História Previsões do Futuro - Capítulo 9


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Categorias Harry Potter
Personagens Personagens Originais, Severo Snape
Tags Magia, Severo Snape, Severus Snape
Visualizações 183
Palavras 3.311
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom gente, eu sei que tá demorando pra sair, mas eu to tendo que estudar, parece que na faculdade assim que termina um período de trabalhos e provas já tem um marcado pra semana seguinte. Tá meio difícil respirar.
Mas espero que vocês gostem.
Vou respondendo os comentários devagar, ok?
Desculpem os erros, tive que revisar rapidinho se quiser postar hoje, por que eu tenho que ir estudar pq tem prova na segunda, então me avisem se tiver coisas erradas, tá?

Boa leitura.

Capítulo 9 - Capítulo IX


-Podemos descansar agora, professor? - Remus falou assim que a luz das memórias se apagou.

Ao ver todos deprimidos, era notável que ele estava tentando fazer o ambiente ficar um pouco melhor.

-Por mais que tenha sido difícil, ainda resta apenas uma memória - Dumbledore suspirou visivelmente cansado - Assim que a terminarmos podemos ter nosso merecido descanso.

Severus olhava para Janette esperando vê-la desmoronar a qualquer momento, porém a jovem parecia ter sido esculpida em pedra, seus olhos não se mexiam, e apenas as lágrimas silenciosas que desciam por suas bochechas contribuiam para que não fosse confundida com algum manequim extremamente real.

Assim que Dumbledore apontou para a parede novamente, a atenção de Severus foi tomada por uma versão mais envelhecida de Tiago Potter, que aparentava ter por volta de seus cinquenta anos e vestia as roupas tradicionais do corpo de Aurores do Ministério, embora não desse para precisar com certeza já que haviam sutis diferenças.

 

“-Bom dia, boa tarde ou boa noite - o homem que todos ali já reconheciam como Harry Potter os encarava - Acho que apresentações não são mais necessárias, porém as farei assim mesmo. Meu nome é Harry Potter, sou filho de Tiago e Lilian Potter. Nesse momento aparento estar olhando para vocês, porém em realidade estou sentado em frente ao Professor Dumbledore que assim que eu terminar essa pequena mensagem irá extraí-la e enviá-la junto com as outras.

“Acredito que todos devem estar pensando que o motivo para termos feito o que fizemos foi por causa de um amor desmedido que eu possa ter por Serena Snape, e não, não mentirei que eu a amei e ainda a amo, mas o motivo principal para estarmos fazendo isso é porque o mundo bruxo está entrando em colapso. Por mais que a perda das pessoas que eu amo tenham me marcado profundamente, eu jamais usaria de um subterfúgio como esse para tentar trazê-los de volta, acredito que estaria feliz em apenas encontrá-los no pós vida, porém a situação não é das melhores.

“A queda de Voldemort foi a trinta anos para mim, desde então o mundo bruxo vem tentando se reerguer, tanto pelas inúmeras perdas que tivemos como também pelo fato de muitos bruxos das trevas ainda carregarem as ideologias de Voldemort. Eu me tornei Auror para tentar pará-los, porém, por mais que com o passar dos anos eu tenha me tornado Chefe do Corpo de Aurores, sempre aparecerão bruxos com ideologias distorcidas.

“Ainda assim, esse não é motivo para perturbá-los, vocês devem pensar, porém, no último ano de vida de Voldemort ele criou uma maldição perigosa e letal. A maldição consistia em extrair a magia de um bruxo e garantir que ele nunca pudesse ter filhos.

“Durante anos tentamos combater esses efeitos, pensávamos que apenas um número pequeno de nascidos-trouxas tinha tido o infortúnio de encarar esse feitiço, mas estávamos enganados. A maldição é indolor, ou seja, quando ela é lançada a vítima não pode sentir nada até que seja tarde demais, e para piorar a situação, admiradores de Voldemort aprenderam a reproduzi-la.

“Portanto para ser mais específico, a comunidade está caindo em número com uma velocidade alarmante, não só nascidos-trouxas mas também “traidores do sangue” como os Weasleys que dos membros que sobreviveram à guerra, apenas Ginevra Weasley ainda possui sua magia e fertilidade, assim como a família Malfoy que foi marcada como “vermes”.

“Os “vermes” denominados assim pelos seguidores de Voldemort são bruxos puro sangue que ajudaram na queda de Voldemort ou não o ajudaram em sua construção da supremacia dos puros sangue, ou até os que o serviram porém foram perdoados da sentença em Azkaban. Portanto…. - ele fez uma pausa e todos o viram contrair o cenho - Eu gostaria de ver as pessoas que amo mais uma vez, mas o motivo pelo qual Dumbledore e eu decidimos fazer algo tão insensato assim, vai muito além do que qualquer sentimento pessoal.

“Trabalhamos incansavelmente tentando achar uma solução para isso, mas não há tempo. A qualquer momento eu ou Dumbledore podemos ser atingidos por essa maldição sem ao menos notarmos e então nossas chances estarão acabadas. Coletamos lembranças e as compilamos, e as enviamos para que vocês saibam o que deve ser feito. Peço desculpas, não pediria para vocês se arriscarem se houvesse outra maneira. Temos completa certeza de que o tempo onde vivemos agora não irá ser o mesmo, eu posso até mesmo não nascer ou deixar de existir, mas ainda assim é a melhor chance que nós temos. Por favor, nos ajudem, e se tudo correr bem, salvem o mundo bruxo de uma segunda guerra bruxa”.

 

A luz se apagou e todos ficaram no escuro por um tempo até que Dumbledore estalou os dedos acendendo tochas nas paredes, todos pareciam ter tido uma dose enorme de informações em pouquíssimo tempo.

-Entendo agora por que eu fiz o que fiz - Dumbledore se sentou em um puff particularmente rosa - Nós não tínhamos escolha, se os seguidores de Voldemort acabassem com a fertilidade e a magia de todas as pessoas de bem, seria impossível lutar contra eles.

Lilian olhou para o diretor.

-O senhor acha que Vol-Voldemort já pode ter criado esse feitiço? - ela perguntou atônita. Para alguém nascida-trouxa a magia era algo excepcional, um presente caído dos céus, perdê-la seria o mesmo que perder a vida.

-Acredito que não, minha querida, um feitiço assim seria um trunfo muito grande. Voldemort jamais o seguraria se o já tivesse. Não, acredito que ele ainda não o criou e se tiver ideias sobre ele em sua cabeça maquiavélica ainda não começou a criá-lo.

-Lembremos… - Severus colocou a cabeça para funcionar ao máximo - Que Potter disse que foi no último ano de vida do Lorde que ele criou esse feitiço, isso pode não ser verdade, pode ser que ele só tenha conseguido aperfeiçoá-lo então, porém, desde o primeiro ano de Potter em Hogwarts até o sexto pelo menos não há nenhum indício de nada parecido, o que nos leva a crer que se o Lorde começou a confeccionar a maldição, foi pelo menos depois do quarto ano do moleque, e isso em privado. O fato de tão poucos saberem sobre a maldição nos anos seguintes, demorando algumas décadas para perceberem o que aconteceu só demonstra que o Lorde a terminou pouquíssimo tempo antes de sua morte, e deve tê-la deixado escrito em algum lugar, demorando assim alguns bons anos até que seus admiradores tivessem o usado no maior número de bruxos possíveis atraindo assim a atenção do Ministério.

-Concordo com Severus - Remus o olhou compenetrado, aquela não era hora de desavenças infantis, o futuro dependia deles.

Assim Severus o cumprimentou com um movimento seco de cabeça ao lupino que sorriu em concordância com a trégua muda.

Tiago e Sirius trocaram olhares e balançaram a cabeça incrédulos pela troca de olhares porém não externaram sua preocupação.

Dumbledore se levantou desamassando as vestes.

-Bom, ainda é relativamente cedo, podemos ir para os nossos aposentos e descansarmos sobre esse assunto. Amanhã podemos conversar sobre qual será nossa decisão sobre tudo o que vimos e ouvimos esses dias. Boa noite, crianças.


 

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Severus esperou que todos saíssem o deixando a sós com Janette, viu Lilian vir em sua direção mas ele só balançou a cabeça em negativo, dizendo com o pequeno gesto que não poderia falar com ela no momento. Lilian entendendo o motivo fechou a cara e saiu a passos largos. Sirius que estava à porta querendo conversar com Janette que ainda estava sentada em sua poltrona habitual percebeu que não conseguiria abordá-la naquele momento, teria que esperar por algum momento em que o Ranhoso não estivesse por perto.

Severus se viu finalmente a sós com a pessoa que mais queria conversar nos últimos tempos.

-Janette....- ele a chamou levemente a percebendo ainda na mesma posição - Podemos conversar?

-Sobre o quê? - ela respondeu após um longo e cansado suspiro.

-Sobre nós, sobre o nosso futuro - Severus levitou uma poltrona para poder sentar-se perto da jovem.

-Não há futuro para nós - ela disse quase em um sussurro.

-Como pode saber disso? - ele franziu o cenho, não entendia o que estava acontecendo consigo. Deveria ir atrás de Lilian, deveria pedir desculpas, afinal, ela saíra dali brava com ele, mas por algum motivo, olhar o ombros caídos de Janette o causava uma dor maior ainda no coração do que semblante irado que Lilian pudesse ter feito.

Janette o olhou longamente como se se decidisse a contar-lhe algo extremamente importante.

-Eu... - ela fechou os olhos, suspirou e então encarou Severus com determinação - O que quer de mim?

-Bem, eu não sei. Temos uma filha, mesmo que ela ainda não tenha nascido... Isso é algum tipo de ligação, não é mesmo? - Severus sabia que não estava fazendo o menor sentido.

-Serena... - Janette pareceu saborear o nome entre os lábios - Ela não vai nascer Severus, não há necessidade de ficar perto de mim ou de ao menos fingir que me atura. Você nunca me suportou, sempre me achou patética que eu sei, portanto, deixe-me em paz.

Ela se levantou rapidamente, porém, isso acabou por desequilibra-la. Chorar tantas horas seguidas e a posição rígida em que ela ficou sentada todo aquele tempo fez sua cabeça rodar por um segundo. Mas Severus estava lá para ampará-la.

Janette sentiu a cabeça enevoar por estar nos braços daquele que ela sempre amou. Desde o primeiro ano quando viu o menino magrela ocupar uma cabine sozinho no expresso de Hogwarts ela já sentia que havia algo diferente ali.

Pensou que ele era sua Alma Gêmea. Contou para seus pais nas férias daquele ano, e mesmo ela estando feliz por ter certeza que havia encontrado seu parceiro, eles a desencorajaram.

"Não é possível que ele seja seu parceiro se ele não se sente da mesma forma, e se ele não pode enxergá-la com clareza quando está em sua forma Elfa".

Aquilo havia a destruido, porém, a sensação de que Severus era especial não ia embora. Mas naquele momento como se tivesse sentindo um choque de realidade, ela se solta dele. Ele não era sua Alma Gêmea, de alguma forma seu coração a estava enganando.

-Obrigada, vou voltar para meu quarto - disse ela se afastando, mas antes que atingisse a porta Severus intercepta o caminho.

-O que quer dizer com "ela não vai nascer"? - ele perguntou confuso.

-Por que se importa? - ela estava cansada, só queria dormir algumas horas merecidas.

-Me responda, minha pergunta veio primeiro - Ele insistiu, mas dessa vez porque não tinha uma resposta plausível para aquela questão. Por que se importava?

-Ok, vou falar devagar para ver se você entende - ela estava visivelmente brava dessa vez - Eu me sujeitei a ser uma amante, ou o que quer que tenha sido o nosso relacionamento por não sei que motivo me levou a me sujeitar àquilo. Eu confesso que tenho sentimentos por você Severus e isso não é nenhum grande segredo, acredito que já tenha percebido. Porém, você não pode me ver em minha forma élfica, o que significa que você não é minha Alma Gêmea. Minha eu daquele futuro deve ter pensado em algum momento que se fizesse você amá-la, que ela seria feliz, mas não é possível uma Alta Elfa ser feliz sem sua outra parte - ela bufou - Como eu posso ter sido tão burra? Eu não entendo! - ela segurou a cabeça entre as mãos incrédula com a própria estupidez.

Severus quase se entregou, sua boca abriu, mas som algum saiu dali.

Como ele poderia dizer que na verdade ele a podia ver, que ele apenas fingiu que não por medo. Medo de que alguma ligação entre eles o prendesse em algo que ele não entendia, mas que naquele momento não parecia ser algo tão ruim assim.

Janette agora tinha certeza de que ele não podia ser sua Alma Gêmea e por isso achava que sua eu do futuro tinha feito algum erro, embora Severus pudesse ver que de alguma forma a Janette do futuro sentisse mesmo sem nunca ter se mostrado verdadeiramente ao seu amor de que aquilo estava certo.

Que eles juntos eram o certo!

-Não se prenda por nada Severus - a voz de Janette resvalou nele como se o tirasse de um transe - Serena era uma menina linda e inteligente e será uma tristeza que ela não chegue a nascer nesse tempo, mas olhe pelo lado bom, você tem uma chance com Evans. Ela parece interessada em você... Não fique esperando para ir atrás do que você quer e só perceber que poderia ter sido feliz quando for tarde demais, como você viu nas memórias, sua vida foi muito triste sem ela.

Antes que Severus pudesse retrucar, Janette o contorna saindo porta afora com rapidez.

Severus olhava para as paredes de pedra sem entender seus sentimentos, sem entender seu eu do futuro, sem entender como ele pôde ter morrido sem ver quem era Janette, a mulher que o amou, que morreu por ele.

Ele não tinha tido uma vida tão miserável assim. Mesmo sendo extremamente cruel e rígido, era visível que era feliz com a filha, ou pelo menos foi antes de enviá-la para as garras de um estuprador.

Decidiu que uma noite de sono sem pensar em nada daquilo lhe faria bem.

Coçou os olhos cansados e só então a luz se fez em sua mente.

O Severus do futuro nunca tinha visto Janette sem o efeito do glamour, era óbvio. Janette achou que ele não a veria por que ele amava Evans, mas essa Janette... Ela... Ele pôde vê-la, ele a viu, não só sua forma física, mas seu ser.

Era difícil explicar até para si, mas quando Janette retirou o feitiço que a camuflava ele pôde senti-la, senti-la como parte de si mesmo.

Foi rápido por que ela logo voltou a se disfarçar, mas ele sabia o que tinha sentido.

Sentiu-se completo, mesmo que por poucos segundos.

Ele queria se sentir completo novamente.



 

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Todos olhavam para a mesa de madeira que carregava os restos do café da manhã farto que haviam tomado no escritório do diretor.

-Bom, eu acredito que aquelas memórias tenham afetado a todos aqui. Gostaria de saber se todos aqui estão dispostos a lutar contra a ameaça que representa Voldemort - Dumbledore falou fazendo as travessas vazias desaparecerem.

-É óbvio que estamos dispostos a lutar, mas acredito que devamos ter cuidado com o que conversamos aqui porque não sabemos que partido o Ranhoso vai tomar - Sirius vociferou literalmente mostrando os dentes para Severus.

-Sirius!! - Lilian e Remus o repreenderam.

-Estou falando alguma coisa errada? Aquele Severus pode ter ficado bonzinho com o tempo, mas nós não sabemos se esse aqui é confiável, por que como sabemos aquele só fez o que fez por causa de Lilian e a nossa Lilian não está morta! - ele continuou sem se importar com os olhares que lhe eram lançados - Até a filha dele ele mandou para ser estuprada!

Depois disso o que todos puderam ver foi um estrondo branco que tomou conta da sala inteira. Severus que já estava em pé com a varinha apontada para Sirius parou de recitar o feitiço no meio quando a explosão branca tomou conta do lugar.

Dumbledore estava em pé imponente olhando a todos.

-Há uma ameaça lá fora que pode dizimar o mundo bruxo em cinquenta anos, se aqui dentro, onde deveria haver harmonia para passarmos por esses momentos difíceis ocorrer esse tipo de comportamento, então, receio que o mundo bruxo esteja perdido de uma vez por todas.

Dumbledore voltou a se sentar aparentando cansaço.

O silêncio se estendeu por longos minutos até que Janette interveio após Severus ter se sentado também.

-Acredito que o senhor já deva ter um plano.

-Como uma Ravenclaw, bem direto ao ponto - Dumbledore sorriu francamente - Sim, se todos estiverem de acordo, eu tracei um plano. Óbviamente que o medalhão deverá ser resgatado.

-Malequith? - Tiago perguntou já sentindo um arrepio subir as costas.

-Não, embora esteja bem próximo. Desde que vimos a parte do medalhão nas memórias, mandei algumas corujas para alguns amigos, e descobri uma lenda antiga sobre um lugar onde apenas os puros podem entrar. Acredito que Malequith tenha em algum momento no futuro descoberto dos poderes do medalhão e tenha usado uma de suas crianças para roubá-lo, já que a caverna que consta na lenda fica muito perto do covil onde ele esconde as crianças que sequestra.

-Com… puros o senhor que dizer...ah, virgens? - Remus questionou incerto.

-Sim, sr. Lupin, infelizmente se fosse outra a circunstância eu teria amigos Aurores ou até eu mesmo o buscaria, mas achar virgens não está sendo uma matéria fácil no momento - Dumbledore sorriu dos rostos envergonhados - E como há alguns perigos na caverna e também a possibilidade de aparecerem caçadores de Malequith não é inexistente, creio que se forem todos juntos não haverão tantos riscos, afinal, me orgulho em dizer que nessa sala estão alguns dos mais brilhantes alunos que essa instituição já viu.

Mais um silêncio desconfortável se instalou enquanto Dumbledore esperava a concordância de todos.

-Desculpa diretor, mas puro é uma coisa que eu não sou há um bom tempo - Sirius gracejou para disfarçar o desconforto.

-Ah, hum, eu-eu também… - Remus olhava para as próprias mãos.

Lilian e Tiago trocaram um olhar significativo e coraram.

-Pelas minhas barbas! - Dumbledore arqueou as sobrancelhas surpreso - As crianças de hoje estão mais avançadas do que eu imaginava.

-Dificilmente somos crianças, diretor. Somos adultos, todos aqui já tem 17 anos - Tiago tentou se defender.

-Bom, eu ainda sou… ah, virgem - Severus encarou a madeira da mesa.

-Mas é claro que o Ranho- uh - Sirius tomou uma cotovelada de Tiago que por mais que quisesse implicar com o outro também percebia que agora não era o momento.

-Bom, eu também sou - Janette disse como se não fosse nada demais.

Dumbledore pensou por alguns segundos.

-Não posso mandá-los - disse por fim.

-Por que não? - Severus e Janette perguntaram juntos sem notar.

-Quando eu pensei que pudessem resgatar o medalhão, acreditei que a maioria de vocês poderiam ir, mas apenas dois… Não posso fazer isso, não posso cometer o mesmo erro que meu eu futuro cometeu.

Janette que passou a noite inteira remoendo sobre quem era e como deveria agir dali para frente decidiu que usaria sua herança e poder para ajudar a terminar com aquela guerra, que caso se estendesse demais corria o risco de acabar com o reino onde seus pais e amigos viviam, ela não poderia ficar mais recolhida em um canto.

-Alvo Dumbledore, acredito que esses olhos em sua cara não estão lhe servindo de nada, não me importo com o que aconteceu com uma criança que nem ao menos nasceu, eu não sou Serena, meus poderes não se igualam a ela, faço parte da linhagem principal de meu povo, se eu quiser ir sozinha duvido que alguém me impediria de pegar esse medalhão mesmo que meus poderes não estejam em seu pico ainda.

Dumbledore pareceu ter levado um choque.

-Não se remoa de culpa, o que fez no futuro fez porque foi o necessário, se ficar com pudores demais aqui, não conseguiremos nada, é óbvio que mesmo conhecendo o futuro ainda teremos perdas, portanto pare de choramingar e diga onde é esse diabo de caverna!

Todos olharam para Janette como se ela tivesse criado uma cabeça a mais.

-Huh, acredito que Janette esteja certa diretor - Severus concordou - Daremos conta.

Janette olhou Severus como se fosse dizer algo extremamente desagradável para ele mas desistiu.

Dumbledore deu algumas tossidelas.

-Certo, então já que insistem e não temos muitas opções, vocês vão buscar o medalhão enquanto os outros irão treinar comigo nesse meio tempo.



 

Continua >>>>>>>>

 


Notas Finais


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