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História Primeiro e Único Amor - Capítulo 6


Escrita por: Nahmotta

Notas do Autor


"Eu sinto sua falta todos os dias
Quero estar com você, mas você está longe."

- Beyoncé

Capítulo 6 - Adeus, amo vocês...


Fanfic / Fanfiction Primeiro e Único Amor - Capítulo 6 - Adeus, amo vocês...

Sentada numa cadeira de balanço em uma varanda de uma casa no lago, Julie usava um vestido branco e seus cabelos estavam em uma trança embutida, dentro de casa soava uma música clássica lenta dando paz ao ambiente. Até que um barulho ecoa por toda casa, era um choro de bebê. Julie levantou e entrou na casa, sua atenção é chamada em direção ao quarto de onde vinha o choro da criança.

- shh! Calma meu amor, não precisa chorar. - Julie ouvi uma voz vindo de dentro do quarto.

O bebê continuava resmungando e a pessoa que estava no quarto continuava tentando acalma-lo. Ela para de frente a porta que estava encostada e a empurra de leve para abri-lá sem fazer barulho. Quando a porta abriu por completo Julie conseguiu ver quem estava no quarto, seu coração disparou e começou ir na direção da tal pessoa, ele estava de costas trocando a frauda do bebê que resmungava deitadinho na cama.

- Shh! Eu já estou acabando. - Sua voz suave tentou acalmar mais uma vez o bebê.

Ele pegou a criança e começou a embala-lo no colo enquanto cantava uma canção de ninar e finalmente os resmungos pararam. 

- Bruno...- Julie sussurrou seu nome.

Quando tentou tocar em seu ombro um clarão se fez e tudo desapareceu.

~

Levantei assustada, foi apenas um sonho. Estava deitada na minha cama, meu quarto estava uma bagunça olhei para o lado e o teste de gravidez estava em cima da cômoda, passei a mão no rosto e me levantei. Não fazia ideia do que ia fazer a partir de agora, pensei em contar para minha família, mas eu estou com medo e sei que eles vão jogar na minha cara o quanto eles estavam certos e com razão. Precisava falar com Bruno, não sei se ele responderia minha mensagem ou ligação, mas eu tenho que tentar ele precisa saber.

____________________

2 meses depois

Os meus dias eram extremamente ocupados. As horas pareciam não durar o suficiente e eu sempre tinha muito a fazer. Voltei a rotina do trabalho e estava preparando uma apresentação que as meninas iam fazer, estava muito difícil dar a aula eu ficava muito enjoada e também fazer os passos me deixava muito cansada. Não contei para ninguém sobre a gravidez, ainda estava pensativa sobre o que fazer tentei ligar para Bruno mas ainda não tive sucesso em falar com ele, então por isso mantive em segredo até o momento. 

Fui ao médico e ele falou que esta tudo bem. Só consegui sentir que era real no momento em que fiz a ultrassom, eu sei que vocês devem achar que estou sendo egoísta em manter a gravidez em segredo, mas é que eu não sei ainda o que fazer sabe? Está tudo uma bagunça, não consigo falar com Bruno, não consigo trabalhar direito, minha relação com a minha família está muito estranha e...sinto falta do Bruno. Pensei que com os dias passando os meus sentimentos em relação a ele iriam passar, mas eu sinto que ainda preciso dele. E agora que estou grávida não consigo tira-lo da minha mente, eu sonho com ele e sinto dentro de mim a vida que está se formando. Eu sinto uma falta imensamente, se estivesse com Bruno tudo seria diferente.

"Bruno, é a Julie. Eu preciso falar com você é muito importante! É...eu nem sei se esse ainda é seu número, mas por favor se ouvir essa mensagem...liga para mim, eu preciso muito falar com você.

Beijos...tchau."

Foi a mensagem de voz que eu deixei para ele, toda essa situação me dava vontade de chorar porque eu me sentia sozinha, parecia que ele estava me evitando ou talvez fosse coisa da minha cabeça, "Bruno está em turnê deve ser por isso que não consigo falar com ele", penso. Não tinha outra forma de me comunicar, essa era a única! E sem suas respostas eu ficava cada vez mais desesperada, acreditem até pensei em dar o fim na... É melhor eu nem tocar nesse assunto. 

Nesse momento eu estava no trabalho, minhas meninas estão evoluindo com os passos, elas vão apresentar "O lago dos cisneis" um clássico do balé. Ver elas se dedicando, brincando em meio a aula, dando gargalhadas deliciosas me deixava feliz, e na minha cabeça eu comecei a imaginar, será que vai ser uma menina? Na minha cabeça imagino uma menina com cachinhos, os castanhos dos meus olhos e o sorriso e as covinhas de Bruno. Começo a pensar os sacrifícios que a chegada desse bebê vai exigir, mas ao mesmo tempo que me cerco de angústia, medo do desconhecido e a culpa por conta do julgamento da minha família, a minha mente e meu coração se enchem de paz. Uma paz tão grande e uma voz que me diz que tudo vai ficar bem, mesmo que uma das possibilidades seja de eu criar esse bebê sozinha, vai ficar tudo bem! Ao voltar para casa tentei ligar para Bruno novamente, mas não consegui falar com ele. Queria que ele fosse o primeiro a saber, mas pelo jeito vou ter que enfrentar minha família, desci as escadas e fui até a sala onde meu Pai e Maria estavam, chamei meus irmãos para juntar a eles para que todos pudessem saber de uma vez.

- Gente eu reuni vocês aqui porque tenho que falar uma coisa importante. - Minhas mãos tremiam e minhas pernas estavam bambas.

- O que foi Julie? Está nos deixando nervosos. - Derick falou. Fechei meus olhos e contei até três.

- Tá, mas antes de eu contar me prometam que não vão gritar e nem surtar? - Todos concordaram com a cabeça. - tudo bem. - respirei fundo. - E-eu...eu estou Grávida!

Um silêncio se fez na sala assim que terminei a minha fala, todos se entreolham e depois viram em minha direção.

- Aí meu Deus...- Jenna é a primeira a quebrar o silêncio.

- Julie...É sério? - Meu pai pergunta passando a mão no rosto. Derick e Maria nem sabiam o que dizer, mas as feições em seu rosto já diziam tudo.

- Sim pai, é verdade. Hoje completo dois meses...- Disse sem medo, eu estava disposta a viver para mim e para o meu bebê não importa o que pensem de mim.

- Eu sabia que isso ia acontecer...- Meu pai sussurra. - E-eu sabia! E agora o que você vai fazer?

- Eu vou ter o bebê.

- O que? - Jenna me olha. - Como vai sustenta-lo?

- Eu tenho um emprego tá? Eu sei que não ganho muito, mas eu...vou atrás de um que pague mais depois, e vocês vão me ajudar não é?

- Ajudar? - Meu pai levanta do sofá.- por que você não pede para o cara que te engravidou te ajudar? Por que a gente que tem que se responsabilizar com isso?

- Pai...vocês são a minha família, Bruno vai fazer a parte dele assim que eu conseguir entrar em contato com ele. - Meus olhos se enchem de lágrimas. - Por favor, eu preciso de vocês nesse momento!

- Meu Deus Julie, onde você estava com a cabeça? - Derick me pergunta. - O-olha eu nem sei o que dizer! - Ele levanta e vai para cozinha.

- Foi muita irresponsabilidade! - Maria disse enquanto desaprovava com a cabeça.

- Eu sei. - Eu disse baixo. - Mas aconteceu!

- A vontade que eu tenho é de... Quebrar cara daquele imbecil! - Meu pai disse. - Você não pode ter esse bebê.

- Pai! - Minhas lágrimas se derramaram sobre meu rosto.

- Não, eu não vou aceitar!

- Eu pensei que fossemos uma família, o que você fez para Maria te aceitar de volta quando me trouxe para morar com você? - No exato momento que falei Maria se levantou irritada e saiu da sala.

- Estou decepcionado com você! - Ele diz com os olhos cerrados e bravos.

- Eu não ligo. - Disse e saiu da sala.

Nesse momento eu tava furiosa por dentro, minha família, a família que sempre amei estava me dando as costas. Eu sabia da minha irresponsabilidade, mas não precisa ser assim. Sentei na cama e abaixei a cabeça entre as mãos, o enjoo tomou conta de mim  mais uma vez me fazendo correr até o banheiro que tinha no meu quarto. Depois daquela sessão dolorosa de vômitos fiquei sentada no chão, um soluço estava entalado na minha garganta só senti vontade de chorar. Fico uns cinco minutos sentada naquele chão frio até escutar o meu celular tocar, levantei e voltei para o quarto.

- Alô. - Digo com a voz embargada.

- Julie? - Sua voz suave fez meu coração disparar.

- BRUNO?! -  Mais um soluço veio da minha garganta me fazendo desabar em choro.

- Você ta chorando? Por que ta chorando, o que aconteceu? - Ele pergunta preocupado.

- Eu tenho que falar com você! Senti tanto a sua falta...- Suspiro tentando me acalmar.

- Também senti querida. - Sua resposta aquece meu coração.- Você tá me deixando preocupado, o que foi?

- Bruno, eu vou falar de uma vez porque não aguento mais,  estou a dias tentando entrar em contato com você para falar de uma vez. - Respirei fundo. - Eu...estou grávida!

-...- Ele ficou em silêncio.

- Bruno?

- É sério? - Dava para sentir seu nervosismo em sua voz.- E-eu, perai...perai....ai meu Deus.

- Sim.- Disse limpando uma lágrima solitária que se atreveu a cair. - Meus pais querem que eu faça um aborto.

- OQUE? - Sua voz ficou alterada. - NÃO! ELES ESTÃO LOUCOS?  VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO!

- Claro que não vou fazer. - Falei tentando calma-lo. - Nem que eu cuide do bebê sozinha eu-. Ele me interrompe.

- VOCÊ NÃO VAI CUIDAR DESSE BEBÊ SOZINHA! SEU PAI É UM BABACA, ELE ACHA QUE EU SOU O QUE?

- Bruno se acalma. - Digo, mas ele continua nervoso.

- O FILHO É NOSSO, ENTÃO SOMOS NÓS QUE DECIDIMOS COMO VAI SER...- Ele ficou em silêncio por alguns segundos. - Quer saber? Se é assim que seu pai pensa, então eu quero que venha morar comigo! - Ele disse se acalmando.

- Você tá falando sério?

- Estou! Você queria vir comigo lembra? - Ele me lembra.

- Claro que lembro...

- Então, quer vim morar comigo em Los Angeles?

________

Pai...

Tive que parar tudo em minha vida neste exato momento e escrever. Simplesmente para deixar registrado meus mais sinceros votos de desculpas por esses dias e meses que passaram. Se você um dia terá ciência do que escrevo não sei, porém tive que expressar esse sentimento novo que me veio agora. Estou escrevendo essa carta para dizer que hoje eu tomei a decisão de deixar a família. Não posso mais viver assim, nos destruindo a cada dia. Essa despedida não vai ser fácil, mas espero que compreenda meus motivos. E saiba que sempre levarei cada um de vocês no meu coração. Derick, Jenna, Maria & você Papai. Decide que vou morar com o pai do meu bebê pois é ele o homem que amo. Espero que possa me perdoar por tudo isso algum dia...

Te amo.

Julie.

________

Coloquei algumas roupas que tenho numa mochila,  peguei a carta joguei em cima da mesa e sai porta a fora.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, beijos...


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