História Pretensões - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Aposta, Beijos, Casamento, Ciumes, Confusão, Falsidade, Fanfic, Incesto, Morar Junto, Noites, Olhares, Paixão, Pretensões, Primos, Provocação, Romance, Tristeza
Visualizações 11
Palavras 3.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É, é isto mesmo, meus amores. A partir de hoje a fanfic começa a se tornar +18 Então cuidado crianças, não exatamente neste capítulo mas a partir do próximo, vocês verão cenas inapropriadas para menores de idade.

Perdão, peço logo de cara, pelo Capítulo ENORME mas não dava pra chegar e escrever tipo

Ah, ele me beijou e a gente resolveu transar.

Naaaa.
Tinha toda uma história envolvente ali, pendências do capítulo passado e eu precisei narrar isso.
Bem, espero que gostem e não me julguem se eu tiver "criado" expectativas demais. O próximo será mais esclarecedor, e com a real pegada mais DEZOITÃO. É isto. ♥️

Boa leitura♥️

Capítulo 9 - Eros


Fanfic / Fanfiction Pretensões - Capítulo 9 - Eros

                              Eros 

            POV's Pedro 

Eu não podia tentar evitar a proliferação do sentimento raivoso que guardava aqui dentro. Alternava o olhar entre homem e mulher, e notei que minha expressão séria em nada parecia abalar a ambos. 

Acometia-os com feição fria e em nada resultava se não num Julien risonho, prestes a gravar a troca de farpas entre os dois. Estava exausto. Por aqui. 

Júlia continuava a defender a criança com unhas e dentes, como se sentisse na própria pele a dor dos hematomas que Bruno disse ter visto em sua barriguinha, e ele, continuava a agir na forma do "politicamente correto" alegando que não se responde agressão com agressão. Que violência gera violência. Bufei, dado ao fracasso. Eu literalmente nunca desisti de algo ou alguém, mas deles eu estava desistindo. 

Me direcionei a cozinha. A orelha queimando de tanto que ouvi sobre medicina, respeito moral, poder policial e amor. Enquanto permaneciam na infindável discussão tudo o que eu mais pedia aos céus era silêncio, a medida que saciava minha fome com o hambúrguer pedido por um aplicativo de 

Comidas. 

"Tá com fome? Peça um ifood, vai?" 

Sentia meus olhos pesarem pelo cansaço físico. Minhas costas doíam. Não só isso, já havia estralado todos os dedos das mãos como sinal do tédio agravante e me remexia desconfortável no sofá, esperando que alguém dentre os três se tocasse e parasse de gritar. Sim, Julien havia entrado na discussão. Agora, se dividia entre discordar de Júlia e dá-la razão. Aliviar a tensão de Bruno e deixá-lo irritado. Vai entender. Já estávamos a beira da terceira Guerra Mundial. Meus lábios cansados dos murmúrios de reclamação quando afundei o corpo no estofado cor de creme. Cogitava ligar para minha mãe a fim de sanar minhas dúvidas sobre como encerrar uma discussão no momento em que me perdi no olhar que minha irmã direcionava a Bruno. Percebi Julien fechar a boca quando notou o mesmo que eu. Era mais que uma irritação comum. Seu olhar era depreciativo, e ela esbanjava desdém ao sacudir os cabelos. Reparei, que por tamanha diferença de altura era preciso que Júlia mantivesse a cabeça erguida se quisesse a todo momento encará-lo nos olhos. Isso, ela fazia com prazer. Já mantinha seus tiques nervosos –que somente eu conhecia, por ter presenciado muitas de suas brigas.— quando abria e fechava as mãos, que eu tinha uma breve noção do quão suadas poderiam estar. As palavras pareciam agarradas em sua garganta e as soltava com demasiado ódio, como se estivesse cansada de prender esses argumentos sórdidos. Cansada de guardar desaforos. – Não a culpava, sabia o que vinha acontecendo e me doía também, apesar de não interferir e deixar rolar para ver no que ia dar. Me arrependo amargamente. Ou não. É algo deles. 

Respirei, atento a seus atos. Cada palavra negativa que saía de seus lábios parecia não afetar Bruno que apesar de estar sendo alfinetado de segundo em segundo agora não demonstrava irritação em seu rosto impassível, que vez ou outra tomava um semblante divertido. O moreno mal permitia-se um franzir de cenho enquanto a ouvia, atento, para irritação dela, demonstrando concentração demais como se estivesse cansado das gritarias que sempre eram devolvidas a altura com mais insultos. –Pelo menos alguém sensato, confesso, pensei. 

Foi então que eu vi. O nervosismo aparente, sempre que os olhos dele focavam os seus. A busca por palavras, sempre que um passo a frente era dado. A dúvida todas as vezes que ele balançava a cabeça em negação. O sorriso, mesmo que mínimo, sempre que ele se demonstrava ofendido. Foi então que aconteceu. Que tudo começou. 

—Você não acha que já deu de gritaria não?–A voz imponente surgiu, baixa o suficiente, para me fazer estreitar os olhos. 

Bruno deu um passo em direção a minha irmã. 

—Não...–Ela respondeu, simples, antes de cruzar os braços abaixo do peito e tornar a encará-lo de cabeça erguida. —Não acho. 

—Você estaria me fazendo um favor se ficasse quieta. 

—E você faria um favor para a humanidade se parasse de defecar pela boca sempre que começa com o seu discurso sobre o  politicamente correto. 

—De novo esse assunto? Vai ficar batendo toda hora na mesma tecla? 

—Se o teclado é meu eu clico na tecla que quiser. (?)

—Que? –Ele riu. 

—Você é um idiota.–Ela permaneceu séria.

—É sério, Júlia..  

—Eu tô com cara de quem tá brincando  por acaso? 

—Fica quieta, e meus ouvido agradecem.

—Some do meu campo de visão que minha vista para de ficar turva. 

AGORA CHEGA! JÁ DEU!–Ele bufou. 

—E se eu não achar que está na hora de parar?–Ela se ergueu na ponta dos pés.—Ainda tenho muito pra falar. 

—Sendo assim, então não vejo outra solução senão eu mesmo te fazer calar. –Ele soltou. 

—Sabe que agora eu fiquei curiosa pra saber quais seriam suas táticas? –Ela riu. 

—Simples...–Bruno murmurou. Direcionou-a um olhar mortal e então se aproximou.—Boca aberta demais, dá espaço suficiente para minha língua trabalhar.–Disse baixo, mas não tanto para que eu não pudesse ouvir. 

Foi rápido, e eu vi quando ele a puxou pela cintura colando seus lábios. Aquele beijo se iniciou "violento" contando com os socos que minha irmã diferia em seus ombros mas logo que vi suas mãos puxarem a camisa cinza como se estivesse descontando a raiva que sentia naquele beijo, eu me aliviei um pouco. Encarei Julien, tão surpreso quanto eu. Aquilo não era um beijo de quem se encontrava assim pela primeira vez. Pode ser que eu esteja enganado mas algo me diz que eles estiveram juntos por todo esse tempo bem debaixo do meu nariz e só eu não percebi. Bom, para esse assunto meu mais sincero "que se dane" como ele mesmo disse, é preferível que sua língua trabalhe na boca dela que continuar com essa gritaria insuportável. 

—Cara.. –murmurou o loiro.—Novela mexicana?–Riu. 

—Certamente..–Dei de ombros, evitando encarar a cena do beijo que se intensificava.—Pelo menos meus ouvidos estão agradecidos pelo silêncio. 

—Sério? Tá de boas mesmo? É sua irmã, mano. 

—E ele é o meu melhor amigo?–Indaguei, deixando-o confuso.—Prefiro ele que Pablo. 

—É, eu preciso concordar que também prefiro ele. –Respondeu e eu suspirei. 

—De qualquer forma essa amostra grátis de amor barato fez meu estômago revirar. Vou dormir porque estou morto da viagem, e com sorte Deus ouviu minhas preces. 

—Mas e..

—Amanhã conversamos com eles. –Dei-lhe uma piscadela e ele me seguiu ao corredor de nossos quartos no segundo andar. 

Às vezes, Julien era tão preocupado com Júlia que parecia que ele era o irmão dela e não eu. 

Antes que me visse nos últimos degraus da escada, descarado como sou, fiz questão de gritar na intenção de separá-los e  ver vergonha em seus rostos vermelhos: 

—Se forem transar, por favor, usem o quarto de hóspedes no lado quase inabitado da casa. Mais privacidade, menos constrangimento. 


         POV's Júlia

Obviamente que eu ouvi a piada ridícula de Pedro. Por um lado, estive feliz em saber que mesmo em sã consciência, ele mantinha em mente os mesmos pensamentos que outrora me expressara em sua voz de bebum.  Por outro, um tanto quanto apreensiva quanto ao fato de poder criar uma leve discórdia entre sua amizade com Bruno. Mas decidi não me atrever a pensar sobre isso. Não agora, ao menos. 

Me contive, apenas, com aquele beijo. E que beijo! Não sabia porque havia cedido, mas sabia que enquanto aqueles lábios permaneciam sobre os meus, mais eu queria deles. Mais eu queria dessa aproximação. Mais eu queria desse gosto, desse sabor, dessas carícias. De sua língua entrelaçada a minha. Foi quando o ar me faltou. Maldito ar. 

Maldito, que me fizera ter necessidade de clamar a distância de nossos lábios enquanto tudo o que queria era não precisar me afastar.(?)

Quando abri os olhos e o encarei em minha frente, ainda com as mãos em meus quadris ao que pude sentir –Pois meus olhos não desviavam dos seus para que eu o visse me "agarrar" com possessividade–, notei minhas pernas bambas. Aquele olhar arrebatador que Bruno me direcionava fazia os pensamentos em minha mente fugirem de sua ordem. Não havia coerência em minhas atitudes, e meus lábios entreabertos denunciavam o quão vulnerável eu estava. Ele poderia me tomar e fazer o que quisesse comigo. Eu só me sentia no direito de obedecer quaisquer que fossem suas ordens. Vi quando sua feição endureceu, e com um risinho involuntário rasgando os lábios ele provocou, numa  só pergunta. 

—Eu deveria ser orgulhoso o suficiente para jogar na sua cara que consegui calar sua boca?–Vi quando arqueou uma de suas sobrancelhas. 

—  Sendo assim esse seria o momento perfeito para te bater e encher de insultos?– Respondi, audaciosa. Ele riu.

—Dessa forma estaria tentado a te fazer emudecer outra vez. 

—Para sua felicidade e azar o meu, estou com falta de ar e cordas vocais cansadas.–Murmurei, indiferente. —Só por isso não vai me ouvir por um bom tempo.–Expus. 

Senti quando suas mãos me apertaram mais, os quadris. Seus dedos,  puxando e aos poucos amassando as pontas de minha regata branca. 

—É mesmo, é…?– Ele zombou, quando me puxou para perto.—Hmn..entendi.–Sussurrou, próximo ao meu rosto. 

—Claro, e porque neste exato momento eu não consigo fazer nada senão olhar no fundo dos seus olhos. –Me vi admitir, assim. Sem mais, nem menos.

Me senti frustrada por isso. Bruno poderia, enjoadinho como se tem mostrado, gabar-se por este feito, pela forma como me entreguei e quem sabe, deixar-me a espera de um algo mais que não viria. Mas não foi isso o que aconteceu. Talvez, ele estivesse tão sedento quanto eu. Ansioso por um carinho explícito, por afeto, para acabar com as chamas desse fogo que crepitava entre nós dois e parecia nos queimar por quanto nunca havíamos saciado esse desejo quase palpável entre nós. 

E me beijou. 

—Eu também não consigo parar de te olhar.–Respondeu, em um sussurro. Eu podia gritar de felicidade, neste exato momento e não me sentiria uma louca. Me sentia plena, ora bolas. — e sabe de uma coisa? – Eu o vi indagar.— Se prepare para dar adeus ao ar. 

Peraí o que? Eu entendi bem a referência? 

Ele tava mesmo dizendo que "os pegas" que iniciamos aqui na sala iriam subir de nível ao ponto de me fazer esquecer como respira? Deus esse homem vai me matar. 

Pera… Mas se eu quero isso seria um suicídio ao invés de homicídio, então.(?) 

Não tive muito tempo para raciocinar, sendo sincera, foi rápido demais e me vi ser erguida entrelaçando as pernas em seus quadris. 

Suspirei, quando vi Bruno seguir comigo em seu colo para o segundo andar da casa. Ele nada disse, ou reclamou do meu ato desesperado de me manter em seus braços sem dar uma pausa para respirar  ao menos no meio do caminho, mas não é novidade para ninguém –okay, é sim. –o quanto eu gosto de estar em seu colo. Sem maliciar as coisas. 

Fazendo a sonsa e como quem não quer nada, repousei meu rosto em seu ombro. Os braços entrelaçados em seu pescoço e as pernas agarradas ao seu torso. Eu poderia dormir, de tão confortável e segura que me sentia ao manter este pequeno ato de proximidade. Cansada do jeito que estava, não me surpreendi ao soltar um bocejo que acarretou numa risadinha descrente do moreno. 

—Pelo visto alguém aqui vai perder a chance de provar do que tanto queria.–Mano, se eu fosse só um pouquinho mais inocente não veria nem um pingo de malícia nessa frase, datando o olhar centrado de Bruno na escadaria. 

Ele parou de andar. Eu ergui o rosto e o encarei, com os olhos arregalados. Ele gargalhou. 

—Velho, me pergunto todos os dias como você consegue ter esse tanto de pelo no rosto e ainda assim agir como um crianção.–Bufei e ele revirou os olhos, irritado. 

—Cala a boca. 

—Nossa, sério, você é um idiota. Não sei onde estive com a cabeça no momento em que aceitei suas maluquices. 

—Você quer mesmo estragar todo o clima?–Ele semicerrou os olhos. 

—Então admite que tá pintando um clima?–Eu sorri de lado, e ele bufou. 

— Isso é mesmo relevante? 

—Pra você não?–Perguntei, ligeiramente desapontada. 

—Sinceramente? –Ele franziu o cenho. 

—Não precisa responder.–Fechei a cara. 

—Ana.. 

JÚLIA

—Ana Júlia.–Implicou. 

—Me solta..–Tentei me desvencilhar de seu aperto que se tornou mais forte. —Me solta, Bruno. 

—Não! 

—Me solta, me deixa em paz. –Eu resmunguei. 

Saí de seu colo sem muita dificuldade e me vi caminhar–Vulgo correr em direção ao meu quarto. 

Que idiota! 

Quer dizer então que era só isso? Atração? Mas é claro, oras… o que mais seria? Não é isso o que eu sinto por ele? Tesão, e atração por sua beleza física? Ah, droga! Porque maldições estou irritada pelo simples fato de ele não admitir que rolou sim, um clima? AH! que idiota! 

Fechei a porta e me joguei de bruços na cama. Esperando, com vontade, que ele não viesse em meu encalço. Mentira, eu queria sim que ele me seguisse, mas conhecendo seu orgulho ele nunca viria. Ou será que viria? 

Ah, droga, eu deveria parar de pensar nessa merda antes que pirasse na batatinha. Deveria esquecer aquela merda de beijo que oh, perfeição. E seguir, indiferente, como se nada tivesse acontecido. 


           POV's Bruno

DROGA! 

Cansado de berrar e não obter respostas após ter sido deixado no meio do corredor feito um bebê chupando dedos com cara de idiota, abri a porta de seu quarto me deparando – Para minha surpresa, devo ressaltar, com uma Júlia deitada de bruços resmungando coisas inaudíveis. 

Me aproximei com cuidado o suficiente para não assustá-la e me sentei na pontinha da cama coberta por um edredom branco e cinza. A vontade que eu tive de meter a mão em sua bunda em evidência pelo short jeans curto foi tão grande que me fez engolir em seco pensando no que ela faria como consequência. Ao invés de satisfazer meu prazer tentei deixá-la mais calma. Júlia se tem demonstrado insuportavelmente mais sentimental a alguns dias e eu não sei lidar com isso. 

Sei, devo dizer, que ela notou minha presença mas não se moveu em momento algum para me encarar. Sua respiração estava ofegante a todo o momento, e senti que ela tremia quando levei minha mão a sua cabeça bagunçando seus cabelos como uma mania antiga que evidenciava a intimidade que já tivemos um para com o outro. Não sabia dizer, segundos depois, se estava ou não arrependido de realizar tal ato. Mas não voltei atrás. Não conseguiria, mesmo que tentasse. 

—Sim...–Com a voz rouca sussurrei, simples, antes que me perdesse na busca por palavras longas e explicativas. –Você sabe.–Essa última frase saiu quase inaudível até para mim. 

—Não quero que diga isso por pena. –Ela deu de ombros, demonstrando-se alheia. Segurei um pequeno riso. 

—Mas que mulher complicada!–Suspirei.—Eu não tô sentindo pena de você. Do contrário, o que eu tô sentindo é algo muito diferente e se denomina tesão. 

Provoquei. Vi quando ela falhou na respiração e virou o rosto para o lado, a fim de conseguir melhor contato com o ar, creio eu.(?)

—Menos ainda eu quero que me diga coisas apenas com pura intenção de concluir seus objetivos sujos. Não combina com sua aparência fazer de tudo por sexo. –Soltou. 

Oh, eu literalmente não esperava por essa. Suspirei, escolhendo bem as palavras que usaria em minha próxima frase. Não queria correr o risco de ser mal entendido e sinceramente, minha cueca ainda apertava uma enorme ereção nos países baixos. 

—Nem por um e nem por outro. Eu..droga!–Gemi baixinho, irritado comigo mesmo– Eu me sinto um completo idiota por dizer essas coisas. Você sabe que eu não vou conseguir admitir. Por que insiste em perguntar se sabe a resposta? 

—Hmn– Ouvi quando Júlia bufou, em contradição ao curto falar. Parecia chateada, mas duvido que tanto quanto eu. De seus cabelos minha mão direita escorregou para seu ombro e então costas, alisando a pele macia. 

—Preciso te sentir.–A verdade contida nessa pequena frase de três palavrinhas apenas, creia, era esmagadora. Eu não aguentava mais. 

Física e mentalmente. Era uma tortura fitar aquele corpo sem tocar. Olhar aquela boca sem poder beijar. Por um segundo de loucura deixei meu corpo falar e não me arrependi. Eu queria dar a ela e provar mais, muito mais que aquele beijo. Cogitar a ideia de vê-la negar essa proposta me deixava aflito. Mas felizmente, me surpreendi –um surpreso bom– quando ela se virou e sentou na cama, coçando os olhos com as costas das mãos antes de me encarar. Deu um muxoxo típico de sua pessoa e sussurrou tão baixo que eu até me recusei a acreditar ter ouvido. 

—E eu preciso de você. 

Caramba! Pera que agora ninguém me segura não. 

Eu só me contive no ímpeto de correr em sua direção e agarrá-la quando minha mente me alertou sobre futuras desilusões amorosas. Então, tudo o que fiz foi ensaiado por minha razão a contragosto dos sentimentos. Me permiti amá-la, mas sem crer ser amado por ela. Escondendo os sentimentos como sempre desde os últimos seis meses, em um canto escondido do meu coração. Atuando como o cara que só enxergava seu corpo e não sua alma. 

Esperava, com veemência, que ela enxergasse através de atitudes porque havia muito ali do que eu mesmo me negava a declarar com os lábios. Eu a amava. Amei, desde a primeira vez. Desde o primeiro beijo. 

Quando minha boca teve livre acesso ao seu corpo eu me senti feliz e furioso. 

Ela era tão linda, tão especial, estava tão vulnerável, tão sincera, tão sentimental, tão entregue… tão… tão minha.. que dava raiva imaginar outro alguém tocar esse corpo que eu agora possuía como se fosse meu pertence de valor. Ela não podia ser de outra pessoa. Não podia. Esmurrei o colchão e Júlia me soltou, no exato momento, assustada demais, eu diria.

—Eu… fiz algo que não gostou?–Indagou, visivelmente apreensiva e eu quis sorrir.—Talvez você prefira… 

—Eu tô amando do jeito que tá. –Respondi naturalmente, com a voz carregada por uma malícia que eu mesmo não reconheci quando puxei suas pernas para que ela as entrelaçasse em meus quadris. 

—Mas.. 

—Estava pensando em outra coisa, não se preocupe com isso. 

—Ótimo,–Seu humor mudou de forma drástica, eu deixo isso bem claro.– é muito, ressalto, MUITO bom ter relações sexuais com alguém que fica pensando em outras coisas ao invés de se concentrar em te dar prazer.–Resmungou. 

—Você poderia largar mão de ser encrenqueira as vezes, sabia? 

—Aish..–Ela pareceu ofendida e me deu um tapinha no ombro. —Eu disse mentiras? 

—Não, mas poderia não ter estragado o clima ficando de boquinha beeem fechada.–Sorri torto, antes de sugar seus lábios outra vez. 

— No que estava pensando?

—Que?

—No que você estava pensando?

—Eu, an… nada demais. 

—Você é um péssimo mentiroso. 

—É, eu sei, você já me disse uma vez.

—Não vai mesmo me contar? 

—Não acho que é o momento certo. 

—Affe! 

—Além do mais, pra quem tava reclamando de "pouco prazer" você está mais falante do que realmente é. Gosta de conversar durante o sexo?–Perguntei, notoriamente curioso, por ser nossa primeira vez. Vi quando Júlia corou.—Só te vi tão tagarela quando...–Deixei a questão no ar. 

—Eu estou nervosa. –Não creio. 

—Porque? 

—Puts, é você, não é Bruno? 

—Não entendi. 

—Meu amor de infância.–Ela soltou e murmurou algumas coisas que não entendi como se estivesse irritada consigo mesma por falar o que não deveria. 

—Q-que? 

—Nada! –Ela suspirou. 

—Ok.. se você diz.... –Eu não pude disfarçar a surpresa.

—Menos papo mais ação, né? –Como se isso fosse possível ela se aproximou mais de mim, e senti uma de suas mãos na barra de minha camiseta. 

—É..–Sorri com a audácia e mordi seu lábio inferior, de propósito para ouvir seu gemido abafado que constatei, era uma delícia. 

Não demorou para que ela tentasse tirar minha camiseta com dificuldade. Eu ri. 

—Você é muito grande!–Resmungou.  

—Você ainda não viu nada.–Maliciei, jogando a peça de roupa longe em segundos ao tirá-la do corpo. 

—Você anda muito perigoso pro meu gosto.–Bufou, em referência ao que eu disse. 

—Achei que gostasse de homens perigosos. 

—Gosto de você, pelo que é. 

—Não vamos entrar nesse assunto porque você sabe bem que ele é a causa dessa drástica distância entre nós dois. 

—Mas… 

—Agora eu sou assim.. do jeito que você está acostumada. Não espere além ou menos que isso. 

—Agora é assim...sei.–Ela resmungou.—Só comigo, né?

—Você quer mesmo ter uma DR agora? 

—Temos uma relação por acaso? –Ela estreitou os olhos.

—Não, nós não temos uma relação. 

—Pudera! Até nisso você mudou. O Bruno que eu conheci, jamais me deixaria exposta se não tivesse a intenção de..

—O Bruno que você conheceu...–Cortei-a antes que pudesse terminar de falar.—Mudou, e agora eu sou assim.  

—Tá..–Ela respirou fundo.—Vamos esquecer esse assunto. –Eu sorri. 

Não demorou muito para que a deixasse sem blusa também. 


Notas Finais


E então? No próximo capítulo vocês verão mais, a respeito dessas cenas mais íntimas deles.

Como já dito, havia todo um assunto inacabado no capítulo anterior. Eu não podia simplesmente jogar algo como "a gente discutiu, nos beijamos, e fomos pra cama onde quase discutimos outra vez." Não, não é assim tem que haver sutileza.

Bem, o que me dizem?
E esse Pedro, e o Julien?
Acham que o Julien vai implicar com esse novo jeito do Bruno em relação a Júlia? Ele parece até que é irmão dela, né? O Pedro tá de boas, pelo que vimos.

E quanto a isso do Bruno não querer acreditar nela sobre o amar? E esse lado sentimental dela,o que dizem? Preciso trabalhar muito nisso. Mas... E sobre a relação futura deles? Teorias? Quem será que vai sair magoado? O Bruno era amor se infância dela, né? Revelações, hehe! Até o próximo, mores!

Obrigada por cada favorito! ♥️😌 Amo o6


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...