História Primeiro e Único - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Mo Dao Zu Shi
Personagens Lan WangJi, Wei WuXian
Tags Amor, Boys Love, Comedia, Drama, Fluffy, Mistério, Mo Dao Zu Shi, Romance, Wangxian, Yaoi
Visualizações 64
Palavras 1.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 1 - Prólogo - Cores vivas de um desenho sem vida.


Fanfic / Fanfiction Primeiro e Único - Capítulo 1 - Prólogo - Cores vivas de um desenho sem vida.

Com os batimentos cada vez mais acelerados, o suor desce de sua testa com a agonia do ferimento interno o consumindo ferozmente. Novamente, em meio aquele campo de batalha sem fim, Wei WuXian vê aquele belo ser de cabelos longos e vestes brancas. Ele se esforça a sorrir, sentindo seu coração se devastando como uma grande onda num mar aberto. O motivo de se sentir assim se torna incompreendido, mas, por algum motivo, Wei Wuxian tem a sensação de que poderia chorar a qualquer momento ao vê-lo daquela forma. A mão que o firma perante a morte sangra diante a força que exerce para que seu fim não chegue. O toque se torna mais forte. Os olhos penetrantes de seu belo guardião expõem a nítida preocupação diante o abismo que o aguarda.

Lan WangJi estava ali, outra vez, por ele. 

— Lan Zhan... - Wei Wuxian sussurra, gostando do som de como sua voz soa ao pronunciar seu nome - Precisa ver a cara que está fazendo agora - Ele caçoa, enquanto suas mãos continuam firmes. 

Lan WangJi o ignora. Sua força e atenção se concentra apenas em não deixar que o companheiro a sua frente caia para a morte. A batalha travada em suas costas não importava mais. Para os dois, nada mais importava. Wei Wuxian não conseguia desviar seu olhar, nem mesmo piscar, querendo observar aquele rosto por mais tempo que fosse possível, gravando cada detalhe que fosse permitido. No entanto... Infelizmente, o mesmo já sabia de seu destino traçado dali em diante. Todos os passos e o que aconteceria no segundo seguinte, Wei Wuxian reprisa como um velho disco arranhado que sempre é tocado por uma vitrola antiga. Tudo estava de acordo com o que sempre vê, tudo acontece da mesma forma, do começo ao fim.

Porquê aquele, era o seu habitual sonho.

— Não faça isso - Wuxian murmura baixo, num tom quase inaudível até para si mesmo - Desta vez, não faça, por favor - Implora, querendo o poupar da sequência trágica de seus minutos finais - Lan Zhan, Me solte.

— Quieto! - Lan WangJi pronuncia firme, soando como um trovão no inicio de uma tempestade.

'Que teimoso', Wei Wuxian se contém em dizer, tentando reprimir o gosto amargo de seu próprio sangue preso na garganta. E então, de repente, sem perceber o tempo estipulado, um traço de aflição quebra o semblante frio de Lan WangJi, fazendo com que seus olhos se arregalem em medo.

Por consequência a dor, a lágrima solitária pincela sua bochecha.

O sangue que desce do ferimento de Lan Zhan se entrelaça entre seus palmos e, como óleo de girassol, as mãos de ambos são separadas com a sutileza de um deslize de contato. O gélido na boca do estomago causa calafrios em Wuxian, paralisando os movimentos. A voz desesperada de Lan WangJi preenche seus pensamentos, juntamente com sua ação que não hesita em o seguir. Aquilo sempre o surpreendia, não importando quantas vezes via acontecer. Deixando de respirar por um segundo, Wei Wuxian é subitamente abraçado com força, despencando ao vazio do vento que lhe bate nas costas. O calor de seus corpos se unem. Retribuindo o abraço assim que fecha os olhos, o jovem se despede outra vez do belo rapaz que visita diariamente suas noites.

O grande nada, também os abraça para a chegada da morte.

— Lan Zhan! 

Despertando num solavanco, Wei Ying sente seus batimentos completamente desregulares. O peito dói com a força que tenta puxar o ar para os pulmões que, ameaça sufoca-lo em sua própria agonia. Os olhos vistoriam tudo ao redor. Estava sozinho. O quarto simples com as paredes se concentrando num azul desgastado, indica que mais um dia havia chegado. Aquela era a realidade. Nada de espadas e sangue, somente a real vida monótona. 

Wei Ying respira fundo.

Deslizando do quarto para o banheiro em passos tão lentos e curtos quanto os de uma criança de 4 anos, seu corpo se esforça para mantê-lo equilibrado enquanto escova os dentes de frente ao pequeno espelho do cômodo. Ele suspira. O reflexo no espelho demonstra a olheira de uma noite mal dormida. Lavando o rosto e o enxugando com a toalha ao canto, seus pensamentos vagueiam mais uma vez ao mesmo sonho ao qual sempre teve.

Desfazendo a testa franzida, ele nega diante o seu reflexo, acabando por sorrir.

— Talvez um psicólogo resolva, certo? - Indaga para si mesmo, se auto intitulando mais uma vez de ser um possível maluco. Afinal, que tipo de ser humano sonha diariamente com uma pessoa que nunca havia visto em sua vida?

Não fazia o menor sentido.

Balançando a cabeça, Wei volta a se concentrar em sua vida real e no trabalho que o esperava ansiosamente no andar debaixo. Dois pulos são dados em troca de inspiração para a manhã. Otimismo, era disto que precisava. As roupas limpas logo são trocadas para as sujas de tinta, apenas comprovando que o novo avental que comprou na semana passada, não serviu para nada. Dinheiro suado jogado fora, é o que conclui ao notar o avental preto jogado aos pés da cama.

— Definitivamente, sem necessidade - Resmunga, revoltado. Se recusando a seguir qualquer dica via internet sobre: "Os problemas de um pintor e como evita-las".

No entanto, não é como se ele pudesse evitar.

Certamente, como sempre ocorre, o pensamento de tentar evitar sujar as paredes do ateliê, ou mesmo os macacões que já se encontram em números grandes de substitutos em seu guarda-roupas, não soa tão difícil. Já tentou, mas não conseguiu. Não é difícil, apenas tentador demais para sua criatividade suportar. Quando menos percebe, sua volta está tomada de cores, assim como suas vestes. 

Isso o divertia.

Descendo os poucos degraus e tomando o rumo direto para o quarto secreto escondido por uma parede falsa, Wei Ying adentra seu pequeno mundo de cores. O esboço cinza ao centro do cômodo revela que mais uma vez, o rosto do homem em seus sonhos foi representado na tela branca por suas mãos. A testa recebe um tapa, percebendo que estivera sonhando acordado de novo. Ultimamente, Wei estivera pensando cada vez mais no tal Lan Zhan. Aquilo era a prova, todos seus desenhos e borrões também comprovava sua obsessão.

— Por favor, pare de me distrair - Ele pede diante o quadro, erguendo o pincel em sua direção, indeciso a quem estava realmente advertindo.

Mesmo que não entendesse, de uma coisa Wei podia ter a mais absoluta certeza. A profundidade da imersão do olhar de seu homem dos sonhos na tela refletida, faz seu coração acelerar gradativamente. Wei Ying, não consegue desviar seu olhar. As mãos se recusam a retirar a tela e trocar por outra branca. Não, não podia fazer isso. Tocando com delicadeza o rosto em preto e branco, ele se permite admirar mais um pouco aquele ser intocável, satisfeito com sua obra inacabada.

Pela primeira vez em anos, ele se vê tentado em mostrar aquele quadro em uma de suas exposições.

— Lan Zhan, quem é você? - Questiona num sussurro, com o silêncio o respondendo - Por que isso está acontecendo de novo? - Questiona, a si mesmo.

Se afastando do quadro em um passo, sua nuca é coçada, num sinal de descontentamento toda vez que fica frustrado. O pincel é deixado de lado, as mãos se fecham num punho. Se sentando ao chão, Wei Ying cruza os braços, reprisando em sua memória mais detalhes do belo ser de vestes brancas. A ideia de desistir da pintura incompleta é deixada de lado.

Fazer o quê?, pensou Wei Ying, sabendo que não conseguiria se concentrar em outra coisa enquanto não terminasse o quadro. É isso, Lan WangJi venceu.

Apoiando as mãos na lateral de seu corpo, a primeira coisa que surge em suas lembranças são os olhos frios e distantes de seu personagem imaginário, castanhos, como folhas secas de outono, frio, como a geada mais severa de uma nevasca. Descendo o olhar para os lábios, a cor rosada parece se encaixar perfeitamente naquele espaço delicado e convidativo. Fixando seu olhar na imagem, seu cenho se franze. Algo estava faltando. 

— A fita! - Ele indaga, se levantando bruscamente aos tropeços. 

Pegando o pincel e um pote de tinta preto, Wei Ying é dominado pelo profundo alivio ao pincelar o pequeno detalhe num emblema de nuvens que, passa a enfeitar a testa de Lan WangJi. O que tanto o incomodava na noite anterior, finalmente foi restaurado. Salvo pela recordação fresca por conta de sua péssima memória, o jovem sorri realizado. Se não fizesse isso, a sensação que o sucumbe, é de como estivesse a cometer um grande pecado diante sua imagem.

Por algum motivo, ele se curva diante o quadro, pedindo desculpas. E depois, ri de sua própria atitude idiota.


Notas Finais


Informação:
A estória se passará no ano atual, em suas reencarnações. Para alguns trechos, focarei tanto na Novel, quanto na adaptação do c-drama "The Untamed", para uma exploração mais ampla da versão que farei.
Uma versão em que ambos os personagens morreram juntos, e tiveram uma segunda chance.

Espero sinceramente que tenham gostado e que possam apoiar este pequeno projeto!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...