História Primeiras e segundas vezes - Capítulo 5


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Taeyong, Winwin, Yuta
Tags Comedia, Nct, Winta, Yutae, Yuwin
Visualizações 21
Palavras 1.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Ainda tem alguém lendo?
Se tiver, eu queria dizer que não consegui me decidir e coloquei dois nomes nesse capítulo
Acho que coisas assim acontecem kkkk indecisão é o mal do século
Ah, espero que já tenha dado pra perceber que as personalidades deles não tem muito a ver com as reais (talvez um tracinho aqui e ali)
Acho que tô querendo zoar essa fanfic toda por conta da desilusão

Capítulo 5 - Vamos ao colégio juntos


O estado em que se encontrava era triste. Deplorável seria a palavra mais correta para descrevê-lo, porém causaria dó rebaixá-lo a esse nível, porque Yuta era apenas um adolescente com seus hormônios a flor da pele. Que culpa tinha se Sicheng havia sido o primeiro a ter um contato tão íntimo – em sua cabeça – com ele como se sentar no colo? Camadas grossas de roupa do uniforme e do pijama impediam que suas peles se tocassem, porém, as únicas partes superiores descobertas de seu corpo, o rosto e as mãos, não paravam de suar pelo nervosismo excessivo. As bochechas estavam avermelhadas e quentes, os dedos sem saber onde se posicionar, alternando entre o colchão e as laterais de seu próprio torso. O rapaz sempre esteve tão concentrado em seu próprio mundo, cultivando sua redoma imaginária, que nunca percebeu, nem mesmo com tamanha proximidade, os traços atraentes do rosto de Sicheng. Seus olhos eram amplos, embora puxados (nada muito diferente da maioria do país, Yuta pensou quando o viu pela primeira vez), suas coxas não eram fartas, porém definidas, como se ele malhasse todos os dias (o que era uma meia verdade, mas só ficaria sabendo disso mais tarde) e o seu cabelo tingido, a única característica que se permitiu notar logo de cara. Era uma mistura de loiro com cor-de-rosa, ambos desbotados e ainda assim chamativos. Isso o fez se recordar dos boatos que ouvia pelos corredores, sobre há alguns anos, antes da gestão do avô de Yukhei, o colégio Heiwa não permitir cabelos de outra cor senão preto ou castanho escuro. Assim como na maioria das instituições educacionais japonesas, a “igualdade de superfície” fora sempre muito prezada, de modo que os uniformes, as mochilas, os calçados, os acessórios e tudo que pertencesse a esse ambiente escolar sofria uma cruel padronização. Com a cor dos cabelos dos alunos não poderia ser diferente. Haviam boatos de que o próprio Yukhei se esforçou para conseguir uma petição de mudança para com o avô, já que ele mesmo queria poder ir ao colégio com os cabelos tingidos. Uma mudança recente e muito bem usufruída pelo presidente do conselho estudantil no dia seguinte ao que foi aprovada. Nada suspeito, certo?

Embora naquele exato segundo estivessem acontecendo catástrofes em outros lugares do mundo como explosões, guerras, disputas para conseguir alimento, abrigo e água, Yuta só conseguia pensar no quanto queria se livrar daquele peso torturante sobre o seu colo e isso fez com que ele ficasse incrivelmente irritado com a pessoa que estava se tornando diante da situação. Desperto novamente ao mundo real, empurrou Sicheng para frente com as duas mãos. De preferência queria que ele saísse de cima do seu corpo. Sabia que estava sendo alarmado, mas jamais passaria em sua mente que também estava sendo ridículo. A verdade é que não percebia que uma situação como aquela era normal, bastante corriqueira na vida de pessoas como Taeyong, Yukhei e afins – sem contar que não haviam segundas intenções naquele gesto. Sicheng só queria companhia para ir ao colégio e estava se esforçando para conseguir do seu próprio jeito. Duas educações em casa completamente distintas uma da outra e seus resultados, era isso que Sicheng e Yuta seriam de um ponto de vista cético, mas para uma pessoa qualquer os dois eram apenas adolescentes comuns vivendo suas vidas cada qual da maneira que foi ensinado. Assim, o rapaz finalmente apoiou as mãos no colchão e sentou-se na cama, encarando Yuta um tanto quanto assustado, considerando que jamais imaginou receber uma reação tão sem graça como aquela. Abriu bem os seus olhos e piscou uma, duas, três vezes, tentando voltar ao mundo real também. De todas as vezes que agiu de tal maneira despojada com outros garotos e garotas, nunca sentiu aquele rubor que teimava em surgir no seu rosto.

– Yuta. – tomou coragem para abrir a boca e começar a dizer. – Você me ofendeu. Eu sei que sou um garoto também, mas você ficou tão surpreso que... – deu uma pausa para rir em alto e bom som. – Me senti estranho. Acho que culpado. Eu só queria que você me ajudasse como o presidente do conselho disse que você ajudaria. Quero dizer, seu japonês é muito bom e tudo mais. – encostou seus dedos indicadores um no outro e começou a afastá-los e juntá-los novamente.

– O que você quer? – respondeu direto e sério, muito mais do que a situação exigia. Depois do choque de realidade finalmente estava recuperado e pronto para bater de frente. As cobertas agora aqueciam parte de seus joelhos descobertos por conta da bermuda do pijama e seus braços se mantinham cruzados na altura do peito.

– Quero me adaptar ao colégio! – exclamou desesperado. Aquele rapaz em sua frente era tão estranho e inesperado que sentia medo de dizer qualquer palavra em falso e perder a mínima chance de receber ajuda que ainda restava para ele. – É o que eu mais quero.

– Mas... – pigarreou, pensando em uma estratégia para desviar da responsabilidade eminente que sabia ter. – Seu japonês já é muito bom! Veio da china, certo? – poderia parecer bipolar, porém não perderia a chance de mostrar seu conhecimento. Estudar ao invés de sair por aí depois das aulas como seus colegas de turma às vezes valia a pena.

– Eu sou! Leu na minha ficha de estudante? Estranho. Yukhei disse que você nem quis segurar o arquivo direito. – fechou a mão direita em punho e apoiou a maçã do rosto contra ela.

– Na verdade eu só li o seu nome. – estava sendo sincero. – Dong Sicheng. Imaginei que fosse mesmo um nome chinês.

– Bem, eu poderia ser um estrangeiro naturalizado chinês que quis mudar o próprio nome para não se sentir deslocado! – rebateu. Suas mãos faziam vários gestos desconexos e agitados. – Eu podia ser russo, estadunidense, canadense...

– Não, você não poderia. Quero dizer, não puro, talvez mestiço. Eu posso te ver, esqueceu? Asiáticos tem certos traços característicos, como a cor da pele, os olhos...

– A tendência a ter o pinto pequeno?

Yuta revirou os olhos.

– Eu vou fingir que não ouvi isso.

– Nossa, você é mesmo sem graça. – deu um sorrisinho sacana. – Bem que Yukhei me avisou que você não gostava de piadinhas.

– As imorais não. – relaxou os braços sobre as coxas, porém tomou uma expressão séria no rosto.

– As imorais não. – repetiu, abrindo e fechando a mão em formato de boca enquanto afinava a própria voz para imitar a voz do outro.

– Você pode sair da minha casa, agora? – fez uma pergunta retórica, apontando para a porta do quarto.

– Só saio com você no encalço! A partir de hoje você é meu mestre e vai me ajudar.

– Agradeço a oportunidade, mas recuso. E mestre não é a palavra certa. Acho que você quis dizer tutor ou professor. Precisa mesmo treinar mais palavras em japonês. Aliás, nunca ouvi alguém usar a palavra encalço antes. – estava divagando tanto, como era de costume, que nem percebeu quando sua blusa de manga comprida começou a ser puxada para cima por Sicheng, revelando parte de seu abdômen não tão definido quanto ele gostaria que fosse. Embora não possuísse a menor intenção de mostrar o corpo para outra pessoa senão ele mesmo, gostaria de estar um pouco mais em forma. Desde que parou de jogar tênis no clube do Ensino Fundamental e graças a sua rotina antissocial, acabou ganhando peso, apenas alguns quilinhos a mais, nada muito exagerado.

– O que você tá fazendo?! – gritou abismado.

– Tirando a sua roupa. – respondeu calmamente e em seguida levantou-se da cama para abrir o armário do dono do quarto. Procurou pelo conjunto do uniforme entre várias camisas sociais e calças e quando o encontrou, voltou com o cabide em mãos.

– C-como você consegue dizer isso com tanta calma?

– Você malicia tudo, sabia? Sua mente deve ser a mais pervertida do colégio! E olha que eu sei da fama que o nosso presidente tem. – pontuou pensativo, jogando a vestimenta na cama e depois o próprio corpo novamente, dessa vez de bruços, bem ao lado do outro.

– Que absurdo. – ficou emburrado, quase fazendo birra como uma criança. – Eu sou completamente o oposto disso. – derrotado, suspirou fundo e começou a tirar os restante do pijama. – Feche os olhos. – ordenou.

Dessa vez foi a vez de Sicheng de revirar os olhos, só que ele não gostava de fazer isso, então apenas balbuciou alguma ofensa inaudível em mandarim.

– Você não tem nada que eu não tenha! – gritou indignado, porém acatou as ordens do outro. – Tudo bem, só porque você é mais velho. Senpai, certo? – deu risada, mordendo a língua de leve entre os dentes da frente.

– Sim. – respondeu indiferente e sem ânimo algum. Agora fechava os últimos botões dourados da parte superior do uniforme, quase terminando de se arrumar.

– Eu achei que todos os japoneses tinham algum... Sei lá, fetiche por ser chamado de Senpai. – suspirou pesado, triste por teu seu senso comum provindo de animes destruído.

– Alguns, mas pra mim é só um pronome de tratamento. – pronunciou-se da mesma maneira que a anterior. – Pronto, pode olhar.

E então Sicheng se virou de barriga para cima. Seus olhos ficaram arregalados automaticamente e nem ele entendeu o porquê, uma vez que Yuta estava vestido exatamente da mesma maneira que no momento em que se conheceram, com o uniforme azul marinho e os sapatos marrons bem polidos. No entanto, sua postura mudou. Afinal de contas estava menos envergonhado e sério. Parecia até mesmo um empresário de respeito, mas era só um veterano colegial como qualquer outro, esforçando-se para se formar e conseguir ingressar numa boa faculdade.

– B-bom, você está pronto, muito bem! – sua voz tremeu durante seus dizeres, sem um motivo que ele pudesse compreender naquele momento. – Só falta uma coisa! – molhou seu dedo na língua, pegando uma pequena quantidade de saliva, e passou na franja do mais velho, que fez uma cara de completo desgosto, empurrando-a para trás. – Pronto! Agora você faz o mesmo com o meu cabelo e já pode dizer pra todo mundo que trocou saliva com alguém. – riu baixinho, saiu do quarto e desceu as escadas sem esperar pelo outro rapaz. O encontraria lá fora.

Perto da porta, repassou a conversa em sua cabeça e realizou que fez brincadeiras como se tivessem bem mais intimidade do que realmente tinham, mas não ligou. Sicheng agia assim: se afeiçoava rápido para com as pessoas e, embora não definisse essa característica como algo bom ou ruim, sabia que era um traço forte de sua personalidade. Definia quem ele verdadeiramente era.

Enquanto isso, ainda em seu quarto, Yuta permanecia sem palavras. A única coisa que sabia era que estava muito irritado, atrasado para o colégio depois de tanta conversa fiada e derrotado, porque nunca tinha andado lado a lado àquela hora do dia com alguém que não fosse Taeyong. Sentia um aperto no peito, uma felicidade incomum que não queria sentir. Naquele instante ele não sabia, mas sentiria gradualmente cada vez mais daquilo quando Sicheng fosse chamá-lo para irem juntos ao colégio todas as manhãs.

 


Notas Finais


Obrigada por ler e nos vemos de novo em breve! (dessa vez é sério)


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