História Primeira Caçada - Capítulo 1


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Categorias Devil May Cry
Personagens Dante, Personagens Originais
Visualizações 40
Palavras 798
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Fluffy, Magia, Sobrenatural
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aproveitando a semana fria, nada melhor que aquecer o coraçãozinho com um momento pai e filho qq

Capítulo 1 - Capítulo Único


Aborrecido era a expressão que o definia bem aquele momento enquanto apressava o passo. Em seu encalço estava Dante parecendo bem mais animado e ostentando um sorriso, talvez devido a oportunidade de trabalhar com o ele — seu filho. Gael não escondia seu desagrado em dividir a cena com seu progenitor, que ironicamente acabara de conhecer ao vivo. Nos seus recentes catorze anos, só o viu através de fotografias e o pouco que sabia a seu respeito eram o que falavam, sobretudo sua mãe e seu tio e mentor, Vergil. E diferente de qualquer encontro familiar, Gael não estava nem um pouco feliz com esse contato forçado. Na verdade queria entender o real propósito de ter companhia, nem seria a primeira vez que partia em uma missão sozinho e quem geralmente o acompanhava era Vergil.

— O tempo passa voando mesmo e você parece muito comigo na sua idade — Gael olhou de soslaio com desprezo, não abalando em nada a postura do meio-demônio.

— Por que você veio afinal? — perguntou em tom hostil. — Não sou uma criança pra precisar de babá.

— Estou aqui pra te ver em ação e — fez uma pausa dramática com a clara intenção de provocar o garoto. — Catorze anos. Você ainda nem saiu das fraldas. Acho que é muito cheio de si pra um garoto que não chega nem a metade do meu tamanho.

— Cala a boca, velhote de merda! — rosnou irritado, arrancando risos de Dante. Por mais auto disciplina que Gael tenha treinado, ainda era um adolescente e as palavras certas somado a pessoa certa poderiam fazê-lo explodir rapidamente. O garoto possuía um gênio difícil e que dobrá-lo seria uma tarefa árdua e praticamente impossível. Conquistá-lo pelo seus pequenos pontos fracos soava mais fácil e divertido.

— Devia falar melhor com seu velho pai — brincou, ganhando um muxoxo enraivecido.

— Pai? Eu não tenho pai — Dante viu, naquele breve instante, ele mesmo mais jovem projetado em seu filho. Pronunciando a mesma frase. Como um carma. — Um pai é muito mais que doar material genético.

Dante suspirou.

Mudar o ponto de vista dele levaria tempo e exigiria paciência. Mas estava preparado. Sempre esteve, isso desde o momento que descobriu a existência de seu primogênito.

Ao chegar no depósito abandonado, os dois caçadores pararam na entrada. Dante fixou atenção em Gael que, assim como a mãe, conseguia fazer uma leitura energética com perfeição.

— Nove. E um décimo cuja aura indica mais poder. O que daria pra concluir é o que comanda a pequena horda — informou, cético. — Temos que mantê-los aqui. Evitamos civis envolvidos e a destruição do patrimônio público.

Dante deu de ombros e com um gesto despreocupado abriu espaço pro garoto ir na frente. Não lutaria, exceto se for necessário. Queria ver a capacidade do garoto e avaliar seu estilo único de batalha.

Por dentro, a escuridão impedia que enxergassem, mas Dante sentiu o deslocar gracioso e ágil do filho ao eliminar os demônios presentes. Gael estalou os dedos invocando uma esfera de luz que resplandeceu suavemente, iluminando o galpão. Não demonstrando surpresa ou medo, o pequeno caçador fitou o líder do pequeno grupo. Comparado aos demais, esse detinha mais peso energético; acentuando seu tamanho, quase como se ficasse maior.

O meio-demônio instintivamente com o mero risco do filho ser ferido, tocou o punho de Rebellion, prontificando-se a atacar.

— Isso é alguma piada? — a criatura debochou, olhando para o menino. — O que um pirralho como você... — antes que tivesse tempo para terminar seu comentário, metade de seu corpo já havia sido dilacerado em um movimento quase imperceptível.

— Saiba seu lugar — Gael cuspiu com claro desdém. Dante franziu a testa, até mesmo na questão hábitos vagamente lembrava Vergil — o que já devia nem ser surpresa, uma vez que seu irmão foi o responsável pelo treinamento do menino.

— Esse é o meu garoto — aproximou-se dele, tocando de leve seu ombro. — Estou orgulhoso do quão forte você se tornou — Gael o encarou, pela primeira vez, sem nenhum traço de inimizade, raiva ou apatia. Uma faísca de alegria legítima atravessou os olhos azuis dele, algo que o fazia, de fato, parecer o que é: uma criança. Era impressionante vê-lo esboçar um discreto sorriso, contente pelo reconhecimento vindo do pai. Dante percebeu com um pouco de esperança que mesmo não admitindo, aquilo significou muito pro seu filho — talvez durante todo esse tempo tivesse esperado para ouvir aquilo. Um sinal de que nem tudo estava perdido. Que, com muito esforço, teria maneiras para construir o laço de pai e ganhar o carinho de Gael. Repentinamente o garoto chacoalhou a cabeça, retomando a pose austera, disfarçando o sutil rubor que tingiu suas bochechas.

— Vamos embora, velhote.



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