História Princess Paper - Capítulo 25


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Categorias Carrossel
Personagens Alícia Gusman, Paulo Guerra
Tags Carrossel, Paulicia
Visualizações 211
Palavras 1.513
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Circo Fechado


Fanfic / Fanfiction Princess Paper - Capítulo 25 - Circo Fechado

MILES ON

Merda. Entro na cobertura e bato a porta. Essa desgraçada dessa garota não podia ter sumido assim, enquanto ela estava na casa da velha insuportável, eu podia manipular ela de forma que ela sentisse medo demais para não dar com a língua nos dentes, mas agora...

Eu preciso encontrar ela antes daquele pivete irritante.

— Vai quebrar a porta, papai? – jade perguntou descendo as escadas.

— Vai pro seu quarto, Jade, eu tô com problemas. – falei irritado 

— É sobre aquela sua namorada misteriosa que você não me deixa conhecer?! – ela Arqueou a sobrancelha.

— Sobe pro seu quarto, jade, eu preciso pensar. 

— Tá tá. – ela revirou os olhos. — eu tô indo pro shopping, toma um floral e se acalma, eu heim. – ela reclamou e desceu as escadas.

— Hoje eu quero que você durma na casa da sua mãe. – falei.

— Naquele muqifo com direito a dividir quarto com irmão suburbano? MAS NEM MORTA. – ela diz.

— JADE, PRA CASA DA SUA MÃE. – mandei.

— O QUE DEU EM VOCÊ, HEIM? Já faz dias que você some, anda preocupado e nervoso! O que tá acontecendo?! – ela grita.

— Você não tem que saber, Jade. Agora anda, e eu não quero você aqui de noite.

— Mas papai... Ela mora no subúrbio, e ainda tem aquele filho dela do outro casamento..  argh. – ela revira os olhos. — Eu não posso ir pra um hotel então?

— VAI, JADE. – gritei. — Qualquer coisa, mas não esteja em casa de noite.

— ta ta, tô saindo. – ela mandou um beijo. — tchau.

Preciso saber onde a Alícia se meteu. Se ela me botar na cadeia, eu me ferro pra sempre. E isso não pode acontecer.

-

LILIAN ON

Subi as escadas e a casa estava em um silêncio mórbido. Faz dois dias que Alícia sumiu e, já procuramos em toda parte, agora ficou nas mãos do detetive. Me sinto responsável por ela, na verdade sou, Alícia só tem a mim agora para cuidar dela. 

Sei que Daniel e Marcelina estão mais do que preocupados, mas o que mais me preocupa é Paulo. Ele não faz mais nada a não ser procurar por ela e ficar deitado na cama do quarto dela, o dia inteiro. Ele não vai na escolas esses dois dias, não quer treinar pro jogo.

Empurrei a porta do quarto de Alicia é lá estava ele, deitado na cama dela. 

— Paulo? – perguntei.

Fechei a porta com cuidado e me sentei na beira da cama. Uma coisa que havia ficado na minha cabeça desde o dia que Alícia sumiu, foi o surto que Paulo deu contra Miles, acusando ele de ter sumido com Alícia. 

— Filho... – comecei — como você tá?

— péssimo. – ele disse seco.

— Eu falei com o detetive, ele vai procurar por ela na cidade antiga, caso ela tenha voltado pra lá.

— Paulo... – suspirei. — Naquele dia, quando a Alícia sumiu... Você acusou o Miles...

Paulo virou para mim e me encarou.

— Você sabe que pode confiar em mim, filho. Eu sempre vou estar do seu lado. – falei 

— Quer me contar por que acusou ele? 

— Eu não tenho o direito de falar. – ele disse.

— Então há alguma coisa, não é mesmo? – perguntei.

Paulo continuou quieto. 

— Paulo, se aconteceu alguma coisa, você precisa me contar, não sei... Talvez uma briga ou um desentendimento... – Paulo riu ironicamente.

— puft... – Paulo soltou um riso irônico — não é possível que você tenha ficado tão cega a ponto de não ver. 

— Não ver o que, meu filho??! – perguntei ficando um pouco nervosa.

— VER QUEM ELE É, MÃE. VOCÊ NUNCA SE DEU CONTA??? – ele se alterou.

— E QUEM ELE É, PAULO? – perguntei no mesmo tom de voz.

— UM MANÍACO NOJENTO, VOCÊ NUNCA PERCEBEU QUE ELE TENTAVA ENCOSTAR NA ALICIA??! – ele soltou.

Paulo respirou fundo e voltou a ficar quieto, provavelmente achando que falou demais. Engoli em seco e tentei processar o que escutei, era informações demais em uma só frase... 

— "encostar", Paulo? – perguntei tentando manter a calma. — "encostar" como... Tentar agarrar, meu filho? É isso que você quer me dizer?

— A Alícia não queria falar. – ele disse — Ela tinha medo que você duvidasse dela por ela ter sido stripper.

— O que você sabe sobre isso que eu não sei, meu filho??! – tentei manter a calma.

— O que eu sei, mamãe, é que aquele verme tentou agarrar a Alícia mais de uma vez. E por sorte, eu sempre estive lá pra salva-la, mas dessa vez...

— DESSA VEZ EU NÃO CONSEGUI. EU BAIXEI A GUARDA, E ELE BATIZOU O VINHO. VOCÊ NAO OUVIU A ALICIA GRITANDO PELA CASA, MAMAE, VOCE NAO TEVE QUE VER ELA SER ARRASTADA E NAO PODER FAZER NADA.

— POR QUE VOCÊ NAO ME CONTOU TUDO ISSO, PAULO??! – explodi.

— EU PODERIA TER EVITADO, EU TERIA MANDANDO ELE PARA BEM LONGE DESSA CASA, POR QUE VOCE NAO ME CONTOU?? – perguntei.

— PORQUE A ALICIA TINHA MEDO. – ele disse. — MEDO DE NINGUÉM ACREDITAR, MEDO DE LEVAR A CULPA. 

— Meu Deus... – fechei os olhos e respirei fundo.

— Será que agora você entende, por que eu odiava tanto aquele cara?! – ele perguntou de forma irônica.

Eu não sabia o que pensar, ou o que fazer. Eu desconfiava que tinha algo de errado, mas não podia imaginar que era algo desse tipo é desse tamanho. Paulo me contou tudo, não poupou detalhes, eu podia sentir a raiva dele, e parte dessa raiva era de mim por não ter visto. 

Respirei fundo e me levantei da cama.

— Fique com os seus irmãos. – pedi, me levantando. — Se ele estiver com ela, só pode estar no apartamento. 

— Eu vou junto. – ele disse já pulando da cama.

— Não, Paulo. – afirmei. — eu não quero você lá, eu não quero mais nenhum de vocês perto desse... Monstro.

Caminhei até a porta e Paulo veio logo atrás.

— Meu filho... – parei na porta e encarei ele. — me perdoe.

— não é culpa sua. – ele disse seco.

— por um lado, é sim. – suspirei. — eu sinto muito.

Paulo balançou a cabeça e sinalizou para sairmos do quarto. Passei pelo escritório e peguei minha bolsa e a chave do carro, Paulo ficava atrás de mim como uma barata tonta.

— Não fique preocupado, eu posso demorar. – avisei. — vou passar na delegacia depois.

— Se a Alícia estiver lá, querido, eu vou trazê-la de volta. – afirmei 

— Eu posso ir com você. – Paulo disse.

— Não, filho. Eu prefiro que você não vá. – pedi. — Fique aqui.

— tudo bem, mas, me mande notícias. – ele pediu.

— fique tranquilo. – falei, abraçando ele.

— Eu vou resolver isso, você e a Alícia vão viver em paz a partir de agora. – falei.

* * *

MARIO ON

— "Não se preocupa, gatinha, deve estar tudo bem." – falei para Marce no telefone.

— "Sua mãe e seu irmão vivem brigando, daqui a pouco se entendem." – me joguei no sofá com o telefone na mão.

— MÁRIO. – Natália gritou. — DESLIGA ESSA PORCARIA.

— "amor, eu vou ter que desligar, já te ligo de volta, beijo". – falei e desliguei.

— VOCÊ PODE ME DIZER SE AQUELA MENINA VAI CONTINUAR ENFIADA AQUI OU ELA VAI EMBORA?! – ela perguntou.

— Qual é, Natália. A garota precisava de lugar pra ficar, essa casa é enorme. – falei.

— É ENORME, MAS SEU PAI NAO CONSEGUE CONTRATAR OUTRA EMPREGADA, DESDE QUE A DONA MIRTES SE DEMITIU! – ela gritou. — POR SUA CULPA!

— OU! MINHA CULPA NÃO, ELA QUE PEDIU AS CONTAS! – Me defendi.

— ELA PEDIU AS CONTAS PORQUE VOCÊ DORMIU COM A FILHA DELA! 

— tá... Isso foi um deslize. Mas que culpa eu tenho se ela resolveu limpar meu quarto bem na hora?? – perguntei.

— você não tem jeito... – ela balançou a cabeça negativamente.

— A Alícia só vai ficar por mais uns dias, ela é namorada do Paulo, você conhece ele.

— MAS VOCÊ NÃO TEM JEITO MESMO! AINDA POR CIMA AGORA DORME COM A NAMORADA DO SEU MELHOR AMIGO???

— QUE, NAO! – arregalou os olhos. — Ela é só minha amiga! Eu deixei ela ficar aqui porque eles brigaram e moram na mesma casa, só isso. – falei.

— vou fingir que acredito. – ela revirou os olhos. — Eu preciso sair, e você não me esquecer de buscar a sua irmã no colégio de novo, viu moleque?! 

— tá tá – bufei — eu vou buscar ela. – falei.

— acho muito bom. – ela disse antes de sair.

Assim que Natália saiu pela porta da frente, Alícia desceu as escadas e veio até a sala.

— Eu tô dando trabalho pra você, não tô? – ela perguntou chateada.

— nem – fiz pouco caso — a Natália é doida mesmo, não sei como meu pai aguenta ela.

— ela não é sua mãe?

— é minha madrasta. – afirmei. — minha mãe morreu quando eu tinha 3 anos, ela teve uma doença rara. – falei meio chateado.

— Ah... Me desculpe. – Alícia falou — eu não devia...

— nao, tudo bem. – falei. — você não sabia, eu entendo.

— minha mãe também morreu. – ela disse — quando eu tinha 14 anos. 

— Tô ligado, o Paulo me contou. – falei. — foi por isso né, que você trabalhava de...

— stripper, pode dizer. – ela disse. — foi sim. 

— deve ter sido puxado né? – perguntei.

— muito. – ela assentiu. — você não tem ideia do quanto sua vida é boa perto do que eu já passei. 



Notas Finais


Fanfic nova inspirada em O tempo não para pq eu tô amando essa novela:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/beyond-time-13894906


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