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História Preto, Definitivamente, Não É Sua Cor... - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bem, eu não consigo me manter só em um. Mas espero que vocês gostem e leiam, e principalmente, gostem da leitura.

Vai entender o próximo e último capítulo se ler esse. Vai ter uma ou duas referências, será postado nessa semana mesmo. Então não precisem ficar se perguntando se eu realmente vou levar além. Porque querendo ou não, eu vou.

( Não revisado )

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Preto, Definitivamente, Não É Sua Cor... - Capítulo 1 - Capítulo 1

Estava tudo quieto demais. Tão quieto que a única música que tocava fazia presente como forma de calma. O ar naquele quarto estava tão calado que a música que tocava no Mp4 servia como facas que esfaqueava o silêncio de uma forma graciosa.

Harry desvencilhou dos braços do namorado um pouco depois em que a Lana Del Rey havia acabado mais uma de suas encantadoras obras, o que para Harry não é apenas uma música. Não qualquer música. Ele sempre repetia essa frase quando alguém ficava contra seus argumentos de uma boa música à ser ouvida. Lana Del Rey com certeza é uma grande inspiradora.

A maioria de seus desenhos é baseado em frases em que o tocava.

Se levantou quando a música Million Dollar Man iniciou naquela batida lenta e inconscientemente ele começou a mexer os quadris enquanto caminhava até o guarda-roupa. Seu pé quente que até esse momento estava abaixo do cobertor grosso e aconchegante. Na sintonia em que a voz dela tomava o ambiente, ele abria a porta e do meio de duas gavetas se encontrava uma bolsa de esmalte, quase como um mini-kit para unhas. Harry pegou a bolsa e voltou rapidamente para o sofá.

— O que está fazendo? — A voz do namorado encostou em seu ouvido e não foi algo bom. Pois quando essa voz rouca e, normalmente, áspera se misturava com a de sua ídolo tudo em seu corpo causava tremores e frios. Nunca mudaria. E o moreno se sentia satisfeito por Draco ainda não saber seu ponto fraco, seu outro ponto fraco.

— Vou pintar as unhas. — Harry riu e virou todo o produto que preenchia sua bolsinha de primeiros socorros de unha no sofá. Ele tinha afastado a coberta, então estava tudo bem. — Por quê? Você quer?

— O quê? — Harry não estava olhando para sua cara, mas sabia, perfeitamente, que o loiro havia arregalados os olhos. — Eu não vejo necessidade de pintar as unhas. — Uma irritação provocou a cabeça de Harry e o moreno sendo influenciado direcionou seu olhar verde-fogo para o namorado. — Quer dizer, eu não gosto de pintar as unhas. — Revirou os olhos. Draco sabia que com os gosto do namorado ninguém mexia. Então optava por falar a frase que seu namorado mais achava aceitável. Depois de tantas tentativas acertou. Tais como; "Eu não vejo necessidade nisso", " Não tem motivos para isso", " É muito chato isso" e "Querido, me desculpe, mas isso é tolice".

Claro. Com "isso" ele quer dizer tudo que criticou nos gostos do namorado. De música até paladar. Porque para Draco, o namorado bonitinho e certinho, mostarda com Ketchup é um crime.

— Acho bom. — Harry voltou sua atenção para a frente e examinou as cores.

Normalmente tinha três verdes, dois azuis, dois vermelhos, sendo um cereja e outro morango, um rosa-claro que quase se confundia com branco-prateado, um cinza, um prateado, um dourado, um transparente com corações azuis e estrelas prateadas e — o que sempre contava por fim — dois pretos, um noite e outro ônix.

Mas faltava três esmalte e Harry deu falta.

— Vai fazer o quê? — Cuidadosamente o loiro se pôs a falar. Ele esticou a mão para pegar o esmalte mais próximo e sem querer seu braço pousava em cima do ombro de Harry.

— Pintar as unhas. — Harry respondeu novamente.

— Mas o quê? — Em um sinal de irritação subindo de nível, Harry empurrou o braço de Draco. O loiro conseguiu pegar o vermelho. Apoiou os pulsos nos ombros de Harry com o esmalte na nuca, aproveitava que Harry estava com a cabeça abaixada.

O moreno estava entre as pernas de Draco, aproveitando o calor do seu peito, um calor natural ao ponto de esquentar as costas de Harry e percorrer para sua barriga. Mesmo com o ar-condicionado ligado e o tempo chuvoso lá fora.

— Sei lá. — Proferiu enraivecido deixando com que o clima entre os dois ficassem tensos. — Talvez meu homem de um milhão de dólares. — Riu ao notar como o loiro ficou enchendo seu ego.

— Eu tenho um milhão de dólares. — Falou com um tom insidioso. Afinal, até o Harry queria saber como qualquer adjetivo virava um tom de voz para Harry. O esverdeado encarou seu rosto e Draco não pôde fazer nada além de esconder seu rosto no torço do pescoço do namorado, ele estava fugindo. — 'Tá! Meus pais têm um milhão de dólares.

— Exato. — O moreno largou seu olhar presunçoso sobre o namorado e voltou a prestar a atenção na seleção de esmalte e esperar que a música infiltrasse em seus ouvidos. Logo pôde pegar um refrão da música Be My Daddy, também de Lana Del Rey. — You can be my daddy tonight, night, night/ I'm neon phosphorescent/ Open like a Christmas present, now/ You can be my daddy tonight, night, night/ If you're seeking heaven/ Then you wanna come and get it, get it...

— Mas qual o problema? — Interrompeu o refrão preferido do namorado. — Vai ser herdado a mim.

— Vai ser herdado, ainda não é seu. — O moreno justificou, voltando a cantar a música. Pegou o esmalte selecionado e passou no dedão dando o começo de dois dedos pintados e um algodão banhado em acetona retirando o verde musgo de suas unhas. Observou as outras cores, ainda teria dois verdes bem brilhosos.

— Mas eu desfruto dele. — Insistiu. Harry desgrudou seus olhos da fileira e, novamente, virou-se para trás. Vendo um biquinho vermelho triste.

— Se fosse assim... — Ficou calado por uns segundos deixando o corpo de Draco ansioso para o que falaria, esperando sua resposta romântica e que seus lábios pudessem beijar aquela boca rosinha. — Eu deixaria seu pai me pegar de jeito.

— Você e essa obsessão pelo meu pai. — O sussurro baixo foi audível, pois Draco pousara o queixo na curva do ombro de Harry. Já fazia um tempo que o namorado alimentava essa idéia, e tinha vezes que Draco tinha que prestar atenção nas palavras que Harry usava sobre seu pai.

" Um dia os dois marcaram de fazer um piquenique na casa de Draco, à beira da piscina. Daria um ótimo dia, porque ao redor da piscina planeava apenas dois pisos de 10 centímetrose distâncias, para que pudesse dá um jeito de que a grama não entrasse na água. Porque depois de 20 centímetros de comprimento a extensão de grama macia detalhava a natureza, como todo quintal inferior e o superficial mostrava. Draco e Harry estavam aproveitando o calor do verão e comemorando seus 6 meses de namoro. A mãe do loiro os olhava da cadeira-deitada-de-madeira, ela que pediu por isso. Fazia questão de conhecer o mais novo romance do filho.

Draco não tem a reputação de ficar só com uma pessoa. Então quando a bomba de que estaria em um caso com alguém surgiu, foi como se finalmente estivesse tendo o que toda mãe queria. Que seu filho amasse.

O moreno estava a ponto de levar o morango aos lábios do loiro júnior. O morango estava entre os lábios. Seus olhos se fechavam e seus narizes se tocavam, o esverdeado fixou ao longe e viu um homem, loiro com os cabelos ondulados que ficavam um pouco acima dos ombros. Mas quando o cara sorriu o moreno se afastou, esticando o pescoço enquanto sentia o morango escorrer por seus lábios e rolar por seu pescoço.

Se inclinou pousando as mãos nas coxas do namorado. Estava ajoelhado, então quando se pôs a se esticar mais, ficou apoiado apenas pelo joelho.

— Uau! — Falou baixo.

— Harry, você deixou o morango cair. — Perguntou pegando um pera, mordeu um pedaço grande e mastigou. Seu namorado estava fixando o olhar atrás de si. Ele tentou virar o rosto, mas a única coisa que viu foi o seu pai retirando a blusa. — O que foi?

— Hã... Nada. — Respondeu, mesmo assim não saiu da posição.

— Sério? — Se afastou para que pudesse segurar os ombros do moreno. — Sabe que você é um péssimo mentiroso, não? — Harry alternou o olhar dos olhos cinzas que se assemelham à nuvens chuvosas para o homem loiro.

— Draco. — Sua mãe o chamou. Os loiros que ali ocupavam o lugar direcionaram a atenção para a matriarca. Os olhos verdes estavam presos demais no físico muscular do homem mais velho que todos ali. — Está na cara que meu genro se perdeu no meu marido barra seu pai. — Harry encolheu os ombros envergonhado. As bochechas pálidas arderam e Draco desviou as densas nuvens para qualquer lugar que não fosse para um deles. O moreno encostou sua testa no torço do pescoço branco. — Não o culpo, Draco também será um perdição para meus futuros netos, Harry também.

— Desculpe. — O homem disse. O loiro maior estava em frente aos dois, apenas de sunga, sunga essa que deveria ser proibida. Foi nesse dia em que o moreno percebia que os Malfoy seria sua perdição. Pois, as sungas da empresa Malfoy marcava todo o circular e a extensão de um certo sexo. Mas apenas em um Malfoy. — Deve ser o Potter, né? O garoto enjoado por sucos de tomate. — A raiva tomou conta de Harry. O moreno olhou para o loiro júnior.

— Desculpa? "

— Às vezes acho que só está comigo por causa dele.

— Pensei que estava óbvio que é por isso que estamos juntos, Malfoy. — Debochou.

— Você é um idiota.

Harry soltou uma gargalhada sem humor. Apenas por ser o clima certo para rir. Pegou o esmalte preto Ônix e retirou a tampa. O pincel foi passado levemente sobre o dedão, logo passando para o indicador.

— Preto? — Questionou contrariado.

— Sim. Algum problema?

— Isso não combina muito com você. — Disse o vendo continuar passar sobre seus dedos.

— O quê quer dizer?

— Que preto desvaloriza seus lábios. — O moreno franziu o cenho e expressou uma expressão divertida.

— Como o preto desvaloriza meus lábios? Não é como se as pessoas o olhassem. Ou olham? — Virou o rosto e sorriu.

— As pessoas sempre te olham, Potter. Você é simplesmente perfeito, ainda mais quando essa boquinha faz maravilhas.

— Eu sei. — Maliciou o sorriso simpático. — Eu posso fazer coisas maravilhosas com a boca.

— Com certeza. — Tentou beijá-lo, mas o moreno desviou o rosto voltando a se concentrar nas unhas.

— Mas você usa preto de vez em quando.

Razão. Draco usa depois de Harry muito insistir. Mas não é sempre que ele faz.

— Somos cores diferentes. — O esverdeado pareceu não entender. Porém não gostou de alguém criticando seu estilo.

— Eu posso usar a cor que eu quiser. — O loiro assentiu não desvalorizando. A música sendo trocada. As unhas do moreno cada vez mais sendo afundada no preto.

— Mas, sério, você não combina com preto. — Mordeu os lábios para medir as palavras. — Tipo, você é mais alegre, combina com um branco, um rosa bem claro ou verde forte. Você é o tipo de pessoa que só tem cores simples.

— Cala a boca, Malfoy.

Passou-se um tempo. Harry já tinha acabado de pintar as unhas e apenas esperava secar. Entretanto, esse plano foi cancelado por um loiro rabugento.

— Quer transar? — Harry perguntou descontraído. Mesmos que falasse como se estivesse perguntando a alguém que quer comer, Harry ainda sentia vergonha por isso. Mas nada importava agora. Ele estava entediado.

— O quê?

— Perguntei se quer transar. — O corpo se debruçou ficando de joelhos e se apoiando no loiro. — Tipo, com fantasia e tudo mais. Colocamos um música de fundo, aí nos pintamos com uma maquiagens super selvagem e fazemos amor. Não vamos transar, vamos fazer amor divertido. Seria legal, sabe?

Draco estava atônito com tudo.

— Tá b-bom. Eu topo. 



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