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História Press Printer - Chanbaek - Capítulo 2


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Notas do Autor


Demorei né? Desculpe

Espero que gostem do capítulo e do nosso baby Baek que aparece contando um pouquinho da vida dele. Tenham uma boa leitura e até a próxima att, que vai demorar um pouquinho.

[Não betado]

Capítulo 2 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Press Printer - Chanbaek - Capítulo 2 - Chapter Two

Chanyeol já estava de pé quando os primeiros raios solares invadiram seu quarto, o Park estava tão eufórico para dá início a sua mais difícil missão, que quase não havia dormido noite anterior. Agora o Park se encontrava em frente ao quarto que Baekhyun ocupava, com algumas mudas de roupas e Jihyo estava a seu lado, com uma bandeja em mãos. Dando dois toques na porta, Chanyeol a empurrou e entrou no quarto, indicou para Jihyo deixar a bandeja na mesinha no canto do quarto e abrir as janelas, enquanto o Park deixava as roupas sobre a cama e se aproximava lentamente do corpo encolhido de Baekhyun, que estava todo coberto. 

— Senhor Baekhyun está na hora de acordar. — Lentamente Chanyeol balançou o corpo pequeno, que soltou alguns resmungos, mas abriu os olhos preguiçosamente. — Bom dia. 

— Bom dia senhor Park. — Baekhyun sorriu sem graça e sentou sobre a cama. 

— Levante-se, tome banho e logo depois seu café da manhã. —Chanyeol aponta para as roupas sobre a cama e depois para a mesinha perto da janela, onde se localiza a mesa com o dejejum. —Assim que você terminar, Jihyo o levará até a biblioteca. — Baekhyun assentiu rapidamente e Chanyeol saiu do quarto.

Baekhyun fez como pedido pelo Park, tomou banho na grande banheira de porcelana que havia ali no banheiro, vestiu as roupas simples, mas confortáveis, que foram deixadas por Chanyeol e tomou o café da manhã preparado por Jihyo, enquanto a mesma penteava seus cabelos lisos e escuros. Já pronto, Baekhyun acompanhou a governanta até a biblioteca no primeiro andar. 

— Se precisar de algo estarei na cozinha. — Jihyo curvou-se sorrindo e deixou o moreno sozinho em frente a porta de madeira da biblioteca. Baekhyun suspirou e empurrou a porta devagar, avistando Chanyeol sentado atrás de uma grande mesa de madeira. 

— Sente-se por favor. — Chanyeol apontou para a cadeira de revestia de couro em frente a sua mesa, acanhado, Baekhyun sentou todo encolhido e fitou o homem mais velho com alguns papéis em mãos. — Antes de começarmos com nossa lição, diga-me, o que você gostaria de escrever. — Baekhyun encarou o grande quadro na parede, onde estava pintado uma bela mulher morena, voltou sua atenção novamente para o Park e sorriu largo. 

— Meu nome! — Chanyeol assentiu e escreveu algo em uma das folhas que tinha em mãos, e a deixou sobre a mesa. — Qual a primeira lição, senhor Park? 

— Primeiro vamos aprender a diferenciar as vogais das consoantes, depois formaremos palavras e frases, para só aí passar para a próxima lição, que é a leitura. — Baekhyun assentiu rapidamente e Chanyeol levantou de onde estava para sentar ao lado do mais novo. — Vamos começar! — Chanyeol sorriu e colocou as folhas que carregava em frente a Baekhyun. 

A manhã se seguiu com Chanyeol explicando mais de uma vez o que era consoante e que casa se escrevia com "s" e não com "z", fora isso, tudo ocorreu tranquilamente, já que Baekhyun estava determinado a aprender a lê, para assim escrever seu tão desejado nome. 

Agora, sentados em volta da mesa de jantar, Baekhyun e Chanyeol saborearam o almoço feito pela senhora Elizabeth, uma das mais antigas empregadas da mansão Park. Durante o almoço, Chanyeol repreendia algumas ações de Baekhyun, seja por mastigar de boca aberta, ou manter a postura incorreta, enquanto levava o garfo até a boca. 

— Senhor Chanyeol? — Baekhyun chamou a atenção do mais velho, que terminava de tomar seu vinho e fez gesto para o mais novo continuar. — Quem é aquela senhorita da pintura na sua biblioteca? — Chanyeol encarou o moreno e logo suspirou. 

— Minha falecida esposa, Karoline. — Baekhyun ficou o mais velho com os olhos arregalados e abaixou a cabeça. 

— Desculpe-me. — Chanyeol assentiu e o almoço seguiu em silêncio. 

— Tenho coisas para resolver na biblioteca, se quiser, está autorizado a passear pelo jardim. — Chanyeol curvou-se e saiu da sala de jantar. Baekhyun, assim que terminou de almoçar, ajudou, com muita insistência, as criadas a tirarem a mesa e lavar as louças. 

— Obrigada querido. — Elizabeth sorriu para o garoto que retribuiu o ato. — Aqui, como recompensa pela sua ajuda. — A senhora de fios loiros entregou um prato com fatia de bolo a Baekhyun e voltou a seus afazeres. 

Depois de ajudar na cozinha e devorar a fatia de seu bolo, Baekhyun, agora, estava sentado sob uma macieira localizada no grande jardim do Park. Desde de pequeno, Baekhyun morava ao ar livre, mas nunca havia aproveitado a calma e a beleza, que a natureza lhe proporciona, mas agora, sentado sobre aquela grama verde e observando os pássaros banhando no chafariz, Baekhyun se sentia maravilhado e com uma limitada sensação de liberdade. 

— Ela gostava de ficar aqui, era seu refúgio particular. — Baekhyun assustou-se, quando escutou a voz grossa de Chanyeol ao seu lado. — Desculpe-me. 

— Já é a segunda vez. — Baekhyun sorriu fraco, se referindo a ser assustado pelo Park. — Aqui é lindo, ela tinha razão para gostar desse lugar, ele é perfeito. – Chanyeol assentiu e sentou ao lado do menor. Ficaram em silêncio por um bom tempo, não um silêncio desconfortável. — O senhor não se sente só vivendo nesse casarão? — Encarou o mais velho, com seus olhos um pouco arregalados e brilhando em curiosidade. 

— Às vezes. — Suspirando e deitando sobre a grama verde, Chanyeol sorriu fraco. — Não me chame de senhor, apenas Chanyeol basta. — Os dois ficaram calados observando as cerejeiras plantadas no grande jardim. — Você consegue se lembrar da sua família? — Indagou depois de alguns minutos em silêncio. 

— Poucas coisas. — Baekhyun suspirou e deitou-se ao lado do maior. — Lembro-me da minha mãe, ela tinha um longo e lindo cabelo loiro, lembro um pouco de meu pai, ele tinha olhos escuros e bem marcantes, meu irmão mais velho, todos diziam que ele parecia comigo. 

— Você tinha um irmão? — Chanyeol olhou para o moreno, que assentiu fracamente. — O que aconteceu com ele? Se a pergunta for invasiva, desculpe-me. 

— Não é invasiva senhor. — Baekhyun sorriu fraco, quando recebeu um olhar desagradável do mais velho pelo pronome usado. — BaekBeom morreu três anos depois do meu nascimento, ele havia ficado gripado e isso o levou a morte. 

— Tuberculose. — Baekhyun assentiu, como se dissesse que sim, aquele era o nome da maldita doença que matou seu irmão. — Sinto muito. 

— A perda não me dói, por causa da doença de meu irmão e pela minha pouca idade, não consigo sofrer como meus pais sofreram, me sinto mal por isso. — O jovem moreno sorriu triste e encarou o lindo céu azul. Novamente o silêncio deu as caras, fazendo com que apenas o cantar dos pássaros soasse pelo grande jardim bem cuidado. — Tens irmãos, Chanyeol? 

— Apenas uma, os outros acabei ganhando com o passar do tempo. — Agora foi a vez de Chanyeol sorriu triste. — Yoora é dois anos mais velha que eu. Infelizmente não é do desejo dela manter contato comigo. 

— O motivo? — Indagou com os olhinhos baiados em curiosidade, naquele curto momento não havia nenhum rastro de timidez que Baekhyun apresentou outrora.

— À abandonei quando criança e ela nunca me perdoará por isso. — As palavras praticamente flutuavam para fora de sua boca, que Chanyeol perguntava-se de onde havia vindo toda aquela confiança no garoto que conheceu em menos de um dia, para conta-lhe sobre seu passado com facilidade. — Porém são mágoas passadas. 

— Passadas…. — Sussurrou observando o semblante triste do mais velho. 

— Bem, jantarei na casa de um amigo, você também está convidado. — Comentou levantando-se e limpando a parte de trás da calça marrom. — Deixarei algumas roupas apresentáveis em seu quarto. — Assentiu com um rápido balancear de cabeça. — Até a noite. — Baekhyun observou o maior caminhar até a porta dos fundos, suspirou e voltou a encarar o céu límpido. 

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Baekhyun observou-se no grande espelho do quarto e sorriu fraco, estava tão diferente do que estava acostumado a vê e sentir no dia a dia, não estava com roupas rasgadas ou encardida, muito menos estava coberto de sujeira e sim cheirava a lavanda. Baekhyun estava feliz com aquela visão que tinha de si mesmo, era alguém, que mesmo se quisesse não conseguiria realizar sozinho, estava se sentindo um pouco mais humano e não um animal abandonado, como algumas senhoras o chamava. Era algo inexplicável se sentir humano e estava tão grato a Chanyeol, que faria de tudo para agradecê-lo, por isso iria se esforçar bastante nas aulas. 

— Aprontou-se? — Chanyeol perguntou encontrando no quarto sem ao menos bater. — O tempo está depressivo, por isso trouxe-lhe um dos meus sobretudos. 

— Obrigado Chanyeol. — Com as bochechas levemente coradas, Baekhyun se aproximou do maior e sorriu, enquanto pegava o sobretudo na cor preta. 

— Disponha. — O Park sorriu para o menor e o guiou para fora do quarto. Antes de saírem de casa, Chanyeol deu ordens registrar a algumas criadas para levarem as roupas que estavam sobre sua cama, direto para o quarto de Baekhyun. O caminho até a casa de Sehun foi gélido, Baekhyun mesmo com o grande sobretudo lhe protegendo, sentiu a grande frieza que aquela noite estava, tudo apontava, que em menos de alguns dias o inverno rigoroso aumentaria ainda mais a temperatura. — Peço que por favor não se incomode com o que verá logo após essa porta. — Mesmo perdido e intrigado, Baekhyun concordou com um balançar de cabeça e Chanyeol deu dois toques na grande porta, que demorando alguns segundos foram aberta por uma senhora. — Boa noite Hana. 

— Boa noite senhores. — Sorrindo a senhora recebeu o chapéu de Chanyeol e os dois sobretudos, indo leva até o grande armário, não sem antes permitir à entrada dos dois. 

— Pensei que não viriam. — Sehun apareceu na grande sala de estar com uma taça de vinho na mão direita e um grande sorriso desenhado nos lábios rubros. — A noite não está muito agradável para saí. 

— Ótima para um bom vinho em frente a lareira. — Chanyeol sorriu e deu dois tapinhas no ombro do amigo. — Também precisava apresentar Baekhyun a vocês. 

— O garoto a qual você falou mais cedo no consultório? — Indaga olhando para o garoto moreno que está encolhido. — Prazer em conhecê-lo, Baekhyun. 

— D-digo o mesmo senhor. — Gagueja olhando receoso para o médico. 

— Apenas Sehun. — Resmunga com uma pequena careta, fazendo Baekhyun segurar o riso. — Bem, vamos para a sala de jantar. — Baekhyun olhou para Chanyeol e o acompanhou logo depois de um sorrisinho do mais velho. 

— Nosso poço sem fundo chegou! — O Park revirou os olhos assim que escutou a voz de Minseok, o mais velho do grupo, mas que aparentava ser um adolescente na aparência e modo de agir. — E muito bem acompanhado. — O dentista lançou um sorriso malicioso para Chanyeol, que rapidamente puxou Baekhyun para mais perto. 

— Deixe de ser invasivo hyung. — Usou o honorífico, apenas para lembrar que o de olhos felinos deveria agir conforme sua idade. — Bom garotos já lhes falei de Baekhyun, ele será meu aluno. — Sorriu apontando para o menor de bochechas vermelhas. — Baekhyun, você já conheceu Oh Sehun anfitrião da casa, esse invasivo é Kim Minseok, o moreno abobalhado ali é Kim Jongin e essa criança é Luhan amigo de Sehun. — Chanyeol apontou para todos e sorriu sacana apontando para Luhan, que mesmo não parecendo era mais velho que o professor. 

— É um prazer conhecê-los. — Baekhyun curvou-se enquanto sorria tímido em direção aos homens na mesa. 

— Igualmente Baekhyun. — Jongin sorriu largo, mas logo fez uma pequena careta. — Agora que já estamos todos aqui, a senhora Hana poderia servir o jantar. — Sehun assentiu e pediu para uma das criadas mais novas avisar Hana sobre o jantar. 

Baekhyun sentou entre Chanyeol e Minseok, suspirou olhando para os talheres sobre a grande mesa, havia mais que na casa de Chanyeol, estava morrendo de medo de errar, na casa do Park até que foram fácil, mas não tinha essa confiança na casa do Oh. 

— Acalme-se. Esse é seu primeiro teste. — Chanyeol sussurrou para o mais novo que acabou se assustando. Logo o jantar foi servido e a conversa começou, Baekhyun observava tudo em total silêncio, enquanto saboreava seu delicioso jantar e observar cada um daqueles homens. Chanyeol havia dito para se assustar com o que visse naquela casa, porém não viu nada demais para toda aquela preocupação do Park, mas havia visto uma coisa que o deixou curioso, Luhan olhou para Sehun de uma forma estranha e vice-versa, fazendo o garoto ficar curioso. Era sobre aquilo  que Chanyeol havia o avisado? 


Notas Finais




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