História Princess - Imagine Mei Qi (WJSN) - One Shot - Capítulo 1


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Categorias Cosmic Girls (WJSN)
Personagens Mei Qi
Tags Cosmic Girls, Imagine Mei Qi, Mei Qi, Romance, Wjsn
Visualizações 11
Palavras 4.073
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Segunda OS~
Desta vez dedicada à @Lionheart177
Ela fez a capa e betou a OS e teve que ficar calada para comentar agora, tadinha 💖 💖 💖 💖
Espero que tenha feito um bom trabalho, já que nunca escrevi assim coisa que envolva relação amorosa entre mulheres

*atenção, mesmo que seja um imagine, tem referências à pessoa dedicada*

Boa leitura meus amores 💖

Capítulo 1 - Capítulo Único


Ok, respira fundo, tu consegues, só vais ficar ali uns cinco minutinhos até o autocarro chegar, e depois podes inspirar todo o oxigénio que conseguires até acalmares.

Não deve ser assim muito mau…

 Afinal é! E muito!

Alguém que me ajude!

Vocês devem estar a perguntar: “Mulher, o que é que tu tens?”.

Oh… Não é nada… Só vou ficar ao lado da minha paixão de dois anos que não troca nem cinco palavras comigo.

“Fala com ela!”

Como se isso fosse muito fácil. A criatura é uma autêntica rebelde, nunca na vida falaria para alguém “betinha” como eu. Não tenho culpa se estudo para no futuro não andar nas ruas a pedir para sobreviver! Pelo menos quero um bom currículo e, no futuro, ter um trabalho com um bom salário. E ter um cão super hiper mega caro, porque, vamos admitir uma coisa… Samoyed são muito fofos! Se não sabem como são, parem de ler e pesquisem!

Porque se não fizerem agora, depois vão esquecer-se do nome.

“Quem é, afinal, a tua paixão?”

Nada mais, nada menos do que Meng Mei Qi: A chinesa preferida de toda a escola e arredores. Loira, um pouco mais alta do que eu, próxima de muitas pessoas – exceto eu – e, acima de tudo, simpática com todos.

 Ficamos todos chocados com o simples facto de uma menina conseguir ser tão… Uau. Ela fuma, falta à maior parte das aulas, manda sempre uma boca a qualquer professor que ela sinta que a está a ameaçar moralmente… E ainda não reprovou!

Quer dizer, a única coisa que a salva é o facto de ela conseguir captar todas as informações nas aulas e assim não precisa de estudar, portanto faz os testes com o conhecimento que ouviu em ambiente de sala de aula. A criatura nem leva mochila! E como “nem leva mochila”, tem de pedir material emprestado todas as santas aulas. E quem é a boa samaritana que empresta?

Eu!

Fico sempre nervosa quando ela faz a pergunta do costume: “Tens um lápis, ou uma caneta?” e eu respondo, como de costume “Sim, tenho.” Entrego-lhe o material de escolha e ela agradece sempre com um piscar de olho e um sorriso de canto. O que esta mulher faz ao meu pobre coração… É possível que a beleza seja uma causa de morte? Porque se sim, é dessa maneira que morro todos os dias. Ao final do dia – digo, uma ou duas aulas antes do fim efetivo do nosso horário do dia – devolve-me as coisas e sai da escola sem um único adeus à minha pessoa.

Sou praticamente sentada atrás dela todas as aulas. Às vezes distraio-me completamente da aula e apenas observo o seu cabelo e penso “Uau… Que champô usa ela para ficar assim tão brilhante e cheiroso? Pantene ou L’Oréal?”

Sim, consigo cheirar o cabelo dela com toda aquela proximidade. Isso, e o cheiro a cigarro.

Ainda me pergunto como é que uma pessoa tão bonita como ela consegue fumar assim tanto. Não que fumar seja para as pessoas feias, mas a cara dela aponta tudo menos rebeldia. Quem a vê, pensa que é uma menina exemplar, um verdadeiro anjo em terra.

Será que os pais dela sabem que ela fuma? Ou eles não estão cá?

Eu não sei assim tanto sobre a vida dela, já que a criatura não me fala sequer.

Sentei-me no banco à espera do autocarro, enquanto olhava ou para as minhas sapatilhas, ou para o chão, ou o céu, tudo menos a Mei Qi, já que ela está a mais ou menos um metro de distância de onde eu estou. Está de pernas cruzadas a fumar o seu cigarro, enquanto faz bolas de fumo que, após segundos, evaporam no agora límpido ar.

Sabem quando dizem que quando vemos a pessoa que gostamos, parece que nos falta o ar?

Aqui é exatamente isso, o cheiro do cigarro é insuportável, mas eu estou a tentar controlar as minhas caretas caso ela olhe e pense que sou fraca ou assim.

Mas também, quem é que a meteu a fumar? Tipo, quando as pessoas estão com cigarro na mão, ainda perguntam: “Queres experimentar?”

Por que raio se experimenta se faz mal?! Isso é uma pergunta muito estúpida!

Odeio esse tipo de gente!

“Ah, vou ver se gosto.”

Se faz mal, o que tens na cabeça para decidires experimentar?!

Pensem nisso! Reflitam bem na questão!

- Não sabia que também apanhavas o autocarro. – Assustei-me com o som da sua voz e quase que deixei o telemóvel cair no chão. Olhei para o lado e lá estava ela a sorrir-me. O meu coração…

O que faço agora? Digo “olá” e respondo? Ou só respondo? Ou respondo e acrescento alguma coisa tipo… “Hoje estás bonita, como sempre.”

Esqueçam a última coisa, é melhor, antes que eu morra de vergonha.

- Ah… Olá Mei Qi. Sim, eu apanho-o sempre. – Disse enquanto olhava para ela mas, logo depois, voltei a encarar o poste que estava no outro lado da rua.

Como é que não gaguejei?! Senhoras e senhores, isto já é um avanço. Palmas para mim, por favor, que isto é um acontecimento raro na minha vida.

- Nunca te vi por cá.

- Talvez seja porque sais mais cedo da escola, não sei. – Respondi com medo, já que ela podia pensar que tinha dito aquilo por ela ser uma má influência para mim, e eu estivesse proibida de falar com gente assim.

- Sim, talvez seja por isso. Nem sei porque é que disse aquilo.

- O quê?

- O facto de apanhares o autocarro. – Descruzou as pernas com algum vagar. – Vives a duas ruas da minha casa, por isso é normal apanhares o autocarro, já que é um pouco longe da escola.

Ora aí está uma coisa de que não fazia ideia. Morei perto da minha paixão durante estes anos todos e não sabia!

- Eu não fazia ideia.

- Estou quase o tempo todo fora de casa, é normal que não me vejas, afinal, só volto à noite.

- Ainda estou a processar o que tinhas dito.

- É normal, as aparências enganam.

- Como assim? – Aproximei-me um bocado, cruzando também as pernas. – O que queres dizer com isso?

De onde tirei este atrevimento?!

- Fazes alguma coisa até ao fim do dia? – Olhou-me e tragou o seu cigarro mais uma vez mas, por conta da leve brisa, o fumo do tabaco veio para a minha cara e eu tossi. – Desculpa. – Riu-se e atirou o cigarro para o chão, levantando-se de seguida para o esmagar com aquelas botas de cabedal que viviam nos seus pés.

Como é que ela não morre de calor com aquela roupa toda preta?!

- Não faz mal. – Tentei mostrar que aquilo não me incomodava, mesmo que fosse uma pequena mentira. – Mas não, não faço nada.

- Ótimo. – Ouvimos o barulho ensurdecedor do autocarro a chegar. – Vamos então?

- Sim. – Levantei-me e fiquei a olhar o automóvel a travar até chegar onde estávamos. A porta abriu e nós entramos, assim como muitos alunos fizeram ao mesmo tempo que nós.

 Fomos sentar-nos a meio do autocarro e eu abri a mochila apenas para verificar se tinha tudo.

- Perdeste alguma coisa?

- Não, estou só a verificar.

- É muita coisa que levas aí dentro. – Chegou-se ligeiramente mais perto e espreitou para dentro da minha mochila.

Ai senhor, só agora que reparei que estamos sentadas uma ao lado da outra.

- Bem, dizes isso porque nunca levas nada.

- É verdade. – Riu-se e tirou o telemóvel do bolso para ver as horas. – O que planeias fazer neste verão?

- Não pensei muito sobre isso… Talvez fique a maior parte do tempo em casa.

- Gostas mesmo de sair. – Riu-se e sentimos o autocarro começar a mexer-se. – Estou na mesma situação que a tua.

- Nunca ficaste até ao fim das aulas e hoje ficaste… Queres dizer porquê?

- É a última semana de aulas antes de entrarmos nas férias de verão, então, porque não mostrar aos professores que tenho paciência para atura-los nestes últimos dias?

- Não pensei nisso. – Ri e fechei a mochila, pousando-a no chão de seguida. Tirei o telemóvel do bolso e liguei os fones, coloquei apenas um deles no ouvido e escolhi a minha música preferida. Do nada, senti o fone disponível a ser puxado e vi Mei Qi a abanar a cabeça ao ritmo da música.

- Não sabia que gostavas de Girls’ Generation.

- Eu não gosto, eu amo.

- É o “Genie”, certo? – Referiu-se à música, apontando para o meu telémovel.

- Música de coração. Mas não gosto só delas. Também gosto de…

Assim ficamos a conversar sobre grupos femininos que nem demos pelo tempo a passar e, quando finalmente notamos, o autocarro já estava na nossa paragem. Tiramos os cintos, levantamo-nos e saímos do automóvel. Mal colocamos os pés no passeio, o autocarro foi embora e nós andamos silenciosamente até ela voltar a quebrar o silêncio.

- A tua mochila parece pesada, queres que a leve?

- Não, deixa estar, estou bem. – Mesmo que não quisesse, ela fez questão de ma tirar das costas e de a colocar nas suas. – Não aceitas um “não”, pois não?

- Nem por isso. – Riu e continuamos a andar. – Nossa senhora, não estou habituada a tanto peso nas costas. – Ri um pouco do seu sofrimento.

Acho que se devia fazer isso.

Afinal… Ela é que quis.

 

 

[…]

 

 

- Chegamos! – Paramos à frente de uma mansão branca com inúmeras decorações nada simples à volta. Ela chegou-se perto de uns portões enormes e um scanner ou que raio era ligou-se. Analisou os seus olhos e assim permitiu que os portões se abrissem, revelando um enorme e colorido jardim.

- Uau… Não sabia que moravas numa casa assim. – Disse ainda a analisar tudo o que estava à minha volta.

- O quê? Pensavas que vivia numa casa quase de sem-abrigo e era por isso que não queria saber da escola, pela minha vida ser uma porcaria? – Começamos a andar pelos enormes caminhos que passavam pelo jardim quase que exótico.

- Não, claro que não.

Ah… Talvez.

- Os teus pais? – Decidi mudar o assunto para não ter que lhe mentir mais.

- Na China, para a semana voltam.

- Então… Estás sozinha?

- Sim, hoje é dia de folga de toda a gente que trabalha para nós.

- Num dia da semana? – Assentiu. – Então… Quem é que faz as coisas?

- Eu sei cuidar de mim, garanto-te que o jantar será delicioso.

Jantar?! Nem marcamos encontro… Ou a ida à casa dela é considerado um encontro?

- Como assim?

- Isto é, se quiseres jantar cá em casa. Garanto-te que chegas a tempo às aulas, o nosso motorista leva-nos.

Rebobina aí.

- Motorista? Então porque é que vais embora de autocarro?

- Bem, é suposto ele vir buscar-me à hora que saímos, mas como saio mais cedo e a essa hora ele está a dormir, já que está mais velhinho, venho de autocarro. E como hoje é dia de folga, vim na mesma de autocarro.

Nem reparei que já estávamos à frente de uma enorme porta, mais especificamente a porta da mansão. Mei Qi tirou uma chave do bolso e abriu-a, revelando o interior elaborado. Entrei primeiro e depois ela. Tirou os sapatos e foi até a um lugar, logo voltando sem a minha mochila.

- Tira os sapatos, por favor, ainda hoje de manhã limpei o chão.

- Então foi por isso que te atrasaste. – Encostei-me à parede e tirei também os sapatos. – Era eu que tinha paciência para fazer isso, quanto mais de manhã. – Olhou o telemóvel atentamente. – Passa-se alguma coisa?

- Se tomarmos banho agora… Contando o tempo que demoro a fazer o jantar… Comemos a horas. – Sorriu e guardou o telemóvel no bolso. – Anda, dou-te todas as indicações.

 

 

[…]

 

 

Eu não acredito que estou a usar um pijama, roupa interior e chinelos da Mei Qi! Nunca pensei em usar coisas da minha paixão! Quem me dera que fosse assim tão fácil!

Não era bom chegarmos perto da pessoa que gostamos e dizer “Olha, empresta-me a tua roupa por uns tempos, incluindo a interior, ok?” e essa pessoa dava?

Enquanto a Mei Qi foi ao seu quarto buscar coisas para mim, liguei à minha mãe a dizer que ia ficar em casa de uma amiga e ela aceitou de boas. A casa de banho dela é maior do que o meu quarto e nem sequer é a maior da mansão!

Desci as escadas lentamente enquanto olhava um pouco as divisões e tentava descobrir qual era a cozinha. Não demorou muito para saber, pois um cheiro maravilhoso invadiu as minhas narinas e foi mais fácil de a encontrar assim. Mei Qi usava um pijama rosa, do mesmo estilo que eu, e estava a preparar o jantar.

- Pensei que te tinhas perdido. – Riu-se e olhou para mim. – Está quase pronto.

- Não sabia que gostavas de rosa.

- Mas sei eu que gostas de laranja.

- Como é que sabes? – Apontou com a cabeça para a minha mochila. – Oh… Está assim tanto na cara? – Fiquei um pouco envergonhada.

- Mochila, porta-chaves, capa de telemóvel, roupa interior… Tens quase tudo laranja.

Espera, quê?!

- Roupa interior…?

- Sim, tu já ficaste de roupa interior no balneário, no fim da aula de educação física, não te lembras?

Sua totó, já ficaste seminua à frente da Mei Qi! Onde tinhas a cabeça?! Ela já te viu assim, mas tu nunca a viste a ela. Mas se visse, acho que ficava da cor de um tomate.

- Ah… Pois é…

Ok, pensa em algo para dizer, assim este constrangimento desaparece.

- Daqui a pouco sou o Laranjo.

- Só falta teres vários memes dele. – Riu-se e voltou a focar-se no jantar.

- Setenta por cento da minha galeria do telemóvel corresponde aos memes dele.

- Oh Meu Deus… - Voltou a rir e parou o que estava a fazer para não se cortar.

 

 

[…]

 

 

- Mei Qi… Isto estava mesmo bom. – Limpei os cantos da boca com um guardanapo.

- Não te disse? – Sorriu e terminou de comer. – Obrigada. – Levantou-se e recolheu a loiça toda. Estava prestes a levantar-me para levar a minha, mas ela impediu-me. – Deixa, és a convidada. Além disso, tens trabalhos de casa de físico-química para fazer.

- Ai tenho?

- Sim, tens.

- Como é que sabes?

- Ouvi. Nessa altura estavas a desenhar no caderno e não a prestar atenção à aula. – Foi até ao lavatório após ter recolhido o resto da loiça. – Não acredito que não estavas atenta, menina rebelde. – Voltou a olhar para mim. – Estou a brincar, mas agora vai mesmo fazer, não queres desapontar a professora agora que estamos prestes a terminar as aulas.

Tirei as coisas da minha mochila e comecei a trabalhar. Enquanto resolvia cada questão devagarinho, olhava para Mei Qi que estava a fumar enquanto olhava lá para fora, que já estava escuro.

Como é que ela consegue ser tão linda enquanto fuma?

- Precisas de ajuda? – Saí do transe mal as palavras lhe saíram da boca.

- O quê? Não, apenas empanquei numa pergunta.

- Posso ajudar-te, já que é matéria de hoje e tu não estavas atenta. – Colocou o resto do cigarro no cinzeiro e sentou-se à minha beira. – Desculpa pelo cheiro.

- Não faz mal. – Não faz mesmo, só fumou um.

- Vamos lá ver o que temos aqui… - Tirou-me o lápis na mão e começou a ler. Após alguns segundos parada, começou a escrever coisas que eu não estava nem perto de entender. Quando acabou, voltou a colocar o lápis na minha mão. – Já está.

- Não entendi que matéria é esta. – Olhava enquanto tentava compreender. O meu cérebro já deve estar a deitar fumo de tanto pensar nisto.

- Isso é porque não estavas atenta, totó. – Riu-se e voltou para a janela, tirando outro cigarro da caixa e acendendo-o.

Assim que acabei as coisas, voltei a guardar o material na mochila e fechei a mesma, logo olhando para a Mei Qi enquanto pensava no que faria agora.

Estamos as duas sozinhas, será o melhor momento para lhe dizer o que sinto? Talvez diga agora mesmo, porque se ela disser que não, ainda é cedo – assim dizendo – para ir para casa.

- Mei Qi.

- Oh, já acabaste. – Apagou o cigarro. – Planeei vermos um filme, pode ser?

- Mei Qi, eu…

- Antes que digas que não, podemos comer chocolate já que o filme se chama… Chocolate! – Abanou as mãos como se fosse o gesto final de uma dança.

- E estamos à espera de quê? – Foi até a uns armários e tirou de lá imensos tipos de chocolate. – Diabetes, cá vamos nós. – Rimos e subimos as escadas entusiasmadas. Atenção, já estamos assim e nem sequer começamos a comer aquele monte de açúcar que definitivamente nos pode levar para o hospital.

Ok, vocês devem estar “A sério? Tinhas a oportunidade perfeita!”

Não consigo resistir a chocolate, ok?! Vou ter duas coisas doces ao meu lado: a Mei Qi e o chocolate. Que mais posso pedir?

Quando já estávamos à frente da porta do seu quarto, ela deu-me os chocolates e abriu a porta para eu entrar.

- Vou só buscar o CD que está na sala, já venho. – Desceu as escadas rapidamente.

Entrei no seu quarto e quando liguei as luzes, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Quem foi o unicórnio que comeu algodão doce e vomitou cá dentro?”

O quarto da Mei Qi é totalmente cor-de-rosa. Todo mesmo! Paredes, cama, alguns móveis, até o candeeiro!

A Tiffany e a Mei Qi estão a lutar pelo título da princesa rosa.

- Voltei. – Fechou a porta atrás de si. – Muito chocante, não é?

- Tu vives na mansão da Barbie, como é que isso não é chocante?

- Eu não sou uma má influência, ok? Apenas gostei quando fumei pela primeira vez, mas não significa que seja toda rebelde. – Saltou para a cama. – Anda, vamos lá começar o nosso filme.

 

 

[…]

 

 

- A velhinha não merecia morrer. – Resmunguei assim que começaram a passar os créditos do filme.

- Claro que não, mas se continuarmos assim, vamos ficar como ela.

- Com diabetes?

- Sim, já viste o que comemos? – Apontou para algumas caixas de chocolate que estavam agora vazias.

- Bem… Pelo menos comemos juntas, imagina se fosse só uma pessoa. – Peguei numa das caixas. – Não me importava nada de comer chocolate desta marca.

- Se quiseres peço aos meus pais para trazerem, compraram lá.

- Ficava muito agradecida se fizesses isso. – Levantou-se e colocou as caixas dentro de um saco de plástico.

- Vou lá abaixo colocar isto tudo no lixo, não demoro muito. – Saiu do quarto e fechou a porta atrás de si.

Puxei os lençóis e deitei-me na cama, colocando-os em cima do meu corpo antes de juntar as mãos e olhar para o teto.

Eu vou dormir na mesma cama que a Mei Qi… Mesmo que tenha negado, ela insistiu e cá estou eu!

Acho que vou entrar em pânico!

E se lhe dou um pontapé na cara enquanto durmo?! Não quero estragar aquela carinha linda!

- Já te colocaste à vontade?

- Sim… - Apagou as luzes e deitou-se, fazendo-me afastar um pouco dela por questões de vergonha. Imaginem se ela não quer que esteja colada a ela?

- Sabes… Todos pensam que sou uma coisa e na verdade não sou. – Olhei-a e agora ela é que olhava o teto. – Algumas pessoas têm medo de falar comigo por pensarem que sou má influência, mas não sou mesmo uma. Só fumo porque olha, gostei, não é fácil deixar esse vício, por muito que tente. Posso não parecer, mas também sou uma pessoa com sentimentos. Tento mostrar às pessoas aquilo que realmente sou mas elas parecem que se afastam porque têm medo de mim. Só sou popular porque fumo e visto roupa preta. Antes era assim “frágil” e então decidi mudar um pouco o meu visual, para as pessoas pensarem que sou confiante e assim não me preocupava se era nerd. E não, o facto de não me interessar pela escola não faz parte do disfarce, apenas não tenho interesse mesmo. – Olhou para mim. – Quero mostrar às pessoas aquilo que realmente sou: uma menina simpática e fã de cor-de-rosa, mas tenho medo que me gozem por isso, porque sou uma “princesa”, já que estão habituados à minha imagem de durona.

- Não precisas de ter medo, eu gosto desse lado.

- Gostas?

- Sim. Não vou mentir… Sempre tive o pensamento de que Meng Mei Qi era a pessoa mais durona e um pouco má influência de toda a escola. Mas tu és apenas a princesa Mei Qi. Já estás a acabar o ano, mostra o que realmente és.

- Achas que devo?

- Porque não?

- É… Tens razão. Vou mesmo. – Sorriu. – Obrigada. – Aproximou-se e abraçou-me, dando de seguida um beijo na minha bochecha. – Boa noite. – Voltou ao seu sítio mas, agora virada de costas para mim.

Meu Jesus Cristo… Onde está o terço que a minha avó me ofereceu quando preciso dele?

A Mei Qi… Deu-me um beijo!

Ela está prestes a dormir, não posso deixar isto para amanhã!

- Mei Qi… Eu amo-te.

Oh não, não acredito que fiz mesmo isto!

- Eu também te amo.

- Não Mei Qi… Amo-te, mas… Não como amiga.

- Eu também.

Ah?!

- Como? – Olhei-a.

- Eu sempre tive um penhasco por ti, do teu jeito adorável, a forma como me emprestas o material é fofa… Pensei que talvez te desse a entender que gostava de ti ao convidar-te para vires cá. Comecei a sentir coisas assim que descobri que gostavas de mim.

- Como é que sabias?

- Uma vez, saíste da sala mais cedo e eu tinha que te entregar o material. Então, fui à tua mesa e pousei-o mas, o teu caderno estava aberto e vi que escreveste o meu nome dentro de um coração, várias vezes.

- Oh meu Deus… - Senti-a abraçar-me com um cuidado inimaginável.

- Quando é que me ias contar, totó? – Tocou-me no nariz, sorrindo de seguida.

- Não sei… Tive essa ideia quando me convidaste para vir cá.

- Parece que pensamos no mesmo. – Riu-se e abraçou-me mais apertadinho. – Só nunca troquei muitas palavras contigo porque… Tinha medo que notasses.

- Acredita, eu pensaria tudo sobre ti, menos isso. Não me passaria nunca pela cabeça que a popular da escola gostasse de uma invisível como eu.

- Parece que o teu poder da invisibilidade não resultou em mim. – Ela ficou em cima de mim e senti a sua respiração bater levemente no meu rosto. – Queres libertar esta princesa da maldição da popularidade, com um beijo de verdadeiro amor?

- Com todo o gosto. – Passei ambos os braços pela sua cintura e beijei-a carinhosamente. Penteava os seus cabelos loiros com os dedos enquanto sentia os seus lábios com sabor a chocolate contra os meus. Assim que ficamos sem ar, olhávamos apenas uma para a outra enquanto tentávamos respirar normalmente. – Amo-te, Meng Mei Qi.

 

 

 […]

 

 

Senti a luz dos raios da manhã entrar pela janela daquele quarto todo cor-de-rosa. Abri os olhos e vi Mei Qi a olhar-me sorridente enquanto se apoiava numa das mãos. Espreguicei-me e sorri também, por me lembrar do nosso beijo da noite anterior.

 O meu primeiro beijo.

- Dormiste bem? – Perguntou enquanto passava a mão delicadamente pelo meu rosto num simples carinho.

- Sim. – Olhei de soslaio para o relógio e vi as horas. – Mei Qi! Faltam três minutos para as aulas começarem! – Voltei a olhá-la, agora com um olhar de puro pânico. – Vou chegar atrasada, a minha mãe mata-me se pensa que eu estou a ficar desleixada agora no final do campeonato!

- Relaxa. – Puxou-me para um abraço, deixando-me com o rosto encostado ao seu peito. – A Xuan Yi avisou-me há bocado que a professora de físico-química está a faltar.

- E eu que fiz os trabalhos ontem…

- O que quer dizer que vamos ter dois tempos livres.

- Durante o primeiro tempo… - Abracei-a também, levantando ligeiramente o rosto para a olhar. – Podemos ficar assim agarradas uma à outra?

- Claro que podemos. – Deu-me vários beijos pelo rosto, fazendo-me rir um pouco. – Amo-te, totó.

- Também te amo. – Segurei o seu rosto com ambas as mãos e logo a puxei para mim, beijando-a até ficarmos com falta de ar. – Princesa.


Notas Finais


Betagem: Lionheart177

Yay~ Mais um final feliz~
A música chama-se "Prince", só que como é entre duas meninas, mudei para o género feminino

(Por favor passem em "Life Is Not A Challenge"!! Vão rir muito com esta fanfic!!)

Obrigada por lerem 💖
Comentem do que acharam!
Até ao próximo capítulo!

Não sejam leitores fantasmas!👻

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