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História Primeiro e Único Amor - Capítulo 5


Escrita por: Nahmotta

Notas do Autor


"Se esta é minha última noite com você
me abrace como se eu fosse mais do que só sua amiga
me dê lembranças que eu possa usar
me pegue pela mão enquanto
fazemos o que namorados fazem
é importante como isto acaba
por que e se eu nunca mais amar de novo?"

- Adele

Capítulo 5 - Sentirei sua falta


Fanfic / Fanfiction Primeiro e Único Amor - Capítulo 5 - Sentirei sua falta

Bruno me ajudou a sentar na cama, ele abre o pequeno frigobar que tem no quarto e pega uma garrafa de água, fechei meus olhos para a tontura passar.

- Como está se sentindo? -  Ele pergunta me dando a água.

- Estou melhorando, isso as vezes acontece quando fico muito nervosa. - Digo e bebo um pouco da água. - Me desculpa por ter vomitado em você.

- Eu sei que foi sem querer. - Ele diz e tira a blusa suja, deixando a mostra o seu peitoral que simplismente me fez suspirar.

Fechei meus olhos e comecei a pensar. Ele estava certo, eu tinha que voltar para casa e seguir a minha vida, mas não era isso que gritava dentro de mim, "quero ir  com ele, não quero perde-lo" é tudo que ecoa na minha mente. Mas não é assim tão fácil, não pude evitar mais uma lágrima que caía sobre meu rosto.

- Você tem razão. - Levantei e peguei minha bolsa. - É melhor eu ir.

- Que bom, vai ser melhor assim. - Ele se aproxima e pega na minha mão. - A gente pode conversar por mensagem, apenas como amigos.

- É. - Apenas respondo abaixando o rosto.

- Ei. - Ele levanta meu rosto. - Eu sei que não era assim que você queria que acabasse, eu também não queria. Apesar de tudo, o que sinto por você não mudou. - Ele diz e me dá um beijo.

Meu coração dispara enquanto sinto seu beijo que logo se aprofundou fico totalmente entregue, ele me encaixa em seus abraços me deixando sem palavras. Talvez essa seria a forma de despedida. Nos deitamos na cama, sinto sua pele se esfregando em mim,  me beijando e me dando prazer. Com o olhar conectado no outro fizemos amor nos próximos momentos.

Ficamos deitados de conchinha sentindo nossos corpos grudados um no outro, isso só dificultava tudo me deixando totalmente dependente da presença dele, do seu cheiro, da sua voz. Me virei para olhar em seus olhos, admirar seu rosto o mais perto possível.

- Promete que não vai me esquecer? - Pergunto com uma sensação de incerteza tomando conta do meu corpo enquanto acariciava os seus cabelos.

- Prometo que vou carregar você dentro de mim para onde eu for! - Meus lábios se chocaram contra os dele, iniciando um beijo completamente apaixonado. Ao final daquele beijo,  disse aos sussurros em seu ouvido:

- Eu te amo! - Me levantei, vesti minhas roupas enquanto ele me observava, peguei minha bolsa.

Fui até a porta e segurei a maçaneta, o olhei uma última vez. Antes que eu pudesse fechar a porta escutei suas últimas palavras que saíram de sua boca direcionado somente para mim.

- "Eu também te amo". - Por um momento hesitei em fechar a porta diante da declaração de Bruno, por um momento eu pensei em voltar atrás. Mas tive que lutar com esse sentimento até ele passar, fechei a porta e tudo que eu senti em seguida foi a metade do meu coração que pertencia a ele sendo destruído.

______________

"Adeus olhos castanhos, eu tenho que ir, mas sempre saiba que eu te amo."

 

- Avril Lavigne

______________

Depois que voltei para casa fui diretamente para o meu quarto, não falei com ninguém, não queria ver ninguém. Estava ali, deitada na minha cama, com uma caneca de chá que já havia esfriado na mesinha ao lado. Maria trouxe para mim horas antes, parece que ela era a única que tentava me entender. Eu estava na mesma posição por horas incontáveis, uma sensação estranha de perda tomou conta do meu corpo, o nó continuava na garganta. Era madrugada, não sei a hora exata, mas com certeza Bruno já não estava mais em Chicago. Nesse exato momento ele está no avião seguindo com a sua turnê, encantado e ganhando mais fãs a cada show, me dói em pensar que ele vai conhecer outras garotas. "Eu também te amo." Essa frase insistia em ecoar nos meus pensamentos a cada minuto, como uma facada em meu peito me trazendo para realidade de que talvez ele falasse isso para uma outra garota um dia.

Reorganizei meus pensamentos e tentei dormir um pouco, amanhã seria um novo dia e eu vou tentar dar o primeiro passo para seguir a minha vida.

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POV BRUNO MARS

Ela disse que me ama, e quando escutei essas palavras saindo dos seus lábios meu corpo inteiro estremeceu, meu coração ardeu como se tivesse uma tocha dentro do meu peito. Também disse que a amava, quer dizer eu sussurrei na verdade, se ela escutou eu já não sei. E vocês devem estar se perguntando, "mas como pode amar em tão pouco tempo?". Eu não sei! Não existe um tempo exato para isso, pode acontecer com qualquer um, em minutos ou horas. Mesmo depois de toda a nossa conversa, eu sei que o melhor para ela é viver a vida longe de mim, ela é nova, talentosa e uma pessoa incrível.

- Ei cara, como você está? - Phil me pergunta se sentando ao meu lado, estávamos no avião indo para Miami onde seria o nosso próximo show.

- Eu tô de boa, só era uma garota. - Olho para as nuvens que da para ver através da janela.

- "Só uma garota", não é o que parece depois dessa semana. -  Ele disse me lembrando.

- A Julie foi uma garota com quem eu estive por uma semana e ponto! A gente sabia que ia acabar e que cada um seguiria com sua vida. - Falei um pouco irritado.

- Você já esteve com outras garotas por semanas, mas dessa vez foi diferente, pode admitir! Todo mundo já percebeu. - Phil me encarou.

- Eu sei o que senti e o que ainda sinto quando penso nela. - Dei uma pausa. - mesmo com todos esses sentimentos, é melhor que seja assim!

-  Ah que isso cara, você poderia ter dado uma chance, quem disse que não daria certo? Ela disse o que sentia, eu sei que você teve outros relacionamentos fracassados, mas você foi um pouco duro com ela.

- Phil, não é assim tão simples. Eu não podia concordar  em leva-la para Los Angeles, ela tem uma vida, uma família. Não é tão simples tá! - Olho para as minhas mãos. - Eu queria que ela ficasse comigo, mas não dá!

- Mas se você tivesse dado uma chance...

- Bom, se daria certo eu nunca vou saber. - Olhei de volta para Phil.

- Por que não faz uma música sobre isso? - Ele diz colocando a mão no meu ombro.

- É...Boa ideia, vou pensar sobre isso.

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POV JULIE

Faz duas semana que Bruno voltou com a sua turnê e eu? Eu não estava vivenciando o meu melhor momento, definitivamente aquela garota pálida, fraca e triste não era eu. Me sinto horrível, não consigo manter comida no estômago, ainda sentia um enjoo inconveniente que havia me maltratado durante os dois últimos dias.

Remexi-me dentro da banheira cheia de espuma, mereço esse relaxamento depois desses dias. E então aquela sensação terrível retornou, senti o meu estômago revirar e o gosto ruim subindo a boca, levantei as preças me debruçando sobre a privada logo em seguida, não podendo mais segurar, odiava vomitar. É, eu deveria procurar um médico. Quando notei que estava melhor, me levantei devagar, sentindo uma leve tontura, minhas pernas enfraqueceram. Segui em direção à pia e joguei um pouco de água fria no rosto, sentindo um alívio.  Escovei os dentes e molhei novamente o meu rosto, respirei fundo. Ainda cambaleante, terminei meu banho e coloquei uma roupa confortável, era final de tarde voltei do trabalho mais cedo por não estar me sentindo muito bem. Acabei cochilando no sofá da sala, acordei assustada com o barulho da TV, era só o idiota do Derick, ele percebeu que me acordou e me olhou preocupado.

- Você está se sentindo bem? Você está pálida! - Ele veio perto de mim e sentou-se ao meu lado no sofá.

- Estou me sentindo horrível! - rapidamente senti lágrimas se formarem em meus olhos.

- Ei, mas por que? O que está sentindo?

Quando eu ia responder, novamente senti meu estômago revirar, foi tão rápido que nem deu tempo de chegar ao banheiro. Acabei sujando o chão da sala, estava debruçada quando senti Derick segurar meus cabelos.

- Fica calma,  há quanto tempo está assim? - Ele me ajudava a levantar.

- Ah eu não sei direito, acho que há uns dois ou três dias. - Eu o olhei sem graça.

- Ju, você tem que ir ao médico.

- Não, eu não quero. - respondi normalmente.- Só deve ter sido alguma coisa que comi.

- Hmm, tá bom. Mas me promete que se continuar assim você vai ao médico?! - Ele rolou os olhos e depois me encarou.

- Tá bom. - Levei minhas mãos em direção ao rosto, olhei para o chão que estava sujo e fui pegar  os produtos de limpeza.

Fiquei na varanda de casa, sentindo os ventos de boas-vindas de inverno, estava  pensativa e liguei os pontos em minha mente, ponto esses que tentei ignorar e não aceitar durante essas semanas que passaram. Vamos jogar a real? Minha menstruação está atrasada, enjoos, dor de cabeça, cansaço. O que mais poderia ser a não ser gravidez? Foi a pergunta que veio em minha mente, logo que comecei a pensar nisso meu coração disparou e comecei a tremer, não pode ser! não pode acontecer!  Preciso tirar essa dúvida. Me lanvantei da varanda e fui até uma farmácia, peguei três tipos diferentes de testes e fui direto para casa tentando disfarçar meu nervosismo para ninguém desconfiar.

- Não posso ter um bebê. - Digo aos sussurros assim que chego no meu quarto, um soluço fraco ecoou na minha garganta. Respirei fundo tentando colocar palavras positivas em minha mente. - Vamos acabar logo com isso.

Então eu fiz o teste, os poucos minutos esperando resultado pareciam eternidade, naquele pequeno período de tempo alguma coisa dentro de mim começou a mudar, um novo sentimento começou a surjir. Fechei meus olhos antes de verificar o resultado, eu não tinha coragem, minhas mãos tremiam. Quando abri e olhei, foi como se o tempo tivesse parado, um arrepio passou por todo o meu corpo quando meus olhos viram o resultado. Grávida, eu estava grávida! Essa notícia ainda se processava em minha mente, junto a um turbilhão de dúvidas, mas apesar do medo que senti ao receber a notícia e de tudo pelo que eu havia passado nas últimas horas, naquele momento algo dentro de mim me fazia sentir uma felicidade estranha, como se a minha vida fosse voltar a ser completa novamente, eu carregará uma parte de Bruno dentro de mim, fazendo eu me sentir preenchida novamente...

 

 

 

 

 


Notas Finais


JESUS! Foi um parto para eu fazer esse capítulo, mas finalmente ele nasceu kkk

Espero que tenham gostado, um beijo e até o próximo capítulo...


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