História Presságio - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Sehun
Tags Angst, Apocalipse, Baekchen, Baekyeol, Chanbaek, Drama, Kaisoo
Visualizações 126
Palavras 3.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Dizem que quem é vivo sempre aparece, eu deveria ter postado antes mas como sempre as coisas estão difíceis. Leiam as notas finais se puderem.

Desejo a vocês uma boa leitura!

Capítulo 3 - II - Ele


II - Ele



“Não grite.” A voz  soou baixo. “Será pior para nós dois se eles descobrirem que eu estou aqui.”


Baekhyun percebeu sua respiração ficar pesada, recuou alguns passos até estar com as costas coladas no azuleijo gelado do banheiro, fechou os olhos tentando se desfazer da imagem do garoto a sua frente, ele devia estar em mais um de seus sonhos. Ele tinha que estar em mais um dos seus sonhos.


“Abra os olhos escolhido, eu não vou desaparecer mesmo que você queira.”


“Quem é você?” Abriu os olhos lentamente, desgrudando da parede, dando um passo a frente.


“Ora, não posso acreditar que depois de tantas visitas não  tenham lhe contado sobre mim” Um sorriso surgiu brincando em meio a seus lábios  “É uma grande inutilidade te manterem aqui se nem ao menos se dão ao trabalho de alertar o precioso escolhido a respeito dos perigos e tentações mundanas.”


“Você é um demônio?” Mais um passo, queria observa-lo de perto, ver os traços de seu rosto, algo a mais do que apenas os olhos assustadores.


“Acha mesmo que demônios gostam desse tipo de lugar garoto? É óbvio que eu não sou um demônio.” Revirou os olhos. “Ao menos não um por completo.”


“Então o que faz aqui? Quem é você? Não me respondeu nenhuma pergunta até agora!” Baekhyun aumentou o tom de voz, viu o garoto soltar um riso baixo dando alguns passos até ele,  o encarava fixamente com o rosto a poucos espaços de distancia do seu.


“Ora, ora se não temos um menininho corajoso por aqui.” Abriu um sorriso grande e brilhante, fazendo Baekhyun estremecer. “Assim como você, eu também fui escolhido mas, digamos que o meu lado da moeda não é tão bonito e com toda certeza a minha missão não é nada nobre. A respeito do que eu quero, é algo simples: você.


“Não pode me tirar daqui.” Sussurrou firme, embora por dentro seu coração vibrasse, sentiu o suor frio escorrer por suas costas, morreria em pouco se continuasse a encarar as íris amarelas que mais pareciam um redemoinho puxando-o para as profundezas, passou a encarar o chão.


“Não seja tolo Baekhyun, você não pode ficar aqui para sempre.” Percorreu a face do garoto com os dedos delicadamente, vendo-o fechar os olhos e engolir em seco. “Meu mestre quer você, e ele o terá para o bem de todos, de preferência, morto.



Baekhyun  sentiu um arrepio ao ouvir a última palavra, morto. Alguém o queria fora do caminho, mas porque? Ele não compreendia nem um terço do que era ser escolhido e por isso não via motivos para alguém quere-lo morto, afinal, sua missão não era salvar todo mundo? Por outro lado, uma parte de si se perguntava o porquê de se importar tanto com a morte, não havia nada para deixar para trás, não havia passado, não havia uma história e nem mesmo alguém por quem devesse lutar.


“Então me mate.” Sua voz saiu em  um fio, seus olhos voltaram para os do outro, o sorriso dele havia morrido e algumas rugas haviam se formado em sua testa.


E por tal resposta, o estranho não esperava. Tudo que aprendera era que a natureza humana sempre penderia para a súplica, para o medo e temor do fim da vida, e era esse tipo de reação que ele esperava que Baekhyun tivesse. Esperava vê-lo aos seus pés suplicando pela misericórdia para desse modo, convence-lo que deveria ir com ele e que assim, ele seria poupado. Mas não, Baekhyun não era como os outros, ele era diferente.


“Não posso mata-lo agora.” Engoliu a frustração e se afastou do garoto. “Existe hora certa para todas as coisas, inclusive para você.”


O silêncio se instalou entre ambos, apenas as respirações eram ouvidas, o garoto encarava o outro a sua frente, parecia tão frágil e tão comum, parecia apenas mais um em meio a multidão e ainda assim, a força que emanava de seu corpo puxava-o para perto, o obrigava a ficar em conexão, pois só assim o seu mestre conseguiria o sucesso. E se seu mestre conseguisse o sucesso, ele seria livre. Viu Baekhyun respirar fundo, sentando-se no chão, reenconstou a cabeça na parede fria e deixou as lágrimas correrem por seu rosto livremente, era a primeira vez em anos que o garoto chorava, e era a primeira vez que fazia isso na frente de um completo estranho.


“Ei, pare de chorar garoto.” A voz do desconhecido estava alguns tons mais baixos, mais manso. “Essa coisa de morte, eu sei que pode ser pesado mas-”


“Você não sabe nada sobre mim.” Cortou-o. “Não sabe nada sobre crescer dentro de muros invisíveis em uma proteção a qual você não entende, você não tem nada a ver com as minhas lágrimas.”


“Acredite eu te compreendo muito mais do que-”


“Você não sabe nada!” Gritou, cortando-o novamente, socou a parede se levantando e indo em direção do menino, que deu alguns passos para dentro do quarto, a expressão surpresa pela reação. “Eu não me importo com o que você e o mundo inteiro chama de morte! Eu já nasci morto!” Deu um empurrão em seus ombros, ele vacilou e quase caiu apoiando-se na estante no canto próximo a porta do banheiro fazendo alguns livros caírem. “Alguém que não sabe nem de seu passado é alguém que não pode afirmar que estava vivo, eu sou alguém assim não me importo em quantas pessoas desejam a minha cabeça em uma bandeja eu vou estar bem em ir embora e não precisar mais de peso nenhum sobre meus ombros!”

A voz de Baekhyun soou alta e recheada de dor, uma dor que ele nem mesmo sabia que guardava. Desde quando se importava em não ter um passado? Desde quando se importava em existir ou não? Era tudo contraditório demais, por dentro sentia destruir-se aos poucos, por fora era tão indiferente, nada que dizia correspondia aos seus verdadeiros sentimentos.


“Baekhyun, o que está acontecendo? Está tudo bem?” A voz da madre superior soou, juntamente com algumas batidas na porta do quarto. “Abra a porta Baekhyun.”


“Você precisa ir embora.” Pegou o garoto pelo pulso indo até a janela, era loucura mas era a única saída. “Hani não pode vê-lo aqui.”


“Mande-a embora, ainda precisamos conversar Baekhyun.” O garoto se soltou do aperto no pulso, apontando para a porta.


“Não, você tem que ir embora, agora!” Insistiu sussurrando para que não fossem ouvidos,abriu a janela deixando a brisa gélida da noite entrar no quarto. “Você entrou de algum jeito por aqui, espero que consiga sair.”


“Eu vou voltar escolhido e quando voltar, esteja pronto.” Ele sentou no parapeito da janela e pendeu o corpo para trás caindo da janela para a escuridão da noite.


Baekhyun sufocou um grito, olhou através da janela para baixo no pátio. Nenhum barulho, nenhum impacto, apenas o vazio, onde quer que ele tenha ido ou o que quer que tenha feito, aquele estranho não havia caído definitivamente de sua janela. Ouviu a maçaneta da porta girar, a madre entrou preocupada perguntando mil e uma coisas sobre seu estado, mas Baekhyun não conseguia responder, seus olhos, pensamentos, seu ser  estavam pregados na escuridão que engoliu o estranho garoto de olhos amarelos. Hani levou o garoto até a enfermaria lhe dando um calmante o colocando na cama novamente logo em seguida, mas Baekhyun mesmo com a medicação não conseguiu dormir, sua mente rodava nas palavras do garoto.


Eu sou escolhido, como você.

Baekhyun não queria ser um escolhido, preferia padecer como toda a humanidade do que ter a obrigação de salva-la.

Meu mestre quer você, de preferência morto.

Se o Senhor era o seu  mestre, então quem seria o mestre daquele garoto? Ele realmente deveria teme-lo? Mas, o que mais perturbava Baekhyun era sensação que aquela estranha trazia, não era desespero, não era dor, não era medo ou desespero, sempre que ela ia e vinha tudo que ficava depois era paz.

A paz mais profunda que nem mesmo os mais santos anjos do céu poderiam trazer a ele.





“Em nome do Pai e do FIlho e do Espírito Santo, amém.”



Era uma manhã cinzenta, a igreja estava lotado e os moradores da vila próxima comemoravam a união de um casal de jovens, Baekhyun estava sentado no último banco da igreja observando a celebração que já estava em seu final. Riu soprado consigo mesmo ao pensar o quão loucos aqueles dois pareciam ao seu ver, o mundo estava em perfeito caos e caindo aos pedaços mas, ainda assim eles deixaram espaço para pensar sobre o amor, sobre construir uma família. Pensar em família o deixava inquieto, ele não possuia uma de verdade e sabia que pelo rumo que as coisas tomavam, nunca teria uma para chamar de sua, mal entendia sobre o amor, quão dirá ter a capacidade senti-lo.


O reverendo encerrou a cerimônia e aos poucos a igreja foi se tornando vazia, reencostou a cabeça no banco observando a pintura no teto, eram anjos e a imagem de Jesus nas nuvens rodeado por eles, pensou que talvez Ele devesse estar dessa maneira lá em cima, observando enquanto a humanidade se destruía e pensando onde Ele teria errado. O mundo estava condenado e nenhuma das Capitais seriam capazes de restaura-lo, a cada dia mais e mais pessoas morriam nos campos rurais e nas pequenas vilas por falta de água e comida e, por vezes em que acompanhava as irmãs do convento em ações de caridade, pode observar situações extremas, como o caso de uma família que se alimentou por meses da carne do próprio avô por não existir mais nada para comerem.


A humanidade estava podre, e a cada dia, os corações humanos se tornavam mais e mais podres.


Ouviu trovões do lado de fora, choveria em breve como de costume, fechou os olhos inspirando sentindo o vento úmido que trazia a chuva entrar em suas narinas. Não sabe por quanto tempo ficou daquela maneira, vagando em pensamentos e possibilidades, pensando no tempo que se passara desde que o estranho o visitou, três semanas arrastadas e recheadas de uma ansiedade infundada na espera de que algo acontecesse, mas nada aconteceu e Baekhyun estava perdido no silêncio.


Até aquele momento.


O som dos passos na igreja vazia soaram altos, Baekhyun abriu os olhos encarando a figura   parada ao seu lado, era um menino magrelo, cabelos lisos e negros, traços orientais como os seus, ele sorriu fazendo os olhos fecharem em uma meia lua. Usava as mesmas roupas que o estranho estava vestindo na noite em que se encontraram, a calça e blusa preta com um coturno.


“Espero não estar atrapalhando seu sono.” Iniciou.


“De maneira alguma.” Correspondeu o sorriso.


“Você é mais bonito de perto, ele não sabe fazer boas descrições.” Observou o garoto arquear a sobrancelha, parecia confuso. “Meu amigo preferido te visitou a algumas semanas mas, ao que parece vocês não conseguiram conversar corretamente e, é por isso que eu estou aqui.”


“Seu amigo é maluco.” Pontuou.


“Eu sei.” Riu baixo. “Me chamo Jongin, Kim Jongin.”  Estendeu a mão para que o garoto o cumprimentasse.


“Baekhyun, Byun Baekhyun’ Sorriu para o outro, apertando sua mão.


“Será que podemos ir lá para fora?” Indagou.


Baekhyun concordou com a cabeça, diferente do outro, o menino chamado Jongin lhe passava confiança, caminharam pela igreja até os fundos da mesma, sentando na escadaria onde ele havia avistado o desconhecio pela primeira vez. Observaram o campo seco por alguns instantes, até que o Kim soltou um longo suspiro e iniciou a conversa.


“Meu mestre fala muito de você, ele tem uma obsessão por você, sabe?”


“E quem é ele?” Encarava o céu cinza, enquanto ouvia o garoto.


“Não compete a mim revela-lo, tudo tem que ser feito na hora certa, sem pressa Byun.” Ele sorriu de canto.


“Eu estou ansioso para ve-lo.” Sorriu de volta.


“Você gosta de estar aqui?” Jongin perguntou com o olhar fixo no garoto.

“Um pouco, é confuso.” Baekhyun não tirava os olhos do céu cinzento.

“É confuso não saber onde esta não é mesmo?” Jongin indagou, vendo-o acenar a cabeça em confirmação. “Eu sei onde você esta.  Este lugar em que você mora é convento de Santa Cecília, localizado a quatro horas da capital da Coreia do Sul, Seul, você esta na ásia, um dos poucos lugares ainda habitáveis do mundo.”

Baekhyun deixou o céu e olhou para o garoto, seu rosto inexpressivo. Porque aquele estranho sabia tanto e ele simplesmente nunca teve informação nenhuma sobre o mundo em que vivia?

“Como sabe de tudo isso?”

“Eu vivo, diferente do que os padres fazem com você, que apenas existe, eu saio e procuro meios e informações lugares certos para encontrar comida e abrigo.”

“Então, o que quer comigo?”

“Impaciente, você é muito impaciente.” Jongin riu “Mas tudo bem, creio que já esperou tempo demais para ter respostas sobre sua própria vida.”

“Você não imagina o quanto.” Baekhyun esboçou um meio sorriso.

“Bem, creio que o padre tenha te  enrolado com a história de que você é o salvador da vez, mas acredito que ele não tenha falado do seu dom.”

“Dom?” Baekhyun franziu o cenho.

“Sim Byun, seu dom.” Jongin suspirou levantando da escada começando a descer em direção ao campo. “Você tem uma energia dentro de si capaz de trazer a vida qualquer coisa que tocar, qualquer animal, qualquer planta ou fruto, é só tomar consciência disso. Agora mesmo você poderia trazer vitalidade a todo esse campo, basta você querer.” Apontou para a grama logo a frente,

“Isso é impossível.” Baekhyun riu caminhando ao lado da garota.

“Esse é o seu problema Byun, você não acredita em nada. Como consegue dizer que acredita em Deus?”

“Eu…” Baekhyun ficou em silêncio, nunca havia parado para pensar sobre aquilo. Como ele podia afirmar acreditar no Todo Poderoso quando nem sequer acreditava mais na solução da humanidade? “Eu não sei.”

“Você tem dúvidas demais.” Um trovão soou no céu. “Está chovendo muito freqüentemente não acha? O mestre disse que durante a guerra chovia bastante também, acha que a guerra vai voltar?”

“O reverendo disse  que sim, e que eu vou ter que para-la.”

“Ele quer que você morra por milhares de pessoas que você nem ao menos conhece.” O Kim riu sem humor “Não acha isso suicida demais? Porque eles não tomam a guerra e tentam conversar todas essas pessoas idiotas a parar de destruir o mundo em que vivem?”

“As pessoas não sabem o que estão fazendo Jongin, elas tem medo, fazem tudo por puro instinto, para sobreviver.”

“Acabando com os outros? Eu perdi minha irmã  na guerra Baekhyun, eu sei do que as pessoas são capazes.”

“Então você sugere que eu faça o que?”

“Venha comigo, eu vou te ensinar a coma usar isso para beneficiar as pessoas de um modo que não precise morrer para salvar a vida delas.”

“Seu mestre me quer morto.”

“Não, ele quer o Baekhyun do convento morto, você pode mudar a mente dele, se oferecer as coisas certas. Lhe de comida e água e estará seguro.”

“Eu não posso deixar a minha missão Jongin , eu preciso seguir-”

“Precisa seguir os padres? Baekhyun olhe ao redor, o que você vê?”

Baekhyun tirou os olhos do garoto e começou a observar a imensidão opaca que o cercava, o prédio do convento com suas imensas rachaduras, pessoas morimbundas caminhando pela estrada de chão batido em direção aos distritos de origem, as árvores secas, a fonte de água do centro do pátio em ruínas que a muito tempo não jorrava mais água, o céu escuro avisando que mais uma chuva mortal cairia em breve e metade daquelas pessoas não chegariam vivas em seu destino.

Ele podia mudar tudo aquilo, só precisava querer.

“Vou mandar alguém para buscar você, decida até lá.” Jongin deu dois tapinhas no ombro de Baekhyun começando a caminhar sem rumo definido pelo campo seco. “Lembre-se Baekhyun, não é a guerra maior que nós mata, mas sim a guerra que travamos entre nós mesmos. Escolha o seu lado, espero que escolha o certo.”

Baekhyun desviou o seu olhar que antes estava voltado ao céu e quando ameaçou responder Jongin o garoto já havia desaparecido. Talvez ele tivesse se assustado com tal ato, se não fosse o fato de sua própria vida girar em torno de eixos anormais, ele apenas suspirou cansado vendo alguns pingos molharem sua roupa antes de começar a correr de volta para o convento. O que nem Jongin e nem o Byun perceberam foi que, no exato lugar onde Baekhyun estava minutos antes, nascerá uma mínima flor e ao seu redor o grama se tornou verde.

O que não demonstras teu coração sente.  E no coração de Baekhyun brotava esperança.







O clima era frio como se o sol nunca houvesse banhado aquele pequeno pedaço do mundo, no meio de algumas árvores mortas, depois de uma campina de grama alta e seca a grande construção de pedra se erguia desgastada pelo tempo, era uma mansão de séculos atrás preservada por seus antigos moradores mas que agora servia de abrigo e refúgio para outro grupo de pessoas. Um salão lotado de pó e teias de aranhas, uma cozinha mal cuidada e parcialmente destruída, os únicos lugares intactos eram os quartos e uma sala no fim do corredor extenso do segundo andar.

Era recheada de livros e quadros, muitos mapas e gravuras. Uma escrivaninha com uma cadeira de madeira, algumas fotos coladas sobre a mesa e mais alguns livros velhos. Próximo a janela da sala um garoto estava sentado brincando com um cubo mágico de madeira, ele tinha a pele clara aparentava ser alto e possuía os cabelos em tom de  castanho escuro, parecia uma criança interessada em seu melhor brinquedo, mas a verdade é que estava pensativo.

A porta da sala é aberta revelando uma figura de olhos grandes e negros carregando uma bandeja com algumas fatias de pão e um copo de água.

“Senhor?” A voz era baixa e temerosa.

“Sim?” O garoto desviou os olhos do cubo para a figura que acabará de entrar.

“O mestre chegou a pouco e me mandou trazer para você essas fatias de pão, foram poucas as que ele conseguiu, disse que você precisa se alimentar.”

“Ah sim, obrigado.” O garoto se levantou tomando a bandeja das mãos do outro e voltando a se sentar. “Venha, sente-se e coma também, eu sei que ele não deu nada para você comer, e isso faz uns bons dias.”

“O-obrigado.” O garoto se sentou receoso, pegando uma das fatias do pão.

“ O Park já voltou da capital?”

“Não senhor.”

“E Jongin?”

“Também não senhor.”

“Acha que eles conseguiram alguma coisa, Do?”

“Não sei senhor, mas é certo que o senhor Kim tem mais facilidade em dialogar com as pessoas, talvez ele consiga trazer o escolhido mais facilmente do que o esperado.”  

“Eu espero que ele traga, ao contrário, morreremos de fome.”





A chuva estava forte e os galhos secos das árvores batiam violentamente nas janelas do convento, Baekhyun se revirava na cama inquieto, a conversa com Jongin o deixara pensativo, por qual motivo afinal ele deveria permanecer ali? Porque deveria continuar seguindo o padre e as irmãs quando poderia simplesmente sair do convento e peregrinar através dos distritos testando esse seu dom  que ele supostamente possuía, será que os reverendos o queriam ali apenas para benefício próprio?

“Padres são pessoas podres.” A mesma voz rouca de três semanas atrás o fez pular na cama, sentando-se.

“Como entrou aqui? Está chovendo.” Baekhyun se encolheu na cama trazendo a coberta para mais perto de si.

“Essa não é uma pergunta muito inteligente para se fazer a um inimigo sabia? O certo seria se levantar e lutar ou no seu caso, gritar por socorro.” Os olhos amarelos brilhavam em meio a escuridão do quarto.

“Eu pensei que você e Jongin fossem do mesmo lugar, seguissem o mesmo mestre.”

“Ah, e somos sim, mas Jongin é um pouco simpático demais.” O garoto caminhou pelo quarto mexendo em algumas coisas de Baekhyun que estavam sobre a cômoda.

“Ele me disse que seu mestre não me quer morto.”

“Não mesmo, eu só queria te assustar, testar a sua força e pelo o que eu vi você se assusta e chora mais facilmente do que uma criancinha de colo.”

“Eu nunca saí desse convento, garoto, como espera que eu saiba algo sobre viver ou morrer?”

“Ué, não é isso que ensinam aqui? Sobre como viver como um escravo para ter seu pedacinho de terra quando for para o paraíso?” O garoto pegou um frasco transparente e começou a joga-lo para cima distraidamente.

“O Senhor é justo, faça boas obras e terá um bom lugar para habitar depois da morte.”

“Legal mas, eles já te contaram da parte em que os padres transam com as freiras e depois as obrigam a abortar as crias geradas?”  

“Você ficou maluco?” Baekhyun se levantou da cama caminhando até o outro.

“Não. Esse lugar é o mais podre da Terra, Byun, ninguém aqui é santo” Jogou o frasco para trás ouvindo se espatifar no chão.

“Aquilo era água benta, não se deve fazer isso é desrespeitoso.”

“Olha, se vai ir comigo para onde Jongin está, é bom parar com essas manias ridículas de adorar coisas que nem sequer tem significado. É só água!”

“Escute, eu não sei o que ou quem você é mas eu quero que saia, vá embora!” Alterou o tom de voz.

“Não você não quer.” O garoto empurrou Baekhyun contra a parede do quarto, prensando-o contra ela, em seu pescoço uma lâmina dourada estava pressionada fazendo um fio de sangue escorrer.

“V-vá embora.” Tentou dizer entre dentes, seus olhos ardiam.

“Pare de chorar me escute.” O estranho segurou o rosto de Baekhyun com a mão livre garantindo que ele olhasse apenas para ela. “Meu nome é Park Chanyeol e para a sua segurança Escolhido eu receio que seja melhor não me contrariar, eu não sou tão gentil quanto Jongin.”

“E porque eu deveria acreditar nisso?” Baekhyun sentia cada nervo de seu corpo se tencionar ao toque da garota..

“Por que?” Riu em escárnio. “Porque eu sou  aquilo que veio ao mundo para te destruir Byun, eu sou o herdeiro de Lúcifer.


Notas Finais


Duas coisas: 1) eu ainda estou em hiatus mas estou fazendo um esforço sobrenatural pra continuar reescrevendo, não está sendo fácil. Mas sabe o que me ajudou a postar hoje? A playlist com as músicas de Presságio, não está totalmente completa mas vocês podem conferir se quiserem nesse link https://open.spotify.com/user/jessie-kim/playlist/5ycr62aZL7YBCRSBnAN3OL?si=yZvD4fdZRfurhwGhvoxe1A

Do mais, espero ver vocês em breve.

XOXO <3


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