História Princess Complex. - Capítulo 1


Escrita por: e Gizze


Notas do Autor


Hey!~

Um tanto irritada ainda, porém meu mood não deve atrapalhar vocês, muito menos deixar a Gizze esperando ainda mais UAHAUAUAH

Enrolei um pouco, mas saiu! USHAUSUAUS

Esperamos que gostem!
Boa leitura!
Perdão por any erros!

Capítulo 1 - Único; sempre te amei.


Amizade é algo sublime, inestimável, além de ser um apoio em meios aos caos da vida. Aliando amizade com afinidade profissional, uma relação pode ser tornar um pilar incomparável.

Assim era Adrien e Marinette. 

Tinham uma amizade que começou no colégio e se fortaleceu ao longo de suas histórias, principalmente com o advento da luta contra os akumas de Hawk Moth. Na vida adulta, aquela amizade foi além do nível pessoal. Adrien tinha alcançado o sucesso como modelo internacional, além de se tornar um jovem empresário da Gabriel. Já Marinette tinha – ainda na da faculdade de moda – ganhado a oportunidade de apresentar seus trabalhos em um evento para novos estilista. 

Daquele evento foi direto para a Gabriel. Desde então eles deixaram a afinidade fluir para suas vidas profissionais, os tabloides os chamam de “dupla dominante”  no mundo da moda. Eram os queridinhos do mundo fashion  dois  jovens que  estampavam  as capas das revistas como uma dupla imbatível. Havia especulação sobre a intimidades deles, mas nunca houve nada que estimulasse as fofocas, afinal ela era comprometida e ele - mesmo não tendo um relacionamento sério – saia com outras mulheres. 

A amizade deles fluiu de tal forma que era comum vê-los juntos em alguns eventos, mas por debaixo da mídia havia um contra tempo, afinal, Adrien não tinha esquecido o amor pela joaninha, descobrir que a melhor amiga e a sua parceria eram a mesma pessoa o deixou completo, mas tinha demorado a tomar uma atitude. Aquilo permitiu que Marinette ficasse com Luka  e depois de tanto tempo viu  eles dando um passo importante ao ficarem noivos. 

Ele se mantinha neutro naquela parte da vida dela e se manteria assim se não tivesse descoberto algo bem peculiar naquele relacionamento. 

Tudo começou naquela particular noite. Adrien era um jovem que sabia curtir a vida, sendo sempre chamado para os lançamentos e inaugurações. Por isso, naquele momento, ele estava na inauguração de uma boate que – por ironia do destino – era em homenagem a Chat Noir: toda decorada em negro e luz neon verde, com os funcionários vestindo roupas que lembravam o uniforme do herói. Acompanhando a homenagem feita para ele, o loiro passeava pelo lugar. 

Até mesmo deslumbrou-se com duas lindas mulheres que provavelmente sairiam com ele, isso se uma cena na área VIP não lhe chamasse atenção: sentado entre duas mulheres, realizando uma cena quente estava Luka Couffaine, vulgo noivo da Marinette. O rapaz era um músico de sucesso, tendo gravado até com Jagged Stone.

Indignado, ele chegou a procurar a  azulada pelo local, mas não a viu. Recorrendo ao celular, perguntou onde estava. Tinha uma suspeita.

"Cadê vc?”

Não demorou para obter uma resposta.

"Em casa, descansando, pq?"

Adrien torceu o nariz com um estalar de língua.

"Nada"

Seu celular não tardou a vibrar no bolso da calça jeans e despojada que usava.

"Aconteceu algo?"

 

" Não.... Quer dar uma volta pelos telhados de Paris?"

 

"O que foi, gatinho? Está com tédio na boate?"

Como parceira no trabalho ela sabia dos seus compromisso, seja comercial como pessoal. Adrien nunca conseguira esconder nada dela.

Até mesmo porque nunca havia precisado. Somente manteve a identidade de Chat Noir como um segredo. 

Ele riu, mas ao levantar a cabeça, uma onda de raiva o dominou. Luka ainda estava na área VIP no meio de duas mulheres. Uma, ele beijava e a outra? Passava a mão, em uma viciante troca. Em um rápido instante, Luka pareceu vê-lo, mas não ligara. A vontade de Adrien era soca-lo, até mesmo usar o cataclismo. Como ele podia trair a Mari assim?

De repente, Adrien percebeu que havia algo de errado naquele relacionamento, afinal, não seria o primeiro passeio deles pelas madrugadas. Às vezes, ficavam horas na Torre Eiffel conversando e raramente ela tocava no nome do noivo. 

Com sua conhecida impaciência, iria tirar aquele assunto a limpo. 

Saindo do local foi para uma área deserta, acordando Plagg sem muito papo ou enrolação. Se transformou, indo para o apartamento da bendita joaninha que mexia com sua psique.

Não esperaria ela concordar com o passeio. Como aquele idiota traía a pessoa mais gentil, linda, meiga, forte... eram tantos adjetivos dirigidos a ela! 

Não demorou a ver a janela do apartamento que ela comprara quando ganhou o prêmio do desfile na faculdade, era seu primeiro passo de independência. Ficou decidindo se iria ou não lá, estava irritado. Sabia que não tinha o direto, mas a amava! Enquanto ela era feliz não se envolvia, mas não a deixaria ser enganada! Isso jamais! Foi surpreendido pela risada suave ao seu lado. 

Se virando, viu Ladybug. Os anos tinham lhe feito bem, os cabelos compridos batiam um tanto abaixo do ombro, o corpo bem feito e maduro e os olhos que brilhavam ainda mais. Segurou a respiração pela a  cena a sua frente: ela juntamente a noite francesa como fundo. Suspirou, apaixonado. 

Porém, a ternura repentina pareceu pesar quando as cenas na boate voltaram em sua mente. Ajeitou a própria postura, ficando sério. A encarou, fitando os olhos azuis que sempre lhe chamaram a atenção. 

— Posso perguntar algo?

Marinette estranhou o tom sério dele. Sabia que havia acontecido algo mas não conseguia pensar em nada. Assentindo, viu ele respirar fundo como se tomasse coragem – uma coisa rara nele, afinal, Adrien Agreste e Chat Noir eram conhecidos pelas ações destemidas.

— Claro, gatinho.

— Você ama o Luka?

Ele foi direto, precisava saber a verdade.

Marinette ficou muda e espantada pela pergunta, se voltando para a noite. Contemplou a Torre Eiffel. Quantas vezes eles ficaram até quase amanhecer conversando ou no silêncio? O encarou, queria saber o que se passava com ele. Se amava o Luka? Sim, eram amigos e estavam juntos a tanto tempo! Mas sabia que tipo de amor ele estava perguntando e aquilo era difícil de se falar. Amor ela só tinha sentido pelo homem ao seu lado, mas acabou deixando enterrado quando percebeu que seria sempre só uma amiga para ele. Suspirando, com medo de seus pensamentos, jogou o ioiô longe pegando impulso e foi em direção a Torre Eiffel. 

Chat balançou a cabeça. Nada mudava não importasse a idade, ela ainda tinha a mania de sair daquele jeito. Foi atrás dela pensando no que ouviria quando estivessem lado a lado. 

Logo eles estavam no ponto mais alto da Torre. Admiravam lado a lado a beleza da noite. A cidade das luzes estava toda iluminada, dava para ver os casais passeando pelo rio Senna, os jovens conversando na Praça da Torre Eiffel, o Louvre todo iluminado por haver uma exposição nova, tudo lindo...

— Sabe... quando o ensino médio estava terminando... o menino por quem eu era apaixonada começou a sair com outra pessoa, então o Luka apareceu e deixei ele me encantar, no decorrer dos anos fomos ficando mais amigos e as famílias ficaram próxima quando nós vimos... estávamos assumindo um relacionamento sério. 

— Não perguntei como ficaram juntos e sim se você o ama.

Repetiu Chat.

— Eu e Luka somos amigos e nos damos bem, logo casaremos e formaremos uma família e eu...

Chat acabou cansado daquele monólogo que servia mais para convencer  a ela do que a ele. Ele a puxou pelos os braços, se aproximando e a forçando olhar para cima.

— Mari... você ama o Luka? Por favor, seja sincera.

Disse, suave, contrariando o seu olhar sério.

— Você não entenderia... Luka é uma pessoa legal e somos amigos. Ele entende minhas horas de inspiração, não me cobra nada e....

— Mari... hoje à noite vi Luka na boate com outra duas mulheres e ele não parecia que queria esconder.

Marinette fechou os olhos sabia que ele saia com outras ela, até não ligava. Até mesmo se culpava pois apesar de serem amigos seu coração era de outro. Ela não poderia cobrar dele algo que nem mesmo ela conseguia dá-lo.

— Eu... eu... eu...

— Quase o agredi pensando em você, mas pensei e lembrei que quase não os vejo juntos. Você viaja sem ele e vice-versa, agora me faça entender isso por favor...

— Eu e Luka temos um acordo... — Ladybug soltou. Dizer aquilo para alguém pareceu retirar um enorme peso de seus ombros. Afastou-se de Chat com um suspiro. — As nossas famílias ficaram amigas, quando conversamos percebemos que podíamos fazer funcionar, entende? Não quero ficar sozinha e ele não quer decepcionar a família, então estamos juntos. Tínhamos até mesmo um acordo sobre nossa vida pública, e é primeira vez que ele faz  isso em público. Acho que... ele deve ter bebido e esquecido, não sei.

Chat a ouviu calado. O ódio o corroía por dentro. Se ele tivesse lutado por ela, ela não estaria assim. Céus, poderiam estar até mesmo casados, mas aquilo iria mudar.  Nunca era tempo perdido, certo?

Mudaram de assunto, Adrien não queria força-la a falar nada que não quisesse e aquele papo parecia algo muito mais delicado para ela do que realmente parecia. Conversaram um pouco mais, por águas muito mais rasas e cada um foi para sua casa. Os pensamentos eram diferentes, mas pesavam do mesmo modo. 

Mas Adrien iria reverter aquilo. Ele sabia que sim.

Após passar parte da madrugada com Plagg arquitetando um plano já decidido que iria conquistar sua Lady, não somente como Adrien, mas de todos os jeitos possíveis.

Ele não possuía um título de galanteador atoa.

Já Marinette estava cansada. Tinha passado parte da noite acordada pensado, e tinha mandado mensagens para Luka. O último parecia arrependido, e além de umpedido de desculpas, se comprometeu em descobrir se tinha vazado alguma foto para impedir alguém próximo de ver e armar uma confusão.

Aquilo a tranquilizou. Até mesmo o papo com Adrien a tranquilizara. Estava esgotada de manter aquilo para si. Odiava mentir para o loiro, e por mais que ele ainda possuísse parte de seu coração, era bom ter alguém ao seu lado para ouvir quando as coisas ficassem complicadas, ou poder falar abertamente sem precisar fingir uma paixão absoluta.

 

Sua surpresa foi chegar no ateliê da Agreste e ver uma rosa vermelha com um bilhete. Pensou ser de Luka mas suas esperança foram por água abaixo. "Bom dia, My Lady espero que esteja bem. O papo de ontem foi muito relaxante. Poderíamos sair outras vezes... talvez sem as máscaras." Ainda tinha um gatinho no final. Era uma mensagem secreta entre eles. 

E ela não conseguiu conter um sorriso.

Adrien tinha deixado e aquilo foi por toda semana, e Mari estava louca. De dia, Adrien era o cavalheiro perfeito que a lembrava do tímido Adrien que a conquistou: tão gentil, amável, carinhoso e a noite um gato atrevido invadia seu apartamento com todo o seu charme. Aquele momento era o pior pois ele nunca tinha usado seu lado sensual com ela e era difícil resistir.

E mesmo que em momentos tivesse total convicção que deveria se deixar levar, uma parte se corroía: e se ele fizesse aquilo por pena? Pena da pobre colega que se casaria sem amar? Talvez... ele estivesse apenas tentando mostrar para ela que sempre havia alguém, e com certeza aquele alguém não era ele.

Com medo de tudo aquilo, das novidades e dos pensamentos divididos, Marinette acabou decidindo que o melhor era se afastar. Adrien poderia ser seu sonho, mas era inalcançável e agora ela havia arruinado tudo. Ele tinha pena dela.

Por que ela havia aberto a boca?!

Soltou os desenhos que havia feito com força sobre a mesa, percebeu-a balançar. Céus, estava deixando toda a situação mexer com ela, algo que não poderia acontecer. Deveria se manter pé no chão, firme. Ali era seu trabalho, o resto era resto e deveria ficar das portas para fora.

Sentou-se sobre a cadeira, agarrando um dos lápis que estavam espalhados sobre a mesa. Rabiscou o papel, amassou-o e jogou fora. Sua cabeça estava longe da Terra, talvez em outra galáxia a milhares de anos-luz do planeta. Foi quando o celular tocou sobre a escrivaninha. Ela o pegou sem vontade, checando a nova notificação. O coração quase parou em sua boca.

Não era uma mensagem, mas várias. Alya, Chloe, Mylene, e até mesmo outros colegas como Kim e Max estavam bombardeando-a com mensagens de apoio. Ela estava perdida. Olhou no link enviado por Alya, caindo em um site de fofoca.

O site era claro: expunha a relação dela e Luka, um verdadeiro dossiê sobre sua vida a dois e como ela estava sendo cruelmente traída pelo cantor. Seu mundo pareceu parar naquele momento. Tudo havia ido por águaabaixo.

E – com certeza – todos os sites de fofoca já buscavam a mesma informação e reproduziam-na. Checou os comentários e sentiu náuseas. Alguns se compadeciam, outros prestavam apoio. Uma parte ria e debochada, dizendo que ela gostava e não devia nem sofrer. Luka a dava mimos em excesso para que pudesse sofrer.

Pela primeira vez, sentiu uma enorme vontade de chorar.

E foi o que fez. Deixou que as lagrimas caíssem. Pelo menos, nenhum conhecido parecia ter dedo naquilo. O site havia assumido as fotos com exclusividade.

— Como eu não pude perceber que havia fotógrafos perto do prédio?! Como Luka não percebeu?! Merda! —Empurrou a papelada no chão, ainda chorando. — Nove anos que foram para o lixo, porra! Eu odeio essa imprensa!

As lagrimas corriam quase sem parar sobre o rosto delicado, manchando-o com o liquido quente.

— Meus pais devem estar surtando! Toda a família vai ficar sabendo disso! Porcaria! — Respirou fundo, mantendo o rosto sobre a palma das mãos. Tremia. — O que eu vou fazer?!

Ouviu a porta se abrir. Olhou, prestes a xingar a pobre secretaria, mas teve uma visão de alguém nada semelhante a secretaria baixinha de óculos redondos e fundos.

Era Adrien.

Talvez a única pessoa no mundo que ela queria que a visse naquele estado. Sabia que os lábios deveriam estar tremendo e inchados, a máscara manchada e o corpo sacolejando pelo nervosismo misturado a ira. Fora a bagunça pelos papeis jogados no chão.

Parecia uma doida varrida, sem dúvidas!

E, se fosse Gabriel ali, com certeza estaria no olho da rua pelo surto pessoal no meio do expediente...

— Pega tua bolsa. — Ela levantou o olhar para encara-lo. Adrien parecia sério.

— O que?

— Pega a bolsa, vamos sair.

Marinette pensou em debater, mas... Chat Noir nunca a deixava na mão.

E ela precisava de um ombro amigo.

[...]

Marinette permanecia quieta no banco do carona. Havia tirado alguns minutos do trajeto para limpar o rosto manchado, retirando toda a maquiagem que havia feito para não acabar no ciclo vicioso de limpeza e choro de dez em dez minutos.

Se fosse chorar, pelo menos iria chorar consciente e sem ter que manter a mente pesada se ficaria com o rosto sujo pela maquiagem nada barata que usava para trabalhar.

Adrien parecia respeitar seu espaço. Queria deixa-la chorar, e era isso que fazia. Chorar era bom, e se era aquilo que ela precisava, ele a deixaria a vontade para isso.

— Para onde estamos indo?

Foi a primeira frase dela em uma hora que estavam no carro.

— Sudoeste da França, perto da fronteira com a Alemanha. — Ele sorriu para ela. — Vamos sair um pouco da capital.

— Vamos? Nós? — Apontou para ambos. Adrien riu.

— É claro, My Lady, ou acha que vou te deixar sozinha logo agora?

Marinette bufou. Talvez fosse a hora para colocarem um ponto final naquela história.

Uma única mentira já havia estourado. Ela não queria viver em outra.

— Entra ali. — Marinette apontou para um motel. 

— Mari? É um motel.

— Foda-se, Adrien! Precisamos conversar!

Adrien acabou suspirando. Fez o que ela mandou. Não demoraram menos de cinco minutos para estarem em um dos quartos daquele motel de estrada. Marinette entrou como um furacão no quarto, Adrien logo atrás dela.

— Sobre o que precisamos falar que não poderia ser no carro?

— Isso tem que acabar!

Adrien pareceu confuso, por momentos.

— Perdão?

— Isso. — Marinette apontou para si, e depois para ele.— Adrien... eu gosto de você, mas não te quero desse modo. Não quero que fique fazendo toda essa cena porque está com pena da pobre amiga. Eu não sou sua pobre amiga, Adrien! E... não quero viver em uma mentira, não com você!

Ela fez uma pausa, Adrien apenas ouvia, parado no canto.

— Eu gostei de você, admito! Talvez... eu ainda goste, mas... eu... não quero que as coisas mudem entre nós só porque você tem pena de mim! Obrigada pelos papos noturnos, as rosas e os bilhetes, mas não podemos continuar com isso! Bem, não precisamos. Não agora que a imprensa já sabe. Não precisa mais se esforçar para tentar abrir meu olho e mostrar que o mundo é belo e existe sempre outra chance para amar! Não estou em um filme clichê, e não preciso disso! Como disse... muito menos agora que tudo já foi para o espaço! — Ela falava muito rápido, exasperada. Adrien esforçava-se para acompanha-la. — Agora... se quiser ser meu ombro amigo, ótimo! Vamos conversar em Paris, por... mensagens! Ou... ligação! Mas... conversar, nada de... nada de bilhetes amorosos ou cartas.... ou flores... ou gesto de carinho! Porque... porque eu já estou me iludindo e não quero ter meus sentimentos partidos por... merda, nem mesmo sei mais o que estou dizendo!

Marinette se sentou na cama, o coração acelerado e a boca seca. Caminhou até o frigobar e pegou uma água. Sabia como as águas eram caras em motéis, mas não ligou nem um pouco. Seu salário era excessivamente bom para que ela se importasse com minorias daquele tipo.

Adrien ainda se mantinha calado no canto.

Ela o olhou.

— Não vai... dizer nada?

— Somente quando você terminar.

— Eu já terminei.

— Ótimo!

Adrien se aproximou dela. Arrancou a garrafa com uma certa força de suas mãos, largando-a na beirada aos pés da cama. Puxou o rosto dela, e em um movimento rápido, os lábios se chocaram. O beijo começou lascivo, e Marinette nem mesmo soube quando havia cedido passagem para a língua faminta e brutal do Agreste, que dominava o beijo de modo selvagem. As mãos pararam em sua cintura, enquanto ela afundava as mãos delicadas nos fios loiros e reluzentes que ele possuía, bagunçado totalmente o penteado perfeito que ele usava diariamente.

Mal percebeu quando Adrien a deitara na cama.

Separaram-se pela falta de ar. Respiravam com dificuldade. O folego havia se esvaído pelo beijo tão carnal. Trocaram olhares, o dela um tanto surpreso e o dele decidido.

E quente como fogo.

— Estou querendo sim te mostrar que existe coisa melhor... — Ele acabou deslizando o polegar direito pelo maxilar dela. — ... e o que te custa enxergar que a coisa melhor sou eu, hein? 

— Está blefando e dizendo isso por pena!

— Não estou com pena de você, inferno! — Ele rosnou, um tanto irritadiço. — Gosto de você, percebi isso tarde demais. Guardei isso para mim porque você estava feliz com Luka, mas não sabe o quão torturante foi te ver com ele. Sabe como me martirizei? Sabe quantas vezes não me imaginei no lugar dele, Marinette?! Eu invejei o filho da puta, porque ele tinha a única coisa que eu almejava e nunca poderia ter! — Adrien respirou fundo, fechando os olhos. — Ele tinha teu olhar apaixonado, teus beijos e tuas caricias. Tinha você por inteira, enquanto eu? Te tinha como parceira de negócios e parceira de batalhas, e eu me contentava com isso. Me contentava porque você parecia feliz com ele e eu te queria feliz...

Adrien fez uma pausa, recuperando o folego. Abriu os olhos novamente. Percebeu que tinha toda a atenção dela.

— E... me senti ainda pior quando soube que você não era feliz com ele, porque eu poderia estar te fazendo feliz. Eu poderia estar te amando todo fodido dia, acordando do seu lado e beijando tua boca. — Ele suspirou. — Te levando pra jantar e te mostrando que você é única para mim, a única que me domina por inteiro. Por isso estou tentando te ter de volta. Não é porque sinto pena, mas porque te quero. Sempre te quis, você não sabe o quanto. Não venha dizer que isso é pena, porque eu sei muito bem o que sinto! — Colou a testa na dela. — E eu te amo. Com todas as letras, eu amo você. E eu não me importo se tiver que repetir isso toda manhã, toda tarde, ou todos os momentos. Não me importo se eu tiver que dizer isso todo momento que eu te encontrar, seja nos corredores da empresa, na sua casa ou qualquer outro lugar, até mesmo na rua. Eu vou dizer, se quiser. Se isso for suficiente para provar que eu te amo...

Marinette estava sem folego. Adrien estava se confessando para ela. Adrien Agreste estava jurando seu amor por ela.

Adrien estava apaixonado por ela.

Era uma miragem?! Ela estava bem!? Haviam sofrido um acidente e tudo aquilo era um sonho?!

— Marin... por favor diz algo. Mesmo que seja um não. Me diz alguma coisa... Passei esses dias mais nervoso do que você, e só quero uma resposta.. — Ele encostou a ponta do nariz ao dela. — ... me deixa te mostrar o mundo de novo, princesa? Me deixa te amar, e mostrar que posso ser tudo que você deseja? Me deixa ser seu, e seja minha. Eu prometo ser o melhor para você...

— Eu sou sua desde que tinha quatorze anos, você quem nunca percebeu. — Marinette o respondeu, em um fio de voz.

— Tive uma ótima lição ao perceber e ter que lidar que era tarde demais, mas parece que o destino me deu outra chance. — Ele sorriu. — Só falta você, princesa...

— Vou me arrepender se eu disser sim?

— Vou fazer o possível e o impossível para que não se arrependa... — Adrien a encarou. — E você sabe que sou persistente.

— Se eu me entregar, você vai cuidar de mim? Vai saber lidar que uma parte minha seja casada com o trabalho?

Adrien riu.

— Trabalhamos juntos e eu posso te fazer dar umas escapadas no expediente...

Marinette acabou sorrindo.

— Se eu disser sim... vou poder calar tua boca com meus lábios?

— Quando e quantas vezes quiser...

Marinette sorriu, e fechou os olhos.

— Então... é sim...

A resposta saiu em um murmurejo, baixinho e soprado contra os lábios firmes do maior. Adrien sorriu, avançando com a boca contra a dela, em um beijo lento, um tanto sensual e mais firme que o anterior. A volúpia voltou com os segundos em que os lábios se moviam em sincronia. Se deliciavam um no outro, um desejo reprimido há tempos que aparecia com força, deixando-os à beira do próprio paraíso pessoal. Marinette sentia-se pequena sob o corpo forte do Agreste, suas mãos voltaram a emaranhar-se nos fios loiros lustrosos, enquanto as mãos dele preocupavam-se em manter seu peso sobre os braços, nunca totalmente sobre o corpo miúdo da mulher sob si.

Quando o ar se fez falta, ele não tardou em beijar-lhe a bochecha. Os dentes deslizavam pela linha do maxilar da mestiça, raspando contra a pele tão fofa. Mordiscou o queixo bem feitinho e ela tombou o rosto para trás, forçando a cabeça contra o colchão. Deixou o pescoço a mostra, totalmente exposto para o deleite alheio, que não hesitou ao distribuir selares sobre a tez tão branquinha e manchadinha com mínimas sardas.

Afastou-se dela quando um gemidinho arrastado saiu pelos lábios de boneca. Fitou-a, com precaução.

— Quer continuar? Digo... podemos parar se você não se sentir à vontade. Acabou de sair de um relacionamento e não vou me importar se quiser ir com calma...

— Shh... — Marinette lançou o indicador contra os lábios de Adrien. — Quero isso há dias, desde que Chat apareceu em meu quarto com seus elogios quentes. Por favor, não me faça esperar mais. Só me dê tudo o que puder me dar. Estou ansiando por isso.. por você...

Adrien respirou fundo. Estava latejando em puro tesão.

Como Marinette fazia aquilo com ele?!

Como ela conseguia o deixar naquele estado tão delirante?

Abaixou o rosto novamente, roçou os lábios aos dela. Soltou o ar quente de suas narinas sobre a cútis leitosa e sorriu, malandro.

— Também estou ansiando por você, e pode ter certeza... vou te dar tudo de mim... — Encaixou o quadril ao dela. Fingiu uma estocada com um movimento brusco, descaradamente roçando a ereção que já se mantinha ali contra a saia apertada que ela usava. Ouviu outro gemidinho, dessa vez manhoso, saindo pela boca dela. —... vai me aguentar?

— Com certeza. — Ela lambeu os lábios, ainda mais excitada do que ele. Os olhos exalavam um calor latente e quase palpável.

Adrien sorriu, deixando que sua testa encostasse juntamente a dela.

— Eu amo você.

— Eu também amo você... demais...

[...]

Marinette se aninhou nos braços de Adrien. Haviam passado a ultima meia hora em uma transa apreciada por ambos.

Marinette deleitou-se pelos toques quentes de Adrien em sua pele, o jeito que trocaram beijos... tinha sido tudo tão bom...

Acabou soltando um sorrisinho, o rosto encostando na curvatura do pescoço do maior. Adrien riu pelas cocegas que o movimento repentino havia feito em si.

— Cansada?

— Desacostumada a ficar abraçada e ser bem mimada. — Ela riu. — Obrigada.

— Bem... foi um bom marco para o nosso relacionamento. — Adrien brincou com os dedos dela, mantendo um sorrisinho malandro nos lábios. — Eu nunca tinha transado num motel de beira de estrada antes...

Marinette revirou os olhos com as bochechas vermelhas.

— Uma primeira vez memorável.

— Exato. — Beijou-a o canto da boca. — Mas... não sei se foi o suficiente. Tenho uma memória muito fraca, entende?

Marinette estalou a língua com um sorrisinho de canto.

— Está querendo uma segunda vez?

— Também uma terceira... — Girou o corpo, ficando sobre ela. — ... uma quarta...

— Adrien... — Marinette soltou, manhosinha quando ele beijou seu pescoço.

— Temos energia de sobra e lugares também. — Adrien piscou para ela. — A hidromassagem não está ali só de enfeite.

Marinette segurou-lhe o rosto forte.

— Safado.

— Você me ama assim.

Ela assentiu.

— Sempre te amei assim...


Notas Finais


Um agradecimento especial pra @Gizze que me ajudou demais tanto na one como em diversas outras coisas! Amo uma mulher!! <3

Obrigada por lerem!
Esperamos que tenham gostado!
Comentarios sempre bem vindos!
Beijão!~


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