História Pretend... (REPOSTANDO) - Capítulo 2


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Indra, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake
Tags Clexa, Elycia
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Palavras 3.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo dois.


Lexa estava perdida em pensamentos. Passaram-se cinco anos desde que partiu de Recife, e nunca mais voltou, nem mesmo para uma rápida visita. Tinha construído a sua vida em Natal, conquistara excelentes clientes, e uma clínica de Estética e SPA que era reconhecida pelos excelentes serviços prestados. Buscava sempre inovar em sua clínica, esse era o diferencial.

Ganhava muito dinheiro, mas também tinha muitas responsabilidades. Nesses cinco anos, afundou-se no trabalho e esqueceu-se de sua vida amorosa. Claro que tinha alguns encontros banais quando o seu corpo ficava necessitado e carente demais de sexo, mas era apenas isso. Nunca desencadeou um relacionamento sério porque nenhuma mulher fora capaz de fazê-la suspirar e pensar em um futuro.

Não podia aparecer na mansão dos seus pais – depois de cinco anos – solteira! Iria aparentar que ela não tinha superado o furacão Luna em sua vida – o que não deixava de ser verdade. Mas, ela não queria que ninguém soubesse disso. Com esse pensamento que decidiu que iria contratar uma acompanhante que fingisse estar morrendo de amores por ela. Poderia procurar uma namorada, mas tinha apenas três dias antes de voltar para Recife, não dava tempo para criar um vínculo.

Despertando dos seus pensamentos, abriu o notebook e pesquisou no Google: Acompanhantes. Apareceu uma variedade de opções em vários links. Todas, absolutamente todas garotas de programa. Nada contra, mas não era o que estava procurando. Abriu uma página e deparou-se com uma loira muito sexy, até ficou tentada por uns segundos até decidir que ainda não era o ideal. Voltou a página quando escutou três batidas na porta.

– Entre. – Disse ao fechar o notebook.

A gerente da clínica, Maya, adentrou no recinto com a expressão preocupada.

– Desculpe-me interromper, Lexa. Eu sei que você não gosta de ser chamada por amenidades, mas temos uma cliente muito importante contrariada na recepção porque a designer de sobrancelhas ainda não chegou... – Maya respirou fundo. – Tentei acalmá-la, mas parece que foi muito pior, como você a conhece... Poderia conversar com ela?

Cliente insatisfeita era péssimo para a reputação da clínica.

– Como é o nome da cliente? – Perguntou, alisando o seu vestido de renda branco curto.

– Maria Machado.

Lexa respirou fundo. Maria Machado era do alto círculo social, uma das mulheres mais ricas do Rio Grande do Norte, e não podia deixá-la com uma impressão equivocada de sua clínica.

– Vamos resolver isso. – Lexa disse já passando por Maya e indo para recepção.

Prezava a disciplina dos funcionários, e se a estabilidade de sua clínica fosse afetada por conta de uma funcionária, teria que tomar uma medida drástica. Encontrou Maria Machado impaciente e reclamando aos plenos pulmões na recepção luxuosa. Os outros clientes que esperavam para serem atendidos observava a cena com atenção e até mesmo incredulidade.

– Maria, minha querida. – A voz de Lexa era pura simpatia, mas por dentro, estava fervilhando pela situação.

– Lexa, finalmente! – Maria cumprimentou a Lexa com dois beijos na bochecha. – Fiquei me perguntando aonde você estava esse tempo todo. Tenho que dizer que estou muito chateada pela irresponsabilidade dos seus funcionários. – A socialite passou um olhar feio para Maya que estava quieta atrás de Lexa.

Lexa olhou para trás, e soltou um sorriso amarelo. Voltou a olhar para Maria, segurando-a levemente pelo braço e a puxando um pouco para se afastar mais dos outros clientes, já que a mulher não fazia questão de falar baixo.

– O que posso fazer por você, Maria?

– Marquei o horário de oito horas para a designer de sobrancelhas. Por tanto, é quase nove horas e ela ainda não apareceu. O que justifica isso? – Maria perguntou, arqueando a sobrancelha direita e olhando firmemente para Lexa.

– Isso é realmente um contratempo e peço-lhe desculpa... Não é do nosso feitio atrasar os atendimentos. Bem. Podemos chamar outra designer para ti e...

– Não! – Maria bateu o pé, mais contrariada. – Não quero outra designer, quero a Clarke. Fazem cinco meses que estou fazendo as sobrancelhas com ela, e não aceito que nenhuma outra toque nelas! Sinceramente, Lexa, a sua clínica era louvável, mas passei a questionar sobre o profissionalismo da mesma.

Lexa sentiu o sangue ferver e sua cabeça latejou em resposta pela primeira naquela manhã. Definitivamente, não estava sendo um bom dia. Olhou questionadora para Maya, a sua gerente empalideceu diante do olhar.

– Onde está a Clarke? – Perguntou firme para Maya.

– Eu... Eu... Não sei... – Maya gaguejou.

– Eu não aceito essa resposta. Vou perguntá-la mais uma vez porque acho que não escutei bem. Onde está a Clarke? – Perguntou novamente com tom ameaçador, virando-se totalmente para a sua funcionária.

Tinha muitos funcionários na Clínica e SPA. Lexa deixava a responsabilidade nas mãos de Maya, enquanto, tudo funcionasse bem, era interessante para si. Por isto, não sabia quem era Clarke... Ou qualquer outro funcionário. Apenas confiava em Maya por saber que ela era rígida e só contratava o melhor.

– Estou aqui! – A voz soou afobada e chamou atenção das três.

Maria parecia muito feliz com a presença da Clarke. Maya parecia muito aliviada, mas enviava olhares fulminantes para funcionária. Clarke estava com a respiração ofegante, suada, a blusa branca colava em seu corpo como uma segunda pele. O que foi bem atraente aos olhos de Lexa.

Como nunca tinha visto essa funcionária antes? Era linda, mesmo suada e com a maquiagem desmanchando do seu rosto. Sua altura era baixa, porém, o corpo cheio de atributos adoráveis.

– Desculpe-me o atraso, tive um contratempo. – Clarke disse com a voz cansada, aos poucos a respiração ia se tornando mais calma.

– Depois conversaremos, prepare a sua sala. – Maya disse com a voz fria, então, virou-se para Maria. – Senhora Machado, desculpe-nos pelo inconveniente. Não cobraremos pelo serviço, tenho absoluta certeza de que Clarke ficará satisfeita em lhe atender com cortesia para compensar o transtorno do atraso.

Clarke engoliu a seco. “Cortesia” significava que iria descontar do salário do funcionário. Tudo que ela menos precisava naquele momento.

– Claro. – Clarke respondeu depois de um tempo. – Vou preparar a sala, em um minuto a chamo senhora Machado. Com licença...

Lexa acompanhou a Clarke com o olhar, e foi impossível não olhá-la dos pés à cabeça. Então, virou-se para Maria:

– Resolvemos aqui?

– Oh sim... – Maria sorriu aparentemente satisfeita.

– Ótimo, mais uma vez: desculpe-nos pelo transtorno, isso nunca mais irá acontecer, com licença. – Lexa sorriu forçadamente para Maria e virou-se, indo em direção ao seu escritório com Maya ao seu encalce.

– Lexa, perdoe-me por isso, juro que nunca mais vai acontecer, sei como preza pela qualidade da clínica. – Maya dizia com preocupação.

– Oh, tenho certeza que não. Eu não admito erros, você sabe muito bem, Maya. – Abriu a porta do seu escritório e entrou. – Não aceitarei ser chamada novamente por esse tipo de negligência.

– Eu vou conversar com a Clarke, não se preocupe. Irei notificá-la por esse erro e descontarei do salário dela, além, de também descontar pelo serviço de hoje...

Lexa virou-se para Maya.

– Não. Você não irá conversar com ela, eu irei. Já vai descontar o serviço, não precisa mais do que isso. – Sentou-se em sua poltrona e viu a descrença no rosto de Maya. Lexa nunca falava diretamente com os funcionários sobre burocracia. – Retire-se.

– Com licença... – Maya deu um sorriso amarelo e saiu, fechando a porta.

Lexa bateu as unhas na mesa de vidro com o plano fervendo em sua mente... Não iria precisar contratar uma acompanhante quando podia tratar de negócios com uma de suas funcionárias. Ligou a televisão, e apertou o botão, acionando as câmeras de segurança que ficava na sala de Clarke. Concentrou-se na expressão serena de traços fortes da mais nova que estava compenetrada nas sobrancelhas de Maria.

Linda e sexy. Era ideal para se passar por sua companheira...

(...)

Clarke escutava as futilidades da senhora Machado, mas não prestava atenção em nenhuma palavra, apenas balançava a cabeça em positivo em determinados pontos. Estava mais preocupada com a bronca que iria levar de sua chefe... Maya não era conhecida por sua amabilidade com os funcionários, era uma mulher rude que sempre beirava a grosseria. Silenciosamente estava rezando para não ser demitida.

Precisava do emprego. Deus sabia que sim. Pensar no motivo de precisar a fazia recordar de sua filhinha. Será que estava bem? Será que a febre tinha cedido completamente?

– Pronto, senhora Machado. – Clarke disse com a voz simpática, buscou um espelho para que a cliente visse o resultado do trabalho.

Maria sentou-se.

– Oh, maravilhoso. Você é esplêndida, Clarke. – Maria comentou olhando as suas sobrancelhas. – Mas, faça-me esperar mais uma vez por ti que destruirei a sua carreira com imenso prazer, garanto-lhe que nenhuma clínica de estética ficará interessada em seu serviço se me tiver como inimiga. Fui clara, querida? – Ela olhou para Clarke com um sorriso aberto, como se o que tivesse dito fosse mera bobagem.

Clarke empalideceu. Se aprendeu uma coisa com as suas clientes riquíssimas, era: Não brinque com elas e muito menos conquiste suas inimizades.

– Sim. – Clarke respondeu num sopro de voz.

– Ótimo. – Maria levantou-se da maca e ajeitou os seus cabelos. Depois buscou por sua bolsa caríssima, forçando um sorriso falso, Clarke levou a sua cliente até a porta, a mulher virou-se para ela, olhando-a com superioridade. – Até a próxima.

Clarke meneou a cabeça, observando os passos de sua cliente num salto que poderia ser considerada suicida. O seu estômago roncou, lembrando-a que não tinha se alimentado ainda e provavelmente não teria oportunidade já que tinha outra cliente a esperando. Era só o tempo de organizar a sua sala. Ia fechando a porta quando uma mão firme interrompeu o movimento, era Maya com uma expressão intimadora. O sangue gelou nas veias de Clarke, era a hora da bronca.

Abriu a boca para se desculpar novamente pelo atraso, quando a Maya informou:

– Srta. Woods está lhe aguardando em seu escritório. – O tom de voz de Maya dizia o quão estava contrariada com aquilo.

– Agora? – Questionou Clarke, surpresa.

– Não, amanhã. – Maya aumentou o tom de voz. – É claro que é agora! Vá logo antes que atrase mais o seu serviço e eu desconte um dia de trabalho completo.

Clarke não pensou duas vezes antes de avançar em direção do escritório de Lexa. Só de pensar o rombo que seria em seu salário com um dia completo de trabalho descontado causava-lhe arrepio. Porém, estava receosa... O que a dona do estabelecimento queria com ela? Será que iria demiti-la pessoalmente? Todos pensamentos negativos instalaram-se na mente de Clarke, por isso hesitou alguns segundos antes de bater na porta do escritório.

– Entre. – A voz rouca, porém firme de Lexa mandou.

A testa de Clarke suava consideravelmente, depois de limpá-la e enxugar as mãos em sua roupa, ela abriu a porta e adentrou.

– Com licença, senhorita Woods, gostaria de falar comigo? – Sua voz estava trêmula demais.

– Sim. – Lexa não fez questão de levantar a cabeça, estava assinando algo aparentemente muito importante. – Sente-se, por favor.

Clarke caminhou até uma das poltronas acolchoadas e extremamente confortáveis, sentou-se. Apesar da sala estar uma geleira, o seu nervosismo continuava fazendo com que ela suasse bastante e estava odiando isso.

Enquanto esperava, prestou atenção na mulher a sua frente numa tentativa de dispersar o nervosismo. Era muito bonita, de verdade... Pele leitosa, podia jurar que também era deveras sedosa. O rosto oval com maçãs salientes acompanhado de um nariz aristocrata e uma boca carnuda e avermelhada. As sobrancelhas bem modeladas que tinha a mesma tonalidade dos seus cabelos... Castanhos. E os olhos... Grandes num esverdeado hipnotizador. Esferas belíssimas que lembrava muito esmeraldas.

A mulher era estonteante, e o seu corpo também compartilhava da perfeição. Constatou Clarke descendo os olhos para o decote singelo mas que dava asas às imaginações bastante impuras. E o cheiro? Delicioso. O escritório estava impregnado com o perfume caríssimo de Lexa.

– Clarke? – Escutou a voz de Lexa lhe chamar, ergueu os olhos rapidamente, corando ao perceber que foi flagrada olhando para os seios de sua patroa! Isso era ultrajante.

Lexa a olhava com bastante interesse e um sorriso sarcástico brincava nos lábios carnudos. Ela provavelmente acharia que Clarke era uma depravada.

– Senhorita Woods.

Lexa esticou o corpo na poltrona, e depois relaxou.

– Pode me chamar de Lexa. – Ela disse olhando para Clarke, então, abriu um sorriso digno de um Óscar.

– Certo, Lexa. – Clarke balbuciou novamente distraída, mas agora pelo sorrido daquela mulher. O que estava acontecendo com ela? Pelo amor de Deus!

– Aceita um café? – Lexa ofereceu já com a mão no telefone, Clarke pensou em recusar, mas a menção de comida fez o seu estômago vazio roncar alto demais, causando-lhe uma onda de rubor e vergonha. – Acho que sim. – Lexa ligou para copa. – Por favor, Cida, traga-me dois cafés e também aqueles biscoitos amanteigados que você sabe que eu adoro, obrigada. – Desligou.

– Eu não tenho muito tempo para comer, tenho uma cliente me esperando e não quero receber nenhuma advertência. – Clarke disse ficando preocupada com o que Maya iria achar de sua demora.

– Não se preocupe, você está com a dona do estabelecimento e acredite... – A voz de Lexa ficou mais baixa, ela inclinou-se para frente, colocando os cotovelos na mesa de vidro e diminuindo a distância entre as duas como se fosse confidenciar um segredo. –... Está comigo, está com Deus. – E sorriu.

Que blasfêmia! Pensou Clarke. Com aquele sorriso era mais fácil estar com o diabo... Imagem de Lexa vestida como uma diabinha aguçou uma sensação bastante impura dentro de Clarke. Sentiu o calor aumentar dentro daquela sala e desta vez, não tinha nada a ver com nervosismo... E sim, de uma tensão sexual gritante, principalmente quando os olhos se encontraram, quase soltando faíscas!

De onde tinha saído toda aquela tensão? Não sabia se era mágico ou trágico, mas estava terrivelmente atraída por sua patroa, por uma mulher que sabia que nunca iria ter. Lexa estava no topo da lista, muito além do seu alcance.

Com aquele olhar, com aquele sorriso... Clarke faria tudo que Lexa quisesse, e se a morena ordenasse que deitasse nua em cima da mesa, faria com bastante prazer.

Batidas na porta as fizeram desviar o olhar e Clarke constatou que passara segundos sem respirar. Respirou fundo, buscando um pouco de autocontrole e entendimento para a confusão de sensações dentro de si. Olhou para a copeira que entrava na sala com um sorriso, uma bandeja com os cafés e os biscoitos amanteigados. Lexa agradeceu a Cida, e incentivou para que Clarke se servisse.

E Clarke o fez.

Depois de três biscoitos e alguns goles de café, Clarke finalmente questionou:

– O que gostaria de tratar comigo, senhori... Lexa?

Lexa a olhou intensamente como se tentasse desvendar todos os seus segredos. Clarke sentiu um calor em suas orelhas, sempre ficava assim quando estava...  

– Serei bastante direta, já que não gosto de meias palavras e muito menos arrodeio. – Lexa disse séria sem desviar o olhar. – Quanto você quer para fingir ser a minha namorada por uma semana?

(...)

Clarke cuspiu o café. Não foi nada elegante, muito menos atraente. Mas, Lexa deu um crédito para a mulher, pelos olhos arregalados quase chocados e sua boca aberta em formato de “O” com uma pequena gota de café escorrendo pelo queixo, imaginou que Clarke estava bastante surpresa com a pergunta.

Internamente, Lexa torcia para que Clarke aceitasse, era bem nítida a atração que existia entre ambas, não ficara imune minutos atrás quando atingiram o ápice da tensão sexual. Isso era ótimo! Ninguém de sua família desconfiaria que não existisse algo entre elas, não com aquela química ativa.

Além de ser muito bela... Se fosse definir a beleza de Clarke, diria que era exótica. Os olhos eram viciantes de se olhar... azulados com um quê de avermelhado, uma mistura interessante. Percebeu que os olhos da menor se iluminava quando sentia qualquer emoção ou sensação. Nada em Clarke poderia passar despercebido, muito menos os lábios finos e bem desenhados.

Seria prazeroso passar os seus dias torturantes ao lado daquela mulher, diria até que seria divertido. Infelizmente, apesar do seu corpo reagir a presença de Clarke, nunca misturava negócios com prazer, por tanto, teria que sufocar qualquer desejo que viesse à borda. Quem sabe, talvez, depois? Não acharia ruim mergulhar nas curvas sinuosas e tentadoras de Clarke.

– Você está louca? – Clarke explodiu de repente, saindo do seu estado de choque, assustando a Lexa com sua fúria. – Está achando que eu sou uma garota de programa para me submeter a isto?

Os olhos de Clarke estavam avermelhados, e se pudesse, Lexa seria fuzilada por eles.

– Não... – Lexa começou a falar mais foi interrompida.

– Esse é o maior absurdo que já escutei em toda minha vida! – Clarke pegou um guardanapo e começou a limpar vigorosamente os pingos de café da sua blusa branca, nervosamente. – Que humilhação!

– Desculpe-me se a minha proposta foi humilhante, não era a minha intenção e muito menos quis insinuar que és uma garota de programa, longe de mim, ainda tenho noção de respeito. – Lexa disse calmamente e também cautelosamente, escolhendo as palavras certas para que as coisas não saísse do controle. – Deixe-me explicar: Tenho um evento em família, de uma semana, e não posso aparecer solteira por nenhuma circunstância... Como não sou uma mulher dada ao romance, pensei em contratá-la. Será como um trabalho qualquer, caso aceite, só precisamos fingir que estarmos apaixonadas, sem contato físico exagerado.

Clarke a olhou como se fosse uma alienígena, a descrença crescente nos olhos azulados.

– O que a faz pensar que eu aceitarei uma proposta imoral desta?

– O que há de imoral nisto? Estou apenas lhe oferecendo uma semana de férias regada ao luxo e ainda pagarei muito bem por isto. – Lexa retrucou sem perder a calma diante daquela mulher que estava quase se desequilibrando. Clarke ficava muito sexy assim, até os cabelos loiros alvoraçados com a franja desarrumada era intrigante, parecia muito uma leoa.

Clarke piscou diversas vezes, então, balançou a cabeça em negativo:

– Somente uma pessoa sem decência oferecia tal coisa.

– Eu sou uma mulher bastante decente, Clarke.

– Uma mulher decente não chamaria a sua funcionária para fazer essa proposta, isso pode acarretar um processo, sabia? – Clarke apontou o dedo em riste, erguendo as sobrancelhas. – Isso é assédio sexual! – Apertou os olhos, bufando. – Eu sou uma mulher de caráter, de moral!

Lexa respirou fundo, manter o controle da situação era essencial para ter êxito. Só precisava um pouquinho de calma e tentar acalmar a Clarke também.

– Senhorita Griffin... – Lexa falou num tom mais alto para fazer a outra se calar e escutá-la, funcionou. – Nenhum momento disse o contrário, não coloque palavras em minha boca. Poderia deixar a palavra sexual de lado? A proposta não tem nada relacionado com sexo, por favor, pare de agir como se eu estivesse a convidada para passar uma semana na minha cama. Nunca precisei pagar para ter sexo, não vou começar a fazer isso agora. Não tem nada de conotação sexual em nosso assunto que possa ser considerado assédio.

Clarke acalmou-se, ficando avermelha logo em seguida, provavelmente por pensar que Lexa a queria, sexualmente falando. Finalmente parou de esfregar o guardanapo na blusa ao ver que não teria mais solução. Lexa voltou a tomar o seu café, esperando a resposta da outra, mas Clarke levantou-se abruptamente.

– Sabe quando irei aceitar esse absurdo? Quando as vacas flutuarem!

Clarke ergueu a cabeça e inflou o peito, dando uma última olhada para a Lexa que também a olhava com atenção e curiosidade, deu-lhe as costas e saiu marchando da sala da morena, presenteando-lhe com a visão privilegiada de suas salientes nádegas molduradas na saia apertada.

Lexa suspirou longamente, enquanto, observava a porta que fora batida segundos atrás. Não sabia que Clarke era geniosa e louca. Isso deixou a Lexa mais decidida a ter o “sim”, já que nunca aceitava um não. Poderia até arrumar outra funcionária, mas o temperamento de Clarke a deixou mais interessada em tê-la como namorada, também causaria mais impacto diante de sua família.

Ela era perfeita! Só precisava fazê-la aceitar a proposta...


 

 


Notas Finais


Perdoem-me os erros.


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