História Príncipe (Hiatus) - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aceitacao, Descoberta, Paixão, Sexualidade
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Palavras 6.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fic com a atualização um pouco atrasada, mas em compensação veio com um capítulo bem maior por sinal... Então é isso, boa leitura :)

Capítulo 7 - Comemoração


Fanfic / Fanfiction Príncipe (Hiatus) - Capítulo 7 - Comemoração

O time vencedor fora aplaudido por longos minutos. Todos estavam euforicos com o resultado do jogo.

O treinador emocionado abraçou apertado cada um dos garotos e os elogiou pelo esforço dado em campo.

- Incrível que quando se trata de rugby você nunca decepciona Marcus. – O homem, alto, em torno dos seus quarenta e poucos anos dita sorrindo largamente – Parabéns Marcus, você é o nosso melhor jogador em anos.

- Obrigado treinador Enzo. – O reverencia agradecido – Me perdoe por ter quase perdido o jogo, eu acabei tendo que resolver um grande problema. Eu não poderia participar se eu não tivesse resolvido a tempo.

- Eu entendo. Você ama o rugby e para ter chegado a ponto de deixar o jogo algo de realmente importante você teve de resolver. – Marcus acena em concordância – Você não nos abandonaria por qualquer besteira, mas fiquei contente de tê-lo aqui. Você é o pilar desse time.

Por Charlie tudo valeria a pena. Mesmo que houvesse grandes ricos e tivesse de enfrentar perigos e ameaças.

- Eu estou muito orgulhoso de você. – Aponta o dedo em sua direção antes de afastar e sumir diante do campo infestado de pessoas.

Marcus sente alguém o observando de costas e imediatamente vira-se captando um olhar não muito contente direcionado a si.

Não fora uma grande surpresa se deparar com o líder do time adversário. Este mantinha um olhar pesado, mas em que nada afetava Marcus, que manifestava um sorrisinho vitorioso de lado.

- Parabéns, você jogou muito bem. – O garoto dita ao se aproximar, mas mantendo certa distância – Uma pena você não ser do nosso colégio.

- Eu sei que sou melhor que você e todo o seu time junto. – Diz sem rodeios algum.

- Nenhum um pouco modesto.

- Escute bem, Logan... – Encurta a distancia que havia entre os dois – Eu não irei tolerar mais as peças que você e os seus colegas pregam com o meu colégio. – Olho-o do fundo dos olhos mostrando o quanto estava se segurando para não avançar um passo a mais.

- Poderia ser mais claro? – Pergunta com certo deboche.

- Vá visitar o seu amigo Jack no pronto-socorro, ele não está nada bem. Provavelmente ficará semanas com o rosto inchado e se remoendo por ter se metido onde não devia...

- O que você fez com ele? – Tenta mostrar uma pose superior, mas falhando miseravelmente.

Diferente de si, Marcus era naturalmente assustador.

- O aviso está dado... Fique distante desse lugar e dos meus amigos. – Dá ênfase a última palavra.

Havia se controlado o máximo que podia para não cair em cima do outro. Jack não merecia de fato ter levado um soco. Assim como muitos, ele fora manipulado por Logan que sempre usou os outros para se sobressair e estar sempre na liderança e uns degraus a mais.

Alimentava um grande ranço por qualquer um que tivesse uma personalidade tão podre quanto.

Logan sim merecia levar um belo de um soco.

Talvez tenha passado um pouco do ponto com Jack, mas serviu como um grande aviso para que não mexessem com que era importante para si.

Fazer justiça com as próprias mãos nunca lhe soou algo muito bom, mas o seu pavio curto e impulsividade dificultava em ter ações mais conscientes.

- Marcus. – É parado novamente por alguns torcedores que elogiaram o seu desempenho no campo.

Após mais alguns abraços e elogios, finalmente o loiro pode ir atrás dos seus amigos, os encontrando ainda na arquibancada conversando entre si.

- Não irão me parabenizar pelo jogo? – Imediatamente tem toda a atenção voltada a si – Nem um “Você foi demais, Marcus”.

- Não tenho palavras para descrever o quanto você foi magnifico, Mike. – Mariah o puxa e sela um beijo em sua testa – Parabéns.

- Eu estou orgulhosa de você, meu filho. – Seus olhares agora recaíram sobre uma mulher com o semblante cansado, mas feliz.

- Mãe!

- Eu vim bem encima da hora, mas consegui vê-lo dando o seu melhor no campo. – Sorrir expressando todo o seu contentamento.

Marcus fica sem reação diante da mulher mais velha.

Não esperava vê-la no dia do jogo, seus pais sempre se encontravam ocupados e até mesmo raramente vinham em reuniões escolares.

Por isso Mariah era quase como uma mãe, pois a mesma nunca o abandonava e sempre esteve presente, mesmo quando não necessário.

No começo invejou um pouco Charlie por tão uma mãe tão empenhada e presente.

- Eu consegui sair mais cedo do trabalho e vim correndo para cá. Desculpe-me por não ter chegado a tempo, eu quis fazer uma surpresa.

- Mas ele nem jogou o primeiro tempo do j...

- O time venceu justamente por conta dele. – Charlie consegue calar Emma a tempo de falar uma grande besteira.

A outra acena em concordância, sussurrando um “desculpa”.

- Você gostaria de tomar um chá gelado comigo, Charlotte? – Mariah a convida já lhe puxando para descer a arquibancada - Os garotos provavelmente irão querer comemorar a vitória do jogo.

- Eu adoraria. – Sorrir levemente acanhada – Tchau, meu querido. – Solta um beijo no ar para Marcus.

O loiro apesar de estar feliz por sua mãe ter aparecido, não deixou de lado o cansaço e o abatimento que parecia tomar conta da mais velha.

As olheiras e o rosto sem maquiagem alguma. Sua mãe amava ser maquiar, mesmo que passasse algo leve, ela sempre se maquiava.

Ultimamente não vinha dialogando muito com os seus pais, afinal estava ocupado com os treinos de rugby e os estudos, conciliar um com o outro estava sendo um complicado para si.

O seu irmão não dava sinal de vida há quase uma semana.

O mesmo tinha dito que fora chamado para uma vaga de emprego em outra cidade.

Marcus torcia para que ele conseguisse e voltasse a ser o mesmo de antes. Depois de se envolver com as drogas, Henry nunca mais foi o mesmo.

- Tchau mãe. – Acena rapidamente com as mãos.

As arquibancadas aos poucos foram se esvaziando junto ao grande campo.

- Para onde estamos indo? – O loiro ao ser puxado por Charlie que o levava na direção oposta ao campo.

- Aqui está bom. – Encontravam-se agora afastado de todos os outros.

- Charlie.

- Você não devia ter ido atrás de mim, por pouco que não perdia todo o jogo.

- O jogo no momento não me parecia tão importante.

- Marcus!

- É verdade, ué.

- Você é completamente louco. – Indaga fixando os olhos em uma folha de árvore no chão – Eu consegui escapar sem nenhum arranhão. – Charlie leva a mão ao rosto ao se lembrar da tapa recebida e do corte na testa – Ou quase...

- Achei injusto, eu que deveria ter te salvado das mãos dos inimigos. – Diz melodramático.

Charlie olha para si de cenho franzido.

- Você leva essa história de príncipe longe demais.

- Por mais que negue você realmente é. – Diz com um sorrido ladino ao notar as bochechas de Charlie corar.

- Leso... – Diz baixinho.

- O que disse?

- Lasanha, bem que poderíamos comer uma lasanha.

- Sei... – O maior olha-o desconfiado – Mas dispenso, no momento prefiro comer outra coisa.

Charlie não nota, mas havia uma grande mensagem subliminar na frase dita.

- Com certeza lasanha é melhor que qualquer coisa que você queria comer no momento.

- Se você diz. – Da de ombros – Mas quem sabe eu não possa juntar os dois e comer de uma vez só?

- Dúvida nada, com esse buraco negro que você tem na barriga, é capaz de comer de tudo.

- Com certeza. – Sorrir de forma marota.

- Pessoal festa na minha casa. Estão todos convidados! – Uma garota com um alto-falante grita para que todos ouvissem – Não podemos deixar com que esse dia passe abatido, o nosso time merece uma festa de comemoração.  Não concordam?

Uma grande maioria diz em uníssono “Sim”.

Todos pareciam animados com a ideia da festa.

- Hoje às sete da noite. Estejam lá!

Novamente todos voltam ao seu rumo.

- Acho que depois de tanto treino, merecemos uma distração. – Marcus diz iniciando uma caminhada ao lado de Charlie.

- Prefiro a ideia da lasanha.

- Podemos ir à festa e depois comemos uma lasanha. O que acha? – Diz animado com a ideia. Esperava que o outro concordasse.

- Certo, mas voltarei cedo. – O mais novo dita – Eu não gosto muito de festas, você sabe disso. – Sentia-se deslocado em um local lotado de pessoas desconhecidas.

- Então isso é um sim? – Pergunta não escondendo a sua empolgação.

- Sim. – Diz ainda incerto.

 

- - - - - - - - - -

 

Pela decima terceira vez encontrava-se de frente ao espelho checando se o seu visual estava bom o bastante.

Seu cabelo parecia estar indeciso entre estar arrumado ou um pouco mais bagunçado.

Passara um fraco perfume, já que cheiros fortes demais não lhe eram muito agradáveis e seu nariz se irritava rapidamente.

- Valeu Charlie por fazer a gente esperar meia hora por você lá embaixo. – Emma adentra o seu quarto, indignada por sua longa demora.

O mais novo sorrir sem graça e volta a bagunçar o cabelo.

- Está bom?

- Não precisava se arrumar tanto, mas devo dizer que você está tentador. – Emma se aproxima colocando-se atrás de si – E cheiroso. – Funga o seu pescoço descaradamente.

- Emma! – Charlie afasta-se por conta da sua ousadia.

- Se o seu intuito é atrair a atenção de alguém, está de parabéns.

- Não quero atrair a atenção de ninguém. – Diz com convicção – E-eu só quis me arrumar, ok?

- Você não nos engana, Charlie – Taylor diz batucando na madeira da porta – Posso entrar?

Charlie rola os olhos.

- Você está tão arrumado quanto eu. Deixem de pegar no meu pé!

Emma prende um sorrisinho.

- Você viu a foto que Marcus acabou de postar no Instagram? – Taylor a pergunta chamando em seguida para se sentar ao seu lado na cama.

- Que foto?

- Essa. – O afro estende o celular em sua direção.

- Uau! – Põe a mão no peito – Senti o impacto.

- Que sentirá mesmo é o nosso querido amigo. – Taylor balança divertidamente as sobrancelhas em direção a Charlie que não saia de frente do espelho.

- Estão cochichando o que, hein?

- Nada de importante. Vamos? – Taylor puxa uma chave do seu bolso da calça – Eu estou com o carro do meu pai.

- Não sei se é uma boa ideia deixarmos você dirigir. – Emma olha-o assustada.

- Chegaremos lá em um segundo. – Sorrir de forma um tanto sombria.

 

- - - - - - - - - -

 

 

Após poucos minutos na estrada, os três chegam à festa.

Claro que passando por sinais e desviando de carros.

Taylor definitivamente era um perigo como motorista.

A casa, ou sendo mais realista, a mansão encontrava-se já lotada de pessoas, tanto fora quanto dentro.

Havia vários outros carros estacionados por perto.

O som alto preenchia todo o local podendo ser escutado até mesmo a metros de distancia da festa.

Taylor e Emma foram os primeiros a entrar. Empolgados com a absurda ideia de poderem encher a cara sem se preocupar. Charlie achava isso uma loucura, apesar de se sentir um pouco excitado para tomar alguns goles de bebida alcoólica.

Acreditava que não precisava beber para se divertir, mas uma vez perdida não faria mal.

Ao entrar na mansão sente um cheiro de álcool no ar.

Alguns casais se agarravam nos cantos das paredes.

Encontrou alguns conhecidos e os cumprimentou.

- Aqui, toma isso. – Emma reaparece com um copo vermelho em mãos – É só para aquecer para o que vem pela frente.

- Emma, eu não vou me...

- Bebe! – É pego por um puxão em seus cabelos e obrigatoriamente abre a boca deixando o liquido descer por sua garganta.

- Bom garoto. – Emma sente-se satisfeita e da tapinhas em seu rosto corado.

Charlie faz careta sentindo um grande incomodo em sua garganta – Horrível.

- Mas seis goles e você estará dizendo o contrário.

- Emma, não o influencia a beber a contragosto. – Os dois focam o olhar numa aparente cabelereira loira.

Emma entreabre a boca e Charlie arregala os olhos.

- Eu não faria isso com o meu melhor amigo. – Diz olhando docemente para Charlie – Eu vou procurar pelo Taylor. – Desaparece entra a multidão deixando os dois “sozinhos”.

Charlie pisca os olhos repetidas vezes e se envergonha por ter ficado a beira de babar na frente do seu amigo.

Fora difícil não reparar nos primeiros botões abertos da camisa que Marcus vestia.

O cabelo meio revolto estava o deixando com um ar “predador”.

Os olhos verdes focavam totalmente em si, como se não houvesse mais ninguém por perto.

- Você realmente veio...

- É. – Sentia-se sem graça – Eu prometi que vinha.

- Por isso mesmo devemos comemorar.  – Sua mão de repente é puxada e Marcus o arrasta passando pela multidão.

- Aonde vamos?

- Aqui, bebe. – É parado diante de uma mesa de vidro onde havia algumas bebidas postas – Você vai gostar.

- Você quer me embebedar também?

Marcus revira os olhos e estende o copo – Bebe, é bom e não é tão forte.

Ainda com certa desconfiança, Charlie pega o copo e o revira bebendo todo o líquido.

- Então...?

- Tem um gosto de menta.

- Quer outro?

- Acho que sim.

Charlie não hesitou mais em beber alguns goles da bebida, e estranhamente começara a ser mais feliz e leve.

Marcus foi um pouco mais além e misturou bebidas de todos os tipos disponíveis e ingeriu tudo deixando Charlie chocado e boquiaberto.

- Você é completamente louco.

- Vamos dançar! – Charlie deixa-se ser levado até o meio da sala onde havia inúmeras pessoas que dançavam ao som da música eletrônica.

- Eu não sou bom em dançar. – Comenta enquanto se segurava em Marcus para não se afastar.

As pessoas ao redor pareciam não ligar para nada e apenas dançavam tentando acompanhar as batidas da música agitada.

- Apenas dance. – Diz já se soltando e balançando os ombros.

A bebida apenas cooperou para que se sentisse mais a vontade.

Talvez tenha passado um pouco do limite, mas no dia seguinte provavelmente não se lembraria de muita coisa.

Esse era um dos efeitos da bebida.

- Opa! – O loiro puxa das mãos de um desconhecido um copo cheio de bebida – Valeu!

Charlie nega com a cabeça enquanto assistia Marcus bebericar tudo.

- Desse jeito você vai acabar em coma alcoólico. – Seus pés de repente começam a se mexer. A música parecia começar a dominar o seu corpo.

- Estou apertado.

- Vai ao banheiro.

- E me deparar com alguém fazendo sexo?

- Vai logo!

- Não quero deixar você “souzinho”.  – Charlie rir diante das palavras erradas que o outro soltava.

- Eu vou procurar pelo Taylor ou pela Emma. Eu não ficarei sozinho.

- Certo, me encontre perto da piscina. – Pede antes de se distanciar.

- Haha... – Charlie rir quando o ver quase tropeçar.

Sozinho, Charlie se vê diante de uma aglomeração maior ainda.

A música parecia atrai-los para dançar.

Teve de empurrar o mais delicadamente possível algumas pessoas que não o deixava passar, nem mesmo quando pedia um “Por Favor” seguido de um “Deixe-me passar”. As pessoas simplesmente não dar atenção alguma.

Olhou para todos os lados tentando encontrar alguma saída, mas as luzes que piscavam faziam os seus olhos se fecharem pelo incomodo.

- Licença. – Sem muita opção tivera que adotar uma postura mais brusca para conseguir passar por entre alguns corpos.

No caminho sentiu mãos passarem por sua nuca e se fixarem na sua bunda, em seguida uma respiração pesada se fez presente perto da sua orelha.

Assustado, Charlie apertou o passo empurrando sem delicadeza algumas as pessoas a sua frente, conseguindo finalmente se afastar da multidão de pessoas.

- Minha nossa. – Encosta-se ao canto da parede.

- Tudo bem, Charlie?

- Eu conheço você? – Apesar das luzes presentes, não conseguia enxergar com muita nitidez o rosto da pessoa a sua frente, mas notou rapidamente a silhueta de um corpo masculino.

- Sou o Mason, por acaso não me conhece mais? –Ouve um risinho abafado por conta do som da música.

- Ah, Mason...

- Está sozinho?

- Eu estava indo atrás dos meus amigos.

- Posso te ajudar a encontrá-los.

- Não precisa.

- Há muita gente nesse lugar, você não vai conseguir encontrá-los sozinho.

Charlie une as sobrancelhas pensando no quanto se desgastaria para achar Emma e Taylor.

- Acho que você está certo... – Murmura se desencostando da parede – Estou com sede...

- Toma. – Mason lhe estende uma garrafa d’água cheia até a metade– Pode beber.

Charlie estranha por não o encontrar com uma garrafa de bebida alcoólica ou um copo cheio de tequila, ou desses bebidas estranhas que não tinha ideia do que era.

Mason nota e decide rapidamente se pronunciar – Eu não vim para beber... Na verdade faz um tempo já que não consumo mais bebida alcoólica. – Explica – Os caras do time me chamaram e eu quis vim.

- Ohh...

- Devo admitir que Marcus fez belos acertos, e se estamos comemorando a vitória do time é por conta dele.

Charlie cada vez mais se surpreendia pelas falas do outro.

- Não vamos conseguir conversar diante desse barulho. Vem eu vou te levar até a piscina. – Sem um aviso prévio Mason entrelaça os dedos em sua mão – Não me solta!

Charlie faz de acordo com instruído e ao passar novamente pela multidão aperta com mais força a mão de Mason para não se soltar.

- Opa. – É segurado com força a tempo antes de tropeçar e cair ao chão – Você está bem?

- Acho que extrapolei o meu limite e bebi um pouco demais. – Diz risinho, sentindo a sua cabeça latejar com mais precisão.

- Então é melhor eu não te deixar sozinho até os seus amigos aparecerem. – Rodeia um braço na cintura de Charlie levando-o até a beira da piscina onde havia algumas espreguiçadeiras e fazendo-o se sentar em seguida – Você quer mais água? Algo para comer?

Charlie nega, balançando a cabeça.

Achava até fofo a maneira que o outro parecia se importa com o seu bem-estar.

- Eu estou bem, juro... Só minha cabeça que parece girar um pouco.

- Eu bebia, mas não por gostar exatamente do álcool. Eu gostava do efeito que ele trazia. – Confessa sentando-se ao lado do menor, este prestava atenção em cada palavra sua – É muito bom, mas quando acaba tudo volta a ser como era antes e como castigo recebia uma grande ressaca.

Charlie prende um riso pelo o modo como Mason falava.

- É muito ruim. – Faz uma careta – Quando desceu pela minha garganta só faltou eu passar mal de primeira. – Diz um pouco embriagado.

- É porque você não está acostumado. – Aproveitando a proximidade com Charlie, Mason faz questão de roçar sua perna a do moreno no momento que procurava por uma posição mais confortável na espreguiçadeira – Continue assim.

- Certo. – Sorrir de canto, baixando automaticamente a cabeça com vergonha do olhar penetrante que o outro insistia sustentar sobre si.

Seus olhos de repente começam a acompanhar a mão de Mason que inicia uma trilha do seu calcanhar até chegar perigosamente perto do flash da sua calça.

- Mason...

- Só relaxa... – O loiro se inclina o bastante para estar a centímetros de distancia do seu rosto – Seus lábios são tão atrativos. – Morde os próprios na vontade de abocanha-los.

- E-eu... – Sua respiração torna-se falha ao sentir uma mão em sua nuca forçando-o a diminuir cada vez mais a distância dos rotos – E-eu não posso...

- Pode sim. – Sem cerimônia alguma e sendo o mais selvagem possível Mason agarra cada lado do rosto a sua frente, não dando brechas alguma para Charlie fugir do beijo forçado em que agora era obrigado a dar.

Seus lábios eram completamente esmagados e sugados a ponto de deixá-los dormentes.

Mason ia de um lado para o outro, enquanto Charlie cansado de resistir decide se entregar.

O beijo se tornou mais urgente e com pressa o loiro deita o menor de costas na espreguiçadeira ficando por cima tendo o total domínio do beijo. Sua língua pede passagem e Charlie sem escolha e sentindo mãos apalparem seu corpo sem receio algum, entreabre os lábios deixando com que Mason fizesse o que quisesse consigo.

Sua mente estava parcialmente nublada, enquanto a outra parte parecia insistir em lhe dizer para escapar da emboscada em se que encontrava.

Não tinha forças para escapar e Mason parecia fazer questão de mostrar que estava no comando.

- Hmm... – Deixa um baixo gemido escapar ao sentir os lábios alheios percorrerem uma trilha em seu pescoço e pararem bem em cima do seu pomo-de-adão – Você tem um cheiro maravilhoso. – Dita, antes de dar uma forte sugada na pele fazendo Charlie institivamente tomar a cabeça para trás e deixar o seu pescoço mais a mostra.

- Parece que alguém gostou. – Sorrir vitorioso antes de puxar descaradamente a camisa de Charlie para cima e passear seus dedos ao redor do peito sem muitos pelos.

- É-é melhor pararmos por aqui. – Charlie afastar as mãos de si e baixa a sua camisa de volta – O Taylor e a...

- Eles vão aparecer... Enquanto isso por que não aproveitarmos esse momento que estamos a sós?

 

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Após quase meia hora de procura, Emma e Taylor finalmente avistaram Marcus parado a alguns metros distante da piscina.

- Talvez ele saiba onde o Charlie está. – Emma dita gritando pelo nome do loiro, mas este simplesmente não parecia não notar – Marcus, cadê o Charlie?

O loiro se mantém calado com uma visível faceta de raiva em seu rosto.

O liquido do copo em suas mãos estava vazando pelo forte aperto que seus dedos faziam.

Taylor tenta acompanhar o seu olhar e arregala os olhos com a cena presente do outro lado da piscina.

- Oh não... – Olha nervoso para Marcus – H-há quanto tempo você está parado aí?

- Eu vou matar esse desgraçado! – Rosna jogando o copo no chão e iniciando uma pesada caminhada.

Seus punhos estavam fortemente fechados prontos para ceifar uma vida.

- Marcus! Espera! – Emma tenta o deter – Não faça besteira, por favor!

- Sai da minha frente se não você estará dentro de um caixão junto a ele! – A ameaça.

Emma recua engolindo a seco.

- Marcus, você está completamente descontrolado, bêbado e ainda querendo arranjar confusão. – Taylor se põe corajosamente a sua frente – Se você for lá vai acabar fazendo uma grande besteira.

- Não me importo! Vou afogar esse filho da puta na piscina!

- NÓS SABEMOS QUE VOCÊ ESTÁ APAIXONADO PELO CHARLIE! – O afro grita chamando a atenção de todos que estavam ao redor.

- O-o quê?

- Escuta o que eu tenho para te dizer... Não imaginava ter essa conversa agora, nessa situação, mas... – Respira fundo tentando buscar pelas palavras certas que usuária. Agora dependia de si controlar a fera bufante que estava em sua frente. Emma estava atônica demais para resolver algo – O Charlie ele gosta de você, mas apenas não tem noção disso, pois ele te vê como um grande amigo e isso dificulta a fazê-lo enxergar algo a mais do que amizade.

- Por que está me dizendo isso? – Seus ombros baixam e seus punhos aos poucos vão se abrindo.

- Sei que está bêbado e provavelmente esquecerá tudo assim que apagar, mas você deve mostrar para Charlie que o vê mais do que como um amigo... Que você realmente o ama... Por isso eu peço para que você não faça nenhuma besteira, mas do que já fez. – Diz obvio.

Marcus baixa a cabeça sem saber o que dizer.

Seu coração batia de forma desenfreada.

- Você não precisa me responder, o seu silêncio diz tudo. – Aproxima-se dando algumas batidinhas em seu ombro – Eu vou levá-los para casa, só me deixe chamar o Charlie.

Marcus assenta o vendo andar em direção aos dois que se encontravam aos beijos.

Seus punhos novamente se fecham.

 

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Já dentro do carro, na estrada para irem para casa, nenhum dos quatros arriscaram dizer uma palavra sequer.

Taylor dirigia, pois o mesmo foi o único que não ingeriu grande quantidade de álcool.

Emma olhava para um ponto fixo do carro.

Marcus estava apagado, com o corpo parcialmente cobrindo o de Charlie que também estava inconsciente.

- Chegamos!

Charlie pisca os olhos, repetidas vezes, conseguindo após alguns segundos focar a visão – Que lugar é esse?

- A casa do Marcus era a que estava a mais perto, decidi deixá-lo aqui primeiro. – Retira o cinto se segurança pronto para sair do carro.

- O que vai fazer? – Emma pergunta.

- Eu levar o Marcus para a casa dele, ué.

- Não preciso, eu o levo.

- Charlie você não está em condições nem de ficar em pé, quanto mais sustentar essa girafa loira sozinho.

- Não é para tanto. – Rola os olhos – Não precisa me levar para casa, eu vou ficar aqui com o Marcus. – Dita dando leves batidinhas no rosto do loiro – Ei, acorda... Marcus, nós chegamos.

- Me deixa dormir. – Resmunga virando para o lado oposto.

- Você está com a roupa manchada de bebida, além disso, quer dormir no banco do carro ou na cama confortável do seu quarto? – Sorrir ao arrancar outro resmungo do loiro.

- Certo, certo... – Com uma carranca em seu rosto, Marcus abre a porta, desce do carro e quase cambaleia para o lado.

- Charlie, você tem certeza que consegue tomar conta dele sozinho? – Taylor pergunta, avistando do retrovisor, o loiro coçar “as partes” sem hesitação alguma – Meu deus...

- Esse não é a primeira e nem será a última vez que eu cuidarei dele bêbado. – Suspira despedindo-se dos seus amigos antes de descer do carro.

- Juízo os dois. – Taylor grita dando ré no carro e voltando para a estrada.

Charlie assiste o carro se distanciar até não enxergá-lo mais.

- Vamos entrar ou não? Eu quero urinar! – Marcus reclama cambaleando novamente – Ah, eu só quero me deitar.

- Nada disso, você vai tomar um banho antes.

- Não quero! – Cruz os braços fazendo um bico infantil.

- Você não está em condições de querer nada. – Com esforço, consegue abrir a porta da casa com uma grande carga escorada em si – Vamos subir degrau por degrau! – Diz indo em direção à escada subindo um degrau e ajudando Marcus a subir outro, assim até que chegaram ao andar de cima e andaram até o final do corredor escorados na parede ao lado – Chegamos! –Abre a porta do quarto, visualizando uma arrumação nunca antes vista – Uau parece que a sua mãe passou por aqui.

- Eu sempre arrumo o meu quarto.

- Ah claro.- Diz irônico.

Por sorte havia banheiro dentro do quarto e não precisariam voltar ao corredor.

- Não quero tomar banho! – Joga-se na cama bagunçando os lençóis da mesma.

- Vamos! Se levanta, se não vai acabar deixando a cama fedendo também! – Ordena enquanto desamarrava os cadarços dos sapatos, os jogando no canto da parede – Uhh, que chulé.

- Mentira! – Marcus vira-se na cama olhando indignado para si – Eu não tenho chulé, você que tem. – Diz tentando provocá-lo.

Charlie prende o riso com a expressão engraçada do outro.

Marcus parecia uma criança birrenta quando bêbado cheio de provocações baratas.

- Eu retiro o que disse se você for para o banheiro comigo.

- Vou tomar banho pelado com você? – Pergunta animado.

Charlie revira os olhos – Vou tomar banho depois de você, agora vamos!

Murmurando algumas palavras em outra língua, Marcus anda cambaleando até chegar ao banheiro e sentar no vaso sanitário.

Charlie caminha até a cômoda abrindo uma das gavetas e retirando uma toalha, anda até um puff que havia perto da cama e o leva consigo até o banheiro.

- O que vai fazer com isso? – Marcus aponta o dedo trêmulo para si.

Charlie não responde apenas põe o puff debaixo do chuveiro de modo que a água caísse perfeitamente.

- Você vai sentir aqui. – Obviamente, o moreno não iria ficar segurando Marcus para que ele não caísse de tão embriagado que estava.

Não tinha forças, quanto mais coragem de ter que lidar com Marcus seminu em sua frente.

- Marcus, você precisa tirar sua roupa. – Pede, sentindo o seu rosto esquentar.

- Quer me ver pelado, é seu safadinho? – Rir tombando a cabeça para frente.

- Não tem graça. – Cruza os braços de frente ao peito.

Como pedido o loiro retirou primeiramente sua camisa. Envergonhado, Charlie vira pensando que talvez não tenha sido uma boa ideia querer dar um banho em Marcus.

“Oras, ele está fedendo. É mais do que certo tomar banho.”

- Não consigo tirar a cueca.

- Não precisa! – Vira-se a tempo de impedir que Marcus tirasse sua roupa intima.

- Mas vou tomar banho de cueca?

- Sim, quer dizer você...

- Mas somos amigos, somos dois garotos. Qual o problema? – Apesar de se encontrar embriagado, Marcus ainda noção de certas atitudes.

Irei usar o seu estado físico ao seu favor.

- Esquece isso. Vem! – O moreno ajuda-o entrar no boxe e sentar-se no puff debaixo do chuveiro.

- Eu não quero tomar banho de água fria...

Charlie nega com a cabeça, definitivamente Marcus era uma criança carente de cuidados quando bêbado.

Apenas não notava o fingimento por parte dele.

- A água está morna. – Gira o registro e água em abundante quantidade começa a cair.

Marcus fecha os olhos e encosta a cabeça na parede.

Depois de dois minutos Charlie pega um sabonete da saboneteira de vidro e começa a esfregar em suas mãos.

- O cheiro é bom.

- É de morango o meu favorito. – Marcus dita acordando do seu curto sono.

- Ok... – Tentando espantar o máximo possível a timidez de si.

Teria de qualquer jeito passar o sabonete em Marcus.

Fechando novamente o registro, Charlie começa a passar cuidadosamente o sabonete sobre os ombros do loiro, esfregando até achar bom o bastante.

Passa para o peitoral.

Seu rosto já estava totalmente vermelho e agora que Marcus o olhava quase sem piscar os olhos, sua situação só piorava.

- Por que está me olhando tanto? – Sua mão agora deslizava delicadamente sobre o braço esquerdo fazendo uma boa quantidade de espuma.

Podia sentir todos os músculos bem trabalhados.

- Acho que devo ser muito sortudo de ter você na minha vida. – Confessa sentindo as batidas de o seu coração voltarem a acelerar – Você é mais do que um amigo para mim, Charlie.

- Está se declarando para mim? – Pergunta com um sorriso nervoso.

Seus dedos começam a novamente tremer.

Marcus não responde, deixando um suspense no ar.

Após ensaboar toda a parte de cima, Charlie gira o registro fazendo com que a água levasse toda a espuma consigo pelo ralo.

- Prontinho... Agora eu deixaria que você lave... – Seus olhos descem notando um certo volume na cueca de Marcus – A parte debaixo... – Vira-se nervoso deixando as pressas o boxe do banheiro.

- Charlie!

- Sim?

- Eu te amo.

De repente Charlie sente um bolo se formar em sua garganta lhe dificultando de dizer qualquer coisa.

Sua respiração começa a falhar e seus olhos marejam contra a sua vontade.

Marcus disse que o ama?

- C-certo, e-eu vou estar a-aqui fora, qualquer coisa p-pode me chamar. – Fecha a boca antes que um soluço escapasse.

Já fora do banheiro e longe de Marcus, o adolescente começa a sentir lágrimas descerem por seu rosto.

Encosta-se a parede e escorrega até o chão.

Por que tinha de ser tão sentimental?

Marcus estava bêbado, o que tinha dito era coisa do momento, com certeza esqueceria tudo no dia seguinte.

Não poderia se iludir e se machucar, não queria criar expectativas.

Estava sentindo uma guerra se iniciar dentro de si mesmo.

Encolhe-se mais ainda a parede sentindo um grande aperto dentro do peito, uma angústia horrível.

Estava apaixonado pelo o seu melhor amigo e só viera notar agora, tão tarde.

Nunca antes em sua vida sentiu algo assim, agora já era tarde demais para se livrar desse sentimento, desse amor que consumia a sua mente e corpo por completo.

As lágrimas pareciam não ter mais fim.

Após finalizar o banho, se enxugar e fazer sua higiene bucal, Marcus sentia-se melhor e não mais sobre o efeito do álcool como antes.

Apesar de se sentir leve e sonolento com vontade de cair ao chão e dormir ali mesmo, precisava chamar Charlie.

- Príncipe. – Adentra no quarto, não vendo sinal algum do mais novo.

Liga o interruptor vendo-o encostado na parede com a cabeça afundada entre os joelhos.

- Charlie. – Preocupado aproxima-se passando a mão pelo topo da sua cabeça – O que houve? Você não está se sentindo bem? Quer um remédio? Eu...

- Nada. – Charlie funga o nariz não tendo coragem o suficiente de levantar a cabeça.

- Por favor, me diz o que você está sentindo... Eu estou preocupado. – Apenas com uma toalha  cobrindo o seu corpo, Marcus senta-se ao seu lado buscando de algum modo levantar o rosto encolhido – Ei. – Delicadamente puxa o rosto para cima.

Seu peito se apertar apenas com a expressão triste que dominava o rosto de Charlie.

Instintivamente seu polegar acaricia carinhosamente a lateral do rosto mergulhado em profunda tristeza – Por favor, compartilhe comigo o que você está sentindo, talvez assim você se sinta melhor...

- Marcus...

- Me diz o que fez você chorar. – Pede rodeando os seus braços no corpo menor fazendo com que a cabeça pousasse em seu ombro.

Charlie agora se sentia infinitivamente pior.

Estava quase chorando nos braços do garoto que gostava, sem o mesmo nem saber.

- Eu só preciso tomar um banho. - Provavelmente todas suas lágrimas entrariam no ralo junto com a água do chuveiro.

Sentia como se tivessem jogado um balde de água fria em si,

- Não, depois toma. Você precisa deitar. – É levantado contra a sua vontade por Marcus que o leva até a cama e como se fosse um bebê o põe deitado no meio do colchão.

- Também não precisava disso. – Charlie indaga virando o rosto para o lado.

- Eu te tirei do chão, me agradeça. – Marcus sorrir de canto desligando o interruptor e andando até a cômoda onde havia a gaveta com as suas cuecas – Não se importa de me trocar em sua frente, não é?

- Vai ficar só de cueca?

- Vou, ué. – Responde desenrolando a toalha da cintura e a jogando num cesto que havia ali.

Charlie se esconde debaixo do edredom só para não ter que se ver diante dessa cena.

De repente um peso se faz presente ao seu lado, em seguida o edredom é puxado e o seu rosto é revelado.

- Está enganado se acha que vai ficar com ele todo para você.

- Chato. – Diz baixinho puxando um dos travesseiros para si.

Marcus já imaginava que o outro faria isso.

Charlie sempre costumava dormir com vários travesseiros.

- O que você está fazendo? – O mais novo se sobressai com o puxão que é dado em si, fazendo com que caísse em cima de Marcus.

- Vamos dormir coladinhos para ver se espanta essa tristeza de você. – Dita fazendo pouco esforço para que encaixasse Charlie em seus braços.

Não é de se estranhar dois amigos dormindo como se fossem namorados?

Charlie nunca antes se sentiu tão bem quanto agora.

 Parecia que não existia mais ninguém no mundo além dos dois.

Suas pálpebras começaram a pesar, o sono estava começando a vim mais rápido do que imaginava.

Marcus olhou para o seu rosto sereno, fazendo questão de acariciá-lo.

- Eu estava totalmente consciente do que disse no banheiro... Eu te amo... – Sussurra em seu ouvido – E eu quero que você seja meu... Só meu...

- Hãn... – Charlie tenta recobrar sua consciência, mas estava sendo difícil com o calor do corpo alheio e com a mão que massageava a sua nuca.

- Durma meu príncipe. – Sela um beijo na testa do mais novo e por puro instinto desce os lábios dando um rápido selinho em seus lábios.


Notas Finais


Até a próxima


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