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História Pretty Boy - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oi pessoal. Trouxe um extra para vocês, para finalizar de vez, Pretty Boy.
Antes de tudo, eu gostaria de agradecer vocês, a quem me deu uma chance e acompanhou do início ao fim. Sou uma entusiasta da escrita, tenho ciência que preciso melhorar muito, e busco isso a cada dia. Não quero desistir de escrever, porque é meu refúgio, é o que faço quando quero fugir um pouco da minha realidade. Então, eu só quero agradecer, pois mesmo não sendo tão boa, vocês me apoiaram e estiveram comigo nessa história. Eu particularmente amo esse plot, e pretendo no futuro reescreve-lo, pois sinto que não o desenvolvi tão bem, como gostaria. Mas por enquanto, é isto.
Muito obrigada por tudo.
Façam uma ótima leitura, espero que gostem desse extra que fiz com muito carinho.

Capítulo 9 - EXTRA: Para Sempre



1 ANO DEPOIS .

 

As cortinas perfeitamente fechadas impediam que a luz do sol atravessasse pelos vidros das janelas e atingisse os rostos adormecidos. Os corpos nus estavam abraçados, não havia espaço para sequer uma agulha passar entre ambos. Dormiam de conchinha e aconchegados no calor um do outro.

Um lençol branco, fino e macio cobria parcialmente a nudez dos corpos, enquanto  a respiração e as batidas dos corações estavam sincronizadas. Os peitos subiam e desciam ao mesmo tempo. Era uma cena pitoresca, parada no tempo à espera de um pintor com a capacidade de pôr em um quadro, além da própria cena, todos os sentimentos que emanavam daquele abraço e se espalhavam pelo quarto, capazes de se tornarem  palpáveis de tão intensos.

 Os dois corpos e corações que se abraçavam haviam, na noite passada, se conectado mais uma vez. Tinham se tornado um, em meio a juras de amor ao pé do ouvido, carícias nas peles quentes, beijos molhados e toques gentis e carinhosos, que por vezes tornavam-se selvagens e intensos. A noite passada havia sido mais uma entre as várias que haviam feito amor até o amanhecer, naquele um ano de união.

 O relógio já marcava meio dia naquele domingo, e o sol a pino do lado de fora, junto com o calor, concordavam com tal horário. Os corpos começavam a suar, pois sequer lembraram de ligar o ar-condicionado na noite passada. O único desejo de  Chanyeol era mergulhar em Baekhyun de corpo e alma, após aquela semana em que esteve ausente, longe do outro, dos seus beijos e abraços.

Tudo em que Park Chanyeol pensava era em ter o Byun Baekhyun em seus braços novamente; amar como um louco aquele ser humano pelo qual se apaixonava mais a cada dia, pelo qual agia como um viciado, dependente do caralho. Chanyeol não se via sem Baekhyun. Os dias, semanas e meses que precisava viajar, ficar longe, eram os piores de sua vida, uma espécie de pesadelo que só passava quando sentia a maciez da pele de Baekhyun sob seus dedos e sua boca. 

O empresário foi o primeiro que, aos poucos, voltou à realidade. Deixou o mundo dos sonhos e lentamente abriu os olhos, direcionando-os à quem tinha nos braços, à quem abraçava com todo o seu amor. Olhou para a face plena do outro, enquanto este ainda dormia calmamente. O peito de Baekhyun subia e descia vagarosamente, os olhos tremulavam enquanto a respiração baixinha e ruidosa invadia os ouvidos do Park e fazia com que seu coração acelerasse. 

Nessas horas ele tinha certeza que Baekhyun era tudo de mais precioso que tinha no mundo, e que não poderia estar em outro lugar, só ali, exatamente ali, deitado com Baekhyun em seus braços, observando ele dormir como o anjo sem asas que era. Park Chanyeol desejava ser capaz de proteger e ser a casa de Baekhyun para sempre, pois para sempre Byun Baekhyun seria sua casa, o seu mundo. Baekhyun não sabia, mas ele era a proteção de Park Chanyeol também. 

 Se aproximando lentamente, Chanyeol colou os lábios na bochecha de Baekhyun e, ao finalizar tal ação, sussurrou um “eu te amo”  meio rouco e bem baixinho no ouvido de Baekhyun, os lábios tocando a cartilagem lentamente. Em seguida, o empresário desceu os lábios devagar pela pele macia do pescoço branquinho, subiu e desceu algumas vezes pela região, até pausar e beijar demoradamente um pouco abaixo da nuca.  Aconchegou Baekhyun em seus braços, apertando a cintura fina como se dissesse através do ato que Baekhyun era seu, somente seu.

Os lábios de Chanyeol desceram até os ombros de Baekhyun, depositando um beijo. Em seguida, aconchegou o rosto na curvatura do pescoço livre de marcas e fechou os olhos novamente, sentindo o aroma gostoso se desprender da pele macia, invadir suas narinas e consumir seus sentidos.

Queria voltar a dormir envolvido naquele aroma, sentindo o calor do outro corpo. Porém sua ação anterior aos poucos despertou Baekhyun, que lentamente piscou os olhinhos inchados devido a recente dormida. O Byun sentiu a respiração de Chanyeol contra o seu pescoço e, ainda de olhos fechados, abriu um sorriso bobo. Levou suas mãos às de Chanyeol, que estavam em volta de sua cintura, e acariciou. 

- Bom dia, amor. – disse, a voz meio rouca pelo desuso. 

-Bom dia... Eu acordei você? 

-Provavelmente. – riu. 

-Meu desculpa. 

-Não peça desculpas. De qualquer forma, creio que passamos do horário. 

-Não temos horário hoje. Podemos... – apertou o abraço, cheirando o pescoço branquinho. Baekhyun sorriu em resposta. –...ficar aqui, abraçados, pelo resto do dia. O que me diz?

-Hm...me parece uma proposta interessante, mas me diga, como vamos comer ? 

-Ué... Você me come e eu como você. 

 O empresário se pôs sobre Baekhyun, enquanto esse sorria pela ação e as palavras ditas antes. Chanyeol prensou levemente o corpo do Byun no colchão macio, depois deitou sobre esse, beijando sem parar o rosto delicado. O Byun apenas sorria.

- Eu... – beijou a testa. –...amo... – beijou o nariz. –...você. – beijou a boca. 

 Baekhyun sorriu em meio ao beijo, corado feito um tomate, e com o coração batendo feito o de um passarinho. Ele não se cansava e nunca se cansaria da sensação de se sentir amado. Era bom demais. 

O Park parou os beijos e ficou admirando o rosto corado à sua frente, o que fez Baekhyun corar ainda mais. Porém o Byun não se encolheu, ele passou os braços pelo pescoço do empresário, puxando-o para si, capturando os lábios cheinhos para um beijo apaixonado. 

Os lábios se tocavam como velhos conhecidos. Chanyeol era viciado na boca de Baekhyun, e em pensar que, no início, havia uma regra idiota que lhe mantinha distante dos lábios finos, se sentia estúpido. As línguas se envolviam com maestria, ambos degustavam do gosto um do outro com vontade, com amor. Naquele momento, o tempo poderia parar. Eles não se importariam, eles até mesmo agradeceriam, pois o que mais desejavam era se perderem de vez um na boca do outro.

Entretanto, Baekhyun precisou se afastar um pouco para respirar e, assim que o fez, sorriu com a testa colada na de Chanyeol. 

- Eu também amo você, Chanyeol. – disse, ofegante.

 Chanyeol sorriu, ainda mais ofegante, não pelo beijo, mas porque Baekhyun roubava seu ar, principalmente quando seus lábios desenhados proferiam um “Eu te amo” para si. O Park olhou nos olhos do Byun, tão intenso que o segundo pôde sentir cada pelinho do seu corpo arrepiar. O empresário selou os lábios do outro, depois deitou a cabeça no peito de Baekhyun, com o ouvido sobre o coração desse. O Byun não entendeu no primeiro instante, mas também não pensou muito sobre. Apenas continuou abraçando Chanyeol, e começou a acariciar os cabelos negros desse.

 O Park estava abraçado ao corpo do outro como uma criança precisando de proteção, de colo, amor. Ele ouviu o coração de Baekhyun bater e percebeu o quanto ele estava agitado. Sentiu-se o homem mais sortudo do mundo.

- Ele está assim por sua causa. – Baekhyun falou. Chanyeol sorriu.

-É bom saber que o meu não é o único a enlouquecer. – Baekhyun sorriu. – Podemos ficar assim para sempre? Quero te amar para sempre, Baekhyun. 

-Podemos, porque eu vou te amar para sempre, Chanyeol. 

Um sorriso se formou em ambos os rostos.

                                                      {...}

Byun Baekhyun ainda não conseguia acreditar no que fizera. Mas quando lembrava de Chanyeol, ele entendia por que fizera. Ele havia voado em um avião, a quilômetros e quilômetros de altura, algo do qual ele tinha pavor. Mas ele havia feito isso, havia feito porque Chanyeol estava consigo. Com ele ao seu lado Baekhyun faria o impossível, porque Chanyeol o fazia acreditar que, na verdade, era possível.

 Ele nunca se imaginou voando tão alto, mas estando com Chanyeol, nem mesmo o céu seria o limite. Ele enfrentou seu medo de altura por Chanyeol e por si próprio também. Agora, ele estava em outro país, estava no lugar que sempre desejou visitar, mas que nunca imaginou que o faria um dia. Estava na  cobertura do hotel no qual se hospedara com Chanyeol, completamente encantado pelas luzes de Paris. Era ainda mais linda vista de cima.

 O vento gelado chocava-se contra sua face, bagunçava seus cabelos e fazia seu nariz ficar rosadinho pelo frio. Completamente adorável. Havia sido absorvido por completo pelas luzes que via. Nunca havia visto algo tão bonito e harmonioso, a não ser Chanyeol.  

 Um par de braços envolveram sua cintura, um rosto apoiou o queixo em seu ombro e, nesse exato momento, Baekhyun foi capturado de volta a realidade. Sorriu, cálido, e abraçou os braços que estavam lhe rodeando.

- É linda, não é? – O Park findou o silêncio. Não que ficar em silêncio com Baekhyun fosse ruim, pelo contrário, era ótimo, pois eles só precisavam se olhar para se entender. Palavras deixaram há muito de serem necessárias. Entretanto, aquele lhe parecia o momento perfeito, para um pedido.

-Sim, muito linda. 

-Mas nunca chegará aos seus pés. – disse, fazendo Baekhyun rir. 

-Não diga isso, vou começar acreditar. 

-Já deveria acreditar. – Chanyeol virou o corpo de Baekhyun para si, abraçando-o. – Eu te amo, mais do que tudo no mundo. – falou, baixinho ao pé do ouvido.

-Chanyeol, eu também amo você... Eu quero te agradecer. 

-Você não precisa...

-Mas eu vou, porque você precisa saber o quanto sou grato por me apoiar, por me ajudar a realizar meus sonhos e, principalmente, por me amar como você ama. Eu te amo muito, muito. – Chanyeol separou um pouco o abraço, para olhar Baekhyun nos olhos.

- Baek. – tocou a bochecha gelada. – Sou eu, meu amor. Eu que sou grato à você por me ensinar a amar, por me fazer querer fazer amor e me entregar à você... O que eu sinto é inexplicável, eu não sou capaz de não ter você aqui, comigo. Você é minha ruína, mas é principalmente a minha salvação.

-Chan...

-Baek, escuta. Eu não aguento mais não dizer o que está entalado aqui –  apontou para a garganta. – e aqui. – apontou para o coração. – Byun Baekhyun, casa comigo? Porque eu quero viver ao seu lado até o meu último suspiro. 

-Eu... Chanyeol, eu... – Havia perdido a capacidade de falar. Na verdade, o pedido tinha deixado Baekhyun com a mente nublada, incapaz de pensar e formular a resposta que seu coração gritava. O Park continuava acariciando a bochecha, que aos poucos se tornou molhada. Baekhyun estava chorando. Chanyeol sorriu para o outro, olhando em seus olhos, apaixonado, encantado por aquele ser. 

-Você? – o empresário insistiu, pois também estava para enlouquecer por aquela resposta, que esperava ser positiva. 

- E-Eu, eu amo você. É claro...c-claro que aceito, Chanyeol. – disse, sorrindo enquanto as lágrimas corriam pela face.

O empresário, em um ímpeto, capturou os lábios, beijando Baekhyun, degustando mais uma vez daquele gosto que tanto amava e que, agora, estava com pitadas de sal. Chanyeol separou os lábios e fez uma trilha de beijos pelo rosto de Baekhyun. Depois, se abraçaram. Baekhyun estava com a cabeça apoiada no peito de Chanyeol, ambos observando Paris do alto. Os corações conectados, os pensamentos um no outro. Até Baekhyun falar.

- Chanyeol, não poderemos nos casar de fato. 

-Não precisamos de um papel para firmar nosso comprometimento um com outro, ou para demonstrar o quanto nos amamos, Baek. 

-É, você está certo. – apertou a cintura de Chanyeol. 

-Só precisamos disso. – afastou um pouco o abraço. 

 Baekhyun ficou confuso, e sua confusão aumentou ainda mais quando Chanyeol ajoelhou em sua frente e pediu uma de suas mãos. Quando ele entendeu o que aquilo significava, já era tarde, pois o empresário já deslizava a aliança pelo dedo anelar de sua mão esquerda.

- Chanyeol...

 O Park levantou, beijando a mão de Baekhyun e lhe entregando a outra aliança.

- Ponha em mim. 

 Baekhyun sentia que seu coração sairia por sua boca a qualquer momento. Tremendo, ele colocou a aliança em Chanyeol, sorrindo para este, abraçando-o. Naquela noite, eles se amaram por horas, sempre falando baixinho um no ouvido do outro, ou em meio aos gemidos, o quanto se amavam. Antes de serem levados para o mundo dos sonhos, os corpos abraçados se acariciavam. Chanyeol observava o rosto de Baekhyun com devoção, com um carinho imensurável. Com o dedo indicador, ele traçava linhas imaginárias que passavam pelas sobrancelhas, desciam pelo nariz bem feito de Baekhyun e contornavam a boca de lábios finos, marcantes e que tinham o poder de levar Chanyeol à loucura. 

-Você é a beleza em pessoa. – Falou. 

-O que disse? – Baekhyun já estava sonolento. 

- Carlotti definiu beleza como o somatório de todas as partes a trabalharem em conjunto  de tal forma que nada necessite ser acrescentado, retirado ou alterado. Esse é você, Baekhyun. Você é lindo.

Baekhyun levantou os olhos lentamente para fitar Chanyeol. Ele iria falar, mas o empresário foi mais rápido, tirando as palavras de sua boca e depois a selando.

-Eu amo você. – disse, depois beijou Baekhyun, desejando que eles pudessem ficar juntos pelo resto daquela vida e em todas as possíveis que eles pudessem viver um dia.


Notas Finais


Chegamos ao fim de Pretty Boy. Mas para quem quer continuar comigo, eu estou escrevendo um outro plot, que eu particularmente adoro também, vou deixar o link se quiserem me acompanhar lá, okay?
Um beijão à todos.

Link:https://www.spiritfanfiction.com/historia/first-love-18338786


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