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História .primeiro beijo de verdade — chensung. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


bem, espero que gostem e me perdoem qualquer erro

Capítulo 1 - .capítulo único


 primeiro beijo de verdade                   


“eu beijaria você”

a frase escapou dos lábios do mais novo entre eles, o Zhong o olhou, sorriu, e por um momento não disse nada, causando um leve sentimento de ansiedade no coreano que, ao auge dos seus 17 anos, ainda não tinha beijado na boca. 

beijar na boca... e por que aquilo era tão importante mesmo? 

que nada, o Park nem achava aquilo tão necessário, mas se passava pela sua mente algo como: quem seria capaz de me beijar a não ser ele? sabia que Chenle era um garoto bem mais vivido, por diversas vezes contou suas experiências, era um beijoqueiro, e imaginou que ele não fosse recusar. além de que, definitivamente não era uma má ideia beija-lo, eram melhores amigos, se sentia tão confortável ao seu lado ao ponto de ceder a aquilo, sem experiência alguma. 

era agora, ou nunca. 

— sério mesmo? você me beijaria? — isso mesmo, o chinês estava surpreso, na sua visão, Jisung sendo tímido daquele jeito, nunca se passou na mente que tais palavras viriam dele. sabia que ele nunca tinha beijado, já conhecia bastante dele, e o fato de ser escolhido pra aquele momento realmente surpreendeu o mais velho.

— sim... mas não tenho nenhuma experiência nisso, nem sei por onde começar. — jovens e suas manias de complicar tudo que não merece um pingo de preocupação, Jisung já estava cogitando a ideia de desistir daquilo, quando Chenle se pronunciou: 

— e onde está o problema? eu posso te ensinar. acha mesmo que vou ligar pra isso? só relaxa. — como o esperado, ele não havia negado aquilo, sorria largo, o coreano já se sentia confortável diante da situação, balançou a cabeça em um “sim” ainda meio hesitante e concordou. 

e a partir dai, hora ou outra, Jisung se pegava pensando em seu primeiro beijo, que – ainda – não tinha acontecido e também nem tinha se dado o trabalho de perguntar ao mais velho quando aquilo aconteceria, não queria parecer que estava forçando a barra. e foi em um momento um tanto quanto inesperado que Chenle resolveu tomar a tão esperada atitude. 

— então, Lele, eu preciso ir até a praça, meu pai vai me buscar lá. — prestes a se levantar do sofá, foi puxado pelo braço, fazendo com que voltasse a se sentar. o chinês levantou, ficou à frente do mais novo, e se inclinou, apoiando as mãos no encosto do móvel, uma a cada lado da sua cabeça.

era agora. 

Chenle nem precisou falar nada pra Jisung entender que era aquele o momento, os olhos preocupados do Park seguiram em direção à cozinha onde a senhora Zhong tinha acabado de entrar, em seguida para o moreno, estava preocupado, e se ela os pegasse ali? o outro por sua vez, não estava se importando tanto em correr aquele risco, seu olhar era reconfortante em direção ao menino. 

segurou delicadamente no queixo do que estava sentado, ergueu mais um pouquinho seu rosto e pode sentir o olhar alheio queimar sobre seus lábios, tão convidativos, Jisung mal podia esperar, o coração batia em descompasso, ele foi se aproximando, mais um pouquinho, quase lá... e então, os lábios se juntaram. 

 aquilo era um beijo? 

havia sido os segundos mais rápidos da vida do coreano, a boquinha rosada do amigo logo se afastou, sem nenhum movimento, nenhum barulhinho estalado ou qualquer outra coisa. Chenle quis se aproximar novamente, mas o Jisung segurou em seu ombro, o impedindo.

— não, sua mãe pode vim. — palavreou baixinho, assim, ele se afastou. o coreano bem que pensava que tinha acabado por ali, que era só aquilo, e que já podia dizer que já tinha beijado quando perguntassem em uma rodinha de amigos, mas era o único, com certeza, Chenle certamente não pensava igual ele, e estava com mais uma de suas ideias malucas na cabeça.

— vem, eu vou te levar até a praça. — disse, estendendo a mão para o maior, este que, segurou sua mão e levantou, passando a língua nos lábios, era pouco, mas podia sentir o gostinho do brilho labial que o Zhong costumava usar, era bom.

— mas, está chovendo, tem certeza? — olhou para a janela, chovia pouco. — você pode apenas me emprestar um guarda-chuva e está tudo bem, te devolvo quando a gente se encontrar novamente. 

— eu vou contigo, não se preocupe! bem, o guarda-chuva que tenho é grandão e cabe nós dois juntinhos, aliás, eu quero passar no mercadinho depois. — mentiu a última parte. nem esperou que ele dissesse nada, saiu, e logo voltou com o objeto citado.

assim, caminharam abraçadinhos até a praça que nem era tão longe dali, a chuva estava meio bipolar, uma hora forte, outra hora fraquinha e obviamente, mesmo que o guarda-chuva fosse grande, era inevitável não se molhar ao menos um pouquinho. os adolescentes pararam embaixo da árvore, bem ao lado de uma igreja, Jisung olhou para os dois lados da rua a frente deles e suspirou. 

— espero que meu pai não demore muito. — comentou, voltando o olhar para o chinês, que sorriu e disse:

— eu espero que ele demore. — e essa só era mais uma das vezes que o Zhong demonstrava que gostava da presença do outro, não era tão diferentes com Jisung, mas estavam em uma situação complicada agora. 

— mas hyung, tá chovendo e frio aqui fora. — ajeitou a mochila nas costas. o barulhinho das gotas de água que caiam das folhas da árvore nas poças e no plástico do guarda-chuva podia ser considerado bem satisfatório, mas Jisung daria tudo pra estar em casa agora. 

— quem liga? e você ainda nem deu seu primeiro beijo de verdade. — apoiou a mão livre no ombro do amigo enquanto segurava o guarda chuva com a outra. — você quer tentar agora? 

— beijo de verdade? eu... — olhou em volta, estava sempre meio preocupado. — e se alguém nos ver? 

— pare de pensar nisso, há apenas nos dois aqui na chuva, e eu posso colocar o guarda-chuva bem assim, ninguém vai nos ver. — inclinou um pouco o objeto, fazendo com que suas cabeças estivessem cobertas. — vamos lá...

poderia parecer loucura, mas certamente Jisung não iria esquecer tão facilmente o seu primeiro beijo de verdade, e aquela era mesmo a intenção do chinês. a mão que estava sobre o ombro do mais novo subiu até seu rosto, usou o polegar e acariciou com delicadeza a pele macia da sua bochecha avermelhada, a medida que se aproximava mais e mais dele. 

agora sim.

quando os lábios se tocaram, o Park logo pode sentir os do outro se mover em direção aos seus, fechou os olhos e então se deixou guiar, lentamente, a língua alheia pediu permissão pra fazer parte do beijo e em poucos segundos o mais novo já não sabia se era o frio, ou a textura da língua do Zhong que fazia seu corpo estar coberto de arrepios. 

apesar de tudo, era um beijo casto, inocente e carinhoso, sem segundas intenções, sem mãos bobas, apenas dois adolescentes descobrindo sensações juntos. o ósculo se finalizou quando o mais velho prendeu o lábio inferior do outro entre os dentes, o fazendo resmungar, separaram-se, sorriram, e trocaram mais alguns beijinhos e então Jisung teve que ir. 

em casa, a frustração de ter molhado os cadernos que estavam dentro da sua mochila nem lhe atingiu tanto, afinal, tinha sido seu primeiro beijo de verdade. 


Notas Finais


foi isso, tchau 💗


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