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História Princess and a Monarch - Capítulo 8


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Notas do Autor


💚♥️ obrigado pelo apoio nos comentários.. tio Thom ama vocês..

Capítulo 8 - Princesa e a Monarca 8


O resto da viagem foi feita mais calma do que eu pensava e logo vejo os portões do grande muro de Krypton, paro do lado da carruagem de Lena e sinalizo para pararem.

Desço do meu cavalo e abro a porta da carruagem e Lena me encara em dúvida.

-Venha. – Peço estendendo minha mão e ela a pega vindo até mim.

A pego com facilidade no colo e volto a subir no cavalo e pego a dianteira da caravana e os portões se abrem e por ele na rua principal vejo toda a artilharia militar com seu uniforme preto e azul e vermelho.

-SAUDAÇÕES AO SOL DO IMPÉRIO! – Escuto a voz forte da General e durante toda minha passagem as espadas são levantadas em saudação.

Logo chego à frente do castelo de cristal e vejo nos portões os empregados pessoais e minha família, paro perto da escadaria e desço ajudando Lena que olha para tudo maravilhada.

-Bem vinda a sua nova casa. – Digo sorrindo para ela que sorri para mim.

-Saudações ao sol do império. – Meu pai fala sorrindo. – E saudações a nova membro da casa de El a alegria do sol do meu império.

Lena fica acanhada, mas o saúda com reverencia e eu faço o mesmo.

-Saudações a grande casa do império Kryptoniano, que a cada dia sua luz ilumine mais o nosso império. – Digo e ele se aproxima junto da minha mãe e me abraça junto de Lena.

-Sua tia fez questão de te saudar quando escutou sua caravana perto do reino, ela sentiu sua falta, mas preferiu ir e deixar tudo em ordem para sua chegada. – Minha mãe fala ainda me abraçando.

-Eu a ouvi, ela sempre exagera em tudo relacionado a mim.

-Depois de uma grande guerra você foi embora sem se despedir, a saudades dela é enorme.

-A minha por ela também é. – Afirmo e ela me solta e eu pego na mão da Lena e subimos as escadarias e quando passamos os servos se curvam.

-Preparamos seu quarto desde nossa chegada de Luthoria, colocamos mais vida lá já que sabíamos que traria sua esposa com você e sempre deixou aquele lugar com cara de funeral.

-Hey eu só não ligava para aquilo! – Digo em contestação a fala do meu pai.

-Bom se desejar podemos liberar uma ala inteira do palácio para vocês.

-O que minha rainha desejar eu farei. – Falo olhando Lena que cora.

-Você me lembra um certo alguém que teve falas parecidas. – Minha mãe fala rindo e meu pai toma a dianteira.

-Não fuja Zor-El! – Digo mexendo com ele e o mesmo apressa mais ainda os passos.

-Você parece mais leve.

-Tenho que concordar com você, o casamento faz mesmo bem.

Voltamos a caminhar e logo entramos no salão dos tronos e vejo que ao lado do meu tem um igual.

-Preparamos tudo quando chegamos. – Meu pai fala sorrindo e vejo minha coroa no meu trono e uma coroa no trono que é de Lena agora. – Você está em casa e agora eu posso finalmente ter paz, peço que assuma o trono que é seu por direito.

-Não estou pronta para assumir o reino. – Falo me aproximando deixando Lena com a minha mãe.

-Eu estou velho Kara e sinto que a cada dia meu tempo no trono está se esgotando.

-Sabe que a aprovação das casas não vai acontecer. – Afirmo o que tanto eu quanto ele sabe. – Eu não vou me casar só por conta deles.

Ele senta no próprio trono e eu me aproximo do meu o tocando.

-Eu sou uma máquina de guerra para os nobres de Krypton, nunca existiu um príncipe ou princesa que seja como eu.

-A paz reina sobre nós, Rao nos iluminou e abençoou e agora eu posso ir para o palácio de inverno com a sua mãe, por isso peço que assuma o trono.

-Se eu aceitar isso terá que aceitar todas as mudanças que eu farei no reino e que tenha em mente que eu sou capaz de limpar tudo da pior forma possível.

-Você tem o exercito de Krypton a seu lado futura rainha do nosso reino. – Escuto a voz da minha tia e me viro vendo-a sorrir para mim. – Você cresceu Little one.

-General. – Digo e ela se aproxima me abraçando.

-Aqui sou só a Astra.

-Bom eu vou reunir o conselho e você fará sua proposta e poderemos dar inicio a transição da coroa de Krypton. – Meu pai fala e sai indo com certeza falar com o pai de Kal-El.

Minha tia volta a me abraçar e sorri olhando para minha mãe e Lena.

-Vai me apresentar a futura rainha de Krypton? – Pergunta e eu sorrio concordando e nos aproximamos delas.

-Filha. – Minha mãe me cumprimenta.

-General Astra conheça minha esposa Lena Luthor, princesa de Luthoria. – Digo pegando na mão de Lena que cora.

-Não me apresente assim! – Minha tia fala empurrando minha cabeça para baixo. – Me chamo Astra In-Ze irmã da rainha Alura e tia dessa criança abusada com que se casou.

-É uma honra conhecer você. – Lena fala em reverencia.

-Por favor, levante a cabeça você será a rainha desse reino junto de minha sobrinha, não precisará se curvar a ninguém.

-Ela tem razão meu amor. – Digo e me afasto indo até o trono que é dela agora e pego a coroa que foi feita para ela e volto a me aproximar e coloco a coroa nela. – Minha rainha.

-Preparamos um banquete para vocês, terá que descansar porque parece que amanhã terá uma provação com o conselho.

-Aqueles velhos. – Gruo negando.

-Terá que lidar com eles de qualquer forma uma hora ou outra. – Astra fala rindo.

Caminhamos para fora do salão indo em direção ao salão de banquetes e vejo Lena olhando tudo maravilhada pelo fato do castelo de cristal ser tão brilhante e chamativo, mas o proposito dele ser assim era para que Rao sempre nos tocasse a desde o primeiro raio de sou até o ultimo.

-Gostou até agora do que viu milady? – Minha tia pergunta para Lena. – Nós como temos nossa fé em Rao criamos esse castelo para que ele sempre nos abençoe.

-É o lugar mais lindo que eu já vi na vida.

-O mundo é muito grande. – Digo me lembrando de todos os lugares pelo que passei esses anos. – Aqui tem uma beleza única eu não nego, mas existe lugares tão magníficos quanto Krypton.

-Kal-El falou que vocês conheceram lugares e aprenderam coisas únicas. – Astra comenta e eu concordo.

-Sim passamos por muitos lugares..

-Você precisa se banhar nas águas de Rao logo. – Afirma e eu sei o porque dela falar isso, todas as mortes empreguinam em nosso ser, quando isso acontece nos purificamos nas águas de Rao para nos limparmos.

-Eu o farei depois do jantar.

-Mandarei fechar o local só para o seu uso, vai ensinar ela esses costumes? – Pergunta com curiosidade.

-Se ela desejar, não farei com ela o mesmo que o arcaico do pai dela fez.

-Como assim?

Vejo Lena mais a frente com a minha mãe e ando ainda mais lentamente.

-O rei de Luthoria criou a filha para ser submissa ao parceiro, ele ia casar ela com um duque qualquer e eu não gosto nem de imaginar como seria a vida dela se eu não tivesse interferido.

-Esse idiota não é digno de chamar a princesa de filha, pelas poucas palavras trocadas entre nós vejo que ela é como você era antes de ficar dentro do cristal.

-Quero que ela aprenda o que desejar, ela deseja aprender esgrima e eu quero que você ensine ela, junto de meu pai quero ensinar economia a ela e a ensinarei montaria.

-Ela será uma excelente rainha ao seu lado. – Minha tia confirma tocando no meu braço. – Tem sorte de ter encontrado sua metade, mas tem algo que quero perguntar depois a você.

-Tudo bem. – Concordo e voltamos a caminhar indo em direção ao salão e vejo minha mãe e Lena nos esperando perto da mesa, a outra porta se se abre e por ela passa meu pai os pais de Kal-El e o mesmo.

Puxo a cadeira para Lena que sorri em agradecimento e me sento ao seu lado.

-É bom te ter de volta Kara. – Lara fala ao se sentar do lado de Jor-El e Kal-El.

-Eu tenho que assumir a responsabilidade quanto a casa de El.

-Por que não deixe Kal-El cuidar de tudo assim poderá voltar para sua peregrinação assim como aqueles nômades. – Meu tio fala sério em desafio.

-Engraçado Jor-El porque então não foi você a assumir o trono ao invés do seu irmão mais novo? – Pergunto o encarando e ele fica tenso. – Ah sim me lembrei é porque você não possui a magia que passa pelos lideres da casa de El, seu corpo é fraco para isso e pelo que me lembre eu herdei a magia profunda então por que você não cuida de suas palavras quando se refere ao sol do império?

-Filha.. – Meu pai me chama e vejo sua cara de angustia.

-Não meu pai, estou cansada de ouvir dele que sou inapta para o trono sendo que ele não foi capaz de segurar sua posição como primogênito. – Digo me levantando. – Eu vou acender ao trono de Krypton e quando isso acontecer eu mostrarei o que o leão de guerra criado por Krypton pode fazer e na próxima vez que tentar me desrespeitar perante a casa de El e perante minha esposa eu colocarei sua cabeça em uma estaca na entrada do castelo de cristal para que todos vejam que nem dentro de nossa Casa teremos insubordinação.

-Kara. – Minha tia Astra se levanta me alcançando. – Releve o animo de Jor-El ele anda muito preocupado com o destino de Kal-El por isso ele age assim.

Lara se levanta e se ajoelha se curvando na minha frente e eu nego a ajudando a se levantar.

-Não faça isso tia. – Peço e vejo em seus olhos tristeza e um pouco de medo. – Eu amo Kal-El e você e nunca faria nada para magoar ambos, eu preciso me purificar assim ficarei melhor para conversar com vocês, minha alma está mais suja que o normal me perdoe se minhas palavras a machucaram.

Vejo Lena tentar se levantar e nego.

-Aproveitem o jantar, Astra leve minha esposa para meu aposento depois, eu irei para as águas de Rao.

Saio do salão ainda controlando a raiva, eu sei que Jor-El nunca gostou de mim, ele sempre me viu como um obstáculo para a tomada do trono de forma pacifica, mas eu como meu pai tenho a magia que se passa entre os futuros reis e rainhas, fomos abençoados por Rao e usamos isso como forma de tentar nos aproximar de Rao de corpo e alma, sempre que o herdeiro ou herdeira sobe ao trono acontece duas cerimonias, uma para todo o reino e os reinos aliados e outra cerimonia para Rao.

Assim que chego no grande salão a céu aberto eu tiro minha roupa e sapato e entro na enorme fonte deixando meu corpo quase todo submerso

-Embora saibamos viver sozinhos, nossa alma nos une sob os raios brilhantes de Rao. Nunca nos perdemos, nunca temos medo, pois não nos encolhemos no Sol da Justiça. Rao nos conecta aos que amamos. Ele nos dá força quando não temos. E nos lugares mais sombrios, ele nos guia. Rao vê tudo, sente tudo. Seu amor é eterno. Rao, proteja-nos, para que possamos proteger os outros. E nós levantaremos, um fogo em seu coração, queimando e livre.

Deixo todos os pensamentos ruins saírem limpando todo meu pensamento de coisas ruins.

-Guie meus passos para que eu possa ser uma pessoa mais misericordiosa e que minhas decisões sejam certas para todos e que eu tenha sua benevolência acima de tudo.

Termino de me purificar e saio pegando o roupão que separaram para mim e me visto deixando minhas vestes para trás para que elas possam ser queimadas conforme o ritual.

Passo por algumas alas e chego na frente do meu quarto e abro a porta e entro vendo Lena deitada na cama com um robe lendo algum livro meu, sua face concentrada é tão linda que aquece meu coração.

-Achou algo interessante? – Pergunto me aproximando.

-A escrita e língua do seu reino é intrigante para mim.

Me sento do seu lado e vejo que é um livro sobre a linhagem da minha família.

-“ulorru tiv kahl wuh zhehdiv ukuhr”. – Recito a frase escrita em baixo da pintura de Erok-El aquele que fundou a casa de El.

-O que falou? – Pergunta com curiosidade.

-É uma frase criada por Erok-El aquele que fundou a casa de El, antes ele era conhecido como  Erok, filho de Tomnu , filho de Rugad , filho de Feln ai quando se criou a casa de El o sobrenome foi posto. – Falo ensinando um pouco sobre a minha casa. – E quanto a frase é “O menino ouvirá seu pai” é uma referencia aos príncipes e princesas serem obedientes quanto a sua criação.

-Me conte mais alguma coisa. – Pede e vejo curiosidade genuína vindo dela.

-Ok vou contar sobre a criação do nosso sobrenome El, mas depois vamos descansar certo? – Pergunto e ela concorda.

Me deito do lado dela que se encosta mais em mim.

-Erok guerreou por muito tempo, buscando a paz e em meio a guerra para que a paz prevalecesse ele sequestrou a princesa do reino inimigo, com o tempo se afeiçoaram e Erok e sua ex-prisioneira Milia se casaram em uma antiga cerimônia kryptoniana , que foi abençoada pela Deusa Yuda . Eles foram chamados de Bethgar e Bythgar de Urrika . Quando eles finalmente tiveram um filho que chamaram de Kal, eles adotaram o sobrenome 'El' já que as estrelas brilharam favoravelmente sobre ele. Assim, seu filho era conhecido como Kal-El o primeiro, ou Star-Child, foi dai que saiu o nome de Kal-El como forma de homenagear o nosso fundador.

-Porque seu sobrenome é o nome do seu pai?

-É uma tradição kryptoniana em que toda filha pega como sobrenome o de seu pai.

-Entendi, obrigada por me explicar tudo com tanta paciência. – Lena me agradece.

A beijo e deixo seu corpo colado ao meu.

-Tudo por você meu amor. – Sussurro a acariciando e ela fecha os olhos. – Que Rao ilumine seus sonhos.

A sinto relaxar e dormir e me aconchego mais nela, que amanhã tudo de certo.


Notas Finais


Até o próximo


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