História Pretend... (REPOSTANDO) - Capítulo 8


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Indra, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake
Tags Clexa, Elycia
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Palavras 2.264
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capítulo oito.


 

 

 

Sabe-se lá qual fosse as expectativas e medos para quando reencontrasse a Luna, mas nada fazia jus o que estava sentindo naquele momento. Era um misto de desejo e também ódio que a deixava sufocada.

Lexa olhou bem no fundo dos olhos de Luna, os sentimentos foram expostos e também sufocados. Porém, era quase impossível controlar o tremor dos corpos e as respirações ofegantes.

Ela estava linda como a cinco anos atrás ou até melhor. Constatou Lexa com desgosto. Os olhos de Luna diziam tantas coisas que Lexa preferia não lê-los porque não acreditava neles. Luna tinha a abandonado, a tinha feito sofrer, mostrou-se ser uma canalha e interesseira, não podia se deixar levar pela avalanche que aquela mulher causava dentro de si, mesmo que o seu coração quisesse saltar de dentro do peito.

Escutou a voz de sua irmã, mas não foi o suficiente para desviar o olhar.

Mas recordou-se mais uma vez que Luna era uma traíra. Uma mulher sem caráter que queria apenas dinheiro, não era digna de nenhum sentimento, muito menos demonstração de emoções.

Anos atrás, escolhas foram feitas e as consequências ainda existiam. Não podia ser trouxa novamente – ou mais ainda. Não podia deixar que o seu coração fosse triturado novamente pela Luna. Antes de ser magoada pela mesma, tinha uma percepção tão doce do amor, acreditava no sentimento, acreditava que ele podia mudar o mundo. Permitia-se amar e ser amada. Mas, então, o seu mundo caiu e ela constatou com muita dor que o que movia o mundo não era o amor, mas sim o dinheiro.

Desde então, nunca mais foi a mesma.

Quase morreu de ciúmes e enlouqueceu de dor, quase se tornou intolerante com tudo e com todos. Desacreditou do amor e adquiriu uma desconfiança para todas que se aproximasse dela. Droga! Tinha até contratado uma namorada de aluguel por ter se tornado um iceberg por dentro e não ter desencadeado um relacionamento de verdade por não se permitir mais.

Ao lembrar-se de Clarke, fez menção de ir até a loira, mas foi impedida de passar por Luna que a segurou no braço.

O primeiro pensamento que Lexa teve foi de puxar o braço por sentir asco por ser tocada pela traíra, mas controlou-se. Agindo racionalmente, virou-se para Luna, olhando-a de perto, bloqueou qualquer sentimento que pudesse ser revelados dos seus olhos. Os esverdeados tornaram frios e impessoais. Uma grande parte de Lexa amava a Luna – ou ela achava isso – mas estava muito magoada e não tinha sido capaz de perdoá-la por tudo, nem sabia se conseguiria, pra falar a verdade.

– O bom filho a casa retorna. Seja bem vinda, Lexa. – Luna disse amável, bastante doce, então abraçou a morena, enterrando o rosto no pescoço alvo. – Meu Deus, como é bom sentir novamente o seu cheiro. O meu coração está em festa por vê-la.

Lexa respirou fundo, indecisa se retribuía o abraço ou não, até que passou um braço pela cintura de Luna retribuindo o abraço tão apertado que os seus batimentos cardíacos aumentaram consideravelmente e sua respiração tornou-se quase insuportável. Luna continuava com o mesmo cheiro delicioso de sempre, sentiu vontade de afundar o rosto no pescoço dela e inalar todo o cheiro até ficar tonta, mas...

Reuniu um pouco de orgulho para não fazê-lo. Os seus olhos vagaram até que se focaram em Clarke que estava com o rosto tingido em um vermelho escaldante. Os olhos azulados estavam com aquela pintada de vermelho bem nas íris, a loira lançava olhares furiosos para morena, os punhos da mais nova estavam cerrados.

Clarke estava furiosa! Isso aguçou não apenas a curiosidade de Lexa, mas como também incendiou a vontade de beijá-la, principalmente porque os lábios finos estavam entreabertos, e a loira respirava pela boca.

Isso foi o suficiente para que Lexa perdesse completamente o interesse em Luna e saísse do transe que era a ex na sua vida. Afastou-se delicadamente, mas a Luna beijou intimamente o canto de sua boca, fazendo a Lexa gelar e os olhos de Clarke quase saltarem das órbitas.

– Olá Luna, é bom vê-la também. – Lexa soou fria, distraída, mas por dentro estava um emaranhado de confusão de emoções e reações. Não esperou por uma resposta e foi de encontro da sua suposta namorada, tocou o rosto da loira, percebeu que Clarke tinha retraído o rosto, a morena lançou um olhar que ordenasse que ela ficasse relaxada. – Você está bem?

Clarke e Lexa se encararam.

– Só estou um pouco cansada da viagem... – Clarke respondeu suavemente, mas os seus olhos estavam irritados e acusadores.

Escutaram passos firmes, em seguida a porta do vidro se fechando com toda força.

– Ainda bem que o vidro bastante reforçado, se não, estaria todo espatifado no chão pelo ódio que foi fechada. – Octávia comentou com sarcasmo.

Lexa olhou para a irmã que estava rindo divertida com a situação, depois sentiu uma ardência em sua mão por conta de uma tapa estralada, retornou a sua atenção para a Clarke que agora não disfarçava a raiva que estava sentido.

– Para o quarto, agora! – Clarke ordenou passou por ela. – Quero falar com você. – Avisou ao alcançar as escadas.

– Ela está furiosa. – Octávia murmurou.

– Eu sei. – Lexa suspirou.

– Estou começando a achar que não é apenas tensão sexual que existe entre vocês...

– Como assim? – Lexa perguntou voltando a olhar para a irmã com o cenho franzido.

Octávia abriu a boca pra responder, mas um grito no alto da escada, a fez calar.

– Você vem ou não? – Clarke gritou aos plenos pulmões. – Eu não sei aonde é o quarto!

Com um breve olhar preocupada, Lexa recebeu umas tapinhas de condolência nas costas de sua irmã quando foi em direção da escada. Era hora de enfrentar a fera!

 

(...)

 

 

 

Clarke queria ir embora! Nem tinha feito uma hora que tinha chegado e achava que tinha passado por coisas demais. Primeiro, estava com a Luna entalada na sua garganta, toda aquela humilhação que escutara não ficaria assim. Não seria humilhada gratuitamente!

Permitiu que Lexa passasse em sua frente. Clarke estava com tanta raiva que desejava que a morena tropeçasse naqueles saltos e batesse com a cara no chão, uma deformação seria perfeito naquele rosto bonito, seria a cereja do bolo para a loira.

Lexa abriu a porta do quarto e abriu caminho para que Clarke que entrou rapidamente. O quarto era luxuoso como os demais cômodos da casa. Mas o que prendeu atenção da loira não foram os móveis luxuosos e sim a cama enorme e bem acolhedora, engoliu a seco ao pensar que teria que compartilhar a mesma cama com a morena.

As malas de Clarke estavam empilhadas e aparentemente vazias, tudo indicava que a empregada tinha arrumando as roupas no closet. Nada mal. O lado bom de ter dinheiro era não se preocupar com esse tipo de coisa. A sua nécessaire com os seus produtos higiênicos e íntimos estava em cima da penteadeira.

Apenas um breve relato mental.

Virou-se para Lexa que estava encostada à porta, parecia que estava a analisando, rapidamente Clarke lembrou-se do porquê ter chamado a morena para o quarto e o motivo não era nada atraente, recordou-se de sua fúria.

– Desde quando me beijar fazia parte do nosso contrato? – Clarke a olhou irritada, os olhos faiscando enquanto falava. – E que história é essa de dormimos no mesmo quarto? Você não me disse nada disso, nem cogitou a hipótese! E aliás, que é essa Luna? – Aproximou-se de Lexa, cega de raiva. – Escute bem que eu só vou falar apenas uma vez... Eu não vou receber desaforo daquela idiota metida a besta, vou logo lhe avisando, que dá próxima vez que ela ousar me humilhar, não vai ter conversa, vou descer do salto e vai ter barraco! Aliás, nem mesmo bronca sua eu vou engolir, tá me entendendo?

As narinas de Clarke estavam inflamadas e sua respiração acelerada, a raiva saia pelos poros, estavam de frente a frente com a morena. Os seus olhos encontraram-se, era pura energia e fúria.

Lexa estava achando uma delícia vê-la assim, tão furiosa, tinha algo em Clarke que a deixava fissurada. Sua irmã tinha total razão ao dizer que a loira não fazia seu estilo, mas, a maneira que o seu corpo respondia e a fome distinta que Clarke causava em si, dizia que sim, a loira era do seu estilo. A morena sempre gostou de mulher temperamental, resolveu que tinha que provocar mais ainda a loira, queria vê-la ir até o limite.

– Não fizemos contrato. – Lexa sorriu, mostrando o seu sorriso perfeito. – E se me recordo bem, eu disse “sem contato físico exagerado”, não acho que um beijo trocado não vai macular a sua imagem, e sobre dormirmos no mesmo quarto, reclame com a minha mãe, não tenho nada a ver com isso... – A morena deu de ombros. – E sobre Luna, não gaste o seu tempo nem energia com ela, não vale a pena, se ela lhe incomodar muito, me diga que converso com ela.

Clarke soltou uma risada sem humor.

– Vai conversar com ela, como? Exibindo sua expressão patética e apaixonada ao olhar para ela? – Clarke perguntou com raiva, estava blefando sobre o apaixonada, mas odiou ter que assistir aquele momento encantado das duas. – Mesmo não sendo a sua namorada de verdade, não admito ser taxada de corna. Ouviu bem? Quero respeito e você me deve ele!

Lexa começou a se irritar, o tom de voz de Clarke a deixava louca da vida. E não se recordava de ter sido desrespeitosa.

– Desde o primeiro momento que a respeitei, se quer tanto se passar por minha namorada que faça por tal e deixe de ser tão apática! Principalmente quando eu fizer carinho em ti, não precisa ficar com a cara de virgem assustada quando a beijo ou fizer menção de beijá-la. Você nem convence a si mesma, imagina a mim ou as outros. – Lexa soltou recordando-se da Octávia. Fugiu um pouco do foco da discursão, mas não queria tocar no assunto Luna.

Clarke fechou a cara, se antes estava irritada, agora sentia vontade de matá-la. Virgem assustada? Isso era uma afronta.

– Quem você pensa que é pra me chamar assim, sua babaca?! – Gritou para Lexa que arqueou a sobrancelha em sarcasmo. – O fato de eu não querer que me beije ou me toque não me faz uma virgem assustada, eu só não quero que o faça!

– Mentirosa! – Lexa falou um pouco mais alto, desencostando-se da porta e ficando mais próxima de Clarke. – Você quer sim que eu a beijei e que a toque, os seus olhos e o seu corpo me diz isso... – Ela abaixou o tom, sentindo o desejo aflorar por estar tão próxima da morena. – Está vendo como o seu corpo se move para junto do meu? Como os seus lábios se entreabrem a procura dos meus? – Encaravam-se firmemente, sem nem ao menos piscar, a voz de Lexa estava extremamente rouca, que deixava a Clarke louca de vontade. – Você me quer... Posso escutar todo o seu ser clamando por mim.

Feiticeira! Era isso que Lexa era, uma feiticeira porque a Clarke sentia-se enfeitiçada por ela. Era egocêntrica também, mas a morena tinha razão em tudo que tinha dito, mesmo que a loira não quisesse admitir. Viu a Lexa aproximando mais o rosto, tocando os lábios macios contra os dela. Era o paraíso, se Clarke não tivesse tão irritada e ainda queimando de ciúmes pela cena que presenciou entre Lexa e Luna. Não seria o brinquedinho de ninguém.

E esse pensamento que se afastou e esbofeteou o rosto de Lexa, que a olhou bastante surpresa. A morena levou a mão até o rosto que estava vermelho e com a palma da mão de Clarke bem desenhado na bochecha pálida, um brilho de fúria clareou os olhos esverdeados.

– Você está proibida de me beijar! – Clarke gritou fora de si. – Está muito equivocada em relação a mim, e se você ousar me tocar novamente, eu vou...

– Vai o quê? – Lexa esbravejou interrompeu a Clarke, como também a assustando. A morena estava furiosa, deu um passo à frente, sua respiração tão acelerada que sua fala se partia um pouco. – Eu vou beijá-la quando bem entender e quando estiver com vontade porque é isso que eu quero e é isso que você também quer! – Foi se aproximando mais, intimadora, Clarke foi andando para trás, sentindo-se cada vez mais ameaçada. – Paguei dez mil reais para que se passasse por minha namorada e na frente da minha família é mais que sua obrigação cumprir o seu papel. Se eu a beijar, retribuía e sorria no final, porque se não fizer isso... Eu a arrastou para esse quarto e farei tudo que eu tenho em mente, entendeu? – Claro que Lexa estava blefando, jamais faria algo que desrespeitasse ou ferisse a loira, jamais faria algo que não fosse consensual.

Clarke andou para trás até que sentiu as suas panturrilhas baterem na cama, obrigando-a parar. A sua frente estava a Lexa que tinha a acompanhado o seus passos. Parecia uma mulher primitiva, isso assustava e também excitava a loira. Nesse momento, não duvidava nada de Lexa, mas não daria o braço a torcer.

– Você não seria capaz... Se fizer ao contra mim, eu a denunciarei por estupro! – Clarke ameaçou com o queixo erguido.

Lexa deu um sorriso malvado, presunçoso. Segurou o queixo de Clarke que estremeceu com o toque. A loira estava tão entregue...

– Não é estrupo quando é consensual.

– E quem disse que é consensual? – Clarke questionou com a voz trêmula.

– Isso...

Lexa não terminou a frase porque os seus lábios captaram os de Clarke num beijo quente que Clarke gemeu totalmente entregue, e correspondeu com todo desejo do seu ser...

 


Notas Finais


Perdoem-me os erros.


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