História Prince X Prince - Capítulo 6


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Categorias Final Fantasy XV
Personagens Gladiolus Amicitia, Ignis Stupeo Scientia, Noctis Lucis Caelum, Prompto Argentum
Tags Gladnis, Mais Promptis Trash, Promptis, Promptis Trash
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Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem pela demora em postar, eu não pensei que fosse demorar tanto, sério, passou mais de um mês e eu não tinha me dado conta que não havia postado nada aqui, isso é muito minha cara, rs. Mas enfim, antes tarde do que nunca. Já quero avisar que estou postando pelo aplicativo do celular e o meu celular não é dos melhores então se eu errar algum nome ou sobrenome é porque não pude pesquisar por causa do celular que está velho e ruim, além disso, o wifi não é dos melhores, então sem mais enrolação aqui está mais um capítulo e espero que gostem :3

Capítulo 6 - Amigos.


Meu nome verdadeiro não é Prompto Argentum e também não sou filho de arqueologistas que vivem viajando a trabalho e, por isso me deixaram aqui. Insomnia não é minha terra natal da qual sai por causa do emprego dos meus pais. Tudo isso é uma grande mentira que inventei, ou melhor dizendo, que inventaram para mim, para que eu pudesse realizar a missão que fui designado pelo meu amado chanceler Ardyn Izunia, juntamente com a aprovação do meu pai, o imperador de Niflheim.

É, não sou uma "pessoa qualquer", faço parte da realeza, sou um "maldito Niff" como os lucienses falam. Sou o príncipe desconhecido de Niflheim e estou com uma importante missão em minhas mãos: conquistar a amizade do príncipe de Insomnia e fazê-lo trazer o anel dos Lucii para mim. Assim meu exército poderá ter o cristal e o poder absoluto.

Deixei a água morna percorrer por todo o meu corpo, lavando minha cabeça. Acordei tarde, tomei meu café e fiz meu primeiro relatório da missão. O combinado era fazer um a cada quinze dias, mas adiantei alguns dias e mandei porque estou confiante com relação à primeira etapa, que é a conquista da confiança do príncipe Noctis. Mesmo eu o conhecendo apenas há dez dias, sinto que algo está sendo semeado entre nós.

Como acordei tarde, acabei nem indo para a aula. É terça-feira, não haveria clube e a maioria das aulas são de matemática e, percebi que estou mais avançado nos conteúdos das matérias que eles estão dando, ou seja, percebi que já tive essas aulas com meus professores particulares em casa. Porém, o maior motivo da minha falta foi porque não estava me sentindo muito bem pelo que aconteceu anteontem e ontem.

No sábado, o príncipe Noctis veio para o meu apartamento porque combinamos de almoçar juntos e fazer os bombons para as meninas, nisso ele me convidou para ir ao apartamento dele no domingo. E eu fui.

Assim que botei meus pés no apartamento dele fui recebido com um cheiro delicioso de lavanda, isso porque o local estava impecavelmente limpo. Mas sei que isso é obra de Ignis porque como notei ontem, o príncipe Noctis sabe menos de limpeza do que eu.

Nós dois nos divertimos jogando vídeo game, ele também me mostrou todo seu apartamento. Compartilhamos até mesmo algumas músicas e peguei emprestados alguns mangás dele já que os meus estavam em Niflheim, mas falei que tinha os perdido, o que não era verdade. Essas mentiras estão começando a me incomodar. Pensei olhando para a capa de um dos mangás shounen que peguei emprestado.

"Ei." Ele chamou-me atenção, estávamos no quarto dele. "Como Iggy não vai vir hoje, pensei que seria interessante se a gente jantasse fora ao invés de tentar atear fogo na cozinha, que tal?" Riu do próprio comentário a respeito da nossa quase ausência de skill para cozinhar.

"Sim. Estou faminto." Concordei sorrindo.

O príncipe parecia feliz por eu ter aceitado a ideia, creio eu que ele não queria sujar nada ou estava só com preguiça mesmo. Só sei que saímos do prédio, depois que deixei os mangás emprestados no meu apartamento, e fomos em direção à lanchonete que ele costuma ir e da qual sempre passamos em frente quando vamos ao colégio.

Assim como eu, príncipe Noctis tem à tendência de gostar de fast-foods. Por isso, só dessa vez decidi o acompanhar e comer um hambúrguer com fritas e refrigerante, mesmo que isso saia muito da minha dieta, especialmente porque é de noite.

Observei a rua através do vidro da lanchonete, enquanto esperávamos nossos pedidos e depois o olhei. Ele parecia calmo, olhando seu celular e respondendo alguma mensagem, possivelmente.

"Quer dizer alguma coisa?" Interpelou ao perceber meu olhar sob ele.

"Bem..." Corei um pouco, na verdade, eu não tinha assunto no momento, mas não queria ficar só em silêncio, quero ouvir a voz dele por alguma razão desconhecida pra mim. "Você acha que eu falo demais? Quero dizer, às vezes fico nervoso e sem saber o que falar perto de você... Não sei bem como devo proceder..." Merda! Acabei falando algo sem nexo, ele vai achar que sou estranho. Tudo bem que nos conhecemos há uma semana, mesmo assim todo cuidado é pouco.

"Eu não acho que você fala muito. É que eu sou quieto mesmo, então, pode parecer que você fala muito. E... Não precisa ficar nervoso, pode relaxar mais... Igual à ontem ou quando jogamos mais cedo." Respondeu sorrindo.

Sorri em resposta. Ele é tão legal.

"Príncipe Noctis, eu-"

"Por favor, sem o príncipe. Só Noctis."

Eu nunca o chamei pelo nome, nem por príncipe, venho o chamando de "você" desde o momento que nos conhecemos. Essa é a primeira vez que o chamo sem ser pelos meus pensamentos.

"Noctis." Chamei. Ele ficou... Corado? "Você tá bem?"

"É que é a primeira vez que você me chama pelo nome." Ele corou um pouco. "Também o primeiro de fora. Uma pessoa comum. O resto sempre usa 'sama' ou 'príncipe', nunca só 'Noctis'." Ele sorriu de novo. "Isso me deixa feliz."

Será que isso nos torna amigos? Eu queria perguntar, mas nossos pedidos chegaram e a garçonete não parou de nos olhar, abrindo e fechando a boca algumas vezes até criar coragem de nos dizer o que queria.

"E-estamos dando des-descontos para casais que aceitarem dar um beijo." Ela falou envergonhada depois de colocar o meu copo de refrigerante. "É só fazer isso na frente do caixa. Boa noite." Terminou deixando a nossa conta na mesa e saiu apressada.

Acabei rindo baixinho pela confusão estranha dela. Parece até que foi a Stella que deu a ideia. Olhei para o caixa para ter certeza se não era a minha colega, porém, não, era só uma moça desconhecida.

"De novo nos confundiram com um casal. Será que combinamos tanto assim?" Comentei dando uma risadinha. Primeiro Stella, agora a garçonete.

Meu coração e corpo pertencem somente a Ardyn.

"Acho que combinamos sim." Disse Noctis e o olhei incrédulo. "Mas não somos um casal." Completou olhando seu hambúrguer e tirando o tomate e o alface, os colocando no meu prato.

"Você não gosta de salada." Constatei o óbvio porque não entendi direito a reação dele. Estaria ele... Desapontado? "Deveria tentar comer um pouco de vez em quando."

"Não. Passo." Ele começou a comer.

Também comi o meu em silêncio, mas fiquei pensando sobre o beijo do desconto, e também se éramos amigos agora ou não.

Quando terminamos, antes de irmos até o caixa, decidi algo incrivelmente insano da minha parte, mas achei que seria bom ver a reação dele.

"Vamos nos beijar para ganhar o desconto." Sussurrei para ele, enquanto estávamos na pequena fila, só tinham mais dois casais na nossa frente.

"O-oi?" Acho que o peguei de surpresa, ele ficou vermelho, foi engraçado, só que me contive.

"Brincadeira. Relaxa. Eu já sou apaixonado por alguém." Disse sem pensar muito e depois fiquei com as bochechas ardendo.

Noctis fez uma cara de surpresa novamente e não disse nada. Nós dividimos a conta sem desconto e saímos de lá em silêncio. Às vezes, eu preciso ficar menos tenso quando estou falando com alguém, porque sempre acabo dando com a língua entre os dentes.

"Então..." Comecei, me concentrei bem no que diria. "O que mais quer fazer?"

"Hm. Deixa eu ver... Você nasceu aqui, né?" Me olhou, andando com as mãos no bolso da calça preta.

"É." Respondi, andando ao lado dele. "Por quê?"

"Porque quero te mostrar a cidade, ao menos por onde eu costumo andar."

"Bem... eu sai quando era bebê daqui, então pode me mostrar como se eu fosse um turista." O incentivei. Até porque Insomnia não é um lugar feio, ao contrário, é bonito, especialmente à noite.

"Sendo assim, serei seu guia." Falou. "Vamos começar pela quadra de basquete e depois o parque, ficam perto um do outro."

"Ok."

Caminhamos algumas quadras e chegamos a um parquinho e do lado tinha a quadra de basquete, mas sem a bola não tínhamos muito que fazer ali. Resolvemos, então, somente sentar nos balanços para passar um pouco mais de tempo juntos porque amanhã era segunda-feira e teríamos aulas e, a companhia das três.

É minha chance de perguntar se somos amigos.

"Noc-" / "Eu-" falamos juntos e rimos disso.

"Você primeiro." Ele disse.

"Noctis, nós somos amigos?" Ele me olhou confuso. "É que eu nunca tive amigos da minha idade, por isso estou perguntando."

"Sim, somos. Claro que somos. Que pergunta boba. Somos amigos desde que você disse seu nome pra mim." Respondeu e me deu um sorriso depois. Sorri contente. "Bem, vamos continuar o tour antes que fique mais tarde." Se levantou do balanço.

"Vamos!" Falei me sentindo empolgado.

Estávamos andando tranquilamente pela rua, indo para algum canto que ele gostava e eu desconhecia até que fomos parados por algo que capturou o olhar de Noctis. Ou melhor, alguém que chamou a atenção dele.

"Andrews." Ouvi Noctis sussurrar.

Olhei para o tal que estava dentro da loja de conveniência e olhava algumas revistas. Era um cara da nossa idade, porém, parecia ser mais alto do que nós. Tinha os cabelos negros com uma mecha vermelha na franja, um piercing na orelha e no lábio inferior, estes ligados por uma corrente. Seus olhos eram verdes brilhantes e vestia-se como se fizesse parte de alguma gangue. E creio eu que fazia.

Olhei Noctis que cerrava os punhos e parecia ter raiva ou ódio desse cara.

"É ele o seu rival?" Questionei o tirando do momento de raiva.

"É." Relaxou os seus punhos, me olhando. "Vamos embora antes que ele nos veja." Disse e continuou caminhando. Concordei e o segui.

Digamos que vê-lo acabou com o humor do príncipe, que acabou fechando-se dentro do seu mundo com as mãos no bolso e a cabeça abaixada. Ele caminhou de volta para o prédio em que vivemos sem perceber, dando um fim ao nosso passeio. Apenas permaneci ao lado dele sem dizer uma palavra, pois meu amigo realmente estava absorto em pensamentos amargos.

"Você quer dormir na minha casa hoje?" O príncipe Noctis quebrou o silêncio, enquanto olhava para baixo e eu olhava os números que cresciam na tela do elevador.

"Ah, pode ser." Falei acanhado porque nunca tive um amigo da minha idade e também nunca dormi na casa de um.

"Me desculpe." Disse quando o elevador parou no andar do apartamento dele, nós saímos. "Ver Andrews realmente afeta meu humor."

"Não precisa se desculpar. Todo mundo tem alguém que detesta ou alguém que irrita." Disse o seguindo para dentro.

"Você tem alguém que odeia?" Perguntou e trancou a porta.

Eu achava que iria te odiar, Noctis. Pensei com os meus botões, o encarando.

"Atualmente não."

"Que bom. Ódio não é um sentimento agradável."

"Mas anda lado a lado com o amor. Ao menos é o que dizem, não é? Deve ser um pouco verdade." Comentei e pensei em Ardyn.

Eu o amo tanto que dá até raiva quando ele me trata feito criança. Quero que ele me veja como sou agora. Um homem quase adulto.

"Pensando em alguém?" Ele me olhava. Devo contar a ele sobre minha paixão não correspondida? "Não precisa dizer se não quiser, você parece gostar de alguém, mas não se sinta obrigado a me falar sobre isso. Só quero que saiba que estou aqui se precisar."

O príncipe Noctis foi para o seu quarto e fez um sinal para que eu o seguisse. O fiz em silêncio. Ele me deu um conjunto de pijama e depois me mostrou onde eu iria dormir, me trazendo cobertores. Fiquei em pé encarando a cama por alguns segundos e depois o olhei antes que saísse e me deixasse para poder trocar de roupa.

"Estou apaixonado por um homem mais velho do que eu." Disse.

Fiquei vermelho de vergonha. Nunca conversei com alguém sobre isso. Até porque não tinha com quem conversar.

"Alguém mais velho?" Ele perguntou se virando na minha direção. Achei que ele questionaria o fato de ser um homem, mas não o fez. "Quanto mais velho?"

"O suficiente para ser o meu pai."

"Hm... quer conversar sobre isso?"

"Não sei. Talvez... sim." Apertei o pijama contra o meu peito.

Noctis se aproximou, sentando-se na cama e acabei fazendo o mesmo, sentando do lado dele. Ele esperou que eu começasse a falar algo.

"Ele me viu crescer..." Não sei bem o que dizer, é algo bem íntimo para mim e nunca compartilhei com ninguém, mas se quero confiança, tenho que retribuir com confiança. "É um amigo da família e passamos muito tempo juntos, basicamente a minha vida toda foi com ele ao meu lado, mas ele não me vê como eu o vejo... no começo achei que só o admirasse, mas... me peguei sentindo coisas que só podem ser traduzidas em uma única palavra."

"Você o ama?" Corei com a pergunta.

"É-é, sim." Olhei para as minhas mãos pousadas no meu colo.

Essa conversa está ficando cada vez mais feminina. Porém, estou feliz que ele seja sensível e que esteja dando atenção a esse detalhe mesmo que não ganhe nada com isso. Acho que é isso o que amigos fazem, certo?

"Eu não sei o que dizer, mas me parece algo delicado e a única resolução que vejo é que você seja direto."

"Você quer que eu confesse meus sentimentos para ele?" Noctis enlouqueceu.

"É o que eu faria."

"E você?"

"Eu?"

"Tem alguém que você gosta?" Perguntei curioso para saber se é mesmo a princesa Lunafreya, a pessoa que ele gosta.

"Acho que tem sim."

"Quem?"

"Boa noite, Prompto." Ele se levantou e saiu.

Ele mudou completamente o assunto, mas deixei estar. Troquei de roupa e dei boa noite para ele. Assim fomos dormir.


Notas Finais


Os eventuais erros serão arrumados quando eu estiver no pc.

P.S.: escrevi o capítulo ouvindo Maiara e Maraisa, Pablo Vittar e Maroon 5 kkkk o que estou fazendo com a minha vida?


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