História Princes of the Night - Capítulo 12


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Hunhan, Kaisoo, Sulay, Taoris
Visualizações 593
Palavras 3.920
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Orfanato


Pov Jongdae.

 

Minseok me pegou pela cintura e puxou minhas pernas enlaçando em sua cintura e me jogou contra a parede de forma brusca e me prensou com força e com uma mão puxou meus cabelos me fazendo o olhar.

- Agora você vai ver que eu não sou tão bonzinho quanto pareço. – ele falou lambendo a curva de meu pescoço e eu mordi o lábio desejoso.

- Você é bonzinho até quando tenta não ser. – gemi arrastado o desafiando e ele sorriu de lado.

- Isso é um desafio? – me perguntou roçando nossa ereções me fazendo ofegar.

- Com certeza – sorri malicioso e ele puxou meus cabelos de forma bruta.

- Mas tem uma coisa que você não sabe sobre mim. – seu sorriso me fez estremecer, mas foi impossível não o olhar confuso - Eu gosto de controle na cama. – ele falou sorrindo e eu arregalei os olhos surpreso e me afastei minimamente querendo entender realmente o que isso implicava.

Minseok se aproximou de mim e antes que pudesse falar qualquer coisa ele tirou minha calça e minha camiseta me deixando apenas de boxer.

Engoli em seco.

Ele me deitou na cama e quando dei por mim meus braços estavam presos na cabeceira da cama. Olhei surpreso, ele se movia extremamente rápido eu nem a menos conseguia ver seus movimentos.

- Estica as pernas Jongdae. – ele ordenou rouco olhando cada detalhe de meu corpo.

Senti meu rosto ruborizar.

Estiquei minha perna e deixei ele fazer o que queria e logo minhas pernas estavam completamente presas. Algo se agitou dentro de mim, me sentindo completamente entregue. Com aquela voz rouca e sensual eu aceitaria e faria qualquer coisa. E por mais que estranho que soasse, saber que ele estava completamente no controle me deixava mais excitado.

Seria eu um submisso?

Ele subiu sobre o meu corpo e me lançou um olhar cheio de malicia. Meu corpo se arrepiou pela forma que ele fitava meus olhos de maneira firme e intensa.

— Este corpo é meu para tocá-lo hoje e sempre, meu pequeno. –  aquilo soou como um fato que eu jamais poderia lutar contra, mas eu não queria lutar - Oprima seus desejos, eu estou no comando e a cada vez que você me desobedecer terá uma punição. – seu aviso me fez hesitar -E agora eu vou te tocar e você não irá se mexer. — Ele ordenou e eu estremeci. — Entendeu?

— Entendi. — Concordei.

Era estranho, mas eu gostava disso.

Suas mãos seguraram firme minha cintura e seus lábios correram sob os meus de forma explicita e erótica.

Não se mover, isso seria fácil de obedecer.

Ele grunhiu de prazer, se inclinou em cima de mim e tomou meu mamilo em sua boca. Sua boca era quente, seus lábios eram firmes e sua língua rodava em torno do meu mamilo, o que me fez gemer alto. Quando eu tentei arquear meu corpo em buscar de contato, ele segurou minha cintura com mais força.

Ok! Não me mover era difícil, muito difícil.

Firmando seu aperto em meu corpo, ele me puxou para mais perto sua boca apertou e sua língua se esfregou no meu mamilo raspando os dentes, o calor apunhalou diretamente até meu membro, então sua mão livre atacou meu outro mamilo, o rolando entre os dedos firmes.

— Oh Deus. — fechei os olhos sendo consumido pelo prazer.

Precisava me mover. Fazer algo quando uma dor de desejo estourou em meu corpo, mais abaixo. E porra ele só estava tocando em mamilo.

Era certo se sentir assim?

— Você é magnifico Jongdae e eu vou me esbaldar em seu corpo. — seus olhos castanho escuro me estudaram como se ele pudesse ver exatamente o que iria me enlouquecer.

Ok, eu estou tomando ordens como um submisso e estou gostando disso?

Oh, sim eu estava gostando. A cada segundo que ele colocava aqueles olhos escuros sob mim, meu membro pulsava em desejo parecia que eu não tinha controle algum sobre meu próprio corpo.

Eu queria mais.

- Me beija. – ele ordenou e eu ergui o rosto tomando seus lábios.

Aprofundei o beijo e seguei sua língua ronronando manhosamente com seu gosto em minha boca. E para minha tristeza ele separou nossos lábios antes que eu pudesse saboreá-lo mais um pouco.

— Você gosta de ter alguém mandando em você. – ele afirmou e eu desviei o olhar envergonhado.

Não era uma pergunta e não exigia nenhuma resposta, graças aos céus. Seus olhos refletiam diversão o que me fez querer resmungar.

Era difícil para mim assumir que gostava de ser mandado dessa forma quando eu agia de forma petulante com qualquer um.

- Vamos ver até aonde você consegue ser obediente Dae. – seu sorriso malicioso me fez olhar desconfiado.

O que ele quis dizer com isso?

Meu corpo estava imerso a sensações de desejo e expectativa.

Para minha surpresa ele soltou meus pés e rasgou minha boxer e eu olhei envergonhado.

— Me de seu pé direito. — ofeguei ao ter minha coxa apertada com força.

Franzi o cenho mas ergui meu pé discretamente considerando que eu estava completamente exposto.

— Jongdae — ele rosnou e ergueu meu pé antes que eu pudesse recuar envergonhado.

 Ele colocou meu pé sob seu ombro me deixando completamente aberto diante de seus olhos

— Agora... — seu olhar foi duro como se avisasse que não queria ser questionado. — Se você mover seu pé de onde eu coloquei eu o amarrarei no lugar. Estamos entendidos? — houve um momento de silêncio até eu perceber que ele queria uma resposta.

Mas sua advertência me enviou uma onda de excitação tão intensa do que quando ele estava tocando. Então eu percebi que palavras podia me excitar mais do que eu imaginava.

— Sim. - respondi baixinho.

A verdade é que eu queria ser punido.

Ele se inclinou e deslizou sua mão esquerda pela minha coxa e agarrou meu membro de surpresa me fazendo gemer alto.

Surpreso, eu saltei e tentei erguer meu corpo e busca de contato, porém foi inútil com meus pulsos presos na cama. Eu não podia. Minha respiração acelerou. Não podia mover as mãos, não podia qualquer coisa e ele me tinha totalmente submisso e desejoso.

Ele ainda parecia se divertir me vendo desesperado por contato e tentando me controlar para não me mover.

— Você gosta de ser contido. — ele disse suavemente mostrando quantidade de pré gozo que escorria de meu membro. — Oh, você esta tão excitado meu amor - ele ronronou rouco.

Ele se inclinou sob mim sem soltar meu membro, sua mão livre se envolveu ao redor de minha nuca me puxando. Sua boca pressionou a minha, quente e exigente, sua língua tomava posse da minha e sua mão começou a se movimentar me masturbando lentamente me fazendo gemer choramingar alto e necessitado.

Ele aprofundou o beijo e sua mão começou a se movimentar de forma rápida, eu me sentia quente, necessitado, fora de controle e principalmente exposto. Comecei involuntariamente a mover meu pé.

Ele ergueu sua cabeça e me olhou de forma dura.

— Você não quer fazer isto, Jongdae. - ele rosnou em advertência

Deixei meu pé no lugar, respirando pesado. Sua mão não havia parado, seu dedo brincava com a ponta de meu membro apertando me fazendo estremecer e gemer rouco.

Eu estava tão perto.

E revirei os olhos quando senti sua boca se fechar em meu membro, meu corpo vibrou quando ele lambeu a ponta e os movimentos eram tortuosamente lentos me levando loucura.

Gemi extremamente alto e sua boca começou a ganhar velocidade, ele lambia e passava a língua na ponta fazendo movimentos circulares me fazendo grunhir e jogar a cabeça para trás fechando os olhos de prazer.

Merda meu pé...

Forcei minha mente a me lembrar de manter o pé no lugar. Mas ele levou meu membro até o fundo de sua garganta. E em um gemido arrastado me desfiz em sua boca.

- Adorável. – ele sorriu e eu olhei envergonhado - Agora eu vou te deixar louco – arregalei os olhos quando ergueu o rosto e beijando meu pescoço.

Oh Meu Deus ele irá me morder.

Meu corpo se arrepiou em expectativa.

Seu lábios foram descendo refazendo o caminho pelo meu peito até pararem em um ponto conhecido.

- Ah sim baby, eu irei te morder bem aqui. – ele passou a língua na marca de estrela que eu carregava no peito justamente no lado esquerdo.

Ofeguei em apreciação.

Ele abriu a boca e fincou os dentes ali me fazendo gritar alto e rouco. Meu membro endureceu na hora. Gemi rouco com o calor que subiu em meu corpo. Me contorci em baixo dele ele rosnou.

- Não se mexa. – ele rosnou e eu choraminguei tentando me conter.

Como diabos ele não queria que me movesse?

Por Deus eu estava no meu limite.

Ele gemeu alto sugando meu sangue e a cada sucção de sua boca em meu peito meu membro pulsava. Eu podia sentir seu membro duro pressionando minha coxa. Eu queria muito me mover. Ele ergueu o rosto e mordeu o lábio fazendo seu próprio sangue escorrer e me beijou de forma furiosa.

Puta que pariu.

Arregalei os olhos com o fogo que tomou meu corpo.

Eu poderia gozar ali mesmo sem ao menos ele me tocar.

- Minseok, por favor. – implorei desesperado e ele sorriu de lado se afastando.

Eu gemia descontroladamente e ele sorria de forma sádica.

Arregalei os olhos ofegando desesperado tentando conter a vontade de me contorcer.

O grito escapou de meus lábios quando ele introduziu um dedo em mim.

— Min. — gritei desesperado com a invasão íntima.

Eu queria mais.

Eu precisava de mais.

Ele abaixou sua boca e juntou sua língua na festa. Um toque suave como plumas e eu não resisti e acabei por arquear o corpo em busca de mais contato, me movimentando contra seus dedos, precisando muito mais do que uns movimentos leves. O mundo pareceu parar para que eu pudesse apenas sentir suas mãos, sua boca... Seu toque.

Deus eu estava tão perto novamente.

E ele puxou seu dedo, me fazendo grunhir desesperado me deixando completamente vazio e ergueu sua cabeça me fitando.

Droga, não.

Choraminguei em um protesto mudo.

— Você não tem permissão para gozar. –  olhei incrédulo sua expressão séria.

— O que? — sussurrei trêmulo.

— Você goza quando eu disser, não antes. – seu olhar dizia que ele não queria ser questionado.

— Você não pode...

— Jongdae. — ele advertiu em uma voz dura me cortando — Eu tenho sido paciente, mas minha paciência está no fim, eu vou te castigar, então apenas me obedece certo? Ou te deixarei sem gozar! – ele ameaçou e eu arregalei os olhos.

- Desculpa. – gritei afobado e ele riu baixo me fazendo o fuzilar com o olhar.

O fogo em meu corpo me consumia.

— Muito bom. — seu sorriso foi divertido e eu rosnei.

Minseok piscou para mim e em seguida abaixou a cabeça lambendo minha entrada enquanto sua mão agarrou meu membro novamente.

Oh Deus, quase...

Não longe ...

Eu não conseguia ter o suficiente...

Eu precisava de mais...

Senti um segundo dedo me adentrar deslizando muito lentamente, dentro e fora, minhas pernas estremeciam incontrolavelmente.

Porra por que Minseok me tortura dessa forma?

Prendi a respiração tentando controlar meu orgasmo que estava ali perto.

Três dedos.

Gemi alto com aquela sensação, enquanto seus dedos se movimentavam mais rápido, mais duro. Meu membro pulsava em sua outra mão. Eu estava tenso com as restrições. Mas era tão bom ser contido me levava ao alto do prazer.

Era só sentir.

Ele novamente desceu a boca em meu membro e voltou a me chupar.

Filho da puta sádico.

— Goze agora, Jongdae. — ele ordenou.

 Sua voz profunda e rouca.

 Em seguida voltar a chupar forte meu membro.

Minha mente ficou em branco e com um gemido estrangulado eu gozei em sua boca com meu corpo estremecendo exausto pelo segundo orgasmo.

Fechei os olhos já sonolento.

Ele tomou meus lábios de forma dura apertando minha cintura e eu arregalei os olhos despertando.

Minseok era um ninfomaníaco?

Ele quer me matar?

— Jongdae meu amor, nós estamos só começando. – olhei chocado - De fato, eu penso que você devia gozar novamente mas dessa vez comigo dentro de você. – ele falou rouco e eu gemi com suas palavras.

Merda, eu não deveria estar gemendo.

— Traga suas pernas para cima. — ele sussurrou antes de me beijar profundamente.

Pernas em cima.

Tentei me concentrar mais estava difícil.

Levei minhas pernas acima e coloquei sobre seus ombros novamente, uma de cada lado. Seu pênis roçou minha entrada e eu gemi alto.

Porra meu membro estava endurecendo.

Isso não é normal.

Eu não aguentaria gozar mais uma vez.

Sem mais advertência e provocações, ele me penetrou de uma vez só até o punho. Eu gemi arrastado entre dor e prazer e Minseok gritou extremamente alto.

Oh, aquilo era tão bom.

 Ele segurou minha cintura saiu de mim me fazendo gemer em protesto e de repente voltou a entrar, em uma estocada forte me fazendo gemer alto. Seus movimentos começaram rápidos e necessitados.

- Porra Minseok - gemi rouco quando senti seus quadris impulsionarem com força em minha entrada pressionando meu ponto.

Eu gritei alto.

Ele não tinha dó, queria me levar à beira da loucura.

Suas mãos seguraram minha cintura com força impulsionando com brutalidade em meu ponto.

- Tão apertado. - ele gemeu introduzindo com força me fazendo gritar rouco, seus movimentos eram bruscos em busca de alivio - Tão gostoso - ele gemeu insano apertando minhas coxas e me fazendo grunhir de prazer.

Novamente ele saiu e me penetrou mais uma vez massageando aquele ponto que me deixava louco.

Eu já estava no meu limite.

Meu corpo implorava por alivio novamente.

E foi o suficiente quando ele pressionou minha próstata mais uma vez, minha entrada se contraiu e ouvi seu grito rouco me fazendo gemer alto. Estremeci com o orgasmo intenso que tomou conta do meu corpo e me desfiz em meu abdômen, sendo acompanhado por ele chegou ao ápice junto comigo em um grito rouco se desfazendo dentro de mim.

Minseok caiu por cima do meu corpo exausto.

Seus braços se esticaram soltando os meus e eu o abracei forte.

Meus olhos estavam se fechando automaticamente.

- Eu te amo. – sussurrei sonolento e ele beijou minha testa.

- Eu te amo muito mais. – ele sussurrou de volta e eu fiz bico.

Ele rolou saindo de cima de mim e eu resmunguei em protesto, queria sentir o calor de seu corpo contra o meu.

- Dorme amor, eu estarei aqui ao seu lado. – ele falou me abraçando e eu sorri me aconchegando em seus braços.

Fechei os olhos e deixei o sono me levar com o corpo ainda imerso ao prazer.

 

 

Acordei, mas não abri os olhos.

Sentia um formigamento na pele e quando realmente despertei me dei conta que era Minseok que estava dando pequenos selares em meu pescoço me fazendo ronronar baixo.

- Eu gosto de acordar assim. – falei manhoso e abracei seu corpo contra o meu.

Só então me toquei que estava de boxer e com o corpo limpo.

 Ele deve ter me limpado enquanto eu dormia.

Sorri abobado por ver o quanto ele cuidava de mim.

-E eu vou fazer questão de te acordar assim todos os dias do nosso para sempre. – ele sussurrou me fazendo sorrir largo – Mas agora temos que levantar meu anjo, já anoiteceu e temos que ir até o orfanato hm? – ele falou sugando o lóbulo de minha orelha me fazendo gemer baixinho.

- Com você fazendo isso fica difícil querer sair da cama. – fiz bico e ele riu baixo.

Mas logo Baekhyun me veio à mente e minha expressão se fechou.

Minseok suspirou parecendo entender meu olhar.

- Vamos, os meninos já estão nos esperando – ele chamou novamente e eu me levantei colocando uma calça e uma camiseta e saímos do quarto de mãos dadas.

Chanyeol estava completamente ansioso. Agora que consegui pensar com clareza. Deus como Baekhyun fazia falta. Que meu irmão esteja bem.

Franzi o cenho ao notar Luhannie.

- Você esta abatido. – o repreendi e ele abaixou a cabeça.

Ele estava fraco.

Ainda tive um pouco de esperança de que fossemos de carro, porém quando Minseok me pegou no colo suspirei exasperado e ele riu da minha cara. Kyung passou a localização do orfanato para Yifan e eu fechei os olhos sendo apertado por Minseok.

Senti o vento bater em meu rosto e assim que abrir os olhos fitei o lugar aonde cresci.

Suspirei diante as lembranças e Minseok me apertou mais ainda contra ele, me confortando.

- Vamos. – Yifan chamou e entramos no local.

Resolvi ficar somente de expectador

A Sr. Hyorin que sempre cuidou da gente pareceu surpresas ao nos ver.

 Quando ela perguntou de Baekhyun um aperto se formou em meu peito. Kyungie como sempre conseguiu dribla-la. Ela realmente parecia feliz em nos ver bem.

- Sr Hyorin, gostaríamos de saber se a senhora tem nossas roupas ou qualquer outra coisa de quando fomos deixados aqui. – Kyungsoo perguntou educado.

- Ah sim, lembro bem daquele dia, foi um tanto estranho ver seis crianças abandonadas juntas. – ela falou e eu olhei surpreso.

Então nós fomos abandonados juntos?

Por que não sabíamos sobre isso?

Troquei olhares surpresos com Yixing, Luhan, Tao e Kyungie.

- Eu tenho todas as coisas de vocês dentro de uma caixa, irei buscar. – ela falou sorrindo e nós assentimos.

- Será que realmente nós somos irmãos de sangue? – Tao questionou e eu franzi o cenho.

- Tudo indica que sim. – Yixing falou animado e eu sorri em expectativa.

A Sr Hyorin nos trouxe uma caixa grande e Yifan a pegou e disse para abrirmos em casa, nos despedimos dela e saímos do orfanato ansiosos.

Dessa vez eu que quase pulei no colo de Minseok e logo estávamos em casa.

Entramos ansiosos e quando abrimos a caixa havia pequenas roupinhas de bebês cada uma com um nome, mantas e fraldas.

Meu coração se apertou diante da cena. Perguntas que eu evitei minha vida inteira agora vinham em minha mente.

Quem são nossos pais?

Por que nos abandonaram?

Por que nunca nos procuraram?

Respirei fundo e tirei do fundo uma corrente com um pingente de estrela.

Olhei chocado para meus irmãos.

Nossos pais sabiam..

O que nossos pais eram?

A pergunta ficou muda em nossas gargantas.

- Luhannie – pedi e ele assentiu e pegou o medalhão.

Luhan me olhou confuso.

- Não sinto nada. – ele tocou a corrente as roupas mas nada acontecia.

Franzi o cenho.

Minseok olhou desconfiado.

- Toque nisso Luhan. –  meu Minseok pediu lhe passando um anel.

E Luhan franziu o cenho.

- Nada. – ele sussurrou surpreso.

- Ele esta fraco. – Sehun falou debochado – Tão indefeso e fraco que apenas não tem serventia nenhuma, nem para salvar o próprio irmão. – Sehun falou frio e eu pude ver a dor e a mágoa nos olhos de Luhan.

Filho da puta.

Como Sehun conseguiu passar de fofo para odiável em tão pouco tempo?

- Sehun. – Joonmyun o repreendeu.

- Estou mentindo? Baekie nem teria sido pego se Luhan não fosse tão fraco. – Sehun apontou e Luhan o olhou horrorizado.

- Já chega Sehun. – Chanyeol explodiu – Deixe de ser um filho da puta. – ele completou e Sehun deu de ombros saindo do Local.

- Vamos conversar com ele. – Jongin chamou Yifan e os dois foram para o quarto de Sehun.

Eu apenas olhava embasbacado.

Em um minuto Sehun era todo carinhoso com Luhan e logo depois o maltratava.

O que raios tinha de errado com esse garoto?

- Não ligue para ele Luhan, a culpa não é sua e todo mundo sabe inclusive ele. – Yeol afirmou e eu concordei - A verdade é que ele esta se sentindo impotente e quer te culpar porque ele não aceita o fato que te ama e te quer. -  olhei curioso para Chanyeol.

- Mas por que tudo isso ? – Tao perguntou bravo.

- Porque ele é tão sádico quanto eu. – Minseok falou sorrindo triste.

- Como assim? – Yixing perguntou antes que eu pudesse faze-lo.

- Sehun também gosta de dominar? – perguntei surpreso e Minseok trocou olhares com Chanyeol e Joonmyun.

- Ele é pior que eu. – Min falou hesitante - Eu gosto de ter apenas o controle, Sehun gosta de dor, gosta de mandar, controlar e ele odeia que toquem ele. – sua voz soou tão baixa e afetada.

- Mas porquê? – Luhan perguntou em um fio de voz.

- Porque alguém o machucou muito Luhannie. – Joonmyun falou triste.

- Alguém que ele amava. – Chanyeol completou sombrio.

- Quem? – Kyungie perguntou

- Seu nome era Kyuhyun – Joonmyun falou frio.

- E o que aconteceu com ele? – Tao questionou.

- Eu o matei. – a voz de Jongin se fez presente – Ninguém faz o que ele fez com meu irmão e sai vivo para contar a história. – ele sorriu de forma assustadora.

- Mata-lo foi apenas o ato de misericórdia – Chanyeol falou debochado e eu continuava me sentindo perdido.

- Depois do tanto que o torturamos perdeu a graça e só restou mata-lo. – Yifan sorriu de forma sádica e eu olhei sem saber o que falar.

Esse vampiros tinham tantos segredos.

- O que ele fez ao Hunnie? – Luhan perguntou preocupado.

- Isso só o Sehun poderá lhe contar. – Jongin sorriu triste.

- Mas se eu fosse você... Não iria gostar de saber – Joonmyun completou e Luhan realmente parecia preocupado.

- E como Luhan deve lidar com ele se nem ao menos ele sabe lidar consigo próprio? – questionei emburrado.

Por mais que entendesse que Sehun sofreu algo terrível não justificava a forma que ele tratava Luhan.

Eu não deixaria ele machucar meu irmão de novo.

- O enfrente e seja forte. – Min indicou e Luhan o olhou enviesado.

- Não mostre que as palavras dele te atingem, o desafie e mostre que você é capaz de lidar com ele. – Yifan falou sério olhando para Luhannie que os encarava como se eles tivessem falando a coisa mais absurda do mundo.

Ao meu ver Hannie sentia que jamais poderia enfrentar Sehun.

Mas eu podia ver a força que ele possuía, mesmo quando nem ele mesmo conseguia ver.

- Por favor, traga nosso Sehunnie de volta – Joonmyun pediu sorrindo fraco – Em alguns pequenos momentos ao seu lado, ele volta a ser o que era antes. – ele murmurou baixinho como se tivesse contando um segredo.

Os olhos de Luhannie brilhavam de uma forma estranha.

- Agora Luhan vá comer algo e descansar. – Kyung mandou - Você precisa ficar forte para encontrarmos Baekie. – completou guardando as coisas dentro da caixa e ele assentiu.

- Hoje vocês vão sair para caçar Renegados, amor? – Tao perguntou e Yifan o abraçou o puxando contra seu corpo.

- Não pequeno, só iremos sair agora quando encontrarmos o Baekie. – Yifan falou sério e olhei emocionado.

Nós entramos na vida deles de forma conturbada. Mas de alguma forma foi a melhor coisa que nos aconteceu. Ao encontra-los nós nos achamos. De repente tudo fazia sentido.

Tudo se tornou vivo.

Abracei Minseok e beijei seus lábios e ele me olhou de forma carinhosa.

Fiquei ali, apenas curtindo suas caricias.

Agradeci mentalmente o destino que colocou ele em meu caminho.

No momento que coloquei os olhos em Minseok tive a certeza que era ao seu lado que eu pertencia.

Era ao seu lado que eu queria estar.

Ele me completava.

Sabia que ele poderia sentir as batidas frenéticas de meu coração, mas não me importava.

Nossos destinos foram traçados.

Nossas almas entrelaçadas.

Nossos corações eram apenas um.

Minseok era a minha maior certeza no meu mundo de dúvidas.

Ele era o motivo de tudo fazer sentido.

O motivo do meu coração bater.

Minseok era tudo.



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