História Pretty Tied Up - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Guns N' Roses, The Pretty Reckless
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler, Taylor Momsen
Tags Axl Rose, Drama, Duff Mckagan, Guns N' Roses, Izzy Stradlin, Romance, Slash, Steven Adler, Taylor Momsen
Visualizações 37
Palavras 2.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá õ/
Finalmente estou de volta!
Desculpem a imensa demora, passei por uns problemas bem sérios e tive que me exilar do mundo por um tempo '
Mas já resolvi esses problemas e irei voltar a ativa õ/
Espero que gostem desse mais novo capitulo :D

Capítulo 3 - Friendship


Fanfic / Fanfiction Pretty Tied Up - Capítulo 3 - Friendship

William e Elizabeth chegaram a casa dela pelos fundos para não correrem o risco de serem vistos, após verificarem se não havia ninguém na cozinha os dois escalaram até o quarto da morena; ela havia deixado à janela aberta na noite anterior, porém sua mãe ou Carl haviam fechado, então William teve que forçar a janela até que ela abrisse.

Apesar do barulho da janela ninguém apareceu em seu quarto, dando o tempo necessário para que Elizabeth jogasse o máximo de suas roupas e pertences pessoais em uma pequena mala que ela escondia debaixo da cama. Quando terminou de ajeitar tudo, ela pegou os pôsteres da parede, todos seus discos e fita cassetes, e colocou dentro da sua mochila escolar.

William desceu pela janela primeiro para poder pegar a mala que a morena jogaria para ele e depois ela desceu, assim que ela chegou no chão eles ouviram uma movimentação na cozinha e se entreolharam por um instante antes de saíram correndo. Os dois pararam de correr duas quadras depois da casa da morena e William ficou admirado ao ouvir o riso espontâneo e alegre que ela deu, mau percebendo o próprio sorriso.

Eles caminharam em silêncio por mais algum tempo e somente quando eles chegaram em uma das partes mais movimentadas da cidade foi que ele percebeu todos os olhares tortos e de julgamento que as pessoas lançavam para Elizabeth. Só porque ela vestia uma calça de pijama folgada, uma blusa de banda de rock larga demais para seu tamanho e chinelo, algo diferente, estranho e errado demais para as pessoas de mente pequena daquela cidade.

- Do que você está rindo? – ela perguntou o olhando com desconfiança.

- Das pessoas ridículas dessa cidade. – ele respondeu e revirou os olhos para duas mulheres que passaram por eles cochichando de forma nada discreta. - Estão quase te crucificado só por causa de uma roupa.

- Bem, não importo... Não mais. – Elizabeth disse dando de ombros. – Não tenho culpa se são uns alienados de mente pequena. É um desperdício de tempo se importar com essa sociedade de merda ou tentar fazer parte e fingir ser alguém que você não só para agradá-los.

Aquelas palavras fizeram William se encantar por ela de um modo que ele sabia que não deveria, por isso apenas balançou a cabeça em concordância e deu um leve sorriso. Os dois voltaram a ficar em silêncio pelo resto do caminho, mas não um silêncio desconfortável ou desagradável. Quando enfim chegaram à casa de Richard, o ruivo a seguiu até o quarto que ela estava ficando e ficou surpreso ao entrar num quarto mobiliado e decorado exclusivamente para uma garota, obviamente um quarto para ela, mas ele sabia muito bem que ela nunca nem havia passado um final de semana ali.

- Você parece surpreso com algo. – Elizabeth comentou enquanto pegava a mala das mãos dele.

- Jeffrey nunca me contou que o pai de vocês tinha feito um quarto para você. – ele disse enquanto analisava o quarto.

- Você não foi o único a quem ele não disse sobre isso... E foi bem constrangedor o pai tentando se explicar.

- Richard não é muito bom nesse lance de conversar ou demonstrar sentimentos.

- Isso é estranho. – Elizabeth disse enquanto mexia na mala a procura de algo.

- O que exatamente?

- Você conhecer melhor o meu pai do que eu mesma. – ela respondeu erguendo o rosto para lhe encarar.

- Bem, era mais legal passar o tempo aqui do que na minha casa, então...

- Estranho do mesmo jeito. – ela insistiu e voltou a remexer em sua mala. – Você pode me esperar lá embaixo enquanto tomo um banho e troco de roupa?

- Ahn... – William ficou sem saber o que falar por um instante ao ter flashes do corpo seminu dela. – Claro, claro.

O ruivo desceu para a sala apressadamente para evitar mais constrangimento, tentando pensar em qualquer outra coisa que fosse na irmã do seu melhor amigo quase pelada; ao chegar a sala se sentou em um dos sofás e pegou uma das revistas em quadrinho de Jeffrey que estavam na mesinha. Aquele era o terceiro passatempo preferido dos dois, apenas ficarem ali sentados lendo a coleção de HQs de Jeffrey e a lembrança fez William sorrir. “O bastardo faz falta.” pensou distraidamente.

- Jeff também te viciou nisso? – Elizabeth apareceu quando ele estava quase terminado a segunda HQ.

- Yep. – ele respondeu fechando a revista e colocando de volta na mesa.

- Anh... Eu tava pensando se... Que talvez você pudesse almoçar aqui. – ela disse ficando com as bochechas levemente avermelhadas e abaixou a cabeça. – Eu não gosto de ficar sozinha.

- Por que não?

- Porque... Coisas ruins acontecem quando estou sozinha. – ela respondeu e suspirou. – Se você não puder, tudo bem...

- Eu posso. – William a interrompeu e se levantou do sofá. – Só preciso ir para um ensaio a noite, então posso ficar aqui mais um tempo.

- Okay então. – a morena sorriu aliviada e se dirigiu em direção à cozinha. – Por falar nisso, como ta indo a banda depois que o Jeff foi embora?

- Estamos bem... Mais ou menos. – ele respondeu a acompanhando. – As coisas nunca foram realmente boas, então...

- Pelo menos vocês tentam. – Elizabeth disse o mesmo que sempre dizia para confortar Jeff.

- Por que você nunca foi a um ensaio? – ele perguntou enquanto se sentava à mesa.

- Mamãe nunca deixou e o Jeff tinha medo que ela o proibisse de me ver caso ele me levasse às escondidas. – ela respondeu enquanto procurava por algo na geladeira, depois foi para os armários. – Carl não gostava dessa ideia dele de fazer parte de uma banda, consequentemente mamãe também não.

- Carl é o padrasto de vocês, certo?

- Yep. – ela balançou a cabeça e rapidamente mudou de assunto, verificando mais uma vez a geladeira. – Bem, eu vou ter que operar algum tipo de milagre para conseguir fazer um almoço.

- Boa sorte com isso. – o ruivo comentou rindo, sabia muito bem o quão raro era ter muitos ingredientes para uma refeição naquela casa. – Jeff era magrelo por algum motivo.

- É, agora sei o porquê.

William riu e se lembrou das vezes em que Jeff tentava fazer algo para eles e os amigos comerem e quase botava fogo na casa, assim como Richard; a única coisa mais ou menos decente que os dois conseguiam preparar era macarronada e ovo e salsicha. Os dois ficaram em silêncio, o ruivo apenas observando Elizabeth e em poucos minutos aprendeu todas as expressões que ela fazia e os tiques que ela tinha.

A quase todo momento ela mordia os lábios, roía as unhas e franzia o cenho, assim como sempre que tinha tempo o suficiente desfazia o coque em seu cabelo e o refazia de novo; ela também as vezes parava por um instante para batucar os dedos na superfície da bancada da cozinha e na pia. 

- Por que você tentou se matar? – William perguntou de repente, sua curiosidade falando mais alto do que seu senso de não se meter na vida alheia.

- Você já sabe a resposta para isso. – Elizabeth respondeu sem se virar para olhá-lo.

- É, eu tenho suposições... Mas eu quero que você me diga a verdade.

- Jeff nunca te contou sobre o porquê ele passava tanto tempo na casa da mãe? – ela retrucou com outra pergunta, nunca parando de fazer o que estava fazendo.

- Na verdade não. – ele respondeu e franziu o cenho. – Eu não sei porque, mas tudo que envolvia algo ao seu respeito ele não falava para mim ou qualquer outra pessoa... Ele sempre agiu como se você fosse algo estritamente pessoal e proibido.

- Sério? – ela se virou para olhá-lo com surpresa.

- Aham... Ele sempre partia pra porrada com quem quer que fosse que se atrevesse a ofender você de algum modo e sempre ficava irritado depois que algum de nós perguntava sobre você.

- Isso é estranho.

- Bem, é sobre o Jeffrey que estamos falando. – ele disse fazendo-a rir. – Mas você ainda não respondeu minha pergunta.

- Por que você quer tanto saber? – a morena refutou novamente a pergunta, voltando a prestar atenção no que fazia.

- Eu não sei. – William respondeu sincero. – Apenas... Quero saber.

Ele a observou continuar em silêncio enquanto levava uma panela para o fogão, depois de ligar o fogo ela encostou-se no balcão e o encarou por um instante antes de finalmente falar algo.

- Meu padrasto é um maníaco pervertido que pensa que eu quero que ele me foda e que nunca mais conseguiu tirar as mãos de mim desde que Jeff foi embora, minha mãe é submissa demais a ele para conseguir agir como mãe e me proteger, e graças às loucuras dela o meu pai sempre foi ausente da minha vida... E a única pessoa que eu podia confiar e que cuidava de mim simplesmente me abandonou. – ela respondeu cruzando os braços, isso a fez parecer mais frágil ainda. – É isso, essa é minha triste e ridícula história da qual eu não queria mais fazer parte.

- Você sabe que o Jeff ficaria devastado quando soubesse que você morreu, certo? – ele perguntou com uma sobrancelha erguida.

- Jeffrey não está aqui, está? – ela retrucou não desviando o olhar do seu.

- Não tenta fazer isso de novo... Não vale a pena morrer por causa deles.

- Como se você soubesse como é... – Elizabeth começou a dizer em um tom debochado.

- Na verdade, eu sei muito bem como é ter um padrasto maníaco, pervertido e violento. – William a interrompeu rudemente.

- O quê?! – ela exclamou. – Você... Como assim padrasto? Eu pensei que o senhor Bailey fosse seu pai.

- Eu também pensava, mas descobri faz pouco tempo que ele não é meu verdadeiro pai.

- Ahn... Então bom saber que não sou a única com uma história de vida triste. – ela comentou o fazendo erguer a sobrancelha. – Bem vindo ao clube.

- Obrigado... Eu acho.

Elizabeth sorriu e foi até o fogão, apagando o fogo após mexer um pouco na panela e então serviu os dois; o ruivo não ficou tão surpreso ao ver que era algum tipo de macarronada, uma com uma aparência bem diferente da que Jeff e o pai faziam. E também com um gosto mil vezes melhor.

- Você ao menos conheceu ele alguma vez? – Elizabeth perguntou após vários minutos de silêncio.

- Ele nos deixou quando eu tinha dois anos, então é como se eu nunca o tivesse conhecido. – ele respondeu dando de ombros.

- E como você descobriu?

- Eu encontrei alguns papeis com o nome desse cara, William Bruce Rose, e então achei uma certidão de nascimento de alguém chamado “William Bruce Rose Jr.”, que nasceu na mesma data em que eu nasci. Não foi muito difícil juntar o quebra-cabeça.

- Você conversou com a sua mãe sobre isso?

- Bem, não foi exatamente uma conversa. – ele respondeu, não gostava de ser interrogado daquele jeito sobre coisas tão pessoais, mas incrivelmente não se sentia desconfortável conversando com a morena como se sentiria se fosse outra pessoa. – E você, alguma vez conversou sobre o seu padrasto?

- Eu falei pra minha mãe na esperança de que mandasse ele embora, mas... Ela... Carl sempre foi mais importante do que eu, então foi mais fácil acreditar nele e no fato de que eu o provocava.

William ficou em silêncio, aquilo o lembrando da própria situação da irmã e do quanto sua mãe fingia não ver o que Stephen fazia com a própria filha. Os dois voltaram a comer em silêncio e quando terminaram, Elizabeth apenas deixou as louças na pia e eles voltaram para a sala.

- Quando você vai voltar a ir para a Jefferson? – ele perguntou sentando no sofá.

- Só quando meu rosto estiver melhor. – ela disse se sentando na poltrona de frente para o sofá onde ele estava. – Não quero dar mais motivos para aqueles estúpidos mexerem comigo.

- Diferente e excluída assim como o irmão. – o ruivo comentou com um sorriso.

- Até onde sei você também não é muito diferente. – ela retrucou erguendo as sobrancelhas.

- Bem vinda ao clube.


Notas Finais


Então guys, o que acharam ?!?!?!?
Pleeeaaase não esqueçam de deixar suas opiniões !
Muito importante pra mim saber o que vocês pensam, se gostaram ou não :D
Até o próximo capitulo ;)))))))


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