História Primeiro Beijo (Rintarou Iida - Imagine) - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Game, Imagine, Ookami Game, Rintarou Iida, Rintarouxleitora
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Palavras 7.251
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu to tão feliz!
Vocês não tem noção de quanto tempo eu tenho vontade de escrever algo para o Rintarou, nossa, acho que já vai fazer uns dois anos.
Sabem, eu tenho um cronograma, um calendário de histórias que sigo todos os meses, mas repentinamente, me deu vontade de escrever algo sobre o Rintarou, me veio uma ideia, encaixei com ele e pronto! Eu não tenho o costume de escrever histórias que não estejam no cronograma, mas foi revigorante escrever algo meio na louca kkkk ainda mais de alguém que amo tanto.

Conheci o Rintarou a dois anos no Pinterest kkkkkk então procurei de onde ele era, descobri o game e zerei, mais apaixonada ainda por esse serzinho lindo, nossa, sempre quis escrever sobre ele, mas por algum motivo não escrevi...até agora.

Acredito que quem esteja aqui não conheça ele ou sim, mas se tiver curiosidade sobre o jogo e tal, vou deixar nas notas finais uma explicação rápida.

Agradeço o interesse de quem está aqui e boa leitura!

P.S: Capa meia boca feita por mim pra não deixar sem nada

Capítulo 1 - Capítulo Único;mesmo assim, tenho curiosidade


Lá estava você, sentada no chão de seu quarto com as costas apoiadas em sua cama, enquanto segurava seu telefone celular com afinco, mantendo seus olhos fixos na pequena tela acessa, colocando todo seu foco no jogo que estava jogando a um bom tempo, determinada a terminar aquele capítulo o quanto antes. Quando de repente, ouviu alguém bater na porta de sua casa e como não queria parar de jogar, simplesmente ignorou o som, achando que poderia ser algum vendedor ou algo do tipo, mas seja quem fosse a pessoa era alguém bem teimoso, pois mesmo com você ignorando o chato som, continuava a bater na porta continuamente, conseguindo levar sua paciência ao máximo. 

 

— Estou indo! — Gritou o máximo que pode com um leve tom de irritação, enquanto se levantava do chão e deixava seu celular em cima da cama, afastando-se de seu quarto a passos largo. 

 

Enquanto caminhava em direção a porta de entrada de sua casa, afastava-se de seus aposentos com passos pesados e largos enquanto bufava, não gostava de atender a porta quando estava sozinha pois geralmente, as únicas pessoas que surgiam eram vendedores chatos ou algo do tipo, nunca ninguém de sua família apareceria sem avisar ou quando seus pais não estivessem e por conta disso, simplesmente fingia que não estava em casa até seja lá quem fosse desistir e ir embora, mas para um vendedor esse se mostrava ser bem insistente. 

 

Logo após gritar que estava indo, o som cessou, esperando pacientemente que você abrisse a porta e quando chegou próximo a entrada, ficou parada diante do grande objeto de madeira, respirando fundo e criando paciência. Como dito, não gostava de atender a porta quando estava sozinha, pois geralmente eram vendedores e você queria apenas paz para jogar, mas esse vendedor em específico, havia sido bem insistente, pois mesmo você fingindo não estar, ele continuou batendo como se soubesse que na verdade, você estava lá. 

 

Respirou e expirou fundo, colocou seu sorriso mais gentil no rosto e levou uma de suas mãos até a maçaneta, ignorar as pessoas que batiam na porta de sua casa era seu habitual, mas de vez em quando surgiam pessoas chatas que continuavam insistindo, como se soubessem que você estava ali o tempo todo e mesmo que isso lhe tirasse a paciência, respondia com seu melhor sorriso e com a educação que havia recebido, mesmo que no fundo sua vontade fosse gritar até essa pessoa pensar duas vezes antes de bater em qualquer porta. Apertou a maçaneta da porta de entrada com força e a girou, abrindo a porta e começando a falar antes que seja quem fosse começasse a apresentar seu produto. 

 

— Perdão, mas eu... — Começou a falar em um tom educado e polido, forçando seu sorriso mais gentil, mas assim que levou seus olhos até o rosto do que pensava ser um vendedor, notou que havia se confundido. 

 

Parado na porta de sua casa estava um rapaz alto com curtos cabelos peculiares, sua franja cortada de forma torta era multicolorida e com todas as cores do arco-íris, enquanto o resto de seu cabelo era tão branco quanto a neve. Seus estranhos olhos eram de um lilás tão claro e límpido com uma maquiagem estranha sob suas pálpebras, sendo ambas de cores diferentes com o do olho direito sendo roxo e o esquerdo sendo verde. O garoto vestia um grande moletom com estampa de galáxia que nunca se encontrava corretamente disposto em seu corpo, sendo as mangas tão longas que escondiam suas mãos. Sua típica camiseta preta com uma boca estampada podia ser vista, assim como sua calça de dois tons e suas botas negras e azuis. Como se seu visual não fosse peculiar o suficiente, o rapaz utilizava uma faixa preta na cabeça, brincos que lembravam alfinetes, assim como uma gargantilha que mais lembrava uma coleira com um cordão pendurado, além de dois piercings no canto inferior esquerdo de seus lábios. 

 

— Rintarou! — Bradou surpresa ao notar que quem se encontrava em sua porta não era um vendedor chato, mas sim um de seus melhores amigos e colega de classe: Rintarou Iida. 

 

— Eu mesmo! — O rapaz respondeu em seu típico tom alegre, fechando os olhos e esboçando um fofo sorriso, enquanto erguia o braço em uma saudação que não podia ser vista por conta da longa manga que escondia suas mãos — Ia me dizer algo? 

 

— Perdão, eu achei que fosse um vendedor, desculpa. — Respondeu envergonhada, sorrindo sem jeito enquanto abaixava a cabeça sem graça, não podia acreditar na vergonha que estava passando diante do rapaz — Por favor, entre. 

 

Após dizer isso, deu espaço para Rintarou entrar que sem hesitar ou pensar suas vezes, adentrou sua casa, olhando os arredores com curiosidade, enquanto você fechava a porta novamente, mantendo sua testa encostada no objeto de madeira enquanto xingava a si mesma por não ter conferido antes quem era em vez de só sair falando, mas não podia se culpar, só recebia vendedores chatos e nunca iria imaginar que Rintarou fosse lhe fazer uma visita sem avisar. 

 

— Não sabia que eu tinha cara de vendedor, talvez eu devesse tentar. — Iida respondeu em seu típico tom animado e despreocupado, olhando você com aqueles olhos que pareciam sorrir de tão brilhantes que eram, enquanto o mesmo sorria para você, divertindo-se com a situação — Quem sabe essa não é minha vocação. 

 

— Não diga isso e você não tem cara de vendedor. — Retrucou imediatamente, disfarçando a vergonha que ainda estava sentido por quase ter o tratado como todo vendedor, evitando contato visual enquanto forçava um sorriso confiante, adentrando mais ao fundo em sua casa — Geralmente, quando fico sozinha as únicas pessoas que aparecem são vendedores chatos querendo me empurrar alguma coisa e como você não disse nada que estava vindo me visitar, acabei me confundindo, desculpa. 

 

— Então você está sozinha? — Rintarou disse em um tom baixo, mas como estavam sozinhos em uma casa silenciosa, não foi muito difícil ouvir a pergunta do rapaz, notando um olhar estranho em sua face que logo foi alterado por seu típico olhar atento e animado, assim que notou sua atenção sobre ele — Então se eu não tivesse insistido ao bater você teria me ignorado até eu ir para casa? Que cruel. 

 

— Como eu iria imaginar que era você, Rintarou? — Retrucou em um tom levemente inconformado, olhando surpresa para a resposta do rapaz, encostando-se em uma parede qualquer de sua casa — Você não me disse nada que viria me visitar, poderia ter ligado ou mandado uma mensagem avisando, eu teria esperado você e... 

 

— Eu não teria a oportunidade de ver você usando essa roupa. — Iida cortou você em seu típico tom descontraído, sorrindo travesso para você enquanto seus olhos claros iam em direção as roupas que você estava usando — Você teria se arrumado. 

 

Estava em casa e sozinha, além de não ter planejado receber nenhuma visita, fosse um parente ou um amigo e por conta disso, trajava seu conjunto mais confortável e simples, poderia até mesmo ser considerado simples demais, como um pijama. Mesmo que seu traje não tivesse nada demais, sentiu suas bochechas queimarem fortemente ao ser zombada pelo rapaz, além de se sentir fortemente envergonhada por estar vestida dessa forma diante de um rapaz tão bonito. Rintarou era seu colega de classe que aos poucos foi se tornando seu amigo, mas mesmo com esse fator, não tirava o fato dele ser um dos garotos mais bonitos que você já conheceu e que a deixava facilmente envergonhada por conta de sua personalidade, ele sabia que você ficava sem jeito perto dele, na verdade, de qualquer garoto já que não tinha experiência com rapaz algum e sabendo disso, Rintarou adorava pegar no seu pé por satisfação própria, tal como o sádico que mostrava ser. 

 

— Claro que teria, qualquer pessoa iria se vestir devidamente para receber uma visita. — Retrucou em um tom emburrado, fazendo um biquinho com os lábios e com as bochechas rubras de vergonha, tentando disfarçar a vergonha que estava sentindo por estar vestida de tal forma, cruzando seus braços na esperança de tampar um pouco sua roupa — Você é mais chato que um vendedor. 

 

— Assim eu não poderia ver você vestida dessa forma, ver as pessoas em suas roupas de casa é uma chance única. — Iida respondeu em um tom levado, sorrindo travesso enquanto olhava para você com uma sútil malícia em seus olhos, registrando a roupa que usava em sua mente, encarando-a dos pés à cabeça — Então é daquele jeito que você trata os vendedores? O trabalho deles não é fácil. 

 

— Eles ficam batendo e batendo na minha porta, querendo me empurrar algo que não quero e insistem até eu perder a paciência. — Retrucou em um tom levemente nervoso, ignorando o primeiro comentário do rapaz, mas sentindo suas bochechas queimarem mais diante daquelas palavras, disfarçando esse fato com uma expressão emburrada, irritando-se ao tocar nesse assunto em si — Eu geralmente finjo que não estou em casa até eles desistirem e irem embora, mas sempre aparece um ou outro que continua a bater até eu atender, parece até que sabe que estou em casa. 

 

— Acho que eles sabem, não são poucas as pessoas que fingem que não estão. — Rintarou disse em um tom divertido como se já tivesse passado pela mesma situação e tomado a mesma decisão, olhando você com aquele típico olhar enquanto sorria — Então você teria simplesmente me ignorado? Deixando-me parado em frente à sua porta batendo igual um condenado para simplesmente me ignorar e me mandar embora decepcionado? 

 

— Eu já disse, se você tivesse me avisado com antecedência eu teria o recebido adequadamente. — Retrucou levemente incomodada, olhando séria para o rapaz no intuito de o repreender com seus olhos, mantendo o semblante sério — Eu poderia não estar em casa, sabe?  

 

— Eu sabia que você estava em casa, por isso vim. — O rapaz respondeu animadamente, esboçando um largo e satisfatório sorriso, enquanto fechava os olhos em um semblante orgulhoso — Caso não estivesse, eu ficaria sentado na porta esperando você. 

 

— Não me lembro de ter adotado um cão. — Respondeu em um tom derrotado, soltando um pesado suspiro logo em seguida, afastando-se da parede onde esteve encostada até então, levando seus olhos diretamente aos de Rintarou, sentindo suas bochechas corarem levemente diante da intensidade que eles transmitiam. 

 

— Au au. — Rintarou latiu em resposta ao seu comentário sarcástico, fechando os olhos e soltando uma sutil risada animada, divertindo-se com a situação, abrindo os belos olhos lilás e os levando diretamente ao seu rosto, fazendo você corar — Mesmo assim, vejo que você tem problemas com vendedores. 

 

— Eles devem ter alguma coisa com a minha casa, pois sempre aparece algum. — Respondeu em seu típico tom, tentando disfarçar seu semblante sem graça e nervoso já que os olhos atentos de Rintarou continuavam em você, fazendo você corar ainda mais — Já estou cansada dos sons de batidas e sempre me aparece um teimoso que bate e bate até eu atender ou até eu ficar louca. 

 

— Realmente, você deve atrair vendedores. — Iida respondeu sorridente, rindo sutilmente enquanto parecia se divertir com a situação, olhando os arredores de sua casa com atenção, como se nunca tivesse vindo antes — Mudou alguma coisa em sua casa? Sinto que ela está diferente. 

 

— Não, mas acho que já faz um tempo desde a última vez que veio aqui. — Respondeu em seu típico tom, lembrando-se que Rintarou só havia vindo até sua casa para fazer trabalhos ou estudar junto com você, sendo essa a primeira vez que ele vinha sem avisar ou programar algo antes, deixando-a curiosa com sua repentina visita — Deixando o assunto dos vendedores de lado, por que está aqui? Não marcamos nenhum trabalho e eu esqueci, não é? 

 

— Não, não é isso. — O rapaz respondeu em um tom descontraído, sorrindo animadamente para você enquanto mantinha seus olhos sobre você, deixando-a sem graça por ter um homem tão atraente com toda a atenção em você — Achei que podia me ajudar a revisar uma matéria que estou com dificuldade. 

 

Ao ouvir tal resposta, lançou um olhar desconfiada para Rintarou, avaliando- dos pés à cabeça. O rapaz não tinha nada consigo, nem uma bolsa, mochila e muito menos alguma sacola onde pudesse carregar os livros para estudarem, fazendo você chegar à conclusão que ele não havia trazido nada. Além disso, Rintarou não era apenas um rapaz atraente, bonito e legal, era também um dos garotos mais inteligentes de sua sala e a pessoa que geralmente lhe ajudava a estudar e não ao contrário. O homem de estilo peculiar continuava a olhar para você com seu típico semblante sorridente e animado, enquanto você lançava olhares duvidosos, Iida só havia lhe visitado para fazer trabalhos escolares em grupo ou para lhe ajudar a revisar as matérias que não era muito boa, mas vê-lo surgir repentinamente em sua casa sem avisar, sem portar qualquer objeto e ainda com a desculpa de pedir sua ajuda, era algo um tanto estranho e que fazia um forte pressentimento ruim surgir. 

 

— Você está pedindo a minha ajuda? Sem ter trazido nenhum livro ou caderno? — Perguntou desconfiada, olhando o alto rapaz de cima a baixo com estranheza, tentando encontrar algum sinal de que estava mentindo, pensando em como faria para ele lhe dizer a verdade por trás de peculiar visita — Você está falando sério, Rintarou? Você sabe que não sou a mais inteligente ou a mais estudiosa, podia ter pedido a ajuda de qualquer outra pessoa, eu não sou a pessoa ideal para isso. 

 

— Não é verdade, você pode não ser o gênio da escola, mas tem boas notas e se saí bem nos estudos. — Iida respondeu em um tom birrento, fazendo um biquinho fofo com os lábios enquanto evitava contato visual com você de forma bonitinha, juntando as mãos em uma pose que fazia seu coração palpitar de tão fofo que era — Preciso de ajuda na sua matéria favorita e como você gosta muito dela e se saí bem, pensei que pudesse me ajudar explicando suas anotações, por isso não trouxe nada. — De repente, o rapaz virou o rosto em sua direção com um olhar pidão, fazendo um biquinho forçado com os lábios enquanto falava de maneira manhosa, estava ciente que ele estava fazendo de propósito, mas não conseguia evitar de achar tudo muito fofo — Eu sempre ajudei você nas matérias, por que não pode me ajudar? 

 

— Não é essa a questão, você é muito bom em todas as matérias, tenho certeza que consegue passar sem minha ajuda. — Retrucou em um tom delicado, temendo soar um pouco rude com seu amigo, desviando o olhar, pois não conseguia segurar o sentimento de como Iida estava fofo, temendo que se continuasse falando com ele diretamente nos olhos, provavelmente teria aceitado a proposta sem pensar duas vezes — Além disso, se precisava de ajuda para estudar, por que não me falou hoje durante a aula? Poderíamos ter marcado um horário e eu teria me organizado melhor, nem mesmo limpei a casa direito e... 

 

— Eu posso ajudar! — Rintarou bradou em seu típico tom alegre, desfazendo o semblante pidão e o transformando em um largo sorriso, enquanto erguia um dos braços de forma animada, olhando você diretamente nos olhos — Eu não ligo se sua casa não está perfeitamente arrumada, mas se isso é importante, eu posso ajudar nas tarefas. — O rapaz disse animadamente, abaixando o braço e mantendo seu típico sorriso no rosto, olhando você ansiosamente — Eu sei que tenho boas notas, mas quero revisar essa parte da matéria com você e fazendo uso de suas anotações, vai me negar ajuda depois de tanto tempo juntos? 

 

— Não é isso, Rintarou. É que você sempre se saiu tão bem nos estudos sem ajuda de ninguém que fiquei surpresa. — Respondeu em seu típico tom, olhando ao redor com certo nervosismo, enquanto mordia o lábio inferior, não queria transmitir a sensação de que era uma amiga mal-agradecida, mas estava realmente surpresa com esse pedido repentino vindo do rapaz — Eu só disse aquilo porque a casa está uma bagunça, onde vamos estudar com essa bagunça? Eu preciso limpar antes, por isso que comentei que se você tivesse me avisado, poderia ter planejado tudo melhor. 

 

Após dar tal resposta, começou a olhar ao seu redor com certo nervosismo, mordendo seus lábios com força enquanto um semblante nervoso e pensativo tomava conta de seu rosto. Não estava apenas mal vestida, sua casa também não estava tudo isso e como não planejava receber visita alguma, deixou as tarefas domésticas de lado para serem feitas mais tarde, mas agora que Rintarou estava em sua casa, estava completamente nervosa, não queria que o rapaz a visse vestida dessa forma e muito menos nessa bagunça, fazendo suas bochechas queimarem fortemente. 

 

— Mesmo que eu me saía bem nos estudos, eu quero sua ajuda para revisar. — O rapaz de traje peculiar disse em um tom manhoso, olhando você de forma animada, divertindo-se com a situação enquanto sorria travesso diante de sua expressão envergonhada — Eu posso ajudar nas tarefas, mas qualquer coisa, podemos estudar no seu quarto. 

 

— No meu quarto? — Repetiu por impulso ao ouvir tais palavras, sentindo suas bochechas queimarem mais ainda enquanto levava seu rosto em direção ao semblante travesso de Iida. 

 

— Eu já vim na sua casa diversas vezes para trabalhos e grupos de estudo, mas nunca fui até seu quarto. — Rintarou disse com seu típico tom, olhando divertido para você com um sorriso animado, demonstrando ansiedade diante de tais palavras proferidas — Tenho quase certeza que suas anotações estão lá também, o que acha? 

 

— Isso é verdade, elas estão lá, mas... — Começou a falar com certa indecisão no tom de sua voz, olhando o nada de maneira pensativa e vacilante, pressionando os lábios um contra o outro com força, engolindo em seco e sentindo suas bochechas queimarem levemente — Levar você até meu quarto... 

 

— Qual o problema? Nós somos amigos, não somos? — Iida perguntou em seu típico tom, olhando você de forma travessa, sorrindo levemente sádico diante de sua expressão vacilante, divertindo-se com seu semblante sem graça. 

 

— Sim, claro que somos. — Respondeu imediatamente, temendo que o rapaz entendesse errado sua hesitação e acabasse transformando tudo em um mal entendido, virando seu rosto em direção a Iida com um olhar nervoso e trêmulo. 

 

— Então não vejo problema para estudarmos em seu quarto, suas anotações estão lá mesmo. — Rintarou disse de forma divertida, sorrindo travesso sem nem mesmo disfarçar diante de si com aquele olhar afiado e intenso, fazendo você ficar ainda mais sem jeito diante dele que simplesmente levava tudo na tranquilidade e diversão — Eu nunca entrei no seu quarto, vai ser uma boa mudança de ares para estudar, estou ansioso. 

 

— Também estou. — Mentiu com a voz vacilante, tentando demonstrar a mesma animação de Rintarou, mas falhando fielmente, enquanto desviava os olhos para qualquer direção onde o rapaz não estivesse, engolindo em seco e pensado no que exatamente estava fazendo — Vamos. 

 

Após dizer isso, começou a caminhar em direção ao seu quarto, sendo logo seguida por um Rintarou sorridente e alegre que chegava até a cantarolar de satisfação, um largo sorriso estava esboçado em seus lábios e seus olhos avaliavam com cuidado cada parte de sua casa, como se estivesse gravando cada espaço em sua mente. Enquanto isso, você andava em direção ao seu quarto com uma expressão assustada, seu coração havia começado a bater mais rápido e suas bochechas ficaram rubras repentinamente, havia concordado com a ideia de Rintarou de estudarem em seu quarto sem nem mesmo perceber, sendo levada pela conversa do rapaz perfeitamente. Não se importava em levar amigos para seu quarto ainda mais para estudar, mas nunca havia levado um amigo tão bonito quanto o peculiar rapaz, não conseguindo evitar do pensamento de quão atraente Iida era, mesmo sendo apenas um amigo e um colega de estudos. 

 

— É aqui. — Disse em um tom nervoso assim que chegou à porta de seu quarto, engolindo em seco e tentando disfarçar o nervosismo enquanto se afastava da entrada para dar passagem ao rapaz, sentindo suas bochechas queimarem contra a sua vontade — Pode entrar primeiro. 

 

— Esse é seu quarto? É muito lindo! — Rintarou respondeu em seu típico tom animado, sorrindo largamente e com a boca aberta enquanto olhava cada canto de seu quarto com um olhar admirado, girando no meio do cômodo para ter uma visão melhor do local — Achei ele a sua cara! 

 

— Obrigada. — Respondeu em um tom relutante sem saber se isso era realmente um elogio ou não, desviando os olhos do animado rapaz enquanto sentia o nervosismo dominar seu peito e o rubor esquentar ainda mais suas bochechas — Vou pegar minhas anotações. 

 

— Você deixou seu celular ligado. — Iida disse repentinamente em seu típico tom, parando de rodar e apontando com a manga de sua longa jaqueta para seu celular que se encontrava em cima de sua cama com a tela ligada, tinha até mesmo esquecido que havia deixado seu celular ligado no jogo que estava jogando até então, notando os olhos belos e curiosos do rapaz sobre você — Vai gastar bateria. 

 

— Desculpe, eu me esqueci. — Respondeu em um tom nervoso assim que notou o que exatamente estava acontecendo, apressando-se para pegar seu celular e sentando repentinamente no chão de seu quarto, esteve tão distraída por conta da visita inesperada de Rintarou que até mesmo havia esquecido de seu jogo e que estava quase terminando o capítulo atual — Eu estava jogando até você chegar, sei que é repentino, mas posso terminar? Estou bem perto do final. 

 

— Claro, sem problemas. — Rintarou respondeu em seu típico tom, sentando-se logo ao seu lado no chão com seu comum sorriso despreocupado, levando os curiosos olhos claros para a pequena tela de seu celular — O que está jogando? 

 

— Um otome game, um jogo ao estilo simulação de namoro para garotas. — Respondeu com certa vergonha e animação, mesmo que suas bochechas queimasse por ter Rintarou tão perto de você, além de estar falando de algo tão vergonhoso para um garoto, não conseguida conter a animação ao falar de seu jogo favorito no momento, deixando o nervosismo e a vergonha um pouco de lado — Nesse jogo, a protagonista é uma garota que está no final do ensino médio e se prepara para entrar na faculdade, mas a família dela não tem condições muito boas, então ela precisa estudar pra valer para ganhar uma bolsa de estudos, além de ter de organizar seu tempo entre estudo e emprego. — Nesse momento, havia até mesmo esquecido do fato do rapaz estar tão perto que seus ombros e pernas se encostavam, estava tão animada com o fato de poder falar de seu jogo que nem mesmo havia se tocado nesse assunto e nem mesmo na vergonha que estaria passando falando de jogos de namoro para um garoto que achava tão atraente — A protagonista acaba arranjando um emprego em um café de empregadas por contado alto salário e no tempo livre ela se prepara para os vestibulares, mas é nesse momento que o romance aparece para ela, temos três opções de rapazes, o colega de classe simpático e animado que sempre apoia a protagonista pois ama ela a tempos, o colega de trabalho que se passa por uma garota porque precisa do dinheiro do trabalho e que mesmo que não pareça é bem tímido, e o chefe de cozinha legal e fofo. 

 

— A protagonista está no final do ensino médio, certo? — Iida perguntou repentinamente, cortando seu monólogo completamente animado e entusiasmado com uma pergunta em um tom pensativo e sério, não parecendo incomodado com o fato de você estar falando de um jogo de simulação de namoro, na verdade, parecia até mesmo imerso no enredo que você havia apresentado — Se o último companheiro é um chefe de cozinha, ele não é bem mais velho que a protagonista? 

 

— Não esqueça que ela está no final do ensino médio e rumo a universidade, logo ela vai ser maior de idade, exatamente por conta disso que o romance dos dois é tão demorado. — Respondeu automaticamente em um tom incomodado e levemente desapontado, olhando o rapaz diretamente nos olhos de forma irritada, repreendendo-o com o olhar enquanto fazia um biquinho com os lábios antes de voltar ao seu assunto favorito — Mesmo assim, o chefe de cozinha é o melhor de todos, mesmo que o colega de classe seja bacana e o colega de serviço fofo, o chefe é o mais legal, simpático, romântico, divertido e... 

 

— Ele é o seu favorito. — Rintarou disse de repente, cortando você novamente com seu típico tom e sorriso, olhando você de forma carinhosa e divertida, sendo levado pela conversa e não parecendo ser contra o foco da conversa, na verdade, parecia bem interessado — Aposto que está fazendo a rota dele. 

 

— Como sabe? — Perguntou curiosa, olhando o rapaz com certa apreensão e ansiedade, notando que seu sorriso animado havia sumido enquanto segurava o celular que estava aberto no jogo e com a imagem do chefe de cozinha em seu centro. 

 

— É bem fácil e não é só por conta de sua animação ao falar dele. — Iida respondeu em seu típico tom, sorrindo para você de forma boba com um olhar tranquilo, olhando você de forma descontraída — Se ele é um chefe de cozinha, vai poder fazer todos os doces que você quiser, só por esse fato. 

 

— Não diga como se eu estivesse fazendo a rota dele só por isso. — Respondeu em um tom emburrado, fazendo um biquinho com os lábios e olhando o rapaz de forma séria para então, colocar um sorriso bobo em seu rosto e rir animadamente — Certo, talvez seja isso. 

 

— Não disse. — Rintarou respondeu com um sorriso largo seguido de uma gostosa, porém curta risada para então, lançar um olhar carinhoso em sua direção que desapareceu mais rápido que sua bela risada, fazendo sua expressão tomar uma forma mais séria, seu sorriso havia sumido e seus olhos claros olhavam você fixamente de forma séria — Faz tempo que você começou jogar esses tipos de jogos? 

 

— Faz um bom tempo. — Respondeu em seu típico tom, ignorando o semblante sério que Rintarou havia adquirido repentinamente e que havia lhe assustado de leve já que o garoto sempre esbanjava animação, ignorando também o fato de estarem tão pertos e sozinhos em seu quarto, colocando todo o foco de seus olhos na pequena tela de seu celular — Por que? 

 

— Nunca pensou em viver um romance em vez de só jogar um? — Iida perguntou em um tom sério, olhando fixamente para seu rosto que nem mesmo chegava a piscar, seu semblante sério mostrava que não estava brincando e a falta de seu típico sorriso deixava isso ainda mais evidente. 

 

— Isso não é para mim. — Respondeu em um tom cabisbaixo, evitando contato visual com a expressão séria de Rintarou, tentando colocar toda a atenção de seus olhos no jogo de seu celular já que estava tão próxima de terminar mais um capítulo do chefe de cozinha, sentindo suas bochechas começarem a esquentar conforme tocavam nesse assunto tão delicado, fazendo uma expressão emburrada sem perceber — Essas coisas não combinam comigo, eu sou do tipo que prefere ficar olhando de longe e além disso, eu nunca me relacionei com ninguém antes, então não sei como reagir ou o que fazer, acho que meu coração explodiria se passasse por qualquer situação típica dos jogos que eu gosto. 

 

— Espera, você nunca se relacionou com ninguém antes? — Rintarou perguntou em um tom completamente surpreso, arregalando os olhos de forma surpresa para você, enquanto notava o sumiço de seu típico sorriso, sentindo suas bochechas queimarem de vergonha diante de tal reação, já sabendo onde essa conversa iria chegar, tentando ignorar tal fato enquanto jogava — Isso quer dizer que você nunca namorou ou beijou alguém? 

 

Ao ouvir tal perguntar e ver tal reação pelo canto de seu olho, encolheu-se automaticamente onde estava sentada, trazendo o celular para mais perto de seu corpo, enquanto lia os diálogos do chefe de cozinha com as bochechas coradas de vergonha e um semblante nervoso e envergonhado. Conforme a conversa foi se desenrolando, já sabia onde ela chegaria, mas não conseguia evitar o sentimento de vergonha e nervosismo diante da reação de Rintarou. O rapaz não entenderia seu lado, sabia disso, o garoto era um dos mais atraentes que já havia conhecido, além de conter muitas qualidades era óbvio que ele não entenderia alguém que nunca teve sorte no amor da vida real como você, não adiantava explicar ou protestar, mas não conseguia conter esse aperto no peito ao ter Iida proferindo tais palavras de forma tão surpresa. 

 

— Isso mesmo, algum problema? — Retrucou em um tom levemente incomodado e irritado, encolhendo-se o máximo que podia em seu canto e se afastando sutilmente do rapaz, evitando olhar o garoto com todas as suas forças, colocando todo seu foco no lindo rapaz na tela de seu celular, enquanto sentia suas bochechas ficarem quentes conforme sentia o olhar de Rintarou sobre você — Sei que é raro alguém na minha idade nunca ter se relacionado com alguém hoje em dia, mas qual o problema? 

 

— Eu não quis ser indelicado, desculpa. — Iida respondeu em um tom delicado ao notar que havia tocado em um assunto pessoal, decidindo tomar um pouco mais de cuidado ao falar sobre tal assunto com você, mas sentindo uma pontada de felicidade em seu peito conforme o sentimento de surpresa ia se esvaindo, levando seus belos olhos claros em direção a tela de seu celular, olhando o chefe de cozinha de relance — Só achei um pouco surpreendente saber que você nunca teve ninguém até hoje. 

 

— Na verdade, não é nada surpreendente. — Respondeu em um tom cabisbaixo, adotando um semblante chateado em seu rosto, seus olhos ficaram mais sombrios e o sorriso sumiu de seu rosto e até mesmo o rubor das maçãs de seu rosto diminuíram, evitando olhar o amigo enquanto jogava seu jogo favorito sem conseguir focar nos diálogos — Eu nunca tive muita sorte com garotos sem ser em jogos, não sei dizer se só sou azarada ou se sou muito lerda, mas cheguei a um ponto que não ligo mais, se acontecer algo vai ser legal, mas acho que bem lá no fundo eu desisti. — Começou a falar em um tom mais baixo, pressionando um lábio sobre o outro com força, sentindo o rubor de seu rosto voltar aos poucos enquanto segurava seu celular com ainda mais força, não sabia dizer do porquê estar falando essas coisas para um rapaz que poderia se apaixonar facilmente mesmo que fosse seu amigo, mas por algum motivo, mesmo que estivesse com vergonha as palavras só estavam vindo — Mesmo que eu tenha desistido bem lá no fundo, não é como se eu não pensasse nessas coisas, talvez seja por isso que eu jogo, mas eu sempre quis saber como é vivenciar essas coisas, por exemplo, eu nunca beijei antes, então tenho certa curiosidade. 

 

Após declarar seus pensamentos e sentimentos mais íntimos, um silêncio pesado e mortal se alastrou pelo seu quarto. Assim que tomou conta de tudo que havia dito, encolheu-se ainda mais em seu canto com os olhos fixos na tela de seu celular que refletia a luz em seu rosto completamente vermelho e quente, segurando o objeto eletrônico com ainda mais afinco. Um clima estranho havia surgido no cômodo e não tinha coragem suficiente para olhar no rosto de Rintarou, mesmo que o rapaz fosse seu amigo e se sentisse confortável na companhia dele, não deixava de ser um homem e havia dito coisas bem vergonhosas e pessoais, coisas que nunca teria coragem de dizer em voz alta para ninguém, mas por algum motivo, havia as dito sem nem mesmo perceber.  

 

Estava morrendo de vergonha de olhar para o rosto de Iida após dizer tais coisas em voz alta, mas o silêncio e o clima que havia surgido estavam tão desconfortável e pesado que começou a se perguntar que tipo de reação ele estava tendo, e porque estava tão calado, algo que não era de seu feitio. Virou um pouco o rosto para o lado e olhou o rapaz de soslaio, encontrando um Rintarou completamente surpreso, o rapaz tinha um olhar arregalado nos olhos, um leve rubor em suas bochechas e um sorriso estranho que lhe deu calafrios apenas de ver de relance, deixando-a desconfortável e curiosa. 

 

— Desculpa. — Foi tudo que conseguiu dizer perante aquele silêncio devastador, virando o rosto em direção ao garoto, mas evitando contato visual com os olhos claros do outro, sentindo o rubor de suas bochechas queimarem de vergonha enquanto sua voz saía de trêmula — Eu não deveria ter dito tais coisas, acabei falando demais e... 

 

De repente, o rosto de Rintarou virou de forma brusca em sua direção, ato tão repentino que fez você se calar imediatamente e virar os olhos de forma assustada em direção ao rosto do rapaz. Os olhos de Iida estavam fixos em você de forma séria, o típico sorriso animado havia desaparecido e o semblante geral do garoto estava sombrio, tal expressão inesperada vinda de alguém tão descontraído como ele havia lhe assustado, fazendo você lançar um olhar curioso ao mesmo. Aquele silêncio desconfortável havia surgido novamente no recinto, tornando o clima pesado e desagradável, mas do contrário da última vez, não sabia o que dizer ou fazer tendo um rapaz tão belo olhando para você de forma tão fixa e séria, quando de repente, o grande corpo alheio veio em sua direção, fazendo você soltar uma expressão surpresa. Os braços cobertos pelas mangas compridas da jaqueta envolveram seu corpo e com a larga palma de sua mão, Rintarou aproximou o seu corpo do dele, apertando-a com força contra o peitoral do rapaz. Sentiu uma respiração quente encostar em sua orelha, arrepiando seu corpo em resposta, sentindo os lábios do rapaz se abrirem para falar. 

 

— Então era isso que você queria? — Rintarou sussurrou a perguntou de forma sedutora em seu ouvido, fazendo cócegas no local e a fazendo mexer o pescoço em resposta, e mesmo que não pudesse ver pelo ângulo, um sorriso travesso havia tomado conta do rapaz — É fácil de resolver. 

 

Ao ouvir tais palavras sendo sussurradas em seu ouvido de tal forma, sentiu um gelado arrepio descer pelo seu corpo e um estranho pressentimento lhe envolver. Quando de repente, o corpo de Rintarou começou a se afastar lentamente do seu, assim como seu calor aconchegante e as largas mãos que pressionavam suas costas que por algum motivo, foram movidas para seus ombros, segurando-os com firmeza enquanto o rosto do rapaz se afastava de seu ouvido e ficava de frente para seu. O rapaz fixou os belos olhos claros nos seus, encarando-a com seriedade junto de um semblante igualmente sério, fazendo suas bochechas queimarem de vergonha e seus olhos o encararem de relance com surpresa, fazendo você virar o rosto para o lado envergonhada, não encontrando coragem para olhar Rintarou diretamente nos olhos, enquanto seu coração batia com força, um clima estranho os envolvia, fazendo um forte nervosismo surgir e percorrer seu corpo, fazendo todos os tipos de pensamentos bagunçarem sua mente e principalmente, o que exatamente estava acontecendo.  

 

— Rintarou... — Disse de repente, cortando o silêncio com uma voz trêmula e nervosa, ainda evitando contato visual com o rapaz enquanto suas bochechas queimavam de vergonha, não estava entendendo exatamente o que estava acontecendo, mas esse clima estranho estava lhe deixando incomodada e precisava dizer algo perante uma situação tão estranha — Eu... 

 

De repente, quando mal havia aberto a boca para falar, Rintarou ergueu ambos os braços para cima, mostrando suas mãos largas e com as unhas pintadas de preto, assustando você que já não estava muito confortável e a fazendo se calar quando mal havia começado a falar. Desde o momento em que desabafou sobre seus romances frustrados e sua falta de experiência sem querer para Rintarou, um silêncio mortal se alastrou e um clima estranho surgiu no cômodo, além da mudança súbita na personalidade de seu amigo, abraçando-a de repente e a encarando com uma expressão peculiar, fazendo você se sentir ainda mais desconfortável e sem graça. Achou inicialmente que Iida estivesse com pena de você e por isso havia lhe abraçado de forma repentina, mas a expressão séria mostrava que não era isso, e seja o que fosse, estava a deixando sem jeito, desconfortável e envergonhada por algum motivo, provavelmente por ter a atenção do belo rapaz apenas em você, mas seja o que fosse, queria que ele parasse. 

 

Mesmo assim, não conseguia abrir a boca para responder ou protestar contra o rapaz, sentia como se tivesse engolido sua voz junto com sua saliva, além de um nervosismo tomar conta de seu corpo, assim como os batimentos acelerados de seu coração tomarem conta de você, como se paralisasse seu corpo perante a intensidade do rapaz. De repente, enquanto vários pensamentos passavam pela sua mente de uma vez só e uma série de sentimentos e sensações atravessavam seu corpo, sentiu a mão esquerda de Rintarou tocar sua bochecha, assim como o calor de sua palma incrivelmente macia erguerem seu rosto, deixando-a cara a cara com o rapaz, não conseguindo virar o rosto para o lado e muito menos desviar seu olhar, sendo obrigada a olhar diretamente para Iida que continuava a lhe encarar de forma séria, diretamente em seus olhos e a fazendo corar com muita intensidade. 

 

Quando de repente, o rosto de Rintarou começou a se aproximar cada vez mais do seu com a boca levemente aberta, aproximando-se cada vez mais da sua e em um ato tão rápido que mal havia notado, seus lábios haviam sido selados pelos de Rintarou. Estava tão surpresa que seus olhos se arregalaram, sentia um calor agradável pressionar seus lábios levemente com força junto de um gelado toque metálico vindo se seus piercings, arrepiando seu corpo tanto pelo toque quanto pelo choque entre a diferença de temperaturas. A mão esquerda do rapaz permanecia segurando seu rosto, enquanto a outra ia em direção ao seu pescoço, pressionando seu rosto com ainda mais força contra o dele, mas estava tão surpresa pelo ato tão inesperado que não estava conseguindo se deixar levar pelo momento, uma série de pensamentos mexiam em sua cabeça, enquanto seus olhos arregalados encaravam os olhos fechados de Iida, que parecia curtir o momento. 

 

Vários pensamentos passavam por sua cabeça, mesmo que tivesse comentado que adoraria saber como era um beijo, não estava exatamente pedindo por um, estava apenas comentando o fato e esse tipo de pensamento girava em sua mente, além do fato de estar tão surpresa por estar recebendo um beijo de Iida que mal conseguia reagir a ele, na verdade, não tinha ideia do que deveria fazer. Enquanto isso, Rintarou havia notado que você não estava se deixando levar pelo momento, abrindo os olhos para a encarar e assim que notou o olhar do rapaz sobre você, fechou automaticamente os olhos e aproveitando a deixa, Rintarou retirou por um momento a mão de sua nuca e arranhou de leve sua pele, fazendo você arrepiar em resposta e o empurrar de leve por impulso ao sentir tal toque, engolindo uma golfada de ar assim que notou que seus lábios estavam livres. 

 

— Rintarou... — Gemeu timidamente em resposta assim que se viu livre dos toques do rapaz, respirando fundo para recuperar o ar enquanto sentia suas bochechas queimarem. 

 

Suas mãos e encontravam apoiadas no peitoral o rapaz, já que havia o empurrado pressionando essa parte do corpo para longe de você e quando achou que finalmente havia se livrado, sentiu um dos braços de Rintarou envolverem sua cintura e a puxarem novamente para perto do rapaz, mas para sua surpresa, não foram seus lábios que encontraram os dele, mas sim seu pescoço. Rintarou havia depositado um beijo profundo em seu pescoço, mas ao mesmo tempo sutil e delicado, fazendo seu corpo arrepiar com anda mais intensidade e um sentimento estranho tomar conta de seu corpo. Estava tão surpresa com tal ato que não pensou duas vezes em levar suas mãos em direção a cabeça de Iida e a empurrar para longe de você, olhando surpresa para ele com o rosto inteiramente vermelho. 

 

— Rintarou! — Protestou em um tom levemente irritado e nervoso, olhando o rapaz diretamente nos olhos que simplesmente a encarava com aquele típico olhar descontraído como se não tivesse feto nada —O que está fazendo? 

 

— Beijando. —Iida respondeu com tranquilidade, olhando você com serenidade enquanto sorria sutilmente de forma travessa enquanto encarava sua face envergonhada com satisfação — Não pense que estou fazendo isso só porque pediu, eu não sou esse tipo de cara. 

 

— Eu não pedi! — Retrucou em um tom nervoso e envergonhado, mantendo suas mãos sobre a cabeça de Rintarou para o impedir de faz qualquer coisa novamente, enquanto seus braços continuavam ao redor de sua cintura. 

 

— Foi como se tivesse pedido, mas não foi por isso que lhe beijei. — Rintarou disse com aquele típico sorriso travesso e utilizando aquele tom diabólico, sorrindo satisfeito e a encarando diretamente nos olhos sem hesitar — Eu gosto de você e já faz um bom tempo, não sei como não percebeu, praticamente todo mundo já notou. 

 

— Todo mundo? — Perguntou por impulso, ignorando a parte mais importante, mas sentindo um nervosismo tomar seu corpo suas bochechas ficarem cada vez mais rubras. 

 

— Praticamente todos os nossos amigos. — O rapaz respondeu em seu tom travesso, sorrindo largamente enquanto olhava você diretamente nos olhos — Então, como foi seu primeiro beijo? 

 

— Como? — Perguntou sem graça, virando o rosto para o lado de forma nervosa, não era exatamente esse assunto que queria tocar, na verdade, queria falar sobre o fato do rapaz gostar de você a um bom tempo, mas pelo jeito ele não a deixaria em paz. 

 

— Seu primeiro beijo, eu acabei de tirar ele e foi uma honra. — Ritarou proferiu daquele jeito travesso enquanto aproximava o rosto o seu, fazendo você se inclinar para trás por impulso, notando o sorriso diabólico e a piscadela no rapaz — O que achou? 

 

— Não sei... — Respondeu sem graça, virando o rosto para o lado e fechando brevemente os olhos, engolindo em seco pois estava tão surpresa com o ato inesperado que nem mesmo havia prestado atenção no beijo em si. 

 

— Não precisa criar nenhuma desculpa para me beijar. — Iida disse com aquele tom travesso que só ele tinha, sorrindo com malícia para você enquanto aproximava cada vez mais o rosto do seu, ficando a poucos centímetros de você — Pode fazer isso quando quiser. — Após dizer isso quase como um sussurro e de forma sedutora, o rapaz parou os lábios a poucos centímetros do seu, fazendo você suar frio e voltar a engolir em seco — Acho que vou ter que tentar de novo. 

 

— Os estudos. — Retrucou por impulso e sem pensar muito bem, inclinando o corpo ainda mais para trás e só não caindo no chão pelos braços de Rintarou que envolviam sua cintura firmemente, não estava acostumada a esse tipo de situação e seu coração batia realmente rápido sem contar o nervosismo que tomava conta de seus nervos — Você veio para revisar e... 

 

— Eu menti, pensei que já havia notado. — O rapaz cortou você rapidamente, levando uma das mãos até seu rosto e acariciando sua bochecha enquanto um sorriso carinhoso tomava conta de seu rosto, enquanto ele olhava travesso e fixo para você — Eu vim para passar um tempo com a pessoa que gosto, mas não achei que as coisas sairiam tão bem, ainda bem que vim. 

 

Depois de dizer isso, Rintarou passou a mão que acariciava sua bochecha para sua nuca e a puxou para um beijou novamente, algo intenso e apaixonado, enquanto a outra mão do rapaz ia em direção a sua coluna, deslizando por sua coluna e arrepiando seu corpo, enquanto levava suas mãos em direção ao pescoço do rapaz meio desajeitada, mesmo sem saber o que exatamente deveria fazer e tentando ignorar todos os pensamentos que invadiam sua mente para focar em apenas uma coisa: seu primeiro beijo. 


Notas Finais


Eu sempre quis escrever uma fanfic com essa temática, eu gosto de escrever coisas fofinhas e bonitinhas, mas eu gosto dessa pegada em fanfics e para ser sincera, muitos dos comentários da "S/N" foram pessoais, mesmo que eu tente não misturar gostos pessoais em imagines, já que elas são feitas para qualquer pessoa se imaginar. Eu em plenos 18 anos nunca tive muita sorte no amor, mas vida que segue.

Ookami Game é um jogo que lembra muito Danganronpa (perdoem se escrevi errado), doze pessoas acordam em um prédio e uma pessoa é escolhida para matar alguém, após isso, os demais devem descobrir quem é o assassino. Esse é o basicão, mas se alguém quiser saber mais, só chamar ^^

Eu sempre quis escrever algo do Rintarou nessa pegada, então espero de coração e alma que tenham gostado <3

Obrigada de verdade a quem leu e espero que tenha gostado :3


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