História Pretend... - Capítulo 12


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Indra, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Maya Vie, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clexa
Visualizações 127
Palavras 5.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui estou eu com mais um capítulo.Era pra ter postado a uma hora,mas fui tretar no twitter ksks.
Boa leitura.

Capítulo 12 - Capítulo 12


 

A noite foi horrível para Lexa e Clarke, passaram maior parte da noite insone quando conseguiram pegar no sono, o dia já estava amanhecendo. Não tiveram muitas horas para descansar porque Marina que tinha quase hibernando acordou animada.

Ela falava a sua língua estranha, estava sentada e olhava para as duas mulheres adormecidas. Seu olhar intercalava entre a mãe e a desconhecida, achou mais interessante a desconhecida. Colocou as mãozinhas gorduchas no colo de Lexa e se ergueu, direcionando todo o seu peso na morena que acordou assustada pela pressão.

Lexa ficou uns segundos desnorteada, mas assim que viu Marina recordou-se de tudo, por reflexo segurou a menina que já estava pendendo para o lado e quase caindo da cama. Foi assustador para morena imaginar a menina caindo no chão e se machucando, já para Marina que não tinha noção de realidade nem de perigo, achou tudo muito divertido ter sido pega no ar e soltou algumas gargalhadas que despertaram a Clarke.

– Ahn... O quê... – Clarke sentou esfregando-se os olhos. – Que horas são?

– Não sei... – Lexa respondeu ainda gelada por dentro de medo, Marina ainda estava rindo. – Ela ia caindo, e eu a peguei.

– Ah, meu Deus. – Clarke estendeu os braços para a sua filha. – Vem pra mamãe?

Marina olhou para os braços de sua mãe, depois para o rosto. Balançou a cabeça em negativo por uns segundos, mas acabou se jogando nos braços de Clarke.

– Bom dia, minha princesa. – Deu um beijo estrelado na bochecha gorducha e levantou-se. – Vamos tomar um banho, comer e depois aproveitar o dia?

 Marina batia palminhas e babava, sem entender nada, mas olhava para a mãe com adoração. Lexa ficou olhando as duas, depois sorriu ao ver o carinho que Clarke tinha por sua filha. Realmente, era uma ótima mãe.

Clarke olhou para Lexa e sorriu.

– Bom dia, Lexa e obrigada por segurá-la.

– Bom dia, Clarke e de nada, eu jamais permitiria que ela caísse. – Lexa respondeu com sinceridade.

As duas trocaram olhares por uns segundos, cada uma admirando a beleza natural da outra. Até que com um suspiro, Clarke buscou a bolsa de Marina e também a sua, em seguida, foi para o banheiro. Iria fazer a higiene da sua filha e depois a sua.

Lexa olhou para o relógio em cima do criado-mudo. Nove horas da manhã. Razoável. Aproveitou para olhar o seu celular, tinha algumas mensagens de Maya sobre a Equilibrium, nada demais. Pensou em tirar um cochilo, ainda estava com muito sono e sua cabeça doía um pouco, mas não fez, esperou que a Clarke desocupasse o banheiro.

Nunca tinha passado uma noite tão difícil em sua vida, o seu corpo estava dolorido e quase não teve paz. Tudo por conta desse desejo nutrido pela Clarke. Suspirou resignada, levantou-se e buscou em sua mala um biquíni juntamente com uma canga.

Clarke saiu do banheiro usando uma saída de banho por cima do biquíni. Lexa não sabia muito bem como ele era, já que a saída era grossa e a única coisa que dava para ver que era da cor vermelha. Interessante. Marina estava com um biquíni rosa com estampa de melancia e óculos de sol também rosa. Os cabelos lisos caiam pelo rosto. Estava lindinha, dava muita vontade de mordê-la.

Lexa percebeu que estava se aperfeiçoando a Marina. Ela era um amor e sempre comportadinha, sem contar que as gargalhadas e os sorrisos com apenas dois dentes era um amor.

– Você tem alguma programação para hoje? – Lexa perguntou para loira com os olhos voltados para Marina.

– Vou apresentar o mar á Marina, vai ser o seu primeiro banho de mar. – Clarke contou com um sorriso aberto, balançando a filha nos braços que riu.

– Eu vou acompanhá-las, é bom que a minha família nos vejam unidas, tudo bem pra você?

– Claro. Eu vou descer para dar o café da manhã dela, e aproveitar para tomar o meu. Nos encontramos lá embaixo?

– Sim. – Lexa respondeu e rumou para o banheiro.

Clarke gostou de saber que Lexa queria passar o dia com elas, mesmo sendo por motivo diferente. Sentou a Marina rapidinho na cama apenas para pegar uma bolsa de praia, colocou o bloqueador solar, também como uma toalha, alguns brinquedinhos da menina e por último o seu celular. Voltou a pegar a Marina nos braços e saiu do quarto.

Esperava que o clima estivesse melhor, ao menos que Luna e Bellamy não a importunasse. Desceu as escadas, encontrando com Indra e Gus arrumados.

– Bom dia. – Clarke cumprimentou com um sorriso.

– Bom dia. – Gus respondeu com um sorriso.

– Bom dia, Clarke. – Indra respondeu se virando, abriu um sorriso quando viu a Marina. – Como está uma gatinha. – Aproximou-se, deu um beijo na testa da menina com carinho. – Vai arrasar os corações hoje, meu bem? – Segurou as bochechas de Marina com carinho, a menina riu, era uma criança muito risonha. – Morro de amor com esse sorriso!

Clarke sorria, amava quem brincava e tratava com amor a sua filha. Indra já tinha uma parte cativa em seu coração.

– Onde está a minha filha?

– No banho, daqui a pouco ela desce.

– Oh sim... O café da manhã está servido, minha querida. Eu e Gus tivemos que tomar mais cedo porque vamos sair. – Indra informou. – Temos alguns compromissos sociais, mas acho que á noite estaremos aqui. A propósito... – Virou-se para o marido. – Querido, porque você não pega aquelas boias que compramos ontem?

– Onde você as deixou?

– No escritório.

Augustus saiu para pegá-las.

– Ontem formos ao shopping e vimos essas boias, pensei rapidamente na Marina, ela não pode ficar sem a proteção devida. – Indra fez carinho na pontinha do nariz de Marina. – Hoje não vai dar para irmos comprar o berço, mas amanhã, tudo bem?

– Não precisava se incomodar, Indra.

– Não foi incomodo algum.

Gus voltou com três boias no pacote, precisava inflar ainda, mas a Clarke se prontificou em fazer isso. Agradeceu ao pegar as boias.

– Aproveite muito, a piscina é incrível e também o mar é maravilhoso. Sinta-se em casa. – Indra depositou um beijo rápido na bochecha de Clarke. – Até mais, querida.

Clarke sorriu para Indra, comovida pela receptividade da mais velha. Tanto ela, como o Augustus a fazia sentir em casa. Por um breve momento desejou que eles fossem os seus pais, deveria ser muito bom crescer em uma família estruturada, era nítido o amor entre Indra e Gus, perguntou-se se um dia teria um amor assim, incondicional.

– É claro que você nunca se sentirá em casa, uma mulher do seu nível jamais teria uma casa assim. – A voz falou atrás de si.

O sorriso de Clarke se desfez, revirando os olhos, virou-se para trás encontrando a Luna que estava no topo da escada, novamente de biquíni, amarelo, mas desta vez era menor que o outro... Os saltos altos eram também amarelos, altos e usava uma saída de banho branca aberta.

Luna exibia um sorriso esmagador, sentia-se uma modelo, poderia ser até atraente, se não fosse tão cobra...

 

(...)

 

– Qual é o seu problema comigo? – Clarke perguntou, olhando para a outra.

Luna desceu as escadas como se tivesse numa passarela, faltava apenas os holofotes para complementar a cena. Marina estava alheia, achava mais interessante em brincar com o brinco de sua mãe.

– Todos. – Luna respondeu a olhando de cima.

Clarke soltou uma risadinha, aquela mulher era inacreditável.

– Eu sinto tanto, mas tanto que você tenha todos os problemas comigo. – Clarke falou ironicamente, colocando a mão no peito para dramatizar. – Porque vai ter que engolir um por um e me aturar. Querendo ou não, vai ter que me empurrar garganta á dentro, então, lide com isso.

Luna ficou séria, destetava essa mulher, se pudesse a matava! Com uma piscadinha, Clarke foi se virando, mas a outra a segurou firmemente no braço e a puxou de volta. A loira quase se desequilibrou, isso deixou a Clarke muito irritada porque se caísse iria direto para o chão, a sua preocupação não era consigo, mas sim, com a Marina.

– Solte-me ou não respondo por mim. – Clarke avisou com a voz contida, mas com muita raiva.

– Escute aqui, sua coisinha... – Luna sempre com o queixo empinado, apertou mais o braço da loira. – Não fique cantando vitória antes do tempo, você não me conhece, não sabe do que eu sou capaz.

Clarke puxou o seu braço com força, Marina choramingou assustada, aumentando ainda mais a raiva da loira, se estivesse sozinha, talvez, não ficaria perturbada com a abordagem de Luna.

– Escute aqui, você! – Clarke apontou o dedo em riste. – Eu não tenho medo de você, muito menos de suas ameaças! Você pra mim é tão insignificante que sua existência é nula diante dos meus olhos. – Cuspia as palavras com raiva. – Você que não me conhece, minha filha, eu sou do gueto! E sabe o que eu faço com gente metida a besta? – Subiu um degrau ficando de cara a cara com a Luna. – Encho a cara de porrada até deformar!

Luna ficou vermelha de raiva, não esperava que a Clarke batesse de frente com ela, achou que ficaria como a primeira vez: Calada.

– Está começando a colocar as garrinhas de fora, não é suburbana. – Luna apertou os olhos. – Quando a Lexa ver a mulher baixa que és, vai manda-la pastar em dois segundos.

– Essa é a sua vontade, mas deixa eu te informar: Ela não vai me deixar nem que você a implore de joelhos. – Clarke falou com tanta segurança que até acreditou em suas palavras. Não sabia o que aconteceria se Luna pedisse isso a morena.

– Você é uma interesseira! – Luna acusou. – Não sei o que usou para segurar a Lexa, mas irei descobrir. Provavelmente está usando esse buldogue para compadecer a Lexa.

Clarke ficou tonta ao escutar a palavra “buldogue”; o seu sangue ferveu, ela não conseguia enxergar a Luna de tanta raiva.

– Está chamando a minha filha de buldogue, infeliz? – Clarke alterou a voz. – Retire o que disse ou não sei o que farei com a sua cara de pirua!

Luna deu uma risadinha, satisfeita por atingir a loira.

– Não vou retirar nada! – Luna disse malvada. – Buldogue, buldogue, buldogue! – Repetiu como se tivesse cantando.

Marina começou a chorar.

– Ah, sua filha de uma...

– Opa! – Outra voz chamou atenção, era Octávia que descia as escadas. – Adoro uma confusão, mas o horário é inapropriado para isso.

Luna revirou os olhos, virando-se para Octávia. Achava essa garota um desperdício para sociedade. Clarke começou a ninar Marina, tentando acalmar a sua filha, não gostava de vê-la chorando, mimou e deu alguns beijinhos para a menina se acalmar.

– Não me lembro de ter lhe chamado, garota. – Luna disse para Octávia.

– Não precisa me chamar, eu sempre apareço quando vejo alguém dando um close errado. – Octávia disse despreocupadamente. – E no caso, esse alguém é você, fofa.

– Irritante! – Luna bufou.

– Isso soando dos seus lábios é elogio para os meus ouvidos. – Octávia piscou. – Por que não some daqui? A sua presença é igual a de Bolsonaro: Inútil e desnecessária.

Luna olhou para Octávia, e depois para Clarke, ergueu o queixo e desceu as escadas, mas ainda esbarrou propositalmente em Clarke que a fuzilou com o olhar.

– Ellen, leve o meu desjejum para a piscina. – Gritou Luna para a empregada antes de sair.

Clarke acariciou a cabeça de Marina que estava mais calma, depois olhou para Octávia.

– Se você não tivesse aparecido, nem sei o que eu teria feito.

– Pancadaria na certa. – Octávia sorriu. – Embora que eu iria adorar ver a Luna apanhar, mas a Lexa não iria me perdoar se deixasse acontecer alguma coisa com você e a Marina.

– Acho que sim...

– Eu sei que não nos conhecemos, mas, eu gostei de você e acho que é a mulher ideal para minha irmã. – Octávia disse a olhando séria. – Por isso eu aconselho: Não subestime a Luna, ela é uma cobrinha criada.

Clarke franziu o cenho, preocupada com o conselho. Octávia acariciou as bochecha de Marina, sorriu e foi tomar o seu café. A loira ficou parada nas escadas por alguns minutos, perdida em pensamentos até que foi despertada por Lexa.

– Clarke?

– Oi... – Clarke olhou para Lexa que estava belíssima num vestido curto e rasteirinhas.

– Você está bem?

– Sim. Estava te esperando para tomar café.

Lexa foi pega de surpresa.

– Ah, então, vamos.

A morena sorriu e ofereceu o braço para Clarke que segurou e foram para a mesa, Octávia ficou contente ao ver a irmã de braços dados com a loira.

Vai que dê certo?

 

(...)

 

Depois que tomaram café, elas foram para a área externa. Clarke colocou a bolsa e as boias em cima da mesa, sentou Marina pra passar o bloqueador solar e também encher as boias antes de se aventurar na praia. O sol estava lindo, brilhante e quente, porém, como ventava bastante a sensação térmica era suportável.

Octávia decidiu que também iria tomar banho de sol, mas bem longe de Luna que estava estirada na espreguiçadeira se abanando com um leque. Ela e Lexa trocaram olhares rapidamente, uma analisando o corpo da outra.

– Vou tomar sol ali e falar com a minha namorada. – Octávia balançou o celular.

– Ah, vou com você, é o tempo que Clarke termina de ajeitar a Marina.

As duas foram saindo quando Clarke as chamou, elas pararam.

– Aonde pensam que vão? – Clarke as olhou, suas mãos estavam meladas de bloqueador solar.

– Nos sentar ali... – Lexa apontou.

– Levem essas boias para encher, estou ocupada com a Marina. – Clarke apontou com a cabeça para as boias que estava em cima da mesa.

Lexa as pegou, e entregou uma para a irmã.

– Quero bem cheias. – Clarke avisou e começou a passar o bloqueador solar em Marina que estava agitada e reclamava, tentando se esquivar.

As irmãs se entreolharam, mas foram em direção das espreguiçadeiras. Luna as acompanhou com olhar, sua cabeça trabalhando um modo de seduzir a Lexa, seria difícil se aproximar da morena que estava quase sempre acompanhada pela irmã ou pela tonta da namorada. Por hora, ficaria lançando olhares quentes, estava mal intencionada e demonstraria isso para Lexa.

– Luna não tira os olhos daqui. – Octávia comentou, olhando pela visão periférica a Luna, estavam do outro lado da piscina, então, ficava uma de frente para outra.

– Deixa que olhe. – Lexa retrucou, se preocupou mais em encher a boia.

– Isso é surpreendente, você sem se importar com que a Luna faz?

Octávia também começou a encher uma boia quando teve o completo silêncio da irmã, era pequena, rapidamente se enchia. Lexa não tinha respondido porque a última pessoa que estava em seus pensamentos era a Luna, isso também a surpreendia. O que significa que sua atenção estava toda destinada para outra pessoa, cujo estava deixando a filha coberta de bloqueador solar.

– Será que ela tem alguma tatuagem, marca de nascença ou piercing por debaixo da roupa? – Octávia perguntou assim que terminou de encher a boia.

Lexa passou um olhar cortante para irmã.

– Por acaso está fantasiando com a minha namorada?

– Não, e ela não é sua namorada. – Octávia relaxou o corpo. – Só estou um pouco curiosa, você não?

Sim, muito. Estava louca para que Clarke tirasse aquela saída de banho e revelasse as suas curvas tentadoras.

– Você tem namorada.

 – Mas tenho olhos, e olhar não tira pedaço, nem é traição. – Octávia retrucou.

Lexa revirou os olhos, pegou outra boia no intuito de encher também.

– Como foi a noite com a Clarke? Boa?

– Se definir boa uma noite insone agregada com frustração...

Octávia riu.

– Não me lembrava dessa sua versão mole, deve ser porque nunca teve. O que está esperando pra ficar com essa mulher? Ela também te quer.

Lexa ficou pensativa, nem ela mesma sabia o porquê de tanta privação.

– Você acredita em amor à primeira vista?

– Não. Eu acredito em sexo à primeira visto, tesão à primeira vista, apenas isso. – Octávia pegou o seu celular e ficou mexendo. – Por quê? Está apaixonada por sua namorada de brincadeira?

– Claro que não, só queria saber o seu ponto de vista... – Lexa respondeu, ignorando o olhar desconfiado de sua irmã. – Oh, vai começar...

Octávia virou o rosto para olhar para Clarke, a loira tinha terminado de passar bloqueador na Marina, e se preparava pra tirar a saída.

Luna ficou curiosa ao ver que as irmãs olhava em outra direção com expectativa. Então, também olhou. Sentiu vontade de furar os olhos esverdeados de Lexa com uma faca bem afiada. Não acreditava que estava babando pela Clarke! Uma mulher simplória. No fundo, bem no fundo, estava com recalque.

Como se fosse em câmera lenta aos olhos de Lexa... Clarke foi levantando a sua saída, revelando as coxas redondas e firmes, mais um pouco a parte debaixo do biquíni foi surgindo... Vermelho... Um sorriso malicioso brincou nos lábios de Lexa ao constar que era deliciosa. Mais um pouco, e a barriguinha foi revelada, mas o que surpreendeu foi que na virilha tinha uma tatuagem! Isso aguçou muito a curiosidade da morena, como estavam distantes, não dava para distinguir muito bem o que era. Mais um pouco, e os seus seios grandes e perfeitos cobertos pelo biquíni cortina foram revelados, o ápice do momento.

Lexa se sentiu muito excitada pelo o que estava vendo. Imaginou-se engatilhando até a Clarke, e tirando todas aquelas peças lentamente... Queria também dar algumas mordidinhas. Clarke virou-se para colocar o vestido em cima da cadeira, dando uma visão privilegiada de sua bunda... Bem redondinha...

– Se você não transar com ela, eu vou. – Octávia soltou, recebendo uma tapa da irmã. – Ai! – Esfregou a área atingida. – Estava brincando.

– Brinque com isso de novo e você ficará sem nenhum dente na boca pra conta história. – Lexa retrucou enciumada, sabia que era brincadeira da irmã, mas não impediu de sentir muito ciúmes.

– Tudo bem, não está mais aqui quem falou. – Octávia deu de ombros. – Mas eu estou muito curiosa para saber que tatuagem é aquela.

– Pare de olhar o corpo dela. – Lexa urrou.

– Me obrigue!

Lexa pulou em cima de Octávia para bloquear a visão da irmã sobre a Clarke. Era apenas brincadeira, mas quem visse de longe acharia que era uma briga, as risadas denunciavam que não. Uma estapeava a outra, e alguns empurrões de leve, pareciam duas crianças. Ficaram tão empolgadas com a “briguinha” que não perceberam a Clarke se aproximando, só viram quando Octávia empurrou a Lexa com mais força fazendo a mais velha se desequilibrar e cair de lado com os joelhos no chão, ficando como rosto literalmente de frente para a tatuagem de Clarke.

A loira arregalou os olhos ao ver a morena praticamente em cima de si, interessada demais em observar a sua tatuagem, tanto que a morena não percebeu a posição que se encontrava, Octávia estava rindo.

– É uma... – Lexa aproximou mais o rosto, absolvida demais naquele desenho. A respiração da morena era direcionada a parte íntima de Clarke que começou a ficar nervosa com a situação. –... Fadinha com... – Levou a mão até a bora do biquíni da loira, mas antes de tocar no tecido, recebeu uma tapa na mão que a fez olhar para cima, desnorteada. – O quê?

– Dá pra se levantar? – Clarke mandou, dando um passo para trás. Ainda bem que estava no sol e que o seu rosto já estava avermelhado, ninguém iria perceber o quão estava corada.

A morena se deu conta no que estava fazendo, e onde estava a sua cara, levantou-se um pouco envergonhada.

 

– Eu... Eu estava só olhando a sua tatuagem. Muito bonita, uma fadinha com estrelas, eu só ia... – Como se tivesse vida própria, Lexa foi levando a mão novamente para borda do biquíni de Clarke, recebendo outra tapa. – Ouch! Eu só queria olhar.

– Você pode olhar sem tocar. – Clarke retrucou, trocando a Marina de braço, sua filha estava ficando cada vez mais pesada.

– É maninha, concordo com a Clarke. Se ver com os olhos e não com as mãos. – Octávia implicou.

Lexa olhou para a sua irmã com raiva, o que não deu em nada, só aumentou a diversão da mais nova.

– Eu estou indo para a praia, vai comigo ou não?

– Vou sim.

– Ótimo. – Clarke sorriu. – Pegue as boias. – E foi saindo.

Lexa fez o que a Clarke pediu, e pegou as boias.

– Quem diria... Você sendo mandada. – Octávia cutucou.

Lexa mostrou o dedo do meio para a irmã que gargalhou. Revirando os olhos, a morena foi atrás da Clarke...

 

(...)

 

A areia estava quente, fofinha... Os pés de Clarke afundavam-se sobre ela, estava um pouco inclinada porque segurava as mãos gorduchas da Marina que andava pela areia, os seus pequenos pés protegidos pelas sandálias. A pequena estava muito feliz, e consequentemente, ela também.

Ao seu lado, estava Lexa que caminhava lentamente, os olhos esverdeados perdidos no horizonte, estava pensativa. A praia tinha pouquíssimas pessoas por ser uma área reservada, elas estavam distribuídas na areia, outras dentro da água. A tranquilidade atingia os seus corações.

Apesar da tranquilidade, a energia sexual eletrizante ainda estava lá, lembrando os corpos que se queriam. Lexa não queria olhar muito para o corpo da loira porque sabia que os seus olhos iriam lhe enganar, mas era um golpe muito baixo a Clarke estar usando um biquíni vermelho que contrastava tão bem na pele branca.

– Vai colocar as boias agora? – Lexa perguntou olhando para loira.

– Apenas as dos braços.

Clarke pegou a Marina nos braços que esperneou e se debateu querendo descer, mas a loira segurou com mais firmeza. Com ajuda de Lexa, as boias foram colocadas nos braços da pequena que não parava de reclamar com a sua língua estranha, fazendo as duas rirem.

– Que mocinha brava! – Lexa riu. – Parece com a mãe.

Clarke lançou um olhar apertado para a morena.

– Eu não sou brava! – Disse revirando os olhos, mas depois deu de ombros. – Você poderia filmar? – Perguntou oferecendo seu celular para Lexa. – Quero registrar a primeira vez de Marina na praia.

– Claro. – Lexa pegou o celular. – Só vou tirar o vestido e as sandálias para acompanhá-las nessa aventura.

Clarke concordou com a cabeça, soltou a bolsa de praia na areia, Marina ainda pedia para ir para o chão, a loira a soltou, mas ficou a segurando pelos braços. Marina batia os pés na areia querendo avançar os passos e gritava quando não conseguia ir para frente. A loira ria, mas a sua atenção foi desviada quando a morena retirou o vestido...

O ar faltou nos pulmões da loira. Que corpo era aquele? Esculpido por deuses? Tinha morrido e estava no paraíso? O corpo de Lexa não era completamente magro, mas também não era gordo. Era simplesmente perfeito.

Clarke não conseguiu disfarçar o seu interesse por Lexa, observou a morena se virar, o vento soprando nos cabelos castanhos e graciosamente ela os jogava para o lado. Já tinha percebido que aquele era o vício de Lexa, de sempre jogar os cabelos.

– Estou pronta. – Lexa avisou. – Quando quiser, posso filmar.

Tenho certeza que está pronta sim, mas para ser apenas minha. Clarke pensou com malícia, dando um sorriso de lado, recebendo um olhar questionador de Lexa, então, voltou a si.

– Pode ser agora, estamos bem próximas do mar.

Lexa ergueu o celular, o posicionando para as duas, tocou no botão para filmar, fez um sinal de “legal” para Clarke.

– Primeira vez de Marina na praia... – Lexa falou alto.

Clarke sorriu para o celular, o vento soprou nos cabelos loiros, ela os balançou tentando se livrar dos fios em seu rosto, começou a caminhar com a Marina até o mar. A água estava fria! Marina gritou batendo os pezinhos na água, arrancando risadas de algumas, o seu rosto era pura felicidade.

– É gostoso né, meu amor? – Clarke perguntou para filha.

Deixou que a água batesse até a barriga de Marina que ergueu as perninhas, então, sentou-se na beira da praia com ela, segurando-a em seu colo, as ondas vinham e quebravam nos seus corpos. Marina dava gritinhos, e Clarke ria.

– Quanta animação! – Lexa comentou ainda as filmando, fascinada pela cena que filmava, os seus olhos fixos na tela, nas duas.

Clarke olhou para a câmera com o seu sorriso típico com a língua entre os dentes, estava muito feliz por compartilhar um momento tão especial com a morena.

Lexa também estava muito feliz, nunca pensou que algo tão genuíno e simples pudesse lhe proporcionar sentimentos tão bons. Olhando para Clarke que brincava com a Marina, fazia se questionar o porquê de nunca ter iniciado uma família. Deveria ter dado uma chance a si mesmo de amar novamente e ser feliz. A morena filmou a beleza dos olhos azulados, uma vozinha sussurrou dentro de si... Talvez, o motivo de ter abdicado tanto ao amor estava à sua frente... Talvez, estivesse esperando uma loira dos olhos azulados adentrar em sua vida...

Talvez, Clarke fosse a segunda chance para ser feliz.

– Olha a onda... – Clarke soltou um gritinho para Lexa.

Antes que pudesse sair, Lexa foi atingida pela onda, em um rápido reflexo, jogou o celular para longe que foi parar na areia, enquanto, o seu corpo era arremessado com força pela onda, parou desastrosamente perto de Clarke que ria da falta de sorte da morena.

– A fruta está madura! – Clarke provocou rindo.

Lexa tinha areia em todas as partes do corpo, suas pernas estavam para o alto, e o seu rosto muito vermelho. Divertia-se muito quando isso acontecia, gostava das “porradinhas” que as ondas lhe dava, mas fingiu aborrecimento pelas risadas de Clarke, olhou feio para a loira que tentou parar de rir, mas não conseguiu, o que ocasionou risos também em Lexa que não conseguiu se manter séria.

E nisso, o tempo foi passando. Clarke sentou a Marina na praia, e buscou o seu celular, deixando a Lexa brincando com a sua filha. As bochechinhas de Marina, assim como as de Lexa estavam avermelhadas, não era muito apropriado que elas ficassem no sol, suas peles não suportavam muito tempo no sol. Então, a morena pegou a menina nos braços e entrou um pouco no mar até que a água ficasse na sua cintura e deixou que Marina sentisse a água em seu corpo. A levantava sempre que vinha alguma onda, arrancando risadas feliz da menina.

Na areia, Clarke observava a cena, seu coração explodindo de alegria por vê-las se dando tão bem. Quem diria não é? Parecia que todo o seu ser estava sendo iluminado, a loira suspirou...

 

(...)

 

Um pouco mais longe, a Luna observava a cena.

Estava vivenciando um pesadelo. Achava que tinha subestimado demais a Clarke, talvez, a Lexa estivesse mesmo apaixonada pela suburbana. Uma grande parte de si não queria aceitar porque não sentiu firmeza na resposta da morena, mas as atitudes contradizia com as palavras.

Deu um gole em sua bebida, tinha que aprontar uma com a Clarke que fizesse a Lexa perder todo o encanto por aquela mulher. Mas o quê? Ainda não sabia, tinha que descobrir, ah, e iria, porque sempre conseguia tudo o que queria na vida.

– O que você tanto olha?

– Nada, Bellamy. Você não tem mais nada de interessante para fazer? – Luna virou-se para o marido, ele estava cheiroso e muito arrumado. O que arrancou uma risada sarcástica dela. – Pelo visto, terá e até sei o que é.

– Eu vou a uma reunião de negócios. – Bellamy respondeu, os seus olhos foram em direção ao mar, vendo a sua irmã brincando com uma criança. – Quem é aquela menina que está com a Lexa? – Perguntou apertando os olhos.

– Filha de Clarke. – Luna respondeu com irritação nos olhos.

Bellamy ficou rígido.

– Então, essa é a menina. – Ele disse com raiva.

– Sim, a buldogue em pessoa. – Luna retrucou.

Bellamy riu com o apelido que a esposa batizou a menina. Queria vê-la mais de perto, por isso, que atrasou o seu encontro e ficou esperando que a irmã saísse do mar com a menina. E ela o fez.

Luna cruzou os braços, a raiva deixando o seu corpo trêmulo. Era tanto ódio em ver uma cena que sentia secar por dentro. Observou a Lexa saindo do mar e indo de encontro com a Clarke, as duas se abraçaram e riram como duas idiotas. De mãos dadas foram até um deque. Estavam irritantemente felizes, faltava muito pouco para que vomitassem um arco-íris. Isso era o cúmulo.

– Você vai demorar em sua “reunião”? –Luna perguntou, sabia muito bem que ele não iria para reunião alguma, era apenas um pretexto, ele não tinha imaginação nem criatividade para mentir.

Bellamy não respondeu de primeira. Estava atônito com a semelhança da menina, até a cor dos olhos! Não tinha nenhuma dúvida sobre a paternidade daquela menina. Que os deuses fossem para o inferno por isto! Era angustiante, sempre que olhasse para Marina se lembraria de que perdeu o grande amor de sua vida. Aquela menina era a confirmação de sua dor, então, a odiava... Muito!

– Talvez.

Luna iria soltar mais uma de sua ironia quando Bellamy se retirou em passos apressados. Não suportando mais ver a cena de “família perfeita”, deu as costas e voltou para a sua espreguiçadeira.

Tinha que se acalmar. Quando pensava friamente tinha os melhores planos.

 

(...)

 

Clarke estava muito vermelha, tinha se esquecido de passar o bloqueador solar em si, estava à muito tempo no sol. Os minutos que ficara no deque foi bem rapidinho já que a Marina começou a chorar para ir pra areia, então, resolveu brincar na areia com ela. Deixou-a debaixo da sombra do deque e sentou-se livre da proteção do sombreado, infelizmente.

Estava radiante e muito feliz por estar com a Lexa, nunca pensou que se divertiria tanto ao lado da morena. No início pensara que a morena estava com elas apenas para provar a família dela que eram unidas, mas agora sabia que a Lexa estava por vontade própria, sem fingimento, e isso era maravilhoso. Criava uma ilusão de que realmente eram uma família e isso acendia uma chama no coração de Clarke, queria que fosse verdade.

Lexa não tinha muito jeito com criança, mas estava se dando bem com a Marina. Não era tão ruim como ela pensara, estava começando a se apaixonar pela bochechuda. Sempre que a olhava o seu coração parecia que se derretia feito manteiga no milho quente.

Marina era adorável, o tipo de criança que você iria desejar ter como filha. A menina parecia que tinha desenvolvido um gostar pela Lexa, os seus grandes olhos esverdeados sempre procuravam pela morena que fazia palhaçadas para a menina que se acabava de rir. Só que com essa atitude, Lexa não estava apenas conquistado o coração da criança, mas da mãe da mesma também...

Quem visse a Lexa e Marina juntas, provavelmente pensariam que era mãe e filha... Só que não era.

– Um castelo para a princesinha Marina. – Clarke disse para a filha.

Lexa ficou olhando para a Clarke... Ela fazia aquela voz estranha que os adultos sempre usavam para se comunicar com os bebês. Isso prendeu atenção da morena... Era tão linda, a maneira que sorria e suas bochechas coravam suavemente. Tinha uma áurea, uma luz que irradiava e iluminava os seus olhos azulados. Era tão genuína. Perdeu-se olhando a feição da loira, sentia medo que se desviasse o olhar, a Clarke sumisse dos seus olhos, percebeu que não suportaria se isso acontecesse...  

Levantou-se rapidamente, atraindo atenção de Clarke e também de Marina.

– O que foi? – Marina perguntou curiosa, os olhos azulados procurando os esverdeados, causando um reboliço dentro da morena.

Lexa tinha que sair dali, ao menos, por hora. Tinha que se afastar apenas para respirar e controlar os seus pensamentos. Estava até tremendo!

– Eu vou buscar água para nós, estamos aqui há muito tempo, não podemos desidratar.

– Ok, ok. – Clarke sorriu.

Oh, não! Aquele sorriso com a língua entre os dentes que deixava a Lexa hipnotizada. Mas a morena estava aterrorizada demais para se manter próxima a Clarke, sentia até mesmo falta de ar, balançou a cabeça em positivo e praticamente correu para casa. Não podia deixar isso acontecer. Não podia. Não podia. Repetia isso o tempo todo em sua mente. Estava tão distraída que passou por Luna e não a escutou chamar.

Amor era sinônimo de sofrimento. Não importava que se mais cedo tinha pensado em construir uma família, foi no ânimo do momento. Não podia entregar o seu coração novamente porque sabia que iria sofrer. Não queria mais sentir dor, e não sentiria se pudesse evitar, iria fazê-lo.

Tinha que sufocar essas batidas ridículas do seu coração.

Adentrou na cozinha, encontrando a cozinheira fazendo o almoço. Deu um leve sorriso para ela, então, serviu-se de um copo de água, buscando se acalmar, mas os seus pensamentos estavam a mil por hora.

Estava no meio do copo de água quando a Luna entrou na cozinha, olhou de Lexa para a empregada.

– Ellen, nos deixe à sós, por favor.

Ellen desligou o fogo e saiu rapidamente da cozinha, nunca que iria questionar as ordens de Luna, sabia muito bem como ela era perigosa e zelava pelo o seu emprego.

– Luna, agora não, por favor, eu...

Luna não deu oportunidade para que a Lexa terminasse de falar, precisava fazer aquilo que estava querendo desde o primeiro momento que viu a morena chegar naquela casa. Colocou as mãos no rosto da Lexa e a beijou.

O primeiro momento, Lexa pensou em se afastar, mas depois que sentiu os lábios quentes de Luna sobre os seus, não teve como fugir. A nostalgia a envolveu, fazendo-a se lembrar de como era bom beijar a sua ex... Tinha esquecido daquela sintonia que sempre a fazia aquecer e querer subir pelas paredes. Presa no passado, Lexa suspirou e entreabriu os lábios, permitindo que Luna afundasse a língua em sua boca. O copo que a morena segurava foi diretamente para o chão, quebrando-se e as molhando, mas isso não incomodou nenhuma das duas.

Lexa abandonou qualquer coerência e também receios, agarrou-se em Luna, a empurrando contra a parede e a sufocando com um beijo beirando a violência. Que o mundo explodisse, mas a morena iria se fartar do corpo de Luna... Apenas mais uma vez... Soltou um gemido porque a Luna arranhou com força as suas costas...


 


Notas Finais


Té mais.
Perdoem-me os erros.
É isto.Beijin.


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