História Pretend... (REPOSTANDO) - Capítulo 9


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Indra, Lexa, Marcus Kane, Octavia Blake
Tags Clexa, Elycia
Visualizações 205
Palavras 3.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo nove.


 

 

O que tinha em Clarke que deixava a Lexa dessa forma? Descontrolada? A morena sempre preservou o autocontrole, mas estava falhando sempre que ficava próxima a loira. Era como o seu cérebro se derretesse e transformasse em uma grande geleia. Espantosamente nunca tinha ficado dessa forma. Não por um desejo sexual que poderia passar a qualquer momento.

Quando estava com os seus lábios no de Clarke, parecia que essa sensação tão desconhecida dentro de si iria durar para sempre, e ironicamente o seu ser desejava que isso acontecesse... Era assustador e ao mesmo tempo, delicioso.

O beijo tinha se transformado em algo surreal, não existiam palavras para descrever a sensação dos lábios carnudos e desejosos nos seus, Clarke puxou a morena para si, e as duas caíram na cama, o impacto dos corpos, as fizeram gemer.

Lexa encaixou as pernas entre as de Clarke, deixando que a loira sentisse o peso do seu corpo, os seus seios se espremendo, enquanto, os lábios se devoravam, era um beijo de língua, guloso. Os lábios roçavam-se, enquanto as linhas se enroscavam, querendo-se cada vez mais. Mordidas e chupadas nos lábios inferiores, alguns suspiros e também arranhadas. As mãos de Clarke estavam nas costas de Lexa, a arranhando e a puxando cada vez mais para si, enquanto a morena passava as mãos pelas laterais do corpo de Clarke... O fogo tornando-se mais firme, queimando-as.

Clarke soltou um gemido ao sentir a língua de Lexa passear por sua boca, e as mãos subirem pelo lado de dentro de sua blusa, o ar estavam lhes faltando, mas não deixaram de se beijar, envolvidas demais para cogitar a hipótese de parar.

Quando o ar se tornou o vilão do momento e as fizeram interromper o beijo, Lexa desceu a cabeça e afundo no pescoço de Clarke, distribuindo chupadinhas quentes e marcadas. Clarke puxou a blusa de Lexa para cima, enquanto, suas mãos tocaram as costas macias da morena, passou as unhas provocativamente, escutou um gemido rouco escapar da garganta de Lexa no mesmo momento que a morena empurrou os quadris contra da loira... As suas intimidades se imprensaram, as deixando loucas.

Lexa colocou as mãos nos rosto de Clarke e ergueu um pouco o tronco, olhando-a nos olhos, os lábios estavam inchados e os olhos queimando de desejo. O descontrole não estava na parte do plano, mas que se dane o plano! A morena queria apenas desfrutar das curvas sinuosas do corpo de Clarke...

Raciocínio não existia mais no vocabulário de Clarke, ela nem se lembrava mais o porquê de sua irritação, não se recordava de mais nada. A única coisa que queria era voltar a beijar os lábios doces de Lexa. Inclinou o rosto para fazer isto, mas algumas batidas na porta as fizeram sair do torpor.

– Droga! – Lexa se soltou de Clarke rapidamente e correu até a porta.

Clarke ficou deitada com aquela habitual sensação de abandono, antes de abrir a porta, Lexa lhe lançou um olhar de “recomponha-se”, e isso magoou a Clarke. Tudo aquilo que antes estava a inflamando antes do beijo, retornou. Sentou-se na cama e constatou que alguns botões de sua blusa foram perdidos.

Lexa abriu a porta, deparando-se com a sua mãe balançando a Marina que chorava. Rapidamente, Clarke surgiu na porta, empurrando a Lexa e pegando a sua filha no colo. Marina se acalmou ao reconhecer e sentir o cheiro da mãe.

– Desculpe-me atrapalhar vocês... – Indra disse olhando para as duas que não estavam nada apresentáveis. – Ela começou a chorar e esfregar os olhinhos, acho que está com sono, ficou assim depois que dei iogurte a ela, fiz mal? – Perguntou com ansiedade e também medo.

– Claro que não, Indra. – Clarke sorriu. – Obrigada por isso, Marina sempre dorme a tarde, deve estar querendo isso, já passou até da hora de ela dormir.

Indra respirou aliviada.

– Que ótimo. – Indra olhou para a sua filha. – Querida, iremos jogar vôlei, quer participar? Você também, Clarke.

– Não, obrigada. Vou banhar a Marina e colocar essa mocinha para dormir, vou aproveitar pra descansar um pouco também. – Clarke agradeceu com um sorriso, indo em direção do banheiro com a filha que ainda choramingava.

– E você?

– Sim. – Lexa saiu do quarto sem olhar para trás.

Clarke deu um longo suspiro ao ver que estava sozinha no quarto com Marina. Os seus olhos lacrimejaram, será que estava se apaixonando por Lexa? Por que o seu peito estava comprimido ao imaginar que Lexa e Lucy pudessem ter alguma coisa? O que explicava esse ciúme e mal-estar tão ensandecido?

Será que era paixão ou mero interesse gerado por carência? O que inferno era isso?

 

(...)

 

 

Lexa não estava com a mínima vontade de jogar vôlei, apenas aceitou jogar para esfriar os ânimos. Precisava urgentemente ter a sua coerência de volta, tudo estava errado! Cadê aquele seu pensamento que não iria se deixar se envolver corporalmente – nem sentimentalmente – com a Clarke quando a contratou? Tinha que evitar os beijos. Quase tinha transado com a loira, sabe-se lá o que teria acontecido se a sua mãe não tivesse surgido. O intuito de contratar a Clarke não tinha sido esse.

– Você está muito pensativa. – Indra comentou ao chegarem na área externa.

A morena viu a Lucy sentada, exibindo o seu corpo perfeito. O Bellamy estava ao lado da esposa, bebericando um copo de uísque. Ver o irmão junto com a mulher que mais amara em sua vida causou um sentimento de impotência em si. Hesitou por uns segundos antes de seguir em frente, não seria protagonista de um drama, aprendeu arduamente que na vida o melhor castigo era ignorar. Seu irmão gostava de alimentar do seu sofrimento, Bellamy se alimentou durante anos de seu desalento, não iria permitir que ele sugasse mais um pouco de sua vitalidade.

– Estou pensando em Clarke sozinha no quarto... – Soltou a primeira coisa que veio em sua mente.

Indra riu.

– Início de relacionamento é sempre assim, sentimos uma extrema necessidade de estarmos juntos de quem amamos, é até sufocador o desespero que nos bate quando estamos longe. Sem contar que tem aquele fogo extra e descontrolável...

– Mainha, por que você sempre tem que colocar sexo no meio de tudo? – Lexa perguntou revirando os olhos.

– Por que sexo é vida. – Indra deu de ombros. – Amor, companheirismo, doação, compartilhamento, entre outras coisas são extremamente importante para um relacionamento, é isso que fica quando a paixão acaba. Estar ao lado de alguém requer muita paciência, nem sempre a vida à dois é um mar de rosa e cabe à nós não permitir que os espinhos das rosas seja maior que a maciez das pétalas. Agora o sexo não, a libido explode descontroladamente, ela não é ensinada e muito menos aprendida, simplesmente estar lá disponível e enlouquecedora, alguns casais conseguem manter por longos anos, outros não. Felizmente, eu e seu pai fazemos sexo regularmente, os anos não ofuscaram o nosso tesão.

Lexa queria morrer. Sabia que os seus pais faziam sexo, é claro... Se não fizessem, não teria concebido três filhos. Mas poxa, era extremamente constrangedor falar sobre sexo com a sua mãe, a morena gostava de manter na sua cabeça que sua mãe era virgem e que seu pai não ousava se aproximar para fins sexuais. Era melhor assim, não queria ficar imaginando os seus pais gemendo e em posições nada ortodoxas!

– Não preciso saber disso. – Sentenciou para o bem da sua sanidade.

– Você é tão brega, minha filha! – Indra riu. – Sabe, eu estou orgulhosa por ter escolhido a Clarke para ser sua companheira, ela será ótima pra você.

– Como sabe se a conheceu apenas algumas horas?

– Intuito de mãe. – Indra a olhou séria. – E outra coisa também, tem um ditado que diz: Uma boa filha sempre será uma boa mãe e uma boa esposa. Eu não sei se ela é uma boa filha porque não sei do histórico dela com os pais, mas pelo o que vejo o tratamento com a Marina, ela é uma excelente mãe, então, seguindo a linha desse ditado, será uma excelente esposa. Ela é a medida certa pra você, valorize isso, Lexa, poucas pessoas tem a sorte de encontrar o amor de suas vidas, não desperdice a oportunidade por terceiros ou por lembranças de passado.

Lexa apenas meneou a cabeça, refletindo sobre as palavras de sua mãe, sabia que ela estava se referindo a Lucy. Uma pena que o seu contexto com a Clarke fosse totalmente diferente, será que sua mãe manteria o discurso se soubesse que a loira era apenas uma contratada?

– Lexa, minha irmã. – Bellamy sorriu falsamente ao se aproximar. – É bom vê-la novamente, estávamos com saudade!

Não iria cumprimentá-lo com um abraço ou um beijo, não tinha sangue de barata para isto, apenas o olhou, ele estava vestido para o jogo. A quadra de vôlei ficava apenas dois metros da piscina, Octávia e Augustus se encontravam lá, se aquecendo.

– Obrigada. – Lexa respondeu indiferente, virando-se para mãe. – Mudei de ideia, não vou mais jogar, apenas observar.

– Que pena, filha, você é ótima no vôlei e estava contando com você para o time. – Indra fez um biquinho, então, olhou para a nora. – Lucy você vai jogar?

– Jamais, não vou quebrar as minhas unhas arremessando uma bola. – Lucy respondeu esticada na espreguiçadeira.

Quanta frescura.

– Vamos lá, Bellamy, temos que aproveitar que o sol não está ainda do lado da quadra. – Indra tocou o braço do filho para que caminhasse.

Bellamy olhou de Lucy para a Lexa, os seus olhos diziam claramente que não aprovava que as duas ficassem sozinhas, mas por insistência da mãe, a seguiu, mas ainda a olhou para trás por alguns segundos.

Ignorando o olhar do irmão, Lexa sentou-se em outra espreguiçadeira, retirou o celular do bolso, clicando em homescapes, era viciada nesse joguinho, ainda tinha esperança de passar as fases para ganhar o último prêmio do tricô. Não estava imune a presença de Lucy, mas a sua cabeça estava voltada para a mulher que tinha trocado beijos enlouquecedores no quarto.

– Onde está a sua namorada? – Lucy perguntou, virando-se para morena numa maneira de se exibir.

– No quarto. – Respondeu sem tirar os olhos do celular.

– O dia tão lindo e ela prefere ficar dentro do quarto? – Lucy riu. – E eu achando que ela ficaria caminhando pela casa, lambendo cada centímetro, bem coisa de pobre da laia dela.

Lexa precisou de um segundo para capturar o preconceito no comentário de Lucy. O jogo não foi mais atrativo para os seus olhos... Desviou-os e olhou bem para Lucy, muito linda por fora, mas podre por dentro, recordou-se da Clarke reclamando sobre desaforo e humilhação, conhecia muito bem a sua ex e sabia do que ela era capaz, isso explicava a palidez da loira diante a Lucy, percebera isso quando voltou para sala juntamente com a Octávia.

– Clarke não tem nenhum motivo para fazer isso. Ela sabe muito bem o que é uma casa e também uma piscina, não precisa ficar rodando pra ter certeza de algo que ela é acostumada a vivenciar. Não aja como se ela fosse uma mulher das cavernas desprovida de conhecimento. O seu comentário foi inapropriado, infeliz e preconceituoso, não permitirei que se direcione a minha mulher dessa forma.

Lucy sentou-se rapidamente, surpresa. A surpresa foi substituída por irritação, não estava acreditando que a Lexa estivesse defendendo aquela mulher.

– Desde quando se tornou a defensora dos pobres e oprimidos?

– Defendo, e defenderei qualquer ser humano, independentemente de sua classe, cor, religião e etnia. São pessoas como nós que merecem respeito, não somos melhores ou piores do que eles, somos iguais, podemos ter características diferentes ou até mesmo uma situação financeira mais elevada, mas isso não muda nada, são apenas detalhes focados por pessoas desocupadas. A nobreza de uma pessoa vai muito além dos paradigmas impostas pela sociedade. Eu não faço parte dessa massa corrompida e nunca farei.

Lucy estava chocada, não esperava aquela resposta vinda da morena.

– Você a ama? Está apaixonada por ela? – Exigiu saber olhando cada centímetro do rosto de Lexa.

Lexa desviou o olhar por um breve momento. “Não” seria a sua resposta, estava defendendo a Clarke por que não gostava de nenhum preconceito, abominava qualquer subjetivo que fosse tido como retrocesso dos direitos humanos. Voltou a olhar para Lucy, como poderia amar a Clarke se o seu coração aparentemente estava nas mãos da mulher a sua frente? Mesmo ela sendo tão falha e mesquinha.

– Sim. – A resposta saiu meio forçada, nada convincente.

– Tem certeza? – Lucy colocou os pés no chão e arrastou o corpo para a ponta da cadeira, buscou a mão da Lexa e a segurou ao não ter nenhuma resistência, o calor foi instantâneo. – Eu não sinto certeza na sua resposta... Por que se você estiver sentindo ao menos um pouco do que eu sinto, é sinal que você não a ama e que o seu coração continua pertencendo a mim, como o meu pertence a você.

Lexa estava sentindo de tudo um pouco, mas, ironicamente, existia um bloqueio que a fez puxar a sua mão e se levantar, não ficaria perto da Lucy, nem deveria estar sentada ao lado dela pra início de conversa!

Estava indo em direção a quadra quando escutou:

– Você sabe que a nossa história de amor não acabou, você pode fugir agora, mas sabe bem no fundo do seu coração que ainda é minha, temos uma semana pela frente, Lexa e eu não vou desistir! – Lucy avisou firmemente.

Que Deus ajudasse a Lexa, porque o diabo queria ver a sua ruína.

 

(...)

 

Clarke banhou a Marina, no início sentiu um pouco de dificuldade porque não sabia como encher a banheira, mas depois que aprendeu a controlar a temperatura da água, o banho foi realizado com sucesso. Preparou a filha e a deitou na cama, deitando-se ao lado da pequena. Fez inúmeros carinhos no rostinho de Marina até que a menina embolou o corpo, virando-se para ela, olhando-a com aquela adoração que preenchia o coração da loira de amor. Os olhos esverdeados se apertavam de sono.

O destino era uma coisa muito engraçada e inexplicável, a Marina realmente se parecia com a Lexa, não tinha se atido a esse detalhe antes, mas depois da confusão, via algumas características da morena em sua filha. Como isso era possível? Só devia ser a vida imitando a arte, porque não tinha nada a ver com a genética. Com certeza não.

– Dia cansativo, né meu amor? E olha que nem é cinco horas da tarde ainda. – Murmurou para a filha.

Marina estava com a chupeta na boca e com o seu travesseiro favorito debaixo da cabeça, olhava-a sem entender nada.

– É uma casa muito bonita, sabia que o nosso quarto tem uma varanda pra frente à praia? Amanhã vou levá-la para tomar um banho de mar, o que acha disso? É incrível, não é?

Clarke segurou a mão gorducha da filha, fazendo carinho na mesma. Adorava o cheirinho de bebê que ficara impregnado no quarto.

– Essa casa é como um conto de fadas. Eu não reclamaria em viver com a rainha... – A loira riu com seu devaneio. – Uma pena que em todo reino tem uma bruxa má. – Lembrou-se de Lucy. – Que essa bruxa nunca venha mexer com você, meu amor... Ou a fadinha aqui vai usar a varinha mágica pra reduzir ela em pó.

Não responderia por si se Lucy ou qualquer outra pessoa mexesse com a Marina. Ela era uma mãe coruja e extremamente protetora, afastou os pensamentos ruins e voltou a divagar, tinha espiado pela janela quando estava ninando a Marina para dormir, viu muito bem a Lexa e Lucy de mãos dadas. Sabia muito bem que não era a namorada da morena e não podia reivindicar nada, mas isso não impedia que sentisse certas coisas ao vê-la com a Lucy. Aquela sensação de que estava sendo apunhalada pelas costas e “chifrada” não era algo muito bom. Talvez, a Lucy fosse o estilo da Lexa, não sabia porque ainda imaginava algo entre as duas.

Quanta carência. Também pudera, a última vez que ficara com alguém que rendeu ao sexo fora com o pai da Marina, desde então, estava com teias de aranhas alojadas em sua intimidade. Isso poderia explicar um pouco de suas reações. Fechou os olhos, sentindo-se esgotada, tanto fisicamente como emocionalmente.

Teve um sonho bastante inusitado...

Estava no alto do Empire State com o corpo suspenso no ar, tentava não se debater com medo da altura, o pensamento de uma possível queda a deixava em pânico. O vento soprava muito forte em seus cabelos, balançando-os sem controle, seu coração batia descontroladamente dentro do peito. Iria cair e morrer! Podia sentir a força da gravidade quase massacrando o seu pequeno corpo, a única coisa que a mantinha presa era a mão gigante da orangotango que tinha a fisionomia de Lucy.

– Você vai morrer! – A macaca gritou, assustando mais ainda a Clarke.

Quem diria que no seu sonho, os macacos fosse evoluídos a ponto de falar. Será que era uma continuação do filme Planeta dos macacos?

– Não me mata, por favor. – Clarke pediu com a voz chorosa, as suas pernas balançando descontroladamente, ela sentia que o seu corpo estava deslizando cada vez mais da mão grande. – Por favor!

A orangotango Lucy mantinha a outra mão no arranha-céu do Empire, e fazia alguns sons derivados de um macaco. Caminha começou a chorar compulsivamente em desespero.

– Por que você está fazendo isso comigo? Eu nunca fiz nada contra você. – Choramingou Clarke com a voz estremecida, a sensação era que o seu coração estava saindo pela boca.

– Ela é minha! MINHA! – Lucy berrou furiosa.

Clarke ficou sem entender. O que era dela? Não sabia do que a macaca estava falando, mas tentou concordar com ela.

– Sim! Ela é sua, só sua. – Confirmou nervosamente.

Pelo olhar treslouco que Lucy lhe direcionou, mostrava Indramente que não acreditava nas palavras da loira.

– Você vai cair! – Avisou Lucy com uma gargalhada sinistra, soltando-a até que o corpo de Clarke ficasse suspense apenas pela mão.

O grito de Clarke foi ensurdecedor, tentava segurar firmemente no dedo gigante da orangotango, enjoou-se, o seu estômago golpeava fortemente liberando o golfo que por um pouco ela não o expeliu. Tinha pavor de altura, e Lucy tinha descoberto isso, já que ficava balançando a loira pra lá e pra cá. O frio tomou conta das estranhas de Clarke que se congelavam cada vez mais de medo.

A loira começou a implorar, que se danasse a sua dignidade! O importante era que saísse viva daquela situação, sabia que se Lucy a soltasse, morreria antes mesmo de chegar ao chão, a gravidade se encarregaria disto. Lucy olhou bem dentro dos olhos da loira e negou misericórdia, foi soltando a mão da loira, mas um flash passou por elas, atingindo o rosto de Lucy que rosnou, o arranha-céu se quebrou e os corpos de ambas caíram no ar.

Clarke gritava, a adrenalina no nível máximo do seu ser. Era o fim. Seus braços e pernas debateram-se violentamente, as lágrimas caíam tão rápidas que nem a própria sentia pela violência do vento. Já estava se conformando com a morte quando dois braços firmes a seguraram no ar. O suspiro de alivio e surpresa fora instantâneo, agarrou-se fortemente na sua salvadora que flutuava no ar, olhou para o rosto da sua heroína e sorriu alegremente ao ver quem eram...

– Mulher maravilha! – Clarke murmurou abobalhada.

– Lex, apenas Lex pra você, meu amor... – Lexa piscou e seus lábios buscaram os de Clarke.

 Clarke estava fazendo biquinhos que soltavam pequenos beijinhos quando sentiu um chocalhado mais forte em seu corpo, obrigando-a abandonar o seu sonho e abrir os olhos preguiçosamente. Já era noite, Lexa estava sentada na cama, inclinada sobre a loira... A morena estava cheirosa – como sempre –, tinha tomado banho e trocado de roupa.

Lexa usava um macacão tomara-que-caia longo, sofisticado, de corte reto, preto e branco com um cinto dourado na cintura. Os seus cabelos estavam soltos e mais lisos que o habitual, a única maquiagem presente era o rímel nos cílios longos. Estava com as pernas cruzadas, o que dava para ver os saltos finíssimos pretos. A morena realmente gostava de saltos.

– Mulher maravilha... – Murmurou Clarke ainda entorpecida pelo o sono e a beleza da morena.

Lexa franziu o cenho por uns segundos, mas depois sorriu brincalhona.

– Nunca fui chamada assim antes, mas posso me acostumar com isso. – A morena soltou com bom humor, ao ver a loira avermelhada, aumentou o sorriso.

– Eu... Não... Não chamei você... Eu... – Clarke foi ficando mais vermelha, então, decidiu que era melhor abandonar o assunto. – Vai sair? Está toda arrumada.

– Não. – Lexa passou ao mão nos cabelos, jogando-os para o lado, a loira acompanhou o movimento sexy com o olhar. – Apenas me arrumei para o jantar que será servido daqui à meia-hora. Eu deveria ter lhe acordado antes, mas achei tão linda dormindo que não quis despertá-la.

Uau, tão arrumada apenas para um jantar que ocorreria dentro de casa, imagina se tivesse que ser em algum restaurante ou coisa assim?

– Aliás, eu achei as duas lindas dormindo. – Lexa voltou a falar diante do silêncio de Clarke, apontou com o queixo para Marina que ainda dormia.

Clarke ficou corada, mais uma vez, mas o motivo foi totalmente distinto. Estava lisonjeada, olhou bem para Lexa e as duas se encararam. Os seus olhares intercalaram dos olhos até as bocas, a vontade crescendo dentro de cada uma, foram aproximando os rostos sem perceberem, os lábios se entreabriram...

Mas, Lexa caiu em si e pigarreou, se afastando.

– Estarei na sala de estar com a minha família. – Levantou-se. – Se você se sente disposta para nos acompanhar no jantar, ficarei feliz, se não, posso pedir para a empregada trazer a sua janta aqui no quarto.

– Não. – Clarke respondeu tentando esconder o desapontamento do quase beijo. – Eu vou descer, só vou tomar um banho e fazer uma barreira de travesseiros pra Marina não cair.

– Certo. – Lexa sorriu de lado e retirou-se do quarto.

Clarke sentiu vontade de se matar, aquela mulher iria enlouquecê-la! Já estava completamente perdida por Lexa. Precisava reencontrar o seu caminho antes que sua sanidade também fosse destruída. Tinha que aprender a jogar o jogo de Lexa, mas como? Não era boa nas artimanhas, se a sua vida amorosa fosse depender de um jogo de sedução, morreria sem ninguém. E ela queria ter alguém, queria ter a Lexa... Nem que fosse para uns momentos prazerosos. Sentia falta do sexo, e verdade seja dita... Tinha pretensão de fazer muito sexo na vida para quando morresse, a terra não se sentisse especial por tê-la quase intocada.

Com um suspiro, afastou os pensamentos e levantou-se da cama. Hora do fingimento acontecer...

 


Notas Finais


Perdoem-me os erros.


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