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História Princesa ao contrário - Capítulo 11


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Notas do Autor


Olá leitores! Estou publicando esse capítulo aos onze e meia da noite. Hora que já deveria está dormindo. Então espero que gostem kk

Capítulo 11 - Ainda há esperança


Fanfic / Fanfiction Princesa ao contrário - Capítulo 11 - Ainda há esperança

"Minha amada Alice, não sabe como odeio essa distância entre nós. Odeio não poder te tocar. Não escutar sua voz e principalmente, fingi que não te amo com todas as minhas forças. Hall está te roubando de mim, mas eu não vou deixar. Ele pode ter me tirado tudo a vida inteira, mas você não.
Eu te amei primeiro Alice, e você sabe disso. Não adianta negar. Sei que só aceitou essa proposta por causa de seus pais e porque precisa os dá uma vida digna. Mas você não o ama nem nunca será capaz de amar.
Por tudo que já tivemos um dia. Volte para mim. Fuja comigo para bem longe, onde Hall nem ninguém poderá nos encontrar. Eu prometo que daremos um jeito."

Com amor, Hiram.

Passei a noite em claro relendo cada uma dessas palavras. Agora tenho certeza, meu pai e Hiram são irmãos. Mas não entendo. Como minha mãe pôde amar os dois? O que aconteceu depois? Pq ela escolheu meu pai em vez do homem que a dizia amar tanto? São peças soltas que só ela pode me responder.
- Princesa, bom dia! - Rebeca e Bianca entraram no quarto.
- Que cara é essa? - Bianca disse abrindo as cortinas.
- Parece que não dormiu a noite inteira. - Disse Rebeca.
- Não consegui dormir. - Falei.
- Tá doente? - Bianca passou a mão na minha testa.
- Não. Eu só...tinha muita coisa pra pensar.
- Bom...vamos ter que dá um jeito nessas olheiras.
Levantei e me olhei no espelho.
- Ah. Não tá tão ruim.
As duas me olharam como se eu fosse louca.
- Vamos dá um jeito nisso. - Rebeca disse pegando um pincel. 

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Por Jughead:


Quando se tem um dia ruim, normalmente costumamos acreditar que ao nascer do sol, tudo estará melhor. Dormimos acreditando que ao acordar terá sido só um pesadelo. No meu caso, não vi o nascer do sol. Muito menos acordei de volta a minha cama. Pq no fim, nunca foi um pesadelo, era real.
- Acordem! Vamos, não tenho o dia inteiro! - abri os olhos desejando pelo último segundo está em casa. Não deu certo.
- O que querem?
- Levantem. O rei quer vê-los.
- O rei?
- Tá surdo? Sim, ele mesmo.
Naquele momento nem precisei perguntar o que Gabriel e Jason estavam pensando. Pq a única certeza que tínhamos era clara: nós vamos morrer.

Fomos levados a força até uma sala gigantesca, onde um homem alto, de roupas escuras e olhar mortal nos esperava.
- Aqui estão, alteza. - Fomos jogados no chão aos seus pés.
- Bom trabalho soldado, Ferraz. Pode ir. - Sua voz me deu calafrios.
Ouvimos os passos pesados do grupo se distanciar fechando a porta.
- Foi bom conhecer vocês pessoal. - Jason sussurrou.
- Valeu mesmo, Jones. - Gabriel disse ainda irritado.
Não tive tempo de pedir desculpas.
- Então são vocês os espiões de Hall Cooper. - Engoli em seco observando seus sapatos caros andarem de um lado pro outro. - Quem vocês pensam que são para invadir o meu castelo?
- Nós não queríamos...
- Calado! Não lhe dei permissão de falar. O que Hall pretendia mandando um trio de garotos medíocres me espionar? Acharam mesmo que não iam ser pegos? - riu sarcasticamente. - Eu conheço cada um dos meus homens.
- Engraçado. Pq foi exatamente eles que nos deixaram entrar. - Não me contive.
- O que você disse?! - Abaixou-se apertando minha garganta.
- N-nada. - Respondi quase sem respirar.
- Não conte com a sorte meu jovem. Posso te matar com a facilidade com que se mata uma mosca.
Péssima analogia.
- Seus amigos invadiram meu reino pela última vez. - Me soltou bruscamente.
- Por favor, não nos mate. - Gabriel suplicou.
- Agora pedem por favor. Já é tarde, criança.
- Tenha piedade.
- Piedade? Eu? Logo com vocês, que não pensaram duas vezes antes de acabar com metade do meu exército. Só pode ser uma piada.
- Podemos ser úteis. - Falei.
- E vão. Até me disserem tudo que sabem. E se eu descobrir que estão mentindo, morrerão em praça pública.
Como se falar fosse nos livrar da morte.
- Falaremos tudo que quiser, senhor. - Gabriel respondeu.
O lancei um olhar que dizia " O que pensa que tá fazendo?"
- Ótimo. Começaremos do princípio.

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Por Betty:

- Só mais um último retoque e pronto, novinha em folha. - Rebeca terminou de fazer minha maquiagem.
- Uau! Ficou perfeita! - Elogiei.
- Eu disse que daria um jeito.
Nem parecia que eu tinha passado a noite em claro.
- Agora só precisamos de uma boa roupa. - Bianca abriu o armário tirando um vestido rosa curto. - Olha que lindo. Vai combinar muito com sua maquiagem.
- Acho que eu prefiro escolher algo menos...trabalhado.
- Ah, ok. Nos chame se precisar de algo.
- Obrigada, meninas. - Agradeci as duas.
É impressionante o quanto uma camada de base e blush podem esconder. Elas não escondem só o cansaço, mas o motivo por trás dele. Por trás de vestidos e jóias ainda existe uma pessoa. Uma garota que descobriu viver rodeada de segredos, sem o amor do pai e acima de tudo, forçando ser algo que ela nunca foi.
Tirei a base, o batom, os cílios, a sombra, tudo que me escondia. Vesti uma calça jeans e uma camiseta. Essa sou eu, sem maquiagem, sem vestidos bonitos, sem uma coroa. E isso não me torna menos que uma princesa.

Tirei a carta, o colar e a foto da caixinha. Tenho que mostrar isso pra Veronica.
- V! Abre a porta!
- Que foi? Pra que tanta gritaria as sete da manhã? - Abriu a porta já pronta.
- Tenho que te mostrar uma coisa. - Entrei. - Fecha a porta.
- Como quiser senhorita. Achou alguma coisa?
- Não só uma coisa. Mas três. - sentei na cama tirando tudo do bolso.
- O que é isso? - Pegou a foto de nossos pais e Hiram mais jovens. - Parece a mamãe e o papai.
- E são eles, e Hiram.
- Mas como...?
- Lembra quando lemos o que tinha escrito no livro? Dizia que o Reino foi dividido devido uma briga de irmãos. E essa carta comprova que Hiram e nossa mãe tinham um romance e que ele e papai não se gostavam. - Entreguei a carta.
- Então quer dizer que....
- Hiram e papai são irmãos.
- Princesas! Estão atrasadas para o café da manhã! - Wethearbee bateu na porta impaciente.
- Já estamos indo! - V gritou. - O que fazemos agora?
-Temos que tirar isso a limpo. De uma vez por todas.

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Por Jughead:

- Como conseguiram todos aqueles armamentos?
- Os Andrews e Blossons ajudaram.
- Fred Andrews? Suponho que tenha tido um custo.
- Seu filho e uma das princesas vão se casar.
- Qual delas?
- Veronica.
Hiram continuou fazendo perguntas enquanto Gabriel respondia.
- Qual o próximo ataque?
- Não sabemos, senhor.
- Como não sabem? Depois de invadir meu reino suponho que tenham uma última carta na manga. Quem sabe, esse seja o motivo para estarem aqui.
Nos olhamos apreensivos.
- Não vinhemos com essa intenção. - Falei.
- Não minta pra mim, criança. - Se abaixou novamente fitando meu rosto.
- Não queríamos matar ninguém. Achávamos que se entrassemos....
- Que se entrassem...?
- Poderíamos descobrir o motivo de tanto ódio entre os dois reinos. 

Seu rosto se contraiu. Como se eu tivesse acabado de tocar em sua pior ferida. 

- O que Hall pode ter feito de tão ruim a ponto de colocar tantas vidas em risco? 

Jason deu uma cotovelada em meu braço para mim parar. 

- Não fale sobre o que você não sabe. 

- Então me diga. Quero saber. 

- Se acha muito esperto não é? Pois bem, já que não me dão resposta, teremos que fazer do jeito difícil. Guardas! 

Soldados marcharam de volta na sala. 

- Sim, senhor! 

- Avise a nossos súditos que teremos um espetáculo amanhã. Cabeças irão rolar.

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Por Betty:

- Archie, Kevin e Cheryl já sabem? - V perguntou enquanto íamos tomar café.
- Só Cheryl. Ontem tudo aconteceu tão rápido que não tive tempo de contar a eles.
Sentamos a mesa onde todos nos esperavam.
- Bom dia. - Dissemos.
- Como se sente Veronica? - Archie perguntou a V.
- Bem melhor, obrigada.
V sorriu e os dois deram as mãos.
Fred e Mary assentiram orgulhosos.
- Ficamos muito preocupados com você, princesa. - Fred disse.
- Imagino. Mas foi só um susto. Não vai mais se repeti.
- Não enquanto estiver se alimentando bem. Pedi que fizessem um café da manhã especial pra você. - Papai falou.
- Wethearbee, traga por favor! - Mamãe mandou. Wethearbee veio até nos com uma bandeja com panquecas de chocolate e calda de caramelo. As preferidas de V.
- Panquecas de chocolate! Minhas favoritas.
- Aproveite. É tudo seu. - Papai riu enquanto V atacava o prato.
Não foi atoa que a escolhemos. Sabíamos que a qualquer sinal de perigo nossos pais correriam para salva-la. O desmaio pode ter sido uma mentira, mas eu sei que se eu estivesse no seu lugar, não ganharia panquecas de chocolate. Mesmo que também fossem minhas preferidas.
Cheryl me olhou compartilhando do mesmo pensamento. Fechei os punhos com toda a força.
- Não. Vocês não podem entrar! - Escutamos Wethearbee dizer. - O rei não pode atender agora.
- É urgente! - Ouvi a voz de Keller por trás da porta.
Em questão de segundos ele entrou junto com Fp.
- Mais o que é isso?! - Papai levantou.
- Temos assuntos importantes. - Fp disse firmemente.
- Tão importantes que não podiam esperar?
- Conseguimos invadir o Reino vizinho. - Keller disse sem delongas.
Meu coração parou por um segundo.
- O que? Mas que notícia maravilhosa! Quantos matamos? - Papai falava com tanta empolgação que assustava.
- Quase metade do exército inimigo. Mas não é só disso que vinhemos falar. - Keller respondeu.
- Três soldados foram capturados. - disse Fp.
- E? Três a menos ou a mais não importa. Ganhamos.
- Mas senhor....
- Temos que comemorar. Wethearbee, convide todos para uma gloriosa comemoração.
- Hall, deixem-os falar. - Mamãe pediu.
- Não quero saber de mais nada. O que estão esperando? Saiam!
- Vamos, Fp. Não adianta. - Keller tentou puxa-lo.
- Não. Eu não vou sair daqui até acharem meu filho!
- Eu não me importo. - Papai jogou as palavras em sua cara. 

Fiquei em choque. Quer dizer então que Jughead pode está....morto?

- Seu filho assumiu esse risco quando decidiu ir para a guerra sem permissão. Ele decidiu se arriscar quando poderia ficar aqui, seguro. Tem que ser muito burro mesmo. - Debochou.
- Ele queria salvar seu povo! O contrário de você. Que só se importa consigo mesmo.
- Saia daqui antes que eu te mate!
Keller praticamente arrastou Fp até a saída. Levantei indo atrás deles.
- Betty, onde você vai? Betty! - Mamãe me chamou.
- Deixa ela Alice. Só quer chamar atenção. - Pude ouvir meu pai dizer.

- Fp! 

- Betty? O que tá fazendo? - Keller disse a mim. 

- O Jughead, ele tá em perigo? 

- Sim. Infelizmente tudo indica que ele foi pego pelos guardas de Hiram. - Fp respondeu. 

- Eu sinto muito...

- Vocês...?

- Nos somos amigos. Seu filho é um rapaz muito corajoso. 

- É. Ele é mesmo. Até demais. - Seus olhos brilharam ao falar do filho. 

- Vocês acham que ele ainda está...

- Não sabemos, Betty. - disse Keller.

- Vamos, Keller. Não há mais nada que possamos fazer. Foi um prazer, princesa. - Fez reverência. 

- Tchau, Betty. 

Observei os dois sumirem pelo corredor e então, eu desabei. 

Caí em prantos no chão. Até sentir Cheryl e V me abraçarem. 

- Ele tá morto. Morto...- Solucei. 

- Não diz isso. Ainda há esperança. - Cheryl me consolou. 

- Como Cheryl? Ele foi pego. A essa altura já deve ter sido executado. Tudo por culpa dessa maldita guerra. 

- Uma guerra que ele escolheu ir. - Disse V. 

- O que você disse? 

- Que ele escolheu ir. Se tivesse ficado no castelo nada disso teria acontecido. 

- Como você...consegue ser tão insensível Veronica? Existe milhares de pessoas morrendo lá fora por uma guerra criada pelo nosso pai e ele nem mesmo se importa! 

- É assim que as coisas são Betty! 

- Você é igualzinha a ele. - Levantei bruscamente. 

- Betty! - V me puxou pelo braço. 

- Me deixa em paz, Veronica! A última coisa que eu quero é alguém como você perto de mim. 

Me soltei a deixando pra trás. Corri de volta para meu quarto. 

- Betty...? Tudo bem? - Cheryl sentou em minha cama. 

- O que você quer? - Murmurei com o rosto enterrado no travesseiro. 

- Você gosta mesmo dele não é? 

Assenti levantando o rosto. 

- Não fique brava com V. Ela não quis te magoar. 

- Ela praticamente disse que ele não importava, Cheryl. Como se não fosse nada.  

- Eu sei. Mas entenda, V foi criada para governar. Ela não tem a mesma consciência que você. 

- Mas nem por isso eu sou igual a ela. 

- Você é a exceção, Betty Cooper. A nossa esperança. 

- Gostaria de poder fazer alguma coisa.  

- Prima...- Cheryl me abraçou. 

- Ele não pode tá morto, Cheryl. Não pode...

- Ainda há esperança, prima. Ainda há esperança.

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Por Jughead:

- Quem diria que acabariamos assim. - Gabriel se lamentou. - Com fome, frio, presos em uma cela prontos para morrer em algumas horas.
- Pelo menos morreremos como heróis. - disse Jason.
Já era noite, e estávamos de volta a cela. O calabouço era escuro e úmido o que fazia meu corpo congelar. Não comemos nem bebemos nada desde o dia anterior. Em outra situação eu diria que já estou acostumado. Mas agora, não consigo pensar em um cenário pior.
- Heróis pra quem? Ninguém se importa com os que vão para a guerra. A essa altura devem está vangloriando a vitória ao nosso amado rei. - Gabriel disse. - E você Jones, não vai dizer nada? 

O que eu poderia dizer? É minha culpa estarmos aqui. Se tivesse ficado no castelo não estaria tão longe de casa. Não estaria prestes a morrer em praça pública como um ninguém e acima de tudo, não teria deixado as pessoas que amo. 

- Estamos ferrados. - Foi a única coisa que falei. 

- Eu avisei. 

Em toda a minha vida, eu quis salvar a todos. Pensei que de alguma forma, poderia mudar a realidade. Eu tive esperança em dias melhores, em um mundo novo, sem guerras, mortes ou dor. Como o quadro de Jelybean. Logo eu, que vi com meus próprios olhos a escuridão, acreditei que um dia haveria luz. Porque é isso que nos mantém vivos. A esperança de que tudo vai ficar bem, por mais trágico que seja. 

Gostaria de ter essa mesma esperança agora. Mas em momentos como esse você só consegue pensar no quão azarado é e em todas as escolhas erradas que te fizeram chegar até aqui. Talvez eu tenha feito escolhas erradas, mas eu nunca saberia se não tivesse tentado.

- Ouviram isso? - Gabriel falou. 

- O que? - Disse Jason.

- Escutem. 

Ouvimos passos se aproximando e uma figura de uma pessoa atrás das grades. 

- Meninos. Sou eu, Josie. - O rosto de Josie surgiu da escuridão. - Vim salvar vocês. 


*************************************



Continua....
























Notas Finais


Hum...que vontade de experimentar essas panquecas😋


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