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História Primor of destiny (Vkook - Taekook) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Perdão pela demora pra postar galera, fiquei meio perdida em escrever algumas partes do cap, não to conseguindo escrever pelo computador meu word ta impossível de entrar, e to me atrapalhando toda tentando escrever pelo celular.
mas peço que não desistam de mim e continuem aguardado com certa paciência kk

Boa leitura.

Capítulo 6 - 6 - The Invitation


Fanfic / Fanfiction Primor of destiny (Vkook - Taekook) - Capítulo 6 - 6 - The Invitation

Narrado por Taehyung.

– Como foi o encontro? – Jimin está acordado quando eu chego. Embolado nos edredom azul, mas ainda sim acordado. Eu não sei o que responder, então dou um pequeno sorriso. – De zero a dez.

Vou para o banheiro com o pijama que peguei na primeira gaveta da minha cômoda e me troco silenciosamente.

– Oito. – Meu amigo se contenta e vira-se todo embolado para finalmente dormir.

Dez, eu sussurro baixinho.

 

***

– Você está indo muito bem, estou até me sentindo uma mãe orgulhosa. – Jack diz, exausto. Ele me oferece uma garrafa de água e eu a bebo quando me sento ao seu lado.

– Como se fosse você quem me ensinou tudo que sei. – Ele passa o polegar pela água que escorre em meu queixo. Próximo demais do meu rosto.

– Admita Taehyung, você aprendeu muito comigo.

– Aprendi como inflar meu ego de dez maneiras diferentes – Eu o provoco. – Você deveria lançar um livro sobre isso.

Ele vira os olhos.

– Eu provavelmente deveria te odiar.

– Temos uma reciprocidade incrível.

– Por que você me odiaria? – Pergunta, seus olhos caem como se eu tivesse o magoado profundamente. Ele deveria ser ator.

– Eu obviamente estava brincando. – Jack bate em meu ombro, irritado. – Te faço a mesma pergunta.

– Porque você é irritante Kim Taehyung. – Ele responde de uma forma natural. – Você é bonito e é tão gracioso, digno de todo ódio do mundo.

Jack não esta me olhando, esta guardando algumas coisas na bolsa de couro preta. Estou me sentindo imensamente envergonhado, como me sinto quando algum parente distante me vê depois de um longo tempo e solta tantos elogios, que se eu pudesse enterraria minha cabeça em um buraco profundo e vazio. Nunca tive uma chance de ter um momento a sós com Jack, na verdade, nunca tive chance de ter momento nenhum com ele, e jamais se passou por minha cabeça que aquele garoto tão miseravelmente misterioso e perspicaz pudesse pensar algo desse tipo sobre mim. Principalmente porque ele é tão bonito e quando ele sorri é como se duas suculentas maçãs pousassem em suas bochechas e eu quero morde-las e saborear seu gosto doce e fresco. E também porque ele é tão fechado em seu próprio mundo, nunca o vi permitir que ninguém entrasse nele, mas vi sempre candidatos batendo insistentemente na porta. Fico pensando se talvez ele a tenha aberto para mim, talvez ele tenha me deixado entrar e agora eu estou em sua fortaleza, eu estou prestes a conhecer Jack Foster.

Me pergunto quantas vezes ele já reparou em mim antes.

– Isso não faz muito sentido, você me odiar por eu ser... Assim.

Jack solta sua mochila e se aproxima de mim.

Ele cheira a maçã.

– Faz sentido sim. Nós somos adversários, Taehyung. Nós temos dois ingressos, mas só um de nós ganhará o assento premiado.

– Mas isso não faz de nós inimigos.

"Todos são inimigos, mas mesmo assim, você precisa aprender jogar limpo." Era isso que minha mãe sempre repetia para mim antes de alguma competição. E ela sempre me reprimiu quando eu tive algum pensamento do tipo Eu vou ganhar e destroçar quem estiver no meu caminho. Porém ela sempre me dizia coisas contraditórias, coisas que até hoje eu penso sobre. É comum perder, mas não pode ser para mim. Eles podem fracassar e tudo bem porque haverão outras oportunidades, mas... Que besteira é essa eu perder? Esta é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.

Jack solta um suspiro pesado, parece decepcionado com alguma coisa que eu prefiro não perguntar o que é. Ele levanta a cabeça, desta vez, sorrindo.

– Você tem razão, Taehyung. Não precisamos ser inimigos.

Sorrimos um para o outro, mas logo desvio meu olhar para o piso brilhante.

– Acha que o faxineiro sabe que sempre viemos aqui?

– Com certeza. – Jack se afasta, joga a mochila em um dos ombros e puxa minha mochila das minhas mãos. – Venha, vamos tomar café.

– Ele é bem legal, outros já teriam nos dedurado. Ele ainda deixa tudo arrumado pra gente, já percebeu?

Jack ri.

– É o trabalho dele.

– Mesmo assim ele é muito gentil, que tal darmos um "Oi" para ele?

Jack não concordou, mas era tarde demais para ele me dar um puxão assim como ele fez com a minha mochila. O salão principal é provavelmente o lugar mais bonito e que eu mais gosto — depois do jardim teatral, onde encenaram Shakespeare ao ar livre no ano passado —, ele tem centenas de poltronas vermelhas e no meio delas uma enorme escadaria. Não é o lugar mais incrível do mundo e outras pessoas não compartilham da mesma opinião que a minha, mas para mim não há nada mais belo do que um palco.

Há uns dez passos a direita estava a sala de faxina, ao lado da porta uma enorme janela de vidro dava uma visão privilegiada ao palco. Batuquei três vezes na janela, mas ninguém apareceu, então, entrei sem bater na porta. Jack estava logo atrás de mim resmungando alguma coisa que eu não quis escutar, e eu tentava encontrar alguém.

– Ei, tem alguém ai? – Minha voz saiu quase como um grito.

– Taehyung, é óbvio que não tem ninguém aqui. Vamos logo tomar o maldito café antes que eu perca o apetite. – Eu já estou perdendo com você resmungando de cinco em cinco minutos. – Reclamei.

Senti um cheiro familiar, um cheiro que se eu seguisse certamente me levaria a algum lugar longe dali, mas Jack estava irritante demais e eu quase perdendo a fome, então só deixei um bilhete.

 

Narrado por Jungkook

"Obrigada por guardar nosso segredo, você é muito gentil. Um beijo, Kim Taehyung ", li mais uma vez sua caligrafia perfeita em mais um pedaço de papel branco. Taehyung havia deixado o bilhete em cima de minha mochila. Ele era insistente, se não fosse pelo Playboy dançante acho que ele realmente teria ficado ali até ter a desagradável surpresa de que eu era o faxineiro. Eu era a alma gentil e bondosa que guardava o segredo deles. Deles. Nós. Penso se eles realmente são Nós ao invés de Taehyung e Jack-não-sei-do-quê.

Isso também me faz pensar sobre a reação que Taehyung teria quando soubesse que era eu quem sempre guardava seu segredo e agora o segredo dele com o tal Jack. Talvez Taehyung se sentisse envergonhado, talvez ele não quisesse nunca mais me ver ou falar comigo. Penso no que ele pensaria se soubesse que eu sempre estive ali, que eu sempre fui o seu mais fiel espectador. Não me surpreenderia se no mínimo ele chamasse a polícia, se alguém me observasse silenciosamente por quase um mês eu não me sentiria muito a vontade ou seguro. E agora eu me sinto inseguro. Eu me sinto estranho como jamais me senti antes e não gosto de me sentir assim.

Lembro-me dele dançando, dele dançando só para mim, dançando como nunca o vi dançar antes e imediatamente sinto um desespero.

– Jungkook?! – Uma voz familiar soa atrás de mim. Taehyung esta correndo em minha direção, apertando alguns livros sobre o peito. Ele para saltitante em minha frente, esta sorrindo. – O que está fazendo aqui?

Não sei o que dizer, nem sei quero falar alguma coisa.

– Estou de passagem. – Minto. Taehyung aperta os olhos para mim, como minha mãe fazia quando estava prestes a perceber quando eu mentia.

– Pela University? Não sabia que esse era seu caminho.

– Estou fazendo outro caminho agora. – Taehyung! – Alguém em uma turma de cinco pessoas a chama. Jack esta por perto. – Se não vier agora nós vamos sem você.

Taehyung se volta para mim e fala alguma coisa, mas eu só consigo manter a atenção na delicadeza de seus dedos. Eles pedem para ser entrelaçados aos meus. Sinto uma vontade imensa de não estar ali.

– Jungkook? Está me ouvindo?

– Taehyung, agora não.

Prendo bem a mochila nas costas e subo na moto. Me assusto quando percebo alguma coisa em cima da minha cabeça. Taehyung coloca calmamente meu capacete e o fecha, pega seus livros do chão e da um passo para trás. Taehyung não tem ideia de quanto esta me despedaçando.

Não é justo com ele, mas também não é justo comigo. Essa coisa não é justa, essa coisa de estar gostando de alguém, principalmente quando a outra pessoa não faz ideia disso e nem sequer sente o mesmo. Não é justo porque Taehyung esta perfeitamente bem e eu me sinto envergonhado por estar mal. Mas talvez eu me sinta mais envergonhado ainda de fazê-lo pagar por eu estar deste jeito. Ele não tem culpa se eu sou um mero faxineiro, se eu não tenho uma profissão importante ou uma aspiração de um garoto normal. Ele não tem culpa por eu querer socar alguém ao invés de correr atrás de uma bola ou defender alguém de um crime e coisa do tipo. Ele não ter culpa por não saber de nada.

O capacete em minha cabeça só mostra o quanto ele não tem culpa de nada. Eu vacilo e suspiro, ele não esta mais ali. É minha culpa.

 

Estou parado em frente da porta preta de um dos quartos do Metric Hall faz exatamente uma hora, eu nem sei que horas Taehyung volta então decido que ficarei quanto tempo for preciso. Estou aqui porque não consegui ficar em casa sem pensar que eu deveria estar aqui, que eu deveria pedir desculpas pelo ato rude que tive assim como ele fez comigo. Então eu me lembro do Playboy dançante segurando em seus braços, acariciando seu rosto, tocando-o de um modo tão intimo que deveria ser considerado um crime. Mesmo sendo uma dança, mesmo sendo os dois interagindo só para uma apresentação. Eu sou homem e sei o que os olhares de Jack significam. Jack, eu preferia não saber seu nome. Preferia que ele não tivesse entrado naquela sala hoje de manhã, preferia não tê-lo tratado de um jeito rude mais tarde nesta manhã. Posso montar uma lista de coisas que eu não deveria ter feito, mas de nada adiantaria.

São quatro horas quando o sinal bate longe e eu suspiro alto, batendo a cabeça dura e fria. Algumas meninas passam por mim cochichando e sorrindo, eu tento parecer agradável e simpático, mas acho que todas as tentativas são falhas.

– Jungkook? Eu me levanto de imediato, batendo no jeans para tirar o pouco de pó. Afundo as mãos nos bolsos.

– Taehyung.

– Esta aqui a quanto tempo?

– Não faço ideia, acabei perdendo a noção do tempo. – Eu respondo.

Taehyung lambe os lábios.

– Esta procurando por Jimin de novo?

Balanço em negativa.

– O assunto é com você. – Me arrependo no mesmo segundo de ter usado essas palavras, soou rude ou como aqueles caras sérios dos filmes de Velozes e Furiosos.

Taehyung balança a cabeça.

– Vamos entrar. – Ele diz, tirando do bolso um chaveiro colorido. – Jimin não voltará hoje, então acho que teremos mais privacidade do que aqui no corredor.

Ele afasta a porta e eu entro.

É um quarto pequeno e um pouco maior que o meu, cabendo duas camas com cores diferentes encostadas em cada uma das paredes. Duas mesas de cabeceira e uma mesa retangular, encostada da parede em frente a uma das camas, quase não cabendo ali uma pequena cadeira de madeira. Há fotos espalhadas no mural da parede da cama azul, que reconheço ser de Taehyung justamente por causa das fotos, não me aproximo para vê-las. Não é nem um pouco do jeito que eu esperava, não tinha nenhum pôster de banda ou de algum ator de uma nova saga de sucesso. Também não tinha uma pilha de bichos de pelúcia em cima da cama. Taehyung senta-se na cama azul e da um tapa na mesma ao seu lado, eu me sento sem dizer nada. Apoio cada um de meus braços nas pernas abertas e o olho por cima do ombro.

– Acho que fui rude com você hoje cedo, então... Hã, quero pedir desculpas por isso.

Taehyung da um pequeno sorriso, eu não sei se isso significa que ele esta me desculpando ou me confortando por eu estar com uma cara de quem acabou de sair de um enterro.

– Você não foi rude, não se preocupe. – Ele responde. – Estava só parecendo um pouco atormentado e eu, bom, meio que fiquei preocupado.

– Uma gentileza da sua parte.

– Qualquer um se preocuparia. – O rosto de Taehyung corou.

– Mas não foi qualquer um, foi você.

E de repente quando eu disse isso, um silêncio agoniante pairou pelo pequeno quarto do prédio do Metric Hall, e mais se parecia que todo mundo tivesse se calado só para se desfrutar do silencio que eu plantei. E eu começo a me sentir um pouco maluco porque aquilo tudo não parece ser real. Eu estar no quarto de Taehyung, só eu e sua presença reconfortante, só eu e ele no mesmo espaço pequeno conversando e distribuindo sorrisos um para o outro. Me sinto extremamente confortável ao lado dele e gostaria de perguntar se ele se sentia assim também, mas eu prefiro o silencio.

– Posso te fazer uma pergunta?

– É claro. – Dou os ombros.

Ele tem uma expressão que nem em mil anos eu conseguiria ler.

– Era você, não é? Hoje cedo na sala do faxineiro.

Paro de respirar.

 

Narrado por Taehyung.

Jungkook está me encarando faz cinco minutos sem dizer absolutamente nada, e eu queria poder ler mentes para saber o que ele esta pensando agora. Na verdade, se eu pudesse ler mentes, certamente meu hobby seria decifrar Jungkook e todo aquele conjunto de mistérios que o completava. Ele era a pessoa mais interessante que eu já tinha conhecido. O jeito como ele estava sentado, o jeito como seus pés silenciosamente de mexiam davam a impressão de que ele estava prestes a fugir dali. Me perguntei se ele queria fugir. – Do que você esta falando? – Ele rompe o silencio, sem expressão.

– Hoje de manhã eu estava ensaiando com meu colega, nós sempre ensaiamos mais cedo do que todos... Eu mesmo ensaiava naquele mesmo salão todos os dias mais cedo, as portas estão sempre abertas e tudo sempre ajeitado. Hoje entramos na sala do faxineiro e... Era você lá, não era? Ninguém me respondeu quando eu chamei, mas eu sei que tinha alguém lá.

– E como você sabe?

– Seu perfume, é o mesmo que senti hoje e ontem.

Eu provavelmente deveria ter dito da mochila, isso soaria menos íntimo e assustador. De qualquer forma eu poderia usar a desculpa de que seu perfume tinha empesteado todo o meu casaco, o que não era uma mentira.

Jungkook abaixa a cabeça e eu sinto como se ele fosse pequeno, bem pequeno e bem indefeso.

Uma luz se acende na minha cabeça.

– Então você já me conhecia! – Eu concluo, mais para mim mesmo do que para ele. Mas ele está atento ao que falo. – No dia do encontro você agiu como se já tivesse me visto antes, ou me conhecesse. É isso?

Ele faz que sim com a cabeça e eu me sinto como Sherlock Holmes.

– Me desculpe. – Jungkook murmura.

– Pelo quê exatamente? – Estou confuso.

Ele finalmente se vira para mim.

– Eu não quis parecer um maluco perseguidor ou coisa parecida ou um desses caras malucos que veem meninas novinhas enquanto batem uma em uma sala eu...

– Jungkook! – Eu preciso para-lo antes que seu olhar me desmembre ali mesmo. Ele me encara confuso. – Eu não acho que você seja um maluco perseguidor nem nada do tipo. – Eu disse – E também, jamais pensaria que você faz esse tipo de caras malucos que bate uma vendo meninas novinhas. – Não?!

– Não. – Não sei por que, mas a situação e seu rosto tão belo e confuso me faz querer rir. – Você me vê dançando quase que todos os dias, você abre o salão toda madrugada para que eu ensaie... Você deixa tudo ajeitado e...– Me vejo completamente perdido no rosto daquele garoto, e de repente só quero me deitar em seu ombro e sentir sua respiração. – Isso é muito bonito Jungkook... Ligeiramente assustador e estranho, mas bonito.

– Você não tem nenhum tipo de problema com eu ser um...

– Absolutamente não.

Eu não o deixo terminar porque logo me sinto ofendido, não totalmente, mas a ponto de não querer ouvir o resto da frase. Afinal, que tipo de pessoa ele pensa que eu sou? A que faz o tipo de que anda com pessoas só da classe social mais importante da cidade e quer casar com um marido rico e viver cercado de mordomias e dinheiro? Eu não sei e pretendo não saber ou não perguntar, porque sei que nada do que ele esta dizendo agora é para me ofender ou me deixar irritado. Enquanto eu estou preocupado com o quão paranoico ele pode me achar, ele esta preocupado com minha reação sabendo que ele é um faxineiro que me vê dançar e que gosta disso.  Ele gosta de me ver dançar e ele esta me ajudando, ele está há tempos me ajudando sem pedir nada em troca, o mínimo que eu posso fazer é dar uma chance a isto que esta me dando frio na barriga.

 

Passei o resto da semana trocando SMS’s divertidos com Jungkook. Eu o disse que ainda estaria ocupado, mas nós poderíamos nos encontrar assim que a semana da apresentação acabasse.

[24/2 22:11] Taehyung: Estou ouvindo The 1975 e prepare-se... Tan tan taaan... Eu não gostei.

[24/2 22:13] Jungkook: Como assim? É a melhor banda de todos os tempos!!!

[24/2 22:13] Jungkook: É mentira, eu nunca ouvi, mas os hipsters dizem que é uma banda ótima.

[24/2 22:17] Taehyung: Hipsters e Arctic Monkeys, o novo câncer e a AIDS do ano.

[24/2 22:19] Jungkook: Você conhece Arctic Monkeys? Já é uma grande evolução, é uma das grandes bandas da atualidade.

[24/2 22:22] Taehyung: Com certeza... Ei, horas iguais! Faça um pedido.

[24/2 22:22] Jungkook: Um pedido pra horas iguais?

[24/2 22:22] Taehyung: SIM!! Faça logo um pedido.

[24/2 22:22] Jungkook: Quero te ver logo.

[24/2 22:23] Taehyung: Eu também...

 

 

– Por que você não desgruda dessa merda de celular? – A voz de Jack e uma de suas fritas acertando minha mão me assustam. Levanto o olhar para ele. – Nunca te vi tão grudado nele.

– Tenho quase certeza que isso não é da sua conta. – Jogo a batata de volta.

– Wow, alguém esta nervoso.

– Posso saber quem é o gatinho de moto que você estava conversando aquele dia? – Leelah pousa sua bandeja do meu lado e se senta. – Não sabia que você era envolvido com lindos universitários.

– É porque ele não é. – Jimin também aparece. – Foster. – Ele o cumprimenta, ela acena com a cabeça.

– Ele não é universitário.

– Mas de qualquer jeito é um gato. – Ela cutuca meu braço. – Se deu bem.

Isso me fez rir, não sabia que logo quando algum garoto aparecesse do meu lado ele logo seria tachado como algo mais que um amigo. Inevitavelmente imaginei Jungkook como mais que um amigo, segurando minhas mãos, me levando para jantar enquanto todos os Calouros e Veteranos nos assistiam como se fossemos o mais novo casal de uma trama adolescente. Balanço a cabeça pelo pensamento patético.

Sem querer flagro Jack me olhando, mas ele vira o olhar para Leelah imediatamente e começa a tagarelar.

– Nós só somos amigos. – Eu comentei, como se fosse totalmente óbvio.

– Claro que são. – Jimin ironizou.

– Vocês dois calem essa boca glossílizadas, Kim Taehyung não tem tempo para namoricos. Estamos ensaiando duro essa semana. – Nós rimos do “glossílizadas” e eu lhe faço um sinal positivo com o dedão. Ele põe um braço na mesa e arruma o topete com a mão livre. – E afinal, eu sou o cara que passa mais tempo com ele, seria mais justo eu ser acusado como ser novo namorico.

Vi pelo canto dos olhos Leelah abafar o riso com a boca cheia de cupcake. Jimin só o olhou por alguns segundos e em seguida me olhou, como quem quisesse me dizer “Ele é tão ridículo”. Eu tive que concordar.

– Como vão meus dois bailarinos preferidos e meu futuro marido? – Hoseok apareceu com o maior sorriso do mundo, beijando a minha bochecha e a de Leelah. Em seguida se ajeitando em um lugar ao lado de Jimin.

Jung Hoseok não faz parte da University, mas contando com o fato de que praticamente qualquer um pode entrar no campus e que ele é incrivelmente charmoso, sempre aparece para nos fazer uma visita. Hoseok é melhor amigo de Jack, alguns dizem que é desde criança e há quem acredite que os dois são irmãos, mas ninguém quase nunca comenta sobre isso. Ele é incrivelmente alto e tem cabelos compridos que sempre deixa solto, acho que ele também tem algumas tatuagens, mas a maioria delas esta nas costas e como raramente ele tira a camiseta, eu não sei muito bem. E, ah, Hoseok é apaixonado por Jimin desde sempre.

– Qual é cara, não vai falar comigo? – Jack diz.

– Foi mal maninho, acho que meu amor vai ficar com ciúmes da nossa relação.

– Não me importo nem um pouco. – Jimin toma um gole do milk-shake.

– Viu como ele é fofo? – Eles riem e se cumprimentam com um toque de mãos, atrás das costas de Jimin. – Onde esta Jennie?

Nós nos entreolhamos silenciosas. Jennie não tem vindo as aulas desde o incidente da sabotagem e Leelah também não tem falado dela. A verdade é que eu mesmo tocaria nesse assunto se isso não deixasse Leelah tão desconfortável, ela também demorou um tempo para voltar as aulas.

– Ela vai passar um tempo longe. – Leelah fala.

Hoseok, no final das contas, só da os ombros e rouba uma das fritas do amigo.

– Fiquei sabendo de uma tal apresentação de Ballet, você esta metido nisso, não é Taehyung? – Sacudo os ombros, contente. – Todos na Hamneider estão falando sobre isso.

– Pensei que lá eles só se importassem com as festas das Fraternidades.

– E é basicamente isso, mas fomos convidados e a presença contara como nota. Mas eu virei com certeza para te ver dançar. – Hoseok sorri para mim e eu retribuo.

– Obrigada pelo imenso apoio colega. – Jack soca seu ombro, o moreno ri.

– Não sabia que você participaria, vai ser ótimo te ver de tutu rosa. – Resmungou, e todos nós rimos.

O resto dos horários foram comuns, exceto pela parte em que percebi que meus horários foram trocados com os de Jimin durante a hora do intervalo e fiquei pateticamente parado na sala como um idiota enquanto alguns alunos riam baixinho e o professor me encarava como se esperasse algo de mim. Então passei um horário inteiro vagando pelo campus e quando encontrei Jimin, o ajudei a estudar para uma prova importante que ele teria no segundo horário.

As outras aulas foram só anotações e algumas datas marcadas para provas. A senhorita Hwasa concedeu meia hora para cada dupla ensaiar uma ultima vez antes da apresentação de amanhã. Nossas roupas já estavam prontas e guardadas, a música – que tinha nos custado fazer lição de outras pessoas, já que ninguém faz um favor de graça hoje em dia – estava feita e perfeita assim como planejamos. Sempre quando pensávamos sobre a apresentação, Jack se mostrava confiante e isso me fazia pensar que nós com certeza seriamos os vencedores.

– Taehyung. – Jack chama, subindo as escadas do Metric Hall. Eu o espero parado. – Lembra aquele dia em que você disse que não precisávamos ser inimigos?

– Sim, eu me lembro. Mudou de ideia?

– Não. Estava pensando que... Hoseok e o pessoal da fraternidade dele vão dar uma festa hoje à noite. Sei que nossa apresentação é a amanhã e acho que devemos relaxar sabe, já trabalhamos duro demais essas duas semanas. Poderíamos ir em um restaurante e sei lá, depois irmos juntos pra festa. Seria legal, o que acha?

Jack ergue as sobrancelhas grossas para mim enquanto eu analiso cada detalhe de seu rosto. Cruzo os braços, lhe lançando meu melhor sorriso.

– Jack Foster. – Pausadamente, eu digo. – Esta me chamando para um encontro?


Notas Finais


Até o próximo cap, e beijps da ludy.


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