História Primeiro beijo - Capítulo 1


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Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Beijo, Mike, Mitw, Pac
Visualizações 163
Palavras 2.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, esse era um capítulo de uma outra fanfic. Mas decidi apagar a fanfic e repostar como Oneshot's.
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Experiências


Em um domingo de sol alto, um caminhão de mudanças estacionou na pequena rua. Um garoto curioso de 15 anos olhava de sua janela para o tal carro cheio de móveis.

Espiou bastante ao ponto de ver toda a mudança ser concluída. No final do descarregamento viu um outro garoto, devia ter sua idade. Ele usava uma jaqueta preta, óculos de grau e sorria para um homem mais velho, que deduziu ser o pai do garoto.

Na segunda-feira, viu aquele mesmo garoto do dia anterior na sua sala de aula. Descobriu que o seu nome era Mikhael, mas ele não gostava de ser chamado assim, preferia que todos o chamassem de Mike.

Riu quando ele falou que gostava de video-games e um dia ia criar seu próprio game e faria muito sucesso.

Na hora da saída, os dois iam pelo mesmo caminho, então Mike resolveu fazer novos amigos na nova cidade. Foram o caminho todo conversando enquanto caminhavam. Falavam sobre a escola, sobre os vizinhos. O garoto de óculos era sempre muito engraçado e curioso sobre a vida do seu vizinho.

-Foi muito bom te conhecer, Pac. Espero que possamos ser amigos. -falou quando chegaram na porta do antigo morador.

-Claro que sim. Seremos bons amigos. -respondeu sorrindo.

-Passo por aqui amanhã para irmos para a escola. Tudo bem?

-Tudo. Até amanhã.

-Até, novo amigo. -Mike deu alguns passos a mais e estava em sua porta.

Os dois entraram para suas respectivas residências e depois daquele dia a grande amizade começou.

Quatro meses desde aquele dia, os dois eram quase inseparáveis. Todos os dias se viam, conversavam e sabiam quase tudo da vida um do outro.

Mike era um livro aberto e conversava sobre tudo. Diferente de Pac que se restringia quando o assunto era namoro ou algo do tipo. O garoto fugia desse assunto como o diabo fugia da cruz.

Mikhael nunca entendeu muito bem por que ele era tão evasivo em relação à isso. Mas nunca quis chatear o amigo, então deixava ele fugir. Era estranho, mas achou que não era da sua conta, seja lá o que fosse.

Era normal para o de óculos falar sobre suas paqueras e de como foi o encontro que teve com alguém. Já para Pac era completamente incômodo.

Ele guardava um segredo. Um segredo bobo, mas importante. Era BV, nunca tinha beijado ninguém. Isso o apavorava, queria esconder isso de todo mundo, até mesmo de Mike que a essa altura era seu melhor amigo.

Sabia que Mike não iria zombar de si, mas mesmo assim, tinha muita vergonha. Ele era um garoto de quinze anos que nunca ficou com alguém. Na sua opinião era muito vergonhoso.

Na sexta-feira depois da escola, os dois foram para o quintal da casa de Mike. Eles iriam fazer um piquenique, o famoso piquenique de toda sexta-feira. Já era uma tradição para os dois.

-O que você acha de um encontro duplo?

-O quê? -Pac se surpreendeu.

-Lembra daquela menina que falou comigo hoje de manhã? -o outro confirmou com a cabeça. -Ela me chamou para ir ao cinema no domingo. A prima dela vai com a gente, então pensei que seria bom te apresentar a ela. Assim iríamos em um encontro duplo. -deu de ombros. -O que acha?

O outro engoliu em seco. Queria ir à um encontro, mas tinha medo. Medo de dar tudo errado, medo da garota ficar esperando um beijo seu e ele não conseguir vencer o nervosismo. Iria decepcionar a pobre garota. Podia acontecer até pior, eles poderiam se beijar e ela não gostar do beijo. Então espalharia para toda a cidade, para o mundo, que Tarik Pacagnan não sabia beijar.

-Acho melhor não. -olhou para o chão.

Os dois estavam sentados embaixo da grande árvore que tinha no quintal. A toalha de mesa forrava o chão, encima dela tinha guloseimas, suco, guardanapo e sanduiches de presunto.

-Ah, vai ser legal. Vamos?

-Eu não sei, Mike.

-Desde que te conheci nunca te vi saindo com ninguém. Não vai me dizer que nunca foi em um encontro?! -riu.

O momento até podia ser engraçado para Mike que riu pela hipótese. Mas seu sorriso logo morreu ao notar os ombros escolhidos do amigo ao seu lado.

-Acho que está ficando muito frio. Vou para minha casa. -tentou levantar mas foi impedido.

-Espera. Isso é sério? Você nunca foi a um encontro? -segurou o braço de Pac o impedindo de se levantar.

-Eu não quero falar sobre isso. -virou o rosto para o lado contrário.

-Pac... me desculpa. Eu não sabia, só queria fazer uma piada. Não esperava que realmente você..

-Tudo bem, Mike. Não tinha como você saber. -engoliu em seco.

-Então é verdade?

Mike soltou o braço do amigo que finalmente relaxou os músculos do corpo inteiro. Se encostou no tronco da árvore e suspirou.

-É verdade. Eu nunca tive um encontro, na verdade nunca nem beijei ninguém.

-Você é bv? -Mike o olhou.

-Sou. Pode rir o quanto quiser. -bufou.

-Por que eu ia rir disso?

-Porque é ridículo. Eu tenho quinze anos e nunca beijei ninguém.

-E daí? Beijo não é algo que tem padrão. Você beija quando quiser, com quem quiser. Com 12, 13, 15, 20, 25 anos. Não importa a idade. O que importa é que seja bom para você e que esteja pronto para isso.

-É. Pense como quiser. Eu penso que é ridículo. -revirou os olhos.

-Não é ruim assim, Pac.

-Ah, é? Com quantos anos você beijou pela primeira vez? -Pac cruzou os braços.

-Treze. -respondeu sincero.

-Está vendo?! Dois anos atrás. Eu sou o único idiota do mundo que ainda não beijou. -revirou os olhos novamente.

-Deixa de drama. Eu beijei uma garota aos treze, mas não passei esses dois anos beijando todo mundo.

-Mas já beijou. Isso que importa.

-Então ok. Vamos no encontro de domingo e você beija a garota. Pronto, problema resolvido. -Mike sorriu.

-Não é assim, Mikhael. Eu não sei se consigo. É difícil controlar minha ansiedade, e se eu não tomar atitude? E se ela não gostar? Eu nem conheço ela. E se eu não me sentir atraído por ela ao ponto de querer beijar?

-Você é complicado. -Mike se encostou na árvore também.

-Está vendo? Nem você que é meu amigo está me entendendo. Imagine a tal garota. -Pac se lamentou.

-É isso! -Mike quase gritou e se desencostou da árvore.

-O quê foi, cara?

-Você não conhece ela, mas me conhece.

-E o que tem a ver?

-Você confia em mim, não confia? -perguntou entusiasmado.

-Confio. Você é meu melhor amigo. -Pac sorriu de lado.

-Então é isso. Eu como seu melhor amigo tenho o dever de te ajudar com seu problema. Já que você não está confiante de beijar alguém desconhecido. Vai perder o bv comigo. -fez gesto com as mãos, imitando um apresentador de circo.

-O quê? -quase gritou.

-Eu sou a solução do seu problema, cara. Pensa comigo. Você não quer perder seu bv com uma desconhecida, mas eu sou conhecido. Você tem medo de não saber beijar, eu posso te ensinar. Você tem vergonha de que ela saia rindo, eu nunca iria rir de você. -explicou.

-Você é maluco. -Pac riu, balançando a cabeça em negativa.

-Prefere perder o bv com uma menina? Tudo bem eu posso pedir à minha prima. Ela toparia. -sugeriu.

-Não. Isso é vergonhoso demais. -Pac interrompeu, chateado.

-Então a única saída sou eu. -Mike arqueoou uma sobrancelha. -Topa?

-Jura que não vai rir de mim?

-Juro de dedinho. -levantou o mindinho.

Pac entrelaçou seu mindinho no do seu amigo e o juramento estava feito.

-Tudo bem. Eu confio em você. Algum conselho que tenho que aprender? -perguntou sem graça.

-Na verdade sim. Não queira beijar como beijos de novela ou filmes. Aquilo é tudo mentira.

O outro balançou a cabeça entendendo.

-Ah, e se não gostar, pode parar na hora que quiser. Não se sinta obrigado a nada. Entendeu?

-Entendi. Vamos lá. -puxou Mike com pressa.

O de óculos riu e parou a cabeça para não se aproximar.

-O que foi?

-Não precisa ter pressa, Pac. Eu não vou fugir ou ser abduzido. -sorriu quando o outro olhou para baixo em sinal de vergonha.

-Desculpa...

-Tudo bem. Vamos com calma, isso tem que ser bom para você e não precisa de pressa alguma.

-Eu... desculpa.. -pediu de novo.

-Não precisa se desculpar. -Mike colocou a mão na bochecha dele e passou o polegar.

Pac fechou os olhos com o carinho recebido.

-Não pense em mais nada. Ok? Só desfrute da oportunidade.

-Ok. -abriu os olhos.

Mike com a outra mão, tirou seus próprios óculos do rosto e umedeceu os lábios com a língua. Se aproximou devagar do amigo. Sua mão saiu da bochecha e foi para o pescoço, o trazendo para perto também.

Viu o mais novo fechar os olhos, aproveitou e fechou os seus também. Sentiu o hálito quente do outro e sorriu minimamente. Em questão de segundos, sentiu os lábios macios de Pac contra os seus.

Com todo cuidado e calma do mundo, beijou os lábios alheios. Sem língua, sem malícia, apenas os lábios movendo lentamente um sobre o outro.

A mão de Pac estava suada, ele estava quase tendo um treco. Mike puxou ainda mais sua cabeça quando iniciou o beijo e ele tomou a atitude de levar sua mão trêmula para o ombro do amigo.

O beijo demorou apenas o tempo suficiente para Pac sentir um alívio de não ser mais bv.

-Para o primeiro beijo, você mandou muito bem. -falou quando as bocas se separou.

-Obrigado. -Pac sorriu envergonhado.

-Não tem o que agradecer. -sorriu e se afastou do amigo.

Houve um breve silêncio entre os dois. O beijo recém dado tinha sido bom, mas para Pac ainda faltava aprender mais.

-Acha que está pronto agora? -Mike quebrou o silêncio.

-Acho que sim. Mas...

-O que foi? -Mike o olhou preocupado.

-E se ela quiser... você sabe.. botar a... -estava morrendo de vergonha para terminar a frase.

-Beijar de língua? -Mike completou e viu o amigo se encolher.

-É.

-Você quer beijar de língua? -o mais novo quase desmaiou pela pergunta.

-Eu.. se você quiser.. eu não.. Você já me ajudou muito. Não quero te causar desconforto. Sei lá.. -tentou se levantar.

O mais velho, o puxou para ficar sentado. Ele era tão envergonhado que às vezes, Mike ria da sua inocência.

-Se você quer que eu te beije de língua é só pedir. -sorriu.

-Não vai me achar um completo idiota?

-Claro que não, Pac. Essa é uma experiência nova para você. E eu me sinto muito bem de poder te ajudar. Você quer minha ajuda?

-Quero. -engoliu em seco.

-Tudo bem. Não é diferente do outro beijo. Você só tem que mover a língua também. Sentir a outra boca. Entendeu?

-Entendi.

-Não precisar colocar sua língua na minha garganta. É só sentir e explorar.

-Meu Deus! Que vergonha. -se encolheu de tanta vergonha.

Não podia descrever o tanto de adrenalina que percorria pelo seu corpo.

-Não precisa ter vergonha de mim. Está pronto?

Pac balançou a cabeça e se aproximou. Dessa vez, ele que puxou a cabeça de Mike para perto da sua. Mike novamente iniciou o beijo lento e macio. Mas dessa vez, sentiu algo molhado e quente passar pelos seus lábios. Se arrepiou com o toque gostoso e passou sua própria língua pelos lábios do amigo. Em certo momento sentiu as línguas se encontrarem e sentiu um sentimento tão bom de alívio misturado com aconchego.

Nesse novo beijo, os minutos passaram. Os dois se separaram e sorriram simultaneamente.

-Você aprende rápido. -Mike sorriu e deu um último selinho nele.

-Você acha que eu fui bem?

-Ótimo. -Mike passou o polegar pelos lábios do mais novo.

Os lábios avermelhados pelo recente trabalho lhe chamava a atenção. Apesar de ser a primeira experiência de Pac, ele aprendia muito rápido. O beijo dele era calmo e doce. Mas tinha aquela pitada de quero mais.

-Acha que está pronto ou precisa treinar mais?

-Você que tem que me dizer isso. -Pac parecia nervoso pela resposta.

-Acho que você está pronto. Mas...

-O que foi? Fiz algo errado? -botou a mão na boca.

-Não. Não fez nada errado. Eu só queria te ensinar alguns truques. -sorriu de lado. -E.. sei lá.. queria te beijar mais. -olhou para o outro lado.

Agora ele que estava com vergonha.

-Tudo bem. Eu quero treinar mais. -Pac sorriu tímido.

Se aproximou do outro e o beijou, Mike correspondeu de imediato.

Os dois passaram o resto da tarde "Treinando".

No domingo, estavam prontos para irem ao encontro. Mas sem meninas, eles desmarcaram o encontro duplo. Agora tinha apenas o encontro dos dois.

O amor é algo inocente, que nasce do momento mais banal do cotidiano. Às vezes dura anos para acontecer, às vezes dura segundos.

Os jovens têm o péssimo costume de se achar inferiores e até diferentes por não seguirem o tal "padrão" feito pela sociedade. Não é vergonha alguma esperar está pronto para ter qualquer primeira experiência. Foi isso que Mike ensinou para seu melhor amigo


Notas Finais


Peço que quem comentou na fanfic, comente novamente aqui. Favoritem e recomende para outros fãs de Mitw!

Beijinhos...


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