História Presente Grego - Capítulo 1


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Categorias Good Omens
Personagens Aziraphale, Crowley
Tags Assassinato, Aziraphale, Crowley, Drama, Gore, Romance, Vampiros
Visualizações 35
Palavras 2.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente voltando com mais uma ficzinha tchutchuca...
Dessa vez eu me inspirei em uma tirinha que achei pela internet (link nas notas finais) para escrever.
Os próximos capítulos serão sobre situações cotidianas e a forma como eles lidam com ela, portanto não terão um seguimento periódico, como normalmente deve ser. Basicamente, vai consistir de OneShots, que juntas vão contar a história como um todo, unindo pontas soltas e explicando melhor sobre tudo.
Espero que gostem...

Capítulo 1 - Uma pequena surpresa...


Fanfic / Fanfiction Presente Grego - Capítulo 1 - Uma pequena surpresa...

Depois de um dia extremamente cansativo e um tanto quanto frustrante, já que seu único companheiro felino não se encontrava em nenhum lugar da casa, Aziraphale fechou a livraria com um suspiro, prontamente recolocando nas prateleiras os livros que os clientes haviam retirado. Assim que se certificou de que tudo estava em seu devido lugar, pôs-se a subir as escadas espirais em direção ao seu quarto, o qual havia deixado a porta aberta. Quando se aproximava, ouviu um miado baixinho, avistando o gato preto de olhos amarelos, saltar de cima da sua cama correndo em sua direção.

_ Anthony...graças a Deus você voltou. Fiquei tão preocupado quando não apareceu para comer. – suspirava de alivio enquanto se abaixava para afagar a cabeça do animal.

Assim que recebeu seu carinho, o gato se esfregou nas pernas do loiro, voltando ao quarto e novamente subindo na cama, miando mais alto como que tentando se comunicar.

_ O que foi? Está com fome? – questionou enquanto adentrava o quarto, retirando o blazer e o colocando no cabide atrás da porta.

Como que em resposta, Anthony enfiou a cabeça em baixo do travesseiro, puxando um objeto preto com a boca.

_ O que é isto? – perguntou enquanto analisava melhor o que seu amigo lhe mostrava, levando a mão com curiosidade.

Assim que o tocou percebeu o quanto era frio e liso. Notou então que era uma asa e que ela estava cobrindo uma bolinha de pelos. Quando a afastou para o lado teve a certeza de que aquilo definitivamente não era um brinquedo, mas um animal real, um pequeno morcego negro, ali, em cima de sua cama.

_ Anthony! – exclamou para o gato, enquanto retirava a mão rapidamente – O que eu já disse sobre trazer animais mortos para dentro de casa. Ainda mais para cima da minha cama! – analisando melhor o animalzinho, percebeu que ele estava ferido, porém respirando – Espera...ainda está vivo.

Olhando em direção a Anthony, recebeu um miado em resposta, antes que este lhe dê-se as costas, pulando da cama e saindo do quarto com o rabo levantado. Bufando uma risada de incredulidade, Aziraphale esquadrinhou o quarto, avistando uma caixa de sapatos que não havia descartado. Pegando-a, forrou o fundo com um lençol antigo guardado no fundo da gaveta, depositando, logo em seguida, o pequeno morcego inconsciente em seu interior, deixando a caixa no chão.

_ Sinceramente, esse gato só me arruma problema. – disse rindo, indo até o banheiro para lavar as mãos.

Quando voltava para o quarto, com o intuito de levar o pequeno animal para algum centro veterinário, quase tropeçou em Anthony, que estava parado na porta, com o corpo retesado e os pelos eriçados de medo, encarando o interior do cômodo. Com toda a atenção focada no felino, Aziraphale adentrou o quarto, notando, tarde demais, que havia outra pessoa ali dentro.

_ Agora você está com medo? Para começo de conversa, não devia nem ter – se interrompeu quando percebeu que ao lado de sua cama, onde havia deixado a caixa, estava um homem sentado, parecendo um tanto atordoado.

Sua primeira reação foi se afastar, porém acabou batendo na porta, fazendo com que ela se fechasse com um estrondo e o derrubando no chão pela falta de apoio. O estranho virou a cabeça na direção do barulho, arregalando os olhos em espanto, enquanto tentava desesperadamente se afastar de costas com dificuldade. Na tentativa de se levantar, Aziraphale usou seu blazer como apoio, no entanto o cabide não suportou o peso que estava sendo exercido e cedeu, caindo na sua cabeça e provocando um corte em sua sobrancelha. Fechando o olho para impedir que o sangue, que escorria profusamente do corte, entrasse, pegou o cabide desesperado, o erguendo na direção do homem.

_ Que-quem é você? O que está fazendo aqui? – balbuciou enquanto suas mãos tremiam pelo medo.

O estranho, agora encolhido contra o guarda-roupa, levou as mãos até a boca notando que ela sangrava devido suas presas, que agora estavam enormes e pontudas, ferindo seu lábio inferior. Desesperado, ele fixou seus olhos, de íris completamente vermelhas, no homem que segurava um cabide em sua direção. Estendendo as mãos como um pedido de ajuda, percebeu que suas unhas se assemelhavam a garras de felinos, grandes e afiadas, feitas para se agarrar a qualquer superfície e dilacerar carne humana.

_ O-o que é isso? O que está acontecendo comigo? Onde estou? – questionava incessantemente enquanto tentava se levantar, porém ferindo ainda mais sua boca e caindo de quatro no chão devido ao machucado em sua barriga.

Aziraphale estava atônito e se via incapaz de mover qualquer musculo que fosse, o medo daquele homem, daquela criatura, prostrada diante de si, fez com que congelasse no lugar apenas observando seus movimentos. Desistindo de se mover, o homem se encolheu em posição fetal, cobrindo a cabeça com ambas as mãos e choramingando baixinho.

_ Isso é um pesadelo...não pode ser real...tem que ser um pesadelo.

Vendo o estado catatônico daquela pessoa, Aziraphale se pôs de pé com dificuldade, usando a parede como apoio, e, limpando o sangue do rosto na manga da camisa, avançou em sua direção cuidadosamente, mantendo o cabide erguido mais para se manter calmo do que como uma arma. Quando já estava perto o bastante, esticou a mão para tocar suas costas.

_ E-ei, está tudo bem?

Em resposta, o homem teve um sobressalto, se lançando novamente para trás, tentando se manter o mais longe possível do loiro.

_ FIQUE LONGE DE MIM! – gritou enquanto cobria a boca e mantinha uma mão estendida, como que tentando detê-lo. – Por favor...eu não sei o que tá acontecendo...eu não sei...o que é isso... – encolheu-se novamente, abraçando o próprio corpo, escondendo o rosto entre seus joelhos.

_ Está tudo bem, irei te ajudar...apenas me diga o que está sentindo...

Com insistência, Aziraphale novamente se aproximou do estranho, depositando a mão em seu ombro, no entanto, em um piscar de olhos, se viu sendo jogado de costas ao chão, sentindo seus braços serem imobilizados por garras fortes. Olhando para cima de si, a poucos centímetros de seu rosto, se deparou com olhos vermelho sangue o encarando fixamente. Antes que tivesse tempo de esboçar qualquer reação, a figura se aproximou de sua ferida, passando a língua pelo local e saboreando seu sangue. Fechando os olhos em deleite, o homem deixou um gemido de satisfação escapar para, segundos depois, se direcionar ao pescoço do loiro.

Somente naquele momento, Aziraphale se deu conta do que estava realmente acontecendo, porém constatou ser tarde demais para tentar qualquer coisa, então, fechando os olhos, simplesmente permaneceu imóvel, esperando pelo inevitável. Porém nada acontece, até que sentiu gotas de algo morno e denso caindo sobre seu rosto.

Abrindo os olhos, viu que o homem chorava sangue, percebendo também, a visível tensão em seus músculos, como se lutasse contra seus próprios instintos.

_ Me...desculpe... - soluçou com dificuldade.

Temendo que, se tentasse lutar, apenas pioraria tudo, Aziraphale engoliu seco de nervosismo, e respondeu, tentando manter a calma e esconder o quão aquela situação o estava deixando apavorado.

_ Está tudo bem. - disse olhando fixo naqueles olhos, que haviam se arregalando de espanto, admirando as íris perfeitamente vermelhas.

Fechando os olhos novamente, virou seu rosto para o lado, deixando o pescoço bem exposto, mordendo os lábios de antecipação. Por mais alguns segundos, foi possível para ele distinguir os soluços da criatura sobre si, até que sentiu duas pontadas em seu pescoço. A dor sumiu em segundos, dando lugar a uma sensação extasiante, até que apagou.

 

***

 

Quando voltou a consciência, percebeu que estava deitado em sua cama e que o quarto estava envolto por uma densa escuridão. Com dificuldade, esticou o braço até o criado mudo, ascendendo o abajur que iluminou o ambiente o suficiente para que notasse não estar sozinho. O homem, encolhido no canto do quarto, acordou de sobressalto com a repentina luz amarelada, piscando algumas vezes até perceber que o loiro estava acordado.

_ Ah! Ah! Você...você está bem! - suspirou aliviado, engatinhando em sua direção, porém se detendo no meio do caminho.

_ Por que você ainda está aqui? - perguntou meio grogue enquanto se sentava na cama.

_ Eu não sei o que fazer, nem pra onde ir. Pensei que talvez pudesse me ajudar, ou até mesmo por um fim nisso.

_ Como assim...não sabe o que fazer? - questionou enquanto tentava se levantar.

A recente perda de sangue de forma não convencional, fez com que Aziraphale perdesse o equilíbrio enquanto levantava, caindo em direção ao chão, sem encontrar qualquer tipo de apoio para se segurar. No entanto, antes que atingisse o solo, foi prontamente amparado pelo estranho, que, em um piscar de olhos, o estava segurando pelos cotovelos.

_ Eu não me lembro de nada... - sussurrou com tristeza.

_ Nada mesmo? – pigarreou de leve, enquanto se desvencilhava calmamente das mãos do outro, voltando a sentar-se na cama.

_ Uma palavra...Crowley... – disse enquanto se sentava no chão, cruzando as pernas.

_ Talvez seja um nome. Pelo menos, soa como um.

_ Meu nome?

_ Podemos considerar como sim, pelo menos por enquanto, já que será bem melhor do que te chamar de “estranho”...ou qualquer coisa do tipo.

O recém-nomeado Crowley meneou positivamente com a cabeça, abraçando novamente seu corpo, algo que Aziraphale percebeu como uma ação involuntária de proteção. Observando-o melhor, notou que seus cabelos, anteriormente negros, haviam tomado um tom vivo de vermelho, o que fez seu corpo se estremecer por completo. Percebendo a inquietação do loiro, o vampiro voltou seus olhos para ele, tomando uma expressão de pura tristeza e arrependimento.

_ Eu realmente sinto muito...aquilo...foi mais forte do que eu...eu tentei, tentei de verdade evitar...mas, o cheiro do seu sangue, mexeu com a minha mente, e- interrompeu-se quando o loiro abanou as mãos, pedindo que parece.

_ Está tudo bem, não precisa me explicar. Eu já li bastante sobre, embora...nunca imaginaria que pudessem ser reais.

Abaixando a cabeça, o ruivo novamente pôs-se a concordar em silêncio, até que ouviram arranhados na porta, seguidos de miados baixinhos. Depois daqueles minutos de descanso, o loiro já estava melhor, então, pondo-se de pé, foi até a porta abrindo-a. Anthony entrou correndo no quarto, se esfregando em suas pernas e logo em seguida dirigindo-se na direção do ruivo, onde começou a fareja-lo, primeiro com receio e depois com curiosidade, antes de subir em seu colo. Vendo seu amigo tratando aquele homem de forma tão natural, fez com que relaxasse um pouco, cogitando a ideia de realmente ajuda-lo. Quando Crowley, após alguns segundos paralisado, pôs-se a alisar o felino que ronronou em satisfação, fazendo-o sorrir com algo tão simples, o coração de Aziraphale se derreteu por completo.

_ Por que não toma um banho para que possamos conversar melhor? Você está bastante...sujo. – disse por fim, quebrando o silêncio do ambiente.

_ Eu...posso? – perguntou com uma inocência quase infantil, fazendo o coração do loiro se quebrar, percebendo o quão fragilizado aquele homem estava.

_ É claro que sim! – respondeu com veemência, dirigindo-se até seu guarda-roupa, pegando um suéter azul claro e uma calça de moletom cinza, com elástico - Aqui! Não são bem o seu tamanho, mas creio que servirão.

Virando-se para entregar as peças de roupa ao homem, assustou-se quando viu que este já estava em pé bem atrás de si, algo que havia feito de forma extremamente silenciosa. Estendendo as mãos, agora trêmulas, esperou que ele pegasse o traje, o que fez com uma triste expressão. Passando por ele em direção ao banheiro, olhou para trás para ter certeza de que o seguia, já que não conseguia ouvir o som de seus passos, vendo que ele o acompanhava cabisbaixo.

_ Fique a vontade... – disse dando espaço para que passasse.

_ Obrigado... – sussurrou o outro, olhando em seus olhos.

Mesmo que estivesse decidido a ajuda-lo, aqueles olhos vermelhos ainda o assustavam, então virando o rosto para se desviar deles, se limitou a balançar positivamente a cabeça, não arriscando a olhar, enquanto não ouviu a porta do banheiro se fechando. Quando se viu sozinho, suspirou aliviado apoiando-se na parede, como se finalmente se desse conta do que estava acontecendo. Indo até o quarto, encarou-se no espelho, notando que a ferida em sua sobrancelha havia se curado, mais precisamente, não existia sequer uma cicatriz no local, assim como o pescoço, onde ele tinha total certeza de que havia sido mordido. Passando as mãos pelo cabelo, bagunçando os fios, resolveu dizer aquele pensamento em voz, na tentativa de garantir para si mesmo, de que não estava alucinando.

_ Tem...um vampiro...no meu banheiro.

Rindo incrédulo, sentou-se na cama, sendo pouco segundos depois, agraciado pela presença de Anthony em seu colo, que passou a afofar suas coxas antes de se deitar e ronronar suavemente, satisfeito com o que tinha feito.


Notas Finais


A imagem usada nesse capítulo, e nos próximos que virão, pertencem a artista russa Анна Ястрежембовская. O trabalho dela é incrivel, então vou deixar o link do insta para que vocês possam conferir.
link do insta: https://instagram.com/yast.anna?igshid=s1ml7hf9tsnl

link da tirinha: https://zooophagous.tumblr.com/post/178761857866/just-another-reason-to-keep-your-cats-indoors


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