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História Presente de Aniversário - Capítulo 1


Escrita por: liebesleid

Notas do Autor


OIE EU ESCREVI ISTO AQUI pra comemorar o aniversário desse neném ai, que é dia (09/09) e pra mandar pras miga do discord de mystic messenger q eu to enfiada
foi um desafio pra eu mesma pq eu adaptei ela inteira pra inglês depois JLKASJKFALK
O V NEM É MEU FAVORITO MAS EU TENHO TANTO CARINHO POR ELE... DESERVED BETTER
espero que quem ler goste disso aqui ebaaa

Capítulo 1 - Único


O sol entrava delicadamente pelas janelas do estúdio e Jihyun parecia estar levemente distraído de sua tela. Largou os pincéis por um breve momento, colocando-os sobre sua mesa de trabalho e andou até a janela mais próxima. A abriu e, embora os raios do sol irritassem seus olhos cor de menta, ele não desviou o olhar.

Era cedo, muito cedo. Ele gostava de acordar de madrugada para não perder o amanhecer, mas sabia que sua noiva odiava ter que fazer isso. Então, vê-la atravessando a rua com um pacote enorme em mãos naquela hora da manhã era algo impensável, talvez até mesmo inacreditável.

Quem sabe ele ainda estivesse sonhando.

A mulher de cabelos longos e castanhos sentiu que estava sendo observada e olhou diretamente para o oitavo andar do apartamento, onde sabia que iria enxerga-lo. Jihyun retribuiu o sorriso, enquanto sentia um calor aquecer seu peito e desta vez ele tinha certeza de que não era porque estava no sol. Seus cabelos — também na curiosa tonalidade de azul-esverdeado como seus olhos — caíram sobre seu rosto e assim que ele passou a mão para jogá-los para trás, notou que sua noiva já havia sumido de seu campo de visão.

Aquilo era ruim. Muito ruim. Era bastante óbvio que ela queria entrar em seu apartamento, mas aquele não era o melhor momento para isso... porque ele ainda não havia finalizado sua pintura! Como ousaria mostrar algo inacabado para ela? Andou até o outro lado do cômodo, na tentativa de pensar em uma forma de esconder o quadro inacabado e fazer com que não chamasse a atenção dela, porque ela era curiosa e certamente questionaria.

Por fim, apenas decidiu jogar um pano sobre a tela e rezou para que as tintas já estivessem secas. Aquela arte lhe doeria muito se fosse destruída, ou manchada. Contou os passos dela no corredor, mentalmente, e riu quando sentiu sua presença do outro lado da porta. Ela nem precisou dizer nada.

Abriu e se deparou com o olhar carinhoso de sua preciosa futura-esposa e os cantos de seus lábios formaram um sorriso suave.

— Que milagre a trouxe aqui tão cedo? – Percebeu que ela arqueou a sobrancelha, levemente incrédula.

— Não me diga que você se esqueceu que dia é hoje, Jihyun? – Ela cruzou os braços, indignada. Certo, ele havia a irritado... mas ela era adorável irritada. Seus olhos pararam no grande pacote encostado na parede do corredor.

— Oh. Acho que é meu aniversário? – Ele comentou, quase como se estivesse incerto sobre a data.

— Lógico que é! Como alguém esquece do próprio aniversário? Aliás, Jumin me mandou trezentas mensagens pedindo pra que você olhasse seu celular. Eu não aguento mais aquelas fotos borradas da Elizabeth então por favor faça isso logo. – Ela arrumou os cabelos castanhos, colocando os fios que caiam sobre seu rosto atrás das orelhas e pegou o presente, entrando dentro do apartamento.

Jihyun sabia que sua noiva ainda estava levemente irritada com ele, mas ele não podia se impedir de apreciá-la enquanto estava braba. Sentiu a mão macia dela lhe tocar no braço, enquanto a outra erguia o pacote de presente para ele. Os olhos dela transbordavam carinho e a breve irritação que sentia já havia sumido. Naquele momento ele percebeu que poderia a observar um dia inteiro e nunca se cansaria de suas feições.

— Feliz aniversário, Jihyun. Assim como o sol que nasce todas as manhãs e traz esperanças novamente, eu gostaria de agradecê-lo por fazer isso para mim. – Ela comentou, sua voz doce. Ele sabia que ela estava falando do sol porque sua obra favorita envolvia o grande Astro. Conhecia sua noiva o suficiente para notar isso.

Abriu o pacote e sentiu suas mãos estremecerem. Era um violino. As memórias de sua mãe voltaram em cheio e ele ficou brevemente estático, processando todas as informações. É bem verdade que ele queria aprender a tocar violino na tentativa de se sentir mais próximo dela, mas jamais havia passado por sua cabeça realmente fazê-lo. Estava bem como pintor e fotógrafo, embora agora estivesse mais inclinado apenas para a pintura, sempre se sentindo guiado pelas cartas e memórias de sua mãe.

Sentiu os braços de sua amada noiva lhe envolverem em um abraço depois de colocar a caixa sobre o sofá que estava ao seu lado, ainda quieto e tentando entender tudo o que havia acontecido em questão de minutos.

Se fosse sincero consigo mesmo, admitiria que jamais havia ligado para seu aniversário. Em dias ruins, o questionamento sobre sua existência ainda parecia aparecer, brevemente e como um sussurro, mas o suficiente para que ele pudesse ouvir. Ele sabia que era seu aniversário, mas nunca lhe pareceu algo que necessitasse ser comemorado. No entanto, naquele ano, naquela primeira vez que comemorava a data com sua amada, sua concepção parecia ter mudado... mesmo que sutilmente.

Passou seus largos dedos sobre os cabelos castanhos dela, enquanto lhe afagava e aceitava o longo abraço. Tudo nela lhe fazia se sentir confortável. Era como se todas as suas preocupações e erros do passado sumissem quando ela permitia que ele lhe abraçasse — embora muitas vezes ele sentisse que não era merecedor disso.

Quando o abraço foi cessado, a pergunta que ele tanto queria evitar chegou aos seus ouvidos. E ele riu, um pouco amargurado e um tanto como se estivesse se divertindo porque sabia que aquilo ia acontecer.

— O que você está pintando? – Ela perguntou e sequer lhe deu tempo para responder. Andou até o cavalete e retirou o pano. Naquele momento, ela levou as mãos para a boca, em surpresa.

Jihyun desviou o olhar, um pouco decepcionado consigo mesmo.

— Eu sinto muito. Eu queria te mostrar quando estivesse pronto. E-

Sua voz foi interrompida por uma risada alegre.

— Você me fez mil vezes mais bonita do que eu realmente sou, Jihyun. Eu estou resplandecente aqui! Muito obrigada! – Ela comentou, eufórica com a surpresa e seu sorriso era tão grande que mostrava todos os dentes. A única coisa que passou em sua mente foi como ela sequer havia ideia de como era mais bonita do que sua pintura.

— Eu ainda não acabei, mas jamais conseguiria colocar toda a sua beleza ali. – Respondeu, sua voz ressoava em um tom carinhoso, embora um pouco de receio também pudesse ser notado.

— Como assim? Está lindo. Se é assim que você me enxerga... então eu fico realmente muito feliz, Jihyun. Quem dera eu fosse perfeita desse jeito. Olhe só, meus olhos brilham na pintura! – Ela estava alegre e os raios de luz manchavam sua pele. Ela jamais perceberia, mas seus olhos realmente brilhavam assim como na sua pintura.

— Bobinha. Você realmente não percebe o valor que tem, sabia?

— Eu poderia dizer o mesmo pra você, Senhor Kim. – Ela andou até ele e encostou a cabeça em seu ombro, ficando ao seu lado. Seu calor era confortável e Jihyun fechou seus olhos por alguns breves segundos, até que ela se moveu até a janela e começou a observar o céu.

— Obrigado. – Sua voz saiu suave e fez com que ela lhe olhasse, curiosa.

— Hm? Pelo quê? – Ela entortou a cabeça, levemente, como uma criança na tentativa de encontrar respostas. E então lhe sorriu. Era aquilo. Aquele sorriso.

— Por ser você. Eu não quero te comparar com o sol, isso foi um erro do passado. E embora eu goste muito dele, quero dizer que você tem seu brilho próprio e é isso que eu admiro tanto. Você sempre se compara com o sol, porque sabe que era algo que eu amava muito. Mas eu não preciso mais disso, querida.

Ela permaneceu em silêncio, seus olhos fixos nos dele, enquanto ele se aproximava dela. Olhou para frente enquanto sentia Jihyun lhe abraçar por trás, ambos observando o belo céu azul que enfeitava aquele dia.

— Eu encontrei algo novo para admirar, e posso dizer com toda a certeza de que eu a amo mais que tudo.

— Jihyun... – Ela começou a falar, procurando responder a declaração, mas não houve tempo para isso.

— Obrigado por permitir que eu renascesse novamente ao seu lado, meu amor. Eu finalmente consigo encontrar um significado para esse dia. Posso escrever para minha mãe que encontrei algo tão precioso para mim quanto a música era para ela. E é tudo graças a você.

Se separou dela porque percebeu a mulher em seus braços se movimentar, e então ela lhe olhou. Levou uma de suas mãos até o rosto dele e isso fez com que Jihyun fechasse os olhos, apreciando o toque.

— Eu te amo.

Ele abriu os olhos, seu peito parecia inundar com tanto carinho.

— Eu também amo você.

Assim que a respondeu, sua noiva abriu o sorriso que ele tanto adorava. Ela definitivamente era uma obra de arte, e ele não precisava de mais nada.

— Eu agradeço pelo presente, querida. Mas eu ainda prefiro outro.

Levou sua mão até a mão dela e a tocou delicadamente:

— Você.



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