História Pretend... (REPOSTANDO) - Capítulo 1


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Indra, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake
Tags Clexa, Elycia
Visualizações 70
Palavras 1.403
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie,tudo bom?
Então aqui estou eu respostando a história depois do Spirit me banir,valeu Spirit.
Deu uma desanimada?Deu uma desanimada,porém o bom filho a casa torna,certo?
Era para ter postado bem antes,porém minha cabeça não estava muito legal rs.
Só queria pedir para vocês não desistirem de mim rs.
Sem enrolações boa leitura =)

Capítulo 1 - Capítulo um.


Era um desastre! Pensou Lexa, enquanto, mantinha o celular em seu ouvido com a voz melodramática de sua mãe soando fina demais para os seus tímpanos.

A sua mente trabalhava em busca de uma desculpa para não comparecer á borda de prata dos seus pais. Parecia insensibilidade demais não ir a um momento tão especial para os seus genitores, mas... Ela tinha um motivo para se desvencilhar á anos das festas em família: A perda do seu grande amor para o irmão.

Nunca foi competitiva, mas veja bem... O seu irmão, aquele que tinha confiança e o amava, tomou a sua namorada sem se importar com os seus sentimentos. E poxa, ela amava muito a Luna.

Foi a primeira e única mulher que desenvolveu um sentimento verdadeiro. Teve a ilusão que um dia se casaria com a Luna e teria uma linda família. Porém, o Bellamy tinha outro pensamento e pelo visto, a Luna também.

Verdade seja dita: Luna era uma interesseira que gostava de uma vida fácil. Não pensou duas vezes em trocá-la pelo Bellamy. O seu irmão naquela altura do campeonato já tinha uma empresa de grande porte com uma conta bancária palpável, enquanto, Lexa ainda estava dando os primeiros passos para o mundo dos negócios e sua conta era bem reduzida. Isso pesou na hora da escolha.

Foi uma grande traição. Mexeu demais com o seu psicológico, tanto que depois que a Luna informou que o namoro tinha terminado e que se casaria com o Bellamy, a Lexa não pensou duas vezes em ir embora da sua cidade natal e trilhar o seu caminho em um lugar distante de sua família. Desde então, nunca voltou... Longos cinco anos se passaram, e a dor continuava viva em uma parte do seu coração.

Não pretendia voltar, mas Indra Woods tinha outro pensamento.

– Vai ser uma grande festa, estou tão feliz com isso! Vinte e cinco anos de casamento, com lindos filhos... Será perfeito para reunir toda a família... – Indra falava no telefone e sua voz se emocionou um pouco.

Lexa reviu as suas opções de desculpas:

1. Não posso, tenho uma convenção muito importante para ampliar a minha clínica.

2. Estou com dengue, ou zyka vírus ou chikungunya.

3. Estou fora do país. Essa seria muito idiota, já que atendera ao telefone do seu escritório.

–... E eu não aceito não como resposta, Lexa. Seja lá o que esteja pensando ou que compromisso tenha, desmarque tudo. Eu quero a minha família reunida nessa semana tão especial para mim e o seu pai.– Indra disse como se tivesse lido o pensamento da filha, a sua voz agora estava num tom magoado que sempre deixava o coração de Lexa apertado. – Cinco anos sem vê-la... Isso é demais para uma mãe suportar!

Lexa apertou o telefone em sua mão, e soltou um longo suspiro, ficando amuada por saber que desta vez não seria nada fácil se livrar.

– Mãe... Você sabe que eu te amo demais... Você e o papai, mas eu tenho responsabilidade com a minha clínica e... – Começou, mas foi interrompida por um gemido angustiado de sua mãe.

– Estou sofrendo de pressão alta, o cardiologista disse que o meu coração estava muito fraco e que qualquer desgosto poderia elevar a minha pressão. Ela é emocional, sabe? – Indra falou dramaticamente, no fundo, Lexa escutava o barulho da água derramando, mesmo sabendo que era exagero de sua mãe para lhe causar remorso, não deixou de se preocupar com a mesma. – Você quer ser responsável pela morte de sua mãe?

Lexa arregalou os olhos: – Por Deus, não! – O nervosismo do pensamento fez com puxasse as cutículas dos dedos com os dentes. Péssimo hábito. – Eu vou...

– Oh que maravilha! – Indra gritou e bateu palminhas. – Augustus, a Lexa vem... – Ela gritou para o marido e depois voltou a falar com a filha. – Você não sabe como me deixou feliz! Vejo-a no domingo, meu doce. Bye. – E desligou o telefone.

Lexa ficou olhando para o telefone em sua mão um pouco atônita. Tinha aceitado voltar para a sua cidade natal pra passar uma semana... Uma semana... Sete dias... Sob o mesmo teto que seu irmão e cunhada. Isso era um desastre!

(...)

Clarke estava atrasada para o trabalho. Tinha uma cliente de oito horas, e o seu relógio de pulso denunciava que se passavam dez minutos da hora marcada. Sua chefe e também a cliente iriam matá-la! Compromisso e responsabilidade fazia parte do slogan da Clínica de Estética e SPA Equilibrium. E estava sendo tudo, menos compromissada e responsável naquele momento.

Os seus passos eram rápidos na avenida amarrotada de pessoas, não podia perder o seu emprego, precisava receber o salário para sustentar a sua filha, já que o pai da mesma, não sabia da sua existência. Fora apenas um encontro relâmpago no quarto escuro de uma balada que gerou um fruto.

Não sabia o nome dele, e muito menos onde morava...

A única coisa ruim era que a sua filha crescia sem a presença paterna, mas a Clarke tentava suprir a ausência de um pai dando todo o seu amor e carinho para ela.

Esbarrou em algumas pessoas e pediu desculpa com um sorriso amarelo, mas não diminuiu os passos. Sentia o corpo ficar banhado de suor e os seus pés a torturando com os sapatos altíssimos de bico fino. Sempre ia para o trabalho de tênis, e lá, trocava por saltos. Mas como tinha se atrasado, optou em ir arrumada, mesmo que isso gerasse alguns calos em seus pés.

O seu celular vibrava na bolsa, mas era impossível pegá-lo quando se estava com uma criança no braço esquerdo, e com bolsas penduradas no ombro direito. Imaginava quem estava ligando... Geralmente, não tinha amigos e as pessoas que tinham o seu número era quase escassas. Só podia ser do trabalho.

Olhou para os lados, ignorando o toque insistente do celular e atravessou a rua quase correndo. Marina que estava com a cabecinha deitada em seu ombro, reclamou por ter o sono abruptamente interrompido. Ela ainda estava um pouco mole, tinha passado a noite com febre. A febre cedeu um pouco, porém, a Marina ainda estava um pouco tristinha.

Mas Clarke sabia o que era a causa da febre... Os dentinhos que estavam saindo.

– Mamãe está quase chegando a creche, e você poderá descansar, meu amor. – Disse a Marina, dando um beijo na cabeça repleta de cabelos negros e lisos.

Não gostava de deixar a filha na creche, mas não tinha dinheiro para pagar uma babá, e essa creche era considerada uma das melhores. Era cara, mas o preço não se aproximava de um salário mínimo que teria que pagar por uma babá!

Andou mais alguns passos e finalmente, chegou a creche. Passou na portaria, sendo reconhecida pelo porteiro, e alcançou a salinha que já tinha algumas crianças na mesma faixa etária da Marina, brincando.

Marina tinha ficado no berçário até completar um ano. Como estava com um ano e dois meses, tinha sido transferida para creche. Entregou as bolsas com fraudas, alguns brinquedos, medicamentos, e o travesseiro preferido da sua filha para a cuidadora. Por último, passou a Marina para o braço da mesma.

Sua filha levantou a cabecinha e os olhos esverdeados brilharam em lágrimas que quebrantou o coração de Clarke. Ela não podia ver a sua filhinha desse jeito que também sentia vontade de chorar.

– Oh, meu amor... Não chore, mais tarde mamãe volta para lhe buscar. – Disse carinhosamente, acariciou o rosto da sua menina e depois beijou suavemente na testa. Sabia que Marina não tinha compreensão da frase e que sempre chorava, mas tentava consolá-la de algum jeito. Olhou para a cuidadora. – Ela teve febre a noite toda, os dentinhos estão nascendo... Antes de sair de casa, medi a temperatura e ela está com febre baixa, se aumentar, por favor, me ligue informando.

– Pode deixar, Clarke. A pequena Marina estar em boas mãos. – Informou a cuidadora, ninando a menina nos braços.

Com mais um beijo de despedida, Clarke deu as costas e se afastou de sua filha escutando o chorinho angustiado de Marina e a palavra “mama” diversas vezes. Ela não olhou para trás, saiu da creche e limpou as suas lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

Sua vontade era de voltar para a sua filha, mas infelizmente tinha que trabalhar! Correu para pegar o ônibus. O seu trabalho ficava a três quarteirões da creche, se fosse outro momento iria a pé, mas como estava atrasada...


 

 


Notas Finais


Perdoem-me os erros.
Me procurem no twitter @SwanOncer (pensando bem não me procurem não)
Até mais.

Link da original:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/faz-de-conta-camren-12612917


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