batida mais insistente o tirou de seus pensamentos e Alberto foi obrigado a ver quem era. Colocou uma camiseta qualquer e só abriu um pouquinho a porta para que ninguém pudesse vê-la. A irmã estava com uma expressão preocupada, mas tinha um sorriso no rosto

- Que situação hein? Olha, a mamãe tá na sala reclamando que é seu aniversário, nós viemos de longe e seu café está esfriando enquanto você faz, palavras dela, só Deus sabe o que trancado com essa mulher aqui - a irmã falava baixo, mas Alberto olho para Estela, certificando-se de que ela não tinha ouvido

- Eu não posso deixá-la aqui, sozinha, agora. Isso está fora de cogitação

- Posso entrar? - o médico ponderou e percebeu que seria uma boa  solução, mas só se Estela se sentisse confortável

- Espera - ele fechou a porta na cara da irmã e se ajoelhou ao lado da noiva - Amor, minha irmã pode entrar um pouquinho? - ele levantou, pegou a coberta da cama e jogou sobre a mulher, cobrindo suas pernas - Eu preciso falar com… com todo mundo, mas não quero te deixar sozinha

- Pode ir - ela acariciou os cabelos dele - não precisa pedir pra ela ficar comigo

- Foi ela quem pediu e eu acho que seria bom você conhecê-la antes. O que você acha? - Estela pensou e achou que realmente poderia ser melhor, Alberto sempre falara muito bem  de sua irmã. Se ela era realmente tudo o que Estela ouvira dizer, então não seria cruel com a loira.

- Deixa ela entrar, meu bem! - o homem sorriu e ela sentiu medo. Sabia que a opinião da família era importante e no sorriso dele via o quanto.

- Entra Laura - ele gritou, mas não saiu do lado de Estela. A irmã de Alberto tinha cabelos castanhos e olhos bondosos como os dele. Laura entrou no quarto, fechou a porta e parou. Viu como a mulher tinha chorado e ainda chorava, mas era muito bonita, também observou a ternura no olhar do irmão e o carinho com o que ele tocava nos cabelos dela. 

Quando soube que Alberto estava com  uma mulher no quarto, pensou que se tratasse de uma namoradinha convidada por ele para que tivesse uma noite de aniversário animada. A mãe abrira a porta sem esperar resposta e sabia que o irmão era cavalheiro demais para mandar a mulher embora com pressa. Também pensou que ele podia estar lidando com a própria vergonha. 

Mas ao vê-los ali se deu conta de que não era disso que se tratava. Nunca vira o irmão olhar para alguém daquela forma e claramente aquilo tudo também era importante pra mulher à sua frente. 

- Oi - ela disse baixinho, com pena

- Estela, essa é a minha irmã, Laura - a loira fizera um grande esforço para levantar os olhos e esticar a mão em um cumprimento que Laura aceitou prontamente 

- Eu ouvi falar muito bem de você, queria muito te conhecer - a última parte foi falada em um sussurro e Alberto a puxou para seus braços, acalmando-a, dizendo que tudo estava  bem. Só quando ele achou que ela estava mais controlada foi que se afastou, mas Laura percebeu que ele não largava a mão dela

- Laura - ele olhou para a irmã com um sorriso que ela nunca tinha visto, era tímido e radiante ao mesmo tempo - essa é a minha noiva, Estela

- Noiva? - Laura arregalou os olhos e percebeu que os do irmão brilhavam enquanto a mulher a encarava, como que em busca de aprovação

- Noiva! O amor da  minha vida

Sem esperar por mais nada ela se ajoelhou e abraçou os dois, feliz por ver o irmão assim. Sempre se preocupou com a solidão de Alberto, mas isso era passado

- Parabéns! Parabéns meu irmão

- Obrigado - ele se dirigiu à noiva - viu como todo mundo vai ficar feliz? Eu preciso ir lá na sala, mas já volto - ele beijou a testa dela com ternura - eu amo você

Alberto fez um carinho na cabeça da irmã e já estava abrindo a porta quando ouviu o chamado de Estela

- Eu também amo você

Ele jogou um beijo e deixou as duas mulheres no quarto. Estela olhava para o lugar de onde ele havia acabado de sair e Laura a observava sabendo que nunca tinha visto alguém olhar para o irmão daquela forma. 

- Não precisa se preocupar. Mamãe ficou chocada, mas sabe que está errada, ela devia ter esperado

- Ela quis trazer o café da manhã na cama, né?

- Ele te contou isso? - Laura sorriu com ternura

- Um pouco antes de vocês chegarem - a loira fungou, mas estava mais calma - E ficou tudo estragado por minha causa

- Eu fico muito feliz por saber que se nós não tivéssemos aparecido ele não estaria sozinho - Estela se sentiu acolhida pelo comentário e sorriu

- Ele nunca tá sozinho

- Você ama o meu irmão, Estela? - Laura observou com cuidado, mesmo com o choro, ela pode perceber que o rosto da mulher ficou ainda mais vermelho com a pergunto, o rosto dela pareceu se iluminar e seu olhar brilhou

- Amo muito - a voz, novamente embargada só reforçou o que Laura já podia ver - amo muito, muito. Seu irmão é… ele é a minha felicidade, a melhor pessoa que eu já conheci. Eu sou completamente apaixonada por ele

A irmã de Alberto ouviu tudo com calma, suspirou e sentiu os próprio olhos enxerem de lágrimas.  Finalmente, seu irmão havia encontrado alguém. Ela abriu os braços afetuosamente e disse o que Estela mais queria ouvir

- Bem vinda à família, cunhada!

Na sala, a mãe de Alberto andava de um lado para o outro. Ele pôde ouvi-la reclamar de sua falta de consideração com a família e também ouviu o pai defendê-lo, argumentando que ela não esperara por resposta para entrar no quarto de um homem com mais de 40 anos e criara uma situação bem desagradável. 

Ele cumprimentou o cunhado que brincava com os filhos em um canto da sala. As crianças fizeram festa ao ver o tio, mas ele não conseguiu aproveitar muito

- Lembrou da sua família que veio direto da Espanha só pra passar o dia com você?

- Mamãe - ele balançou a cabeça e beijou a mãe - Pai - fez o mesmo gesto com o pai

- Feliz aniversário, filho

- Muito obrigado, pai. Eu estou muito feliz por vocês estarem aqui, foi só uma surpresa

- Exato, era uma surpresa de aniversário - a mãe o puxou para mais um abraço - feliz aniversário, filho

- Obrigado, mãe. Eu sinto muito que você tenha me visto no quarto com uma mulher e que nós não estávamos em nossas melhores roupas, mas a senhora também não viu nada demais

- Como não?

- Não viu, mamãe! Poderia ter sido pior, mas felizmente não foi - o médico deu de ombros e seu pai concordou com ele

- Bom, você tem razão. Cadê sua irmã? 

- Fazendo companhia pra Estela no quarto. Ela está muito envergonhada e chateada com o que aconteceu e eu gostaria que você não falasse sobre isso quando ela aparecer. Aliás, não quero que ninguém fale sobre isso quando ela aparecer

- Quem é essa mulher, filho? - o pai estava curioso, Alberto estava claramente pronto para defendê-la e isso era normal vindo dele, mas nunca tinha visto o filho em frente aos pais se portando de forma tão enfática

- Lembra que eu disse que tinha algo muito bom para contar?

- Claro - o pai o olhava com cada vez mais curiosidade

- Eu vou me casar

- O que? - a mãe de Alberto não conseguiu conter o grito e o pai deu uma palma, sorrindo pelo filho

- Com licença - a voz de Estela era um filete, mas logo fez com que Alberto se virasse para ela, o olhar dos dois se encontrou e eles ficaram um momento assim, só se olhando - eu acho que é melhor eu ir embora

- Não - a mãe estava estática. Não esperava nada disso

- Alberto sua família veio de longe tomar café da manhã com você e eles tem esse direito, nós nos vemos depois - Alberto deu alguns passos rápidos em direção à Estela, não a deixaria ir embora, ele falou baixinho pra que só ela ouvisse

- É um café da manhã em família e você é parte dessa família. Eu não vou te deixar ir

- Alberto...

- É meu aniversário e eu quero você aqui - todo mundo viu a forma como ele se aproximou e beijou os cabelos da mulher, também viram como ela fechou os olhos para aproveitar a carícia e como as mãos dos dois se procuraram. Eles também viram como fora difícil para ela acenar com a cabeça, confirmando que ficaria - Mãe, pai, Tom, Letícia e Marcos, gostaria de apresentar a todos vocês, Estela Toledo, minha noiva!


Notas Finais


E agora?


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