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História Pretty Little Liars: Paranoia - Capítulo 1


Escrita por: alittlebitparanoid

Notas do Autor


Boa noite, Liars! Essa história tem muita inspiração na série original, Pretty Little Liars, então qualquer semelhança pode ou não ser coincidência! Logo abaixo deixarei um link com uma abertura/trailer que fiz então quem puder assistir: assista, só para ter uma ideia melhor e entrar mais no "clima" da história! Esse primeiro capítulo é mais uma introdução, a partir do próximo começaremos a desenvolver mais. É isso! Espero que gostem!

Link: https://drive.google.com/file/d/1WvyVcc3y-r8OkPe8wa0OyMbBodUbIV_O/view?usp=sharing

Capítulo 1 - Prologue


Fanfic / Fanfiction Pretty Little Liars: Paranoia - Capítulo 1 - Prologue

Rosewood, Pensilvânia, quinta-feira, 26 de novembro, 19h24. 

— Eu tive uma ideia! — Disse Adam. No mesmo momento abaixou o volume da música que tocava. O garoto pegou sua garrafa de cerveja e sentou no sofá vermelho que ficava no porão de sua casa. 

Adam e os amigos se encontravam com frequência naquele local, principalmente quando os pais do loiro não estavam. Era dia de Ação de Graças. Os pais de Adam, John e Claire Hale, tinham ido visitar a avó do garoto na cidade vizinha e ele ficou sozinho em casa. Aproveitando a oportunidade, convidou os quatro melhores amigos para uma pequena “reunião”. Reunião essa que definitivamente envolvia bebida, música e brincadeiras estúpidas de adolescentes.  

O cômodo da casa em que estavam era um dos lugares preferidos de Adam. Seus olhos azuis brilhavam com poucas coisas: quando estava no porão, sozinho com seus pensamentos, quando alguém fazia suas vontades, quando tinha uma ideia maliciosa ou quando descobria o segredo de alguém. O porão era praticamente uma segunda casa para Adam, afinal, passava mais tempo lá do que em seu próprio quarto ou qualquer outro lugar da grande casa em que morava com a família. 

No local, tinha um bar, o qual os pais de Adam o proibiam, sem sucesso, de usar. Além do bar, havia um sofá de três lugares vermelho e três puffs acolchoados na cor marrom. Entre eles e o sofá ficava uma mesinha de centro marrom com um tampo de vidro no meio. O sofá ficava de frente para uma grande televisão com um vídeo game e mais próximo do bar, uma caixa de som ficava localizada no canto da parede. As paredes eram cobertas por tábuas de madeira marrom, o que dava um aspecto moderno e ao mesmo tempo sombrio para o ambiente. 

— Qual a grande ideia da vez? — Questionou Liam, que já estava sentado no sofá, na outra ponta contrária de Adam.

— Vocês já jogaram “Paranoia”? — Perguntou, enquanto bebia um gole de cerveja.

— Não. — Respondeu Liam, já os outros três garotos apenas balançaram a cabeça, negando. 

Mason estava sentado em um puff, quase de frente para Liam. Alex estava no puff do meio e Peter na outra ponta. Os dois estavam mais próximos, do outro lado da mesinha, em frente para Adam. O loiro deu um de seus sorrisos de canto e seus olhos brilharam. 

— É fácil. — Afirmou. — Vocês vão gostar. Funciona assim: fazemos uma roda, assim como estamos, e cada um por vez vai fazendo uma pergunta para que só a pessoa da direita consiga ouvir. A pergunta é feita e a resposta tem que ser um dos nomes das pessoas que estiverem jogando. Então se por exemplo, eu faço uma pergunta para o Peter e ele responde o nome do Mason, Mason vai ter o direito de saber a pergunta, mas para isso, ele vai ter que dar um gole na bebida. Se ele não quiser saber, é só passar para o próximo. Simples assim. O que acham?

— Então... isso vai, basicamente, testar o quão curiosos nós somos? — Mason riu, tomando um gole da cerveja que segurava.

— Exato! Fora que, vamos poder descobrir o que cada um pensa sobre o outro! Essa é a graça! — Exclamou Adam, animado.

— Está bem. Eu topo. — Mason.

— Pode ser. — Disse Liam. 

— Ok. — Respondeu Peter. Peter mexeu um pouco o ombro para que Alex, que estava quase cochilando encostado nele, respondesse também.

— É… sim, vamos. — Falou o garoto, ajeitando o corpo no assento, se afastando um pouco de Peter e abrindo mais os olhos, já fazia alguns dias que Alex não conseguia dormir direito. 

— Ótimo! Quem começa? — Perguntou Adam.

— Eu! — Se ofereceu Mason. Ele foi até Liam e sussurrou uma pergunta em seu ouvido. O outro balançou a cabeça e revirou os olhos ao responder “Alex”, que deu de ombros ao ouvir a resposta.

— Não vai querer saber, Santiago? — Questionou Adam, provocando o amigo. 

— Não, tô de boas. —  Disse Alex, ainda sonolento.

— Ok. Sua vez, Liam. — Adam se aproximou mais do amigo para que pudesse ouvir a pergunta. Liam sussurrou algo no ouvido de Adam e sua expressão mudou imediatamente, desaprovando a questão. — Não é assim que funciona! — Falou bravo. 

— Mas a resposta é o nome de alguém aqui, não é? — Foi a vez de Liam sorrir de forma astuciosa.

— Que seja! Minha vez! — Adam se ajoelhou e foi até Peter, sua expressão mudou novamente quando sussurrou a pergunta. Enquanto falava, ele olhava fixamente para Alex, provocando-o novamente, dessa vez com um sorriso malicioso. Ao terminar a pergunta voltou para o seu lugar. Peter pensou por alguns segundos e enfim respondeu “Alex”. E finalmente Adam tinha alcançado seu objetivo: despertar a curiosidade do outro. Alex não costumava beber, mas pegou a garrafa da mão de Mason, que se assustou, e tomou um gole da bebida amarga. 

— O que você perguntou? — Questionou olhando fixamente para Adam, que sorriu de canto, mas não respondeu. —- Eu bebi! Fala! — Adam continuou calado. — O que ele perguntou, Peter? — Peter deu de ombros.

— Foi besteira. Você bebeu à toa.

— Eu vi o jeito que ele tava me olhando! O que ele disse, fala? — Alex não se conteve e empurrou Peter, quase derrubando o garoto do local em que estava sentado. 

— Ei! Tá ficando maluco? — Gritou Peter, ficando de pé, assim como Alex.

— Uou, uou… isso aqui evoluiu muito rápido, vamos nos acalmar? — Falou Mason se levantando e indo até Peter, colocando uma mão em seu ombro, para tentar acalmar o garoto que possuía quase dois metros de altura. Peter respirou fundo e deu as costas, indo para a escada que dava acesso a cozinha da casa. Mason o seguiu. Adam encarava Alex, segurando o riso e Alex o encarava de volta, prendendo os punhos ao lado do corpo, com uma expressão nada amigável. Liam olhava de um para o outro, esperando alguma reação, até que Adam falou olhando para ele:

— Perdeu alguma coisa? — Debochou.

— Não, não… só estou esperando vocês se baterem. — Adam riu com a resposta de Liam.

— Alex é um frouxo. Ele não bate em ninguém. A única coisa que ele bate é no banheiro e isso não ajudaria muito se eu resolvesse quebrar a cara dele. Agora vai lá para cima, nós vamos conversar. — O loiro encarou Liam, que se levantou erguendo as mãos, como um sinal de “eu me rendo” e foi em direção da escada, assim como Mason e Peter. — Quer saber o que eu perguntei? — Adam voltou sua atenção para Alex, que ficou calado. Ele levantou do sofá e se aproximou do outro. — Eu perguntei ao Peter quem daqui era a pessoa mais insignificante. Quem ele julgava mais dispensável e fácil de enganar. Só isso. E olha, para falar a verdade eu não fiquei surpreso com a resposta! Só em pensar que você chegou a achar que Peter sentia alguma coisa por você… de duas uma: ou você é muito ingênuo ou muito burro. Ou os dois. Acho que a última opção faz mais sen… — Antes de terminar o que iria falar, Adam sentiu uma forte ardência no rosto, local onde Alex havia desferido um tapa.

— Você não tem moral nenhuma para falar assim de mim. — Disse Alex. Adam colocou a mão no lado esquerdo do rosto, massageando a área.

— Resolveu criar asas logo agora, seu merdinha?

— Não, isso eu já tinha, só tinha medo de usar. — Alex respondeu.

— Uau, que poético. Sabe o que também é poético? — Adam surpreendeu Alex com um soco em seu rosto, acertando o nariz do garoto que imediatamente começou a sangrar e lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

Na cozinha, Peter bebia um copo com água, servido por Mason, que parecia confuso. Liam estava de braços cruzados, encostado no balcão de granito branco com detalhes dourados, olhando para Peter.

— Eu não entendi nada. — Disse Mason, se encostando ao lado de Liam. 

— O de sempre: Adam queria provocar um de nós e conseguiu. A vítima da vez foi o Alex. E olha que eu nunca vi ele tão estressado ou violento. Já não basta o garoto estar há dias sem dormir, sabe-se lá o motivo, ainda tem o Adam com as idiotices dele. — Falou Liam, esfregando os olhos verdes, suas mãos estavam um pouco trêmulas.

— Afinal, qual foi a pergunta, Peter? — Questionou Mason para o outro que terminava de colocar o copo de vidro dentro da pia. 

— Eu já disse, foi besteira! Ele perguntou o que eu acha… que porra é essa? — Peter não terminou de contar a pergunta, antes que pudesse concluir, Alex apareceu na entrada do porão com as mãos ensanguentadas, segurando o nariz. Os três foram rapidamente em direção ao mais baixo. Liam pegou um pano de prato, pressionando levemente contra o rosto do amigo. 

— Adam fez isso? — Peter perguntou com uma expressão de fúria, enquanto ajudava os outros a direcionar Alex para o banheiro de visitas que ficava no andar térreo da casa. — Eu vou acabar com a raça dele. 

— Não… — Começou Alex, com dificuldade. — Não quebrou, nem nada. Só não quer parar de sangrar mesmo. Já tá tudo resolvido: eu bati nele, ele me bateu.

— Sabia que devia ter ficado para ver isso! — Falou Liam. Chegando no banheiro, Liam entrou com Alex, enquanto Peter e Mason ficavam na entrada olhando. — Inclina a cabeça para trás, vai ajudar. — Disse tirando o pano do rosto do outro. Peter interveio: 

— Não, Liam. Isso acontece direto nos jogos de basquete. Tem que inclinar o rosto para frente e continuar segurando o nariz. — Peter tentou entrar no cômodo, mas foi impedido por um grito de Alex:

— Sai daqui! Sai de perto de mim.

— Por quê? O que foi que eu fiz? — Perguntou confuso.

— Liam, fecha a porta, por favor. — Liam fez o que o outro pediu e fechou a porta. 

Do lado de fora, Peter sentou-se no chão com as costas encostadas na parede e foi acompanhado por Mason.

— É, cara… pisou na bola, hein? — Comentou Mason.

— E o que merda foi que eu fiz, bocó? — Disse Peter, mais uma vez confuso enquanto soltava um suspiro.

— Sei lá. Achei que se você soubesse ia me contar e eu iria ficar por dentro. Também não estou entendendo nada. — Respondeu Mason em baixo volume, como se estivesse respondendo apenas para si mesmo.

Alguns minutos depois, Liam e Alex saíram do banheiro. O nariz do mais baixo havia parado de sangrar e os outros dois que ainda estavam no chão se levantaram. 

— Adam saiu do porão? — Questionou Alex.

— Não que a gente tenha visto. — Respondeu Mason. — Você quer ir para casa? Eu posso te dar uma carona, sem problemas.

— Não, não… já tá tudo bem. É melhor ficar e resolver logo. Não quero mais ter que falar sobre isso.

Os quatro foram em direção ao porão novamente. Chegando lá, os garotos procuraram por Adam no local, mas não tiveram sucesso.

— Vocês não disseram que ele não tinha saído? — Falou Alex, intrigado.

— Não… eu disse que não vimos ele sair. — Disse Mason, também confuso.

— Talvez ele tenha subido. — Liam indicou. — Mason, Peter, deem uma olhada no andar de cima, ele pode estar lá. Alex e eu vamos procurar no quintal, ele também gosta de ficar lá.

— Tá. — Disse Peter.

Eles subiram as escadas novamente. Enquanto Peter e Mason saíam da cozinha para ir em direção ao corredor e acessar a escada para o primeiro andar da casa, Liam e Alex foram em direção da porta que ficava na cozinha e dava para o grande quintal. Não demorou para que as duplas se reunissem novamente na cozinha.

— Nada? — Perguntou Peter. Liam sacudiu a cabeça em um sinal de negação. — Que merda… se os pais desse garoto chegarem e ele não estiver aqui, vão nos matar.

— É, Mason… aquela carona que ofereceu ao Alex serviria muito agora. — Disse Liam.

— Vocês querem ir embora? E se ele voltar? — Questionou Alex para Liam, que respondeu.

— Aí o problema não será nosso. Ele deve estar fazendo ceninha por causa da briga de vocês. Procuramos pela casa, ele não apareceu. Ligamos enquanto estávamos lá fora: ele não atendeu. Melhor irmos para casa e quando ele resolver aparecer vocês conversam. — Alex pareceu convencido e, enfim, saíram da casa do amigo.

Rosewood, Pensilvânia, sexta-feira, 27 de novembro, 06h24. 

Não fazia muito tempo que Alex havia, finalmente, conseguido pregar o olho quando acordou assustado com batidas na porta do seu quarto. Levantou-se rapidamente com o coração acelerado pelo recém susto e abriu a porta, assustando-se novamente com a presença de Liam, Mason e Peter na sua casa.

— O que estão fazendo aqui? — Alex pegou o celular para verificar a hora e viu que haviam inúmeras chamadas perdidas e mensagens dos amigos. — O que houve? — Perguntou preocupado.

— Sua tia deixou a gente entrar. Os pais do Adam ligaram lá para casa. Querem que a gente vá explicar o motivo de ter sangue no porão e o porquê do filho deles não ter dormido em casa. — Falou Mason.

— Espera… ele não voltou?

— Não. E continua sem atender o telefone. — Disse Liam. — Os pais dele acham que aconteceu alguma coisa. Adam sumiu.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Feedbacks são sempre aceitos! Até a próxima!


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