1. Spirit Fanfics >
  2. Priori Incantatem >
  3. Capítulo Dez - Suspeita

História Priori Incantatem - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


VOLTEI!
Boa leitura, amores! ❤️

Capítulo 11 - Capítulo Dez - Suspeita


O dia pareceu ter demorado mais do que o normal para amanhecer, isso porque o Uchiha mais novo não conseguia pregar o olho. A imagem de angústia e receio de Hinata não saía de sua cabeça e ele se encontrava confuso em decidir se tinha medo do que ela falaria ou do que podia estar deixando-a daquela maneira. O pensamento de que estariam melhor apenas os dois juntos também não o abandonava, mas preferiu focar suas preocupações em outros assuntos agora; deixaria Ino para depois.

De fato que a ajuda da loira poderia vir a calhar, já que a Yamanaka também era uma Corvina e três cabeças pensantes eram melhores do que duas, ele só esperava que Ino não o atrapalhasse com o seu plano pessoal de se reaproximar da Hyuuga.

Hinata.

Como era complicado pensar na azulada. Sasuke imaginava que para ela não devia estar sendo fácil ter que passar tanto tempo consigo, mas se ela pensava que para ele não era difícil, estava muito enganada. Ver os olhos grandes e perolados e não lembrar do passado era impossível. O tormento daquele ano nunca o deixou e o moreno realmente pensava que muito provavelmente nunca deixaria. Durante anos, o Uchiha tinha pesadelos constantes com o dia que fez Hinata chorar e talvez esse fosse o seu castigo.

Levantou-se quando percebeu a luz do sol passando por entre as cortinas que envolviam sua cama. Abriu-as e separou seus pertences, indo em direção ao banheiro do dormitório, mas não antes de caminhar até a cama de Suigetsu — onde ele dormia de boca aberta — e lhe jogar um copo d’água no rosto, fazendo-o acordar assustado.

— Mas que...? — Passou a mão pelos cabelos molhados. — Qual teu problema, Sasuke?

— Bom dia, bela adormecida. — Sorriu. — Achei que gostasse de água.

— Não gosto de ser acordado por ela! — resmungou, levantando e secando suas coisas com um toque de varinha.

O moreno nada disse, só indicou com a cabeça para onde estava indo e o platinado fez o mesmo, espreguiçando-se. Fizeram a higiene matinal e desceram para o Salão Comunal, onde atravessaram pelo buraco na parede e se encaminharam para tomar o café da manhã.

Encontraram-se com Juugo e Karin logo depois e os amigos entraram em uma conversa animada, animada demais para aquela hora tão cedo.

— Está mais calado que o normal, Sasuke. — A ruiva observou.

— Hum, só estou pensando — respondeu sem desviar o olhar de tua tigela de mingau.

— Concordo com a ruiva. — Suigetsu falou, o pedaço de torrada ainda na boca. — Sem contar que está um caco! Andou dormindo mal de novo?

— Cala boca, idiota — resmungou, o rosto retorcido em uma expressão de nojo pelos modos do amigo. — Ainda estou mais bonito que você.

— Se está com problemas de sono, talvez fosse melhor visitar Shizune e ver se ela pode fazer algo para ajudar. — Juugo se pronunciou, achando a maçã em sua mão muito mais interessante do que a troca de farpas entre os amigos.

— Eu estou bem. — Levantou-se, pegando seus materiais e deixando a comida pela metade. — Vejo vocês na aula.

Atravessou o corredor extenso por entre as mesas, sem antes procurar por certo alguém. Não a encontrou e o estranho sentimento de vazio preencheu seu peito, mas tentou disfarçar como pôde e seguiu seu caminho. Contudo, alguém estava bem de olho em cada movimento que fazia.

-

Diferente da madrugada, as aulas passaram rapidamente, para felicidade de Sasuke. Apesar de ter tido suas aulas preferidas, nada lhe fazia relaxar mais do que um bom treino de quadribol. Lá ele poderia descontar suas frustrações sem ser julgado ou entrar em problemas por isso.

Foi até o vestiário a fim de se trocar, mas se assustou ao ver quem nunca imaginou encontrar lá dentro.

— Como é que você entrou? — Sua voz saiu mais esganiçada do que queria, tamanha era a surpresa em ver a rosada em pé, próxima ao armário de vassouras.

— Não é tão complicado, sabia disso, não é? — Arqueou a sobrancelha, tentando disfarçar a culpa de ter invadido o local.

— E o que você quer aqui? — Franziu o cenho.

— Quero falar com o meu amigo, ué... —Sakura desviou o olhar para os próprios pés, brincando com estes e cruzando as mãos por trás das costas.

— Não poderia ter falado comigo nas refeições ou entre as aulas? — O tom sarcástico de Sasuke fez com que a Haruno levantasse a cabeça em sua direção novamente.

— Olha, eu sei que se tem alguma coisa acontecendo e que você está tentando esconder.

— O que te faz pensar isso?

Se Sakura não o conhecesse há tanto tempo, acharia que ele estava falando a verdade. Sasuke era muito bom em atuar; se não fosse um bruxo, poderia facilmente virar um ator e ganhar dinheiro trouxa com isso.

— Qual é, Sasuke, acha que eu não te conheço? — Cruzou os braços. — Ontem você ficou todo estranho com o bilhete que o gato te trouxe. Se fosse mesmo Itachi que tivesse te mandado, você não teria ficado daquele jeito. — Aliás, você tem andando esquisito há dias já e...

— O quê? — Cortou-a, tentando evitar uma discussão desnecessária. — Você está viajando, eu só estou apreensivo para o próximo jogo.

— Sasuke, somos amigos desde crianças, eu sei que está mentindo. — Aproximou-se, segurando as mãos do moreno e percebendo-as suadas, apesar dele ter tentado secá-las em suas vestes um pouco antes. — No entanto, você também sabe que pode contar comigo para tudo.

Sasuke percebeu que podia estar sendo um pouco duro com a amiga — talvez até mais ignorante do que devia — e se sentiu mal. Bufou, constrangido com a situação, e respirou profundamente antes de voltar a encarar os olhos esmeraldas e Sakura.

— Olha — começou, buscando as palavras certas para dizer. — eu sei que você só quer o meu bem, mas eu juro que está tudo certo. — Apertou a mão da rosada e tentou sorrir o mais convincente possível. — Não precisa se preocupar. 

— Sabe que eu não consigo não me preocupar! 

— Pois devia. — Soltou-se da Haruno e passou a buscar o uniforme dentro de sua mochila. — Tem muita coisa mais importante para estar na sua cabeça agora, como os próximos exames, que estão cada vez mais perto, ou o meu irmão, que vem vindo aí...

Sakura arregalou os olhos, num ato desesperado, e virou a cabeça para trás, procurando o Uchiha mais velho, mas percebeu que Sasuke estava apenas zombando com a sua cara quando o ouviu rir.

— Caramba, isso foi rápido! — referiu-se ao fato da velocidade que a amiga olhou para a outra direção.

— Não tem graça, palhaço! — Deu-lhe o soco forte no ombro, o bastante para deixar uma marca mais tarde.  

— Eu só quero que você relaxe, rosinha, não é para tanto. — Ainda ria.

— Do que é que está rindo? — Com as bochechas coradas, Sakura tenta disfarçar o momento constrangedor de segundos atrás.

— Eu imaginava que você tivesse uma queda por Itachi, só não sabia que era tanto assim...

— Ora, vai mesmo querer entrar nesse assunto, beija chão da Hyuuga? — Encarou-o com uma feição de deboche.

— Cale a boca... — Fechou a mochila, jogando-a em algum canto e se preparando para começar a se trocar.

— Você acha que eu não percebo, mas você não olha para mais ninguém do mesmo jeito que olha para ela. — O sorriso no rosto de Sakura era enorme, feliz demais para saber que seu plano de o deixar envergonhado estava dando certo.

— ‘Tá, ‘tá, já chega, agora eu preciso ir.

— Com vergonha, Uchiha? 

— Não, é que Itachi está chegando. — Indicou com um movimento de cabeça.

— Você acha que eu sou idiota? Como se eu fosse cair na mesma pegadinha duas vezes. — Com desdém, ela cruzou os braços novamente em frente ao corpo e sorriu de lado.

— Que pegadinha? 

O grito de Sakura quase ensurdeceu os dois Uchihas, que fizeram uma careta pelo desconforto. Ao se virar. Itachi estava logo atrás de si, carregando o baú onde ela sabia que guardavam as bolas do jogo. Seus cabelos longos estavam presos no costumeiro rabo de cavalo e agora ele lhe mirava com certo divertimento no olhar, achando graça do rosto completamente vermelho da jovem da Grifinória.

— Desculpe, não quis assustar. — Sorriu, inclinando a cabeça e fechando um pouco os olhos com o movimento das bochechas.

— I-Itachi?!

— E aí, mané. — Sasuke o cumprimentou, devolvendo o sorriso e encostando no armário.

No entanto, o irmão mais velho não devolveu o ato e sim o encarou com desconfiaça, estranhando o comportamento dos dois e o fato de que estavam sozinhos enquanto Sasuke devia estar se trocando.

— O que tem dito para Sakura que está deixando ela tão assustada assim? 

— Eu só disse...

— NADA! — A rosada o cortou antes que morresse de vergonha. — Ele não disse nada e eu já estava de saída. — Pegou suas coisas, passando a mochila desastradamente em um dos ombros e caminhou até a saída. — Até mais, meninos, e depois conversamos de novo, Sasuke.

Sakura saiu sem olhar para trás, deixando os dois irmãos com dúvida no olhar. Sasuke deu de ombros, finalmente tirando a roupa para poder vestir o uniforme, aproveitando que só havia os dois ali.

— O que deu nela? — Itachi perguntou com o olhar vidrado no lugar que a rosada isso.

— Você — respondeu, sem se importar muito.

— Eu?

— Ah, qual é, vai dizer que nunca reparou? 

— Eu não reparei nada. — Itachi disse, colocando o baú no chão e fingindo que seu rosto não tinha começado a esquentar.

— Até parece, você ‘tá sempre observando tudo — zombou. 

— Falamos disso depois, temos que focar para vencer da Corvinal no próximo jogo...

Contudo, Sasuke parou de pensar em todo resto ao ouvir o nome da casa rival, focando sua mente numa jovem de olhos perolados.

-

Ino e Hinata caminharam pelas estufas bem a tempo de ver o resto do time saindo do campo, então apressaram o passo a fim de encontrar Sasuke já sozinho para poderem conversar. Ele não estava na parte de fora, mas ouviram barulhos dentro do vestiário e decidiram entrar.

O Uchiha mais novo estava de costas para as duas, vestia apenas as calças negras habituais enquanto tentava desviar a camisa do avesso. O gritinho assustado de Hinata o fez acordar para a realidade e se virar, encontrando-a com o rosto abaixado e com Ino sorrindo de lado para ele.

— Os treinos de quadribol te fizeram bem, Uchiha — zombou, sabendo que isso tocaria na ferida da amiga, que agora estava emburrada.

— Desculpe, não ouvi vocês chegando. — Ignorou a loira e terminou de se vestir.

— Pode olhar agora, Hina, já está todo coberto.

Fingindo que esse comentário não a incomodou, Hinata levantou o rosto, mas ainda evitou mirar diretamente nos olhos escuros de Sasuke. Com um pigarro forçado, ela abraçou o próprio corpo e chamou os dois para perto. Quanto mais rápido saíssem dali, melhor.

— Então Hyuuga, vai falar ou não o que aflige?

O Uchiha não gostava quando ela não olhava para si, sentia-a cada vez mais distante e isso o incomodava. No entanto, o motivo pelo qual Hinata não o olhava não era apenas por tê-lo encontrado em uma situação considerada constrangedora, mas sim porque estava com receio do que viria a seguir. Sasuke não era uma pessoa de temperamento fácil e isso ela podia dizer com certeza, mas também tinha medo de magoá-lo com o que precisava dizer.

— Bom, vocês ouviram o que Pirraça falou ontem... — começou.

— Sim e ele não ajudou em nada. — Sasuke, que ainda estava indignado com o poltergeist, revirou os olhos.

— Talvez tenha ajudado.

— Como assim? — Ino perguntou.

— Ele disse que a resposta pode estar bem debaixo do nariz da professora Senju.

Ela queria, com todas as forças, que os dois entendessem o que ela estava dizendo, sem que precisasse se estender por muito mais tempo e palavras.

— Sim, e o que tem? 

— Ah... — Suspirou. — Ontem nós vimos o professor Orochimaru andando por aí quando mais ninguém estava acordado... 

— Nós estávamos! — Ino interviu.

— Sim, mas ela quer dizer os que não estavam descumprindo as regras e os outros professores. — Sasuke parecia pensativo, ponderando na mensagem que a Hyuuga passava. — É isso, certo? 

— É sim, e eu posso jurar ter visto alguns outros professores olhando meio estranho para ele durante esse tempo que as aulas voltaram.

— Mas isso é porque ele já é estranho por si só. — Ino sentou em um banco, não entendendo onde os dois queriam chegar. — Sem ofensas, cobra júnior. 

No entanto, Sasuke nem ligou para a provocação, ainda estava muito ocupado tentando absorver o que Hinata falava. Com o semblante fechado, ele esperou até que ela tornasse a falar, tentando se livrar do sentimento de frustração que crescia dentro de si.

— O que eu quero dizer é que os professores realmente têm achado que ele está agindo diferente e Pirraça disse que a resposta está bem óbvia. — Hinata olhou para Ino, a voz num tom mais alto que o normal. — Bem, Orochimaru é um dos amigos mais próximos de Tsunade, mas não sabemos até onde ele iria para conseguir o que deseja. Não podemos nos esquecer do que ele já fez no passado quando Hashirama disse que estava pensando em se aposentar. 

— Tem razão, ele foi o primeiro a se oferecer para ser o próximo diretor e não ficou feliz quando descobriu que a família Senju tinha outros planos. — Ino concordou, parecendo que sua ficha finalmente estava caindo. 

— Passado é passado, as pessoas mudam. — Sasuke se pronunciou outra vez, a irritação presente em sua voz.

Apesar de estar respondendo algo que a Yamanaka havia dito, o moreno olhava fixamente para Hinata. A Hyuuga sentiu os olhos arderem, mas não se permitiu chorar. Como já era esperado, ela sabia que o Uchiha não gostaria de onde o assunto levaria, pois o professor era o seu preferido, mas ela precisava falar.

Sasuke tinha uma relação muito chegada com Orochimaru, sendo ele o diretor da Sonserina e seu tutor, porém, uma vez que ele tinha aceitado fazer parte dessa investigação com ela, deveria ouvir seu ponto de vista. Afinal, ela tinha sido a única até então que tinha pensado em algo.

Engoliu a seco e encarou o moreno, mantendo o olhar dessa vez. Ela não se deixaria abalar e se ele quisesse discordar, por ela tudo bem.

— De qualquer forma, ainda é possível, sem contar que ele é um dos professores mais antigos de Hogwarts, conhece o castelo inteiro como a palma da sua mão — comentou com a cabeça erguida.

Um vislumbre de orgulho e surpresa passou pelos olhos escuros como ébano. Ver Hinata crescer e manter a pose o encheu de alegria e ele queria poder abraçá-la, mas também não esperava que ela iria se voltar contra ele daquela forma. Aceitando que não venceria nada naquela discussão, Sasuke concordou com a cabeça e ouviu o que mais ela tinha a dizer.

Eles armariam um plano para ficar de olho no professor sem que ninguém percebesse e, a primeira evidência boa o suficiente que tivessem, seria o bastante para começarem a desvendar o que os diretores da escola, o ministério da magia e os aurores estavam escondendo de todos.

-

Dentro da sala de poções, Kiba esperava que o professor Sarutobi terminasse de procurar o que precisava lhe dar.

Sentia-se envergonhado, nunca pensou que teria que passar por algo parecido e toda vez que pensava no passado, seu estômago se revirava. As imagens ainda estavam bem vívidas em sua mente e pensava seriamente em aproveitar para pedir algo para ajudar com a sua memória, apenas para não ter que lidar com aqueles sentimentos.

— Prontinho, sr. Inuzuka, aqui está. — Asuma lhe entregou um frasco de tamanho médio com um líquido um tanto viscoso e azulado. — Se lembra de quando precisa tomar?

Kiba não respondeu com palavras, mas sim com um agitar de cabeça, ainda muito encabulado para dizer algo.

— Vou logo avisando que ela não tem um gosto muito bom, mas irá te ajudar. — O professor ofereceu um sorriso amigável.

Outra vez, o jovem bruxo concordou, murmurando um baixo “obrigado” e se virando em direção a saída. No entando, antes que pudesse atravessar a porta, o moreno se voltou ao professor, com certo receio e dúvida no olhar.

— Diga. — Asuma o encorajou.

— Professor, o senhor não...

— Não se preocupe. — Cortou-o. — Jiraya me explicou a situação. Presamos pelo bem-estar e segurança de todos os alunos de Hogwarts, Inuzuka, seu segredo estará bem guardado conosco. Eu te levarei o resto da poção quando precisar, combinado?

— Certo. — Sorriu miúdo. — Obrigado de verdade, professor.

Saiu rapidamente, encontrando com Shino do lado de fora. Asuma também sorriu, mas a preocupação ainda estava estampada em seu olhar.


Notas Finais


Hinata mamacita fala, Sasuke vagabundo senta KKKKKKKKKKKKKKK amo uma mulher empoderada e vocês? ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...