História Pretérito Imperfeito - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Allbulletproof, Bts, Drama, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Parkjimin, Romance
Visualizações 527
Palavras 3.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo de transição bebês, então sinto que não ficou grande como eu queria. Só que ele é extremamente importante! 💞

Capítulo 9 - Tempos e Sabores


Fanfic / Fanfiction Pretérito Imperfeito - Capítulo 9 - Tempos e Sabores

— ...Eu posso ter esquecido de você, de nós. Porém, eu não esqueci do meu caráter.

Uma explosão fez-se dentro de Jimin, porém, embora a bomba fosse algo indecifrável, era como se a paz tivesse  alastrado-se por um mero segundo ao ouvir aquelas palavras do marido, que mantinha-se estático olhando para seus exames. E não se engane, aquelas palavras não fizeram com que tudo ficasse bem, muito pelo contrário, deixou-lhe ainda mais sensível a tudo. Claro, Jimin conhecia o caráter de Jungkook, tão bem quanto ele mesmo, mas não possuía garantias quanto aquilo. Portanto, suas mãos seguraram com força o cobertor, desatando em lágrimas, soluçando e saindo da cama, correndo até o banheiro, cheio de sensações estrondosas.

Agoniado, abrira a tampa do sanitário, colocando tudo para fora, chorando e perguntando-se quando aquela angústia acabaria, porque afinal, nada estava bem. E sabia que, por mais que as coisas ficassem melhor, continuaria não estando bem, porque a felicidade não curaria suas dores, tampouco suas inseguranças. Jimin gostaria de estar vomitando seus dias ruins, seu casamento fracassado, seu marido sem memória e o amigo dele. Jimin gostaria de ser forte e fugir dali, ou simplesmente voltar no tempo. Então, quando sentiu as costas serem afagadas, seu coração disparou, soltando o sanitário e jogando-se nos braços do marido, mesmo sabendo que aquilo deveria ser estranho para ele.

No entanto, Jungkook não recuou. Jungkook abraçou-lhe com carinho.

Jimin ficaria bem, então?

— Não aguento mais… — Não pretendia confessar aquilo a Jungkook, mas simplesmente deixou sair, porque querendo ou não, ele ainda era seu único porto seguro. Segurou com ambas as mãos o braço dele, enterrando o rosto na camisa branca de algodão, chorando e despejando as lágrimas ali. E fora acolhido bem, porque seu marido deu espaço para que o seu corpo aninha-se perfeitamente ao dele — Por que? Por que tudo está assim? Por que tudo está tão difícil de suportar? Eu me sinto sozinho, Jungkook… Não tenho mais você.

Eram tantos porquês. Nenhum possuía resposta.

— Sinto que fui egoísta em ter te deixado só… Mas eu estava tão confuso e perdido, que achei melhor me afastar em vez de fazer ou falar algo que viesse a te magoar — A voz de Jungkook saíra baixa, enquanto as mãos dele passeavam por suas costas, então escutou um suspiro triste, ajeitando-se melhor para escutar — Estar comigo só poderia te fazer mal, por eu não lembrar de nós… Por isso senti medo, medo de errar com você. Mas, ainda assim, acabei te magoando com palavras.

Era isso? Medo? Jungkook sentia medo? Jungkook era humano também, certo?

— Por favor, não me deixe só… Sei que você não lembra de nós e deve ser difícil estar comigo. Mas, só não me deixe só — suplicou exasperado, quase perdendo o fôlego por ter pedido aquilo, sentindo medo de ser recusado, sentindo medo que Jungkook fosse embora outra vez. Jimin não queria perdê-lo, porque confiava nele de qualquer forma. Era seu marido, era seu amor, seu primeiro amor. E não seria Henry que tiraria Jungkook dele.

— Não irei a lugar nenhum, Jimin… Porque meu lugar é aqui, ao seu lado.

• • •

Fora inusitada a forma como Jimin conheceu Jungkook e, tão inesperadamente, os corações encaixaram-se, como se fossem destinados um ao outro — e de fato eram. Estavam a quase cinco meses conversando, desde do fatídico dia em que Jimin perdera aquele concurso, mas que de qualquer forma, trouxe algo bom; trouxe Jungkook. Embora morassem em bairros distantes, os dois sempre se viam pessoalmente e frequentemente, no entanto, aquela relação não era aprovada pelos pais de Jimin, porque achavam que o filho não teria futuro nenhum com o rapaz. Todavia, os sentimentos deles foram bem mais fortes do que os impedimentos que surgiram ao longo do caminho.

Os pais de Jimin eram grandes empresários, consequentemente, ele tinha tudo ao alcance; boas escolas e oportunidades, boa vida, um futuro brilhante por assim dizer. De certa forma, todas aquela riqueza nunca foram motivos para Jimin se deslumbrar com uma vida perfeita, porque seus sonhos não se encontravam no dinheiro ou em tudo o que possuía. Então, aos poucos, tudo fora sendo tirado dele, porque seus pais fizeram-lhe escolher entre Jungkook e eles. Embora que, no fundo, escolhas deveriam ser feitas, Jimin desejou não ter que escolher, desejou que seus pais aceitassem que mesmo não tendo dinheiro ou status, Jungkook ainda era um bom rapaz.

— Jimin… Jimin… — Impaciente, seu pai balançou a cabeça, jogando o jornal em cima da mesa de mármore. Jimin estava pronto para ir contra ele, estava pronto para impor suas vontades — Você apenas está perdendo tudo conosco, porque desobediência não leva a nada.

— Appa, não é desobediência! Eu apenas quero que o senhor entenda que meu namoro é sério, não é uma diversão — rebateu, um tanto choroso, porém continuou firme. Seus pais não conseguiam aceitar seu namoro, muitos menos o fato de que cinco meses era o tempo que se conheciam. Jimin não soube recusar o pedido de jungkook, porque estava apaixonado, mesmo em pouco tempo. Então, eram três meses namorando e, tudo estava bem. Eles foram feito um para outro, de qualquer forma. Era assim que pensava.

— Sério? Você está de brincadeira comigo, criança? O que aquele garoto tem a te oferecer?  Ou vou acredita que terá ao lado dele, tudo o que tem conosco, seus pais? — O homem gritou, batendo as mãos na mesa e massageando a testa em seguida — Escute bem, eu não quero que volte a vê-lo. E isso não é mais um pedido, é uma ordem!

— Eu não quero o dinheiro de vocês! Isso não importa mais do que estar com quem eu amo! — Pela primeira vez, Jimin gritou com seu pai, então sua mãe apareceu um tanto assustada porque era realmente algo novo toda aquela exaltação da parte dele — Vocês nunca pensaram realmente na minha felicidade. Eu não sou um bichinho de estimação, eu tenho vida, tenho vontades.

Seu pai riu, incrédulo, levantando da cadeira irritado e sem paciência.

— E o que você sabe sobre o amor, Jimin? Você e aquele garoto não sabem nada sobre o amor, muito menos sobre como é ter um relacionamento de verdade. Você acredita que serão felizes para sempre? Não existe contos de fadas, não existe eternidade. No primeiro momento, tudo será lindo como rosas, mas espere pelas dificuldades, porque todas elas surgem para derrubar essa fantasia maluca.

Enquanto sua mãe assistia tudo um tanto acuada, Jimin chorava por não ser compreendido. Que mal tinha amar alguém? Ele havia acabado de completar dezoito anos, então, porque estavam o proibindo de namorar Jungkook? Jimin apenas queria que tudo desse certo para eles e, naquela hora, pouca importava a opinião de seus pais, muito menos a vontade deles. Se fosse preciso para estar com o namorado, faria qualquer loucura, faria de tudo para seguir com aquele namoro, com aquele amor puro que sentia. Ah, Jimin… Se você soubesse que o tempo é sábio, que se tivesse escutado seus pais, tudo ficaria bem, porque no futuro eles aceitariam aquela relação. Jungkook seria piloto, ele seria dançarino e os dois teriam maturidade para encarar um casamento.

Jimin não deu ouvidos ao tempo. Jimin adiantou o tempo. Jimin não teve paciência com o tempo.

Dê tempo ao tempo, Jimin. Espere o tempo. Converse com o tempo. Observe o tempo. Deixe que o tempo traga, leve, resolva e transforme.

Jimin esquecera que o tempo existe.

Aquele fora o último dia que Jimin viu seus pais, antes de fugir de casa. Talvez tenha sido a pior decisão da sua vida, não porque escolhera Jungkook, mas sim porque seus pais eram seus pais, as pessoas que mesmo um tanto irredutíveis, deram-lhe tudo e fizeram de tudo para que ele possuísse uma boa vida sem dificuldades. Jimin era imaturo, assim como Jungkook também era, no entanto, continuaram juntos mesmo quando todos diziam que era loucura, mesmo quando o tempo alertava-os de que era cedo demais, jovens demais para encarar uma vida a dois. E o amor para eles ainda era novo assim como eles, o amor era uma intensa descoberta de sensações e diferenças, de pontos delicados que precisam de cuidado. Ah, o amor era tão complicado, mas não por causa do sentimento em si.

Jimin e Jungkook não souberam amar da forma certa.

Jimin e Jungkook não souberam lidar com o amor.

Jimin e Jungkook não souberam seguir com o amor.

— Não me deixa, por favor — Jimin suplicou, deitado ao lado de Jungkook na cama de solteiro dele. Era de madrugada e sabiam que pela manhã teriam que lidar com os pais do rapaz. No entanto, estavam apreciando a companhia um do outro, enquanto Jimin chorava com medo do futuro — Eu preciso de você mais que tudo, agora — Jungkook beijou sua face, sorrindo e acariciando suas bochechas, puxando o cobertor por conta do frio que se fazia naquela madrugada de chuva.

— Não irei a lugar nenhum, Jimin… Porque o meu lugar é aqui, ao seu lado.

• • •

Na cama, Jimin mantinha-se em cima de Jungkook, deitado em seu peito, agarrado a camisa dele com medo de que ele se fosse outra vez. Não importava mais se causaria confusão no marido com aquela aproximação, apenas queria aliviar aquele sentimento de solidão de si. E ninguém ousou em atrapalhar, porque ficaram horas naquela posição, onde Jungkook, carinhosamente afagava suas costas, vez ou outra cantando melodias lentas. Jimin estava em paz, tê-lo ali era o suficiente por hora, então aproveitou o máximo que pode e, de vez em quando e sutilmente, arrastando o nariz pelo pescoço dele. Seus dedos estavam doloridos pela força que usava em agarrá-lo, mesmo assim, continuou ali até que adormecesse novamente — já que seu sono era algo constante.

Ele acordou sem Jungkook, quase voltando a chorar, se não fosse pelo abraço que Seokjin lhe dera, como forma de dizer que tudo ficaria bem.

— Está melhor, meu bebê?

— Uhm… — murmurou, observando o amigo pousar uma bandeja com um prato de soja, pão, suco e algumas frutas na cama — Cadê o Jungkook? — perguntou, um tanto triste por achar que ele havia ido sem se despedir.

— Está na cozinha meu bem, foi ele quem preparou isso para você — Seokjin lhe respondeu, tirando a mecha ruiva de seus olhos, sorrindo docemente — Aliás, você está se alimentando mal, Jimin… Precisa comer de três em três horas. Seu bebê precisa de nutrientes para nascer saudável.

Um tanto pensativo e sorridente por dentro, por ser a comida de Jungkook, ele suspirou assentindo.

— Estou sendo um péssimo pai, não é? Summer merece mais do que posso dar — Jimin respondeu sincero, levando uma colher com o caldo até a boca, deliciando-se com o sabor, porque Jungkook era um ótimo cozinheiro — Eu tenho tanto medo, Jin.

— Eu sei que é difícil pensar no futuro, ainda mais com tantos problemas… Mas você precisa ser forte, Jimin. Não se ache fraco ou incapaz, porque seu bebê terá a nós e principalmente a você — Ele não era forte e nunca seria, porque toda a força que tinha era de Jungkook, porque seu marido quem sempre esteve ali, aguentando e guiando seus passos. Jimin estava perdido naquela estrada. Jimin possuía vinte e seis anos, mas ainda era uma criança aprendendo a andar.

Terminou de comer em silêncio, enquanto Seokjin aproveitou para arrumar um pouco o quarto, já que Jimin não podia fazer tanto esforço. Depois de esperar um tempo, resolvera tomar um banho para relaxar, pois seu corpo ainda estava dolorido da tensão e do ataque de ansiedade de mais cedo. Seokjin deixou-lhe no banheiro, então, Jimin despiu-se em frente ao espelho, ficando com sua boxe, analisando seu corpo que mudava a cada dia. Sua barriga com certeza crescia a cada dia e, ele surpreendeu-se o quanto já era aparente em tão poucos dias. Baixinho, ele ria do quanto seu umbigo estava engraçado, saltando para fora, assim como era engraçada a forma arredondada — tão adorável aos seus olhos.

— Você está fofo… — Pulou com a voz, colocando a mão no peito e podendo ver Jungkook com os braços cruzados e apoiando no batente da porta do banheiro. Jimin não sentiu vergonha, era acostumado em estar daquele modo na frente dele, no entanto, ainda era estranho.

— Summer está crescendo rápido… Achei que demoraria mais — Jimin murmurou, ainda concentrando em acariciar sua barriga de cinco meses, quando sentiu as mãos de Jungkook em sua cintura, indo de encontrando a protuberância fofinha.

— Summer… — A voz de Jungkook batia rente a sua orelha, o que o fez fechar os olhos e relaxar, enquanto as mãos do marido ainda faziam um carinho lento em sua barriga — ...Esse é o nome do bebê?

— Esse nome… É especial para nós e, eu sei que você não lembra, mas ainda assim é especial — respondeu, de olhos fechados e encostando-se nele, deixando a cabeça nos ombros largos — Sinto sua falta… Falta de nós — Jimin começaria a chorar novamente, mas Jungkook virou-lhe, segurando sua cintura com uma mão e a outra segurou delicadamente seu pescoço, forçando o contato visual.

— Não chora… Por favor, não chore! — Como não chorar quando se tinha aquela voz rouca quase implorando? Como não chorar com aquele contato ou o perfume dele? Jimin queria chorar sim, porque estava sensível, porque ele estava uma bagunça por dentro — Eu… Posso fazer algo que sinto vontade? — nesse instante, Jungkook sussurrava em seus lábios, que tremiam ansiando pelos lábios dele.

— Uhum… — Então, Jimin murmurou de olhos fechados, amolecido nos braços de Jungkook, que segurava sua cintura e juntava os corpos com calmaria. E pareceu que o mundo havia parado, o tempo estava repousando enquanto os lábios chocavam-se  cheios de sentimentos.

Era intenso, dolorido e confuso.

Não era mais que um selinho inicialmente, mas aquele beijo tomou proporções quando as línguas envolveram-se com paixão. Jimin choramingou, deixando uma lágrima cair, porque seu peito doía imensamente com a sensação de tê-lo. As suas mãos agarraram a camisa de Jungkook, porém logo tirou, rodeando os braços em volta do pescoço dele. Uma vez que o ar faltou, as testas foram coladas, mas Jungkook pareceu não estar contente, voltando a tomar seus lábios com fervura, puxando e apertando seus quadris, antes de abraçá-lo com ternura. E aquele beijo possuía sabor de amor, porque era doce e quente; ele possuía sabor de saudades, porque era intenso e inexplicável.

Aquele beijo possuía sabor de tempo, porque era cicatrizante e anestésico.

— Eu amo você… — Jimin sussurrou ao fim do beijo, respirando quase sem ar. Talvez fosse cedo demais para dizer aquilo para alguém que havia perdido a memória, mas sentiu que precisava dizer de qualquer forma — Nós… Amamos você.

Summer havia chutado.

Summer era o elo deles. Summer era o laço e a cola deles. Summer era o recomeço deles.

Summer era a Junção do amor de Jimin e Jungkook.

[∞]

— Preciso que tente confiar em mim — Jungkook pediu-lhe, olhando em seus olhos de forma intensa. Os dois estavam deitados de lado, um de frente para o outro, apenas em silêncio até então — Sei que não mereço isso, mas é tudo o que eu te peço… Que confie em mim. Eu vou resolver isso, ok?

— Doeu… Ouvir aquilo dele doeu — Jimin confessou, fechando os olhos e lembrando das palavras de Henry — Ele sempre tentou tirar você de mim e, sei que talvez não acredite nisso… Mas ele tentou de todas as formas. Eu tenho medo que ele consiga isso algum dia.

— Jimin, isso aqui… — Seu marido pegou sua mão esquerda, tocando a aliança que carregava — …É a prova de que eu te escolhi em vez dele. E por mais que minha memória esteja perdida, tenho a certeza de que se nós nos casamos, foi porque eu te escolhi para estar ao meu lado pelo resto da vida.

— Meu pai disse que eternidade não existe… — Jimin falou baixo, respirando devagar, enquanto seu marido ainda segurava suas mãos — ... Que o felizes para sempre era uma fantasia maluca.

— A eternidade irá existir enquanto estivermos vivos, Jimin… E a felicidade é questão de perspectiva — Jungkook respondeu com a voz serena, quando entrelaçou seus dedos, apertando-os com firmeza — Tenho certeza que nós éramos felizes, embora que existissem  dias ruins.

— Eu era feliz quando você cozinhava para mim — Jimin divagou, sorrindo ao lembrar dos dias que o marido cozinhava para si, enquanto ele apenas observava, sentando na bancada da cozinha, apreciando-o de forma apaixonada.

— Então, você foi feliz hoje? — Jungkook questionou-lhe risonho, e ele assentiu em resposta, porque a sopa realmente lhe fez feliz naquele dia, porque tinha sabor de bons momentos — Tem mais… Mais motivos pelo qual te fiz feliz?

— Eu era feliz ao escutar sua risada gostosa de quando me fazia rir. Eu era feliz quando você ficava irritado com a minha lentidão. Eu era feliz quando você fazia massagem nas minhas costas, ou quando dizia que meus pés eram fofos e tentava mordê-los. Eu era feliz quando você me chamava de mochi ou baby, ou quando ficávamos nos olhando por segundos infinitos. Eu era feliz quando podia apreciar seu rosto ao acordar, porque você fica incrivelmente fofo com carinha de sono — Jimin passou a listar os motivos, de olhos fechados e voz rouca, quase se entregando ao sono — Eu era feliz quando fazíamos amor e você dizia o quanto eu era lindo. Eu era feliz com seus beijos de bom dia, ou com os seus abraços repentinos. Eu era feliz quando você dizia “Eu Te amo” baixinho, ou quando apertava as minhas bochechas. Eu era feliz quando você me irritava, ou quando tentava tirar a minha tensão com suas brincadeiras. Eu era feliz até mesmo ao te ver sorrir, porque só assim eu sabia que você estava feliz também.

— São muitos motivos… — Jimin finalmente abriu os olhos, um tanto acanhado por ter falado tudo aquilo. No entanto, ao ver o sorriso contente de Jungkook, acabou por sorrir também com as bochechas rubras, abaixando o olhar por estar envergonhado — … E eu gostaria de lembrar de todos eles.

— Eu era feliz quando você me abraçava de noite e cantava para eu dormir, porque sempre tive medo da noite, por sentir ansiedade pelo amanhã. Sua voz sempre me acalmou. Você sempre foi meu porto seguro e eu tive medo de perdê-lo naquele acidente, porque sinto que a toda culpa foi minha e… — Sua fala fora interrompida quando começou a chorar, então Jungkook abraçou-lhe, fazendo a calmaria voltar, porque parecia que a paz estava nos braços dele, escutando a voz dele.


“Era um dia, assim como qualquer outro dia. Eu era um garoto, assim como todos os outros garotos.

Mas quando uma garoto, diferente de qualquer um que já tinha visto… Saiu como de um sonho e entrou no meu mundo.

Pode ter sido a brisa de verão, brincando com os cabelos dele. Enquanto o sol dançava em seus olhos… Nós ficamos ali. 

Ele sorriu, eu esqueci o meu nome, porque tudo do qual eu estava pensando que talvez eu esteja louco, mas estou orando para que um anjo me ame.”

Eu sou feliz pelo simples fato de você existir, Jimin… E eu prometo consertar meus erros, assim como desejo conquistar o seu amor e sua confiança outra vez.” Jimin já não estava tão acordado, mas aquelas palavras soaram tão baixas e sinceras, parecendo um sonho. Sim, ele estava sonhando naquela altura, e era um sonho bom. Portanto, seu coração aqueceu e palpitou rápido, mesmo sabendo que aquelas palavras não tivessem sido ditas verdadeiramente.

Jungkook continuava sem memória deles.

Jimin continuava amando-o apesar de tudo, descansado naquele amor.

E aquele abraço possuía sabor de amor e, aquele amor possuía sabor de tempo.


Notas Finais


Capítulo passado vocês deixaram algo passar, porque ninguém comentou sobre. Mas eu também não vou dizer porque sou má kkkkk 💞

Eu acho que ninguém vai querer me matar hoje, porque esse capítulo foi dedicado 100% a eles. Eu mereço muitos "eu te amo" hoje, obrigada, de nada. 😁💞

Seguinte, próximo capítulo é importante: quem adivinha sobre do que se trata?

FOCO AQUI: Eu tô muito feliz com o feedback de vocês. Sempre recebo mensagens de ansiedade sobre quando vou postar próximo capítulo. Vocês amam muito essa fanfic e eu também. Fico tão feliz com tudo isso! 💞

A música que o Jungkook cantou: https://youtu.be/0cO_UNtX4Bk

ENTÃO, gostaram? Espero que sim! Nem falei pra ninguém que postaria hoje porque queria pegar vocês de surpresa, não sei se deu certo, mas é isto. AMO VOCÊS BEBÊS! 💞


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