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História Preste atenção, o mundo é um moinho


Escrita por: sobrecomum

Fanfic / Fanfiction Preste atenção, o mundo é um moinho
Sinopse:
Eu me pergunto em que momento nos tornamos estas pessoas que odeiam a vida.


[originais | o que o tempo causa em cada um de nós]
Iniciado
Atualizada
Idioma Português
Visualizações 221
Favoritos 84
Comentários 9
Listas de leitura 15
Palavras 160
Concluído Sim
Categorias Histórias Originais
Tags Angst, Reflexiva, Sobre O Tempo

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Lírica / Poesia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Lista de Capítulos

Capítulo
Palavras
1
Cap. Único: Dona Cidinha
9
221
160

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Comentários em Destaque

Postado por LuMiojo
Capítulo 1 - Cap. Único: Dona Cidinha
Usuário: LuMiojo
Usuário
Me lembro de outubro passado, meu primo gritando ao meu lado porque ganho um skate de presente, dia 12 ela alegria das crianças, um dia eu fui criança e partilhei dessa alegria, mas hoje já sou bem adulto e só espero a quinzena do meu pagamento na conta.

Me lembro de dezembro, uma bela arvore de pinhedo, enfeitada de guirlandas e pisca-pisca, comercial da dolly na tv, especial do roberto carlos, já me animei com isso, mas hoje em dia sou bem adulto.

Agora que já sou adulto, fiquei um pouco ranzinza, me tornei o próprio grinch, acho que ando muito cansado preciso de uma noite e um sonho mirabolante para revisitar meus fantasmas passados e, enfim,, voltar a acreditar no noel.

Se papai -Noel-, aparecesse aqui, daria um abraço bem apertado naquela barriga enorme e não pediria presente, apenas aproveitaria sua visita pelo resto da noite.

O tempo, me tornou em um razinza, logo eu, uma criança tão sonhadora que queria tocar a lua com as mãos nuas.

O pequeno principe tinha razão, crescer é loucura, temos que ser eternamente crianças.


As vezes eu me perguntou qual o sentido de tudo isso, do porque que minha alegrias foram roubadas, queria ainda ter medo do bicho-papão, queria acreditar na loira do banheiro, chorar no colo da minha mãe, acordar de manhã para ver tv globinho, cair, chorar, chorar e depois levantar com os joelhos todos ralados e ir jogar bola de novo.

Um dia me disseram que o tempo escorre como rio, eu que sou poeta, não posso aceitar isso, porque se ele é um rio em dias de sol carioca, 50 graus de puro calor, a agua vai evaporar e disso vira a chuva que caira sobre minha cabeça.
Acho que isso quer dizer muita coisa, nós, só somos humanos porque existe o passado, a vida é sempre para frente, impossível voltar para trás, por mais que eu quero reviver momentos que eu considero especiais, eu não poderei. E esta tudo bem, porque eles estão guardados bem aqui, dentro de mim, tudo que já vivi, todos aqueles que já perdi, aqui, no peito, todos as magoas que a vida me provoca esta aqui. E de madrugada eu transformo em poesia.
A memoria é um presente, de fato, por mais que as vezes provoque sofrimento, graças a ela eu tenho vivência para escrever meus versos e isso é maravilhoso. O tempo corre como um rio, a agua evapora em dias de muito calor, no final se faz a chuva. Isso tudo me ensina que a vida é feita de ciclos

Senhor tempo, tenho medo do que você me reserva no futuro, mas aceitarei tudo que vier, sou forte e resistirei contra a chuva que vem por ai.

Minha memorias viraram poesia, meu pai vive nesses versos. minha vó esta aqui também.
Obrigado, tempo, obrigado.

-Se o tempo é rio que corre, o sol evapora a agua e chove rios de poesia por ai.