História Prisioneira dos desejos - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kabuto, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Hinata, Naruhina, Naruto, Romance
Visualizações 107
Palavras 2.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Eu postei um aviso essa semana, mas descobri que isso é conta as regras do site e preferi excluir para não ter nenhum problema com a minha conta.

Então, só situando vocês sobre o que eu falei lá, eu resolvi voltar a escrever essa fanfic após seis anos sem atualizar (finalmente saí do hiatus). Só que, quando eu comecei essa fanfic, eu ainda era adolescente e talz. Minha escrita mudou um pouco. Então, eu reli os primeiros capítulos e dei uma revisada. Se vcs quiserem reler para ver o que mudou, podem ler. Mas não se preocupem que eu mantive 90% das coisas como estavam antes, pois não quis mudar a essência do que eu havia criado. Então, tbm não é mt necessario reler. Só fiz mais corrigir alguns erros de português e mudar pequenos detalhes que me incomodaram.

Enfim, aqui está o capitulo! Bjsbjs

Capítulo 8 - Quando vai ficar tudo bem?


Afastei-me de Naruto com o rosto fervendo.


O Uzumaki me olhou nos olhos e eu pude perceber que ele parecia tão envergonhado quanto eu por sua atitude repentina. Observei sua boca se abrir e fechar diversas vezes enquanto ele tentava formar alguma frase.


Desviei o olhar de si, sem coragem para encará-lo após o nosso beijo, e deixei que o silêncio tomasse conta do ambiente até que o próprio Uzumaki resolvesse quebrá-lo.


- Hinata, me desculpe - ele murmurou e eu o fitei. Era a primeira vez que Naruto me chamou pelo meu primeiro nome. Era sempre Hyuuga para ele. - Eu não devia ter feito isso.


Desviei o olhar para minhas próprias mãos, mexendo nos meus dedos. Será que ele se arrepende tanto assim?


- Não me entenda mal - o loiro disse ao perceber a minha expressão frustrada.


Arqueei a sobrancelha e olhei seu rosto, confusa.


- Como não entender mal, Naruto-san? Você me beijou e agora diz que está arrependido. Foi tão ruim assim? - perguntei direta, sem pensar muito.


Ao perceber minhas próprias palavras, arregalei os olhos e levei as mãos a boca, como se isso fosse me impedir de falar mais alguma besteira.


Senti meu coração acelerar dentro do peito. Desde quando eu falo o que penso tão facilmente? Talvez passar por tanta coisa tenha me feito mudar um pouco.


- Não é que foi ruim, porque foi bom - ele explicou. - Eu só não devia ter feito.


Fiquei calada esperando Naruto falar o que estava pensando.


- Você está abalada. Seu pai foi um desgraçado que só te magoou. Você foi presa e mal acabou de fugir. Eu não consigo pensar como foi passar por tudo isso…


Sua voz soou calma e eu mordi o lábio inferior com suas palavras, tentando controlar os sentimentos pesados que tomavam conta de mim ao pensar no que vinha acontecendo comigo e em que ponto a minha vida havia chegado.


- O fato é que você está frágil e eu não quero me aproveitar disso - ele disse pensativo, como se lembrasse de algo. - Não é porque eu quis que eu posso simplesmente te beijar. Eu não quero te fazer se sentir desconfortável.


Fiquei comovida com a sinceridade de suas palavras. Quem diria que ele se importava tanto assim.


- Tudo bem, Naruto-san - eu sorri de leve. - Não sinto que você se aproveitou de mim. No momento eu também quis - falei e ele ficou mais aliviado por minhas palavras. - Mas você tem razão. Não é o melhor momento para nós. Estamos os dois passando por problemas.


Ele assentiu com a cabeça, concordando com as minhas palavras.


- Meu dia foi muito difícil. Descobri coisas que mudaram tudo que eu sabia a respeito de mim mesmo - ouvi sua voz, surpreendendo-me com o que ele dizia.


A primeira vista, o Uzumaki havia me passado uma imagem tão fechada que era de se espantar vê-lo assim, falando do que sente. Seja o que for que tenha acontecido com ele hoje de tarde, isso havia o abalado muito.


- Enfim, de todo jeito sinto que começamos da maneira errada, Hyuuga - ele me olhou divertido, o que acabou me contagiando.


Era bom ver o sorriso largo de Naruto.


Pela primeira vez a maneira que ele falou meu sobrenome não foi uma forma de criar um espaço entre nós, deixando claro que não somos próximos. Pelo contrário, meu nome soou bastante bem na voz leve de Naruto e, antes que eu percebesse, eu estava sorrindo para ele.


- Vamos começar de novo. Sem confundir as coisas dessa vez, Naruto-san - eu disse.


Ele me estendeu a mão. Fiquei observando sua palma estendida na minha direção até que a minha ficha caiu e eu a apertei.


- Amigos? - ele perguntou quando eu saí do meu transe.


- Amigos - sorri.


De repente me veio uma pergunta na cabeça e eu não resisti, precisava tirar essa dúvida. E Naruto parecia realmente mais aberto hoje. Talvez fosse o momento ideal para perguntar coisas a ele.


- Hm, Naruto-san… - minha voz soou baixinha. Ele olhou em minha direção e murmurou um “o que”. Senti-me envergonhada com seu olhar em minha direção, mas continuei a falar. - Você trabalha com o que?


Consegui dizer o que tanto vinha me consumindo. Ele pareceu se divertir com a minha falta de jeito.


- Eu sou promotor. Mas eu tirei uns dias de folga, por isso estou tanto em casa.


Abri a boca, surpresa por suas palavras, e de certa aliviada por saber da nova informação a respeito dele. Com um pai como o Jiraya, era surpreendente que Naruto seguisse algum ramo do direito.


- O que você estava pensando que eu fosse? - ele arqueou a sobrancelha com a minha expressão chocada. - Não achou que fosse algo ilegal, achou?


Escondi meu rosto com as mãos, envergonhada. Naruto riu de mim.


- Eu só estava curiosa, okay? - me defendi. - Você mora em um prédio caro e eu… ahhh - desviei o olhar para qualquer coisa que não fosse o loiro junto de mim.


Fiquei me sentindo mal por pensar mal dele.


- Tudo bem, Hyuuga.


O olhei emburrada por ele se divertir com a minha vergonha.


- Enfim, tem algo que eu quero perguntar desde que você chegou aqui, mas não achei o momento certo - ele disse e eu o olhei curiosa. - Quantos anos você tem?


- Que dia é hoje? - perguntei, aparentemente cortando a sua pergunta, e ele ficou sem entender. Mas pegou o seu celular no bolso, olhando o calendário.


- Hoje é vinte e sete de novembro - Naruto respondeu confuso.


- Ah… falta um mês para eu fazer vinte.


Ele colocou a mão no queixo pensativo. Confesso que me perguntei o que se passava por sua cabeça.


- Então você ainda é menor de idade aqui no Japão. Isso complica as coisas… - ele falou mais para si mesmo do que para mim, mas depois aumentou o seu tom de voz e olhou em minha direção. - Não podemos deixar que o seu pai saiba onde você está. Legalmente ele ainda tem a sua guarda.


Naruto falou e meu coração batia mais forte a cada palavra dele. A minha ficha de que meu pai ainda é o responsável legal por mim não havia caído até o momento.



- Isso é… Eu não tenho nem palavras. Como que um cara que vende a própria filha pode ter algum direito sobre mim?! - perguntei indignada. - Isso não é nada justo!


Naruto me olhou, sentido com a minha situação.


- Eu sei que não é justo, mas é a realidade e precisamos lidar com ela.


Mordi o lábio inferior, chateada com a minha própria condição. Não havia nada que eu pudesse fazer.


- E o que faremos? - acabei perguntando.


Corei quando percebi que havia o incluído na minha situação. Não é com se Naruto me devesse nada. Eu já estava na casa dele de favor. Ele não tem que me ajudar com isso. Seria apenas um problema para ele.


O Uzumaki percebeu a minha expressão triste e levou a sua mão até a minha, apertando-a, como que mostrando através desse gesto que está comigo.


- A gente vai dar um jeito, Hyuuga.


Desviei o olhar das nossas mãos juntas e o encarei.


- Eu não quero te meter nisso, Naruto-san.


Ele balançou com a cabeça em negação, como se não aprovasse as minhas palavras.


- Mas eu já estou metido nisso. E eu vou fazer isso por você - ele me fitou com seus olhos azuis de maneira séria. - Você era importante para a minha irmã. E ela falava com um carinho grande de você.


Ele sorriu enquanto tirava do meu rosto, com sua mão, minha franja que teimava em cobrir meus olhos.


- Você não precisa fazer isso só pela Ino.


Ele me olhou sério.


- Confesso que em grande parte é por ela. Por eu ter prometido - Naruto admitiu e eu desviei os olhos de si. - Mas também é porque eu sei que você é uma boa pessoa e não merece passar por tudo isso. Não posso ficar sem fazer nada te vendo passar por isso sozinha.


O olhei, surpresa por suas palavras, e não disse nada. Mas me sentia agradecida pelo Uzumaki se importar tanto.


- Vamos fazer o seguinte: você vai ficar aqui em casa. Não vamos deixar ninguém saber disso até você ser maior de idade para não correr o risco do seu pai descobrir onde você está. Não queremos correr riscos, certo? - ele disse e eu assenti com a cabeça. - Sem falar que o Kabuto e o Orochimaru ainda estão soltos. Só o Jiraya foi preso.


- Eu não… tinha pensado nisso… - minha voz soou preocupada.


Quando eu achei que finalmente poderia descansar e estava livre, descobri que ainda não estou totalmente segura. Jiraya está preso não é o fim dos meus problemas. E eu não havia me dado conta disso até esse momento.


- Mas nós não vamos arriscar. Eles não vão descobrir onde você está - ele falou, tentando colocar firmeza em suas palavras.


Decidi confiar em Naruto. Sinto que posso me sentir segura com ele. Eu espero que Ino estivesse certa sobre o irmão. Espero que ele possa me ajudar.



[...]



Yamanaka Ino



Fitei meu rosto no espelho enquanto penteava os meus cabelos loiros com uma escova.


À medida que eu desembaraçava os fios longos, observei cada traço do meu rosto imaginando se ainda havia algo da mulher que eu fui, antes de perder a memória, dentro de mim.


Parece que existia outra vida da qual eu não faço parte agora. Por que eu não consigo me lembrar de quem eu era?


Encarei meus olhos azuis no espelho e me perguntei de quem eu havia os puxado. Será que eu pareço com os meus pais ou com alguém da minha família? Será que eu tenho família? Por que ninguém nunca veio me visitar?


São apenas algumas das perguntas em minha mente. É tão frustrante não saber nem o próprio nome. É algo tão simples e ainda assim eu não faço ideia de como seja.


Eu não sei coisas bobas como o que eu gostava de fazer. Se eu tinha um bom relacionamento com as pessoas. Se eu era uma boa pessoa - isso eu me perguntava bastante, afinal, eu levei um tiro, alguém devia ter raiva de como eu era.


Mas nada vinha a mim. Nada. É tudo uma incógnita.


Talvez por isso eu tenha me apegado tanto a Gaara. Ele é a única coisa real que eu sei que está acessível. Que está aqui para mim.


Sorri ao pensar no ruivo. Ele era tão carinhoso comigo. Sem dúvida ele quem faz o meu tempo no hospital ser suportável. Pergunto-me o que eu vou fazer quando receber alta. Talvez ele não possa me dar mais atenção como agora.


Mas o mais importante: para onde eu vou quando receber alta?


Aparentemente eu não tenho ninguém.


Suspirei, saindo dos meus devaneios, e prendi meus cabelos em um rabo de cavalo antes de sair do banheiro. Encontrei Gaara dentro do quarto de hospital, parado na frente da janela, observando a rua.


Caminhei devagar até está atrás dele. Ele ainda não havia percebido a minha presença.


- Aqui a essa hora? Achei que só viria para a visita de rotina na hora de eu tomar meus remédios - franzi a testa e o ruivo se virou ao ouvir a minha voz.


Estranhei seu rosto sério.


- Eu não vim te examinar, Akemi-chan - ele sorriu sem muita vontade. - Eu tentei adiar isso ao máximo, pelo seu estado, mas agora não dá mais. A polícia quer ouvir o seu depoimento sobre quando invadiram o lugar onde você estava.


Abri a boca sem saber o que dizer.


- Mas o que eu vou dizer? Você sabe que eu não lembro de nada.


Gaara me olhou triste e passou a mão pelo meu cabelo, como se dissesse que também não gostava do que estava acontecendo.


- Eu disse isso pra policial. Mas eles querem te ouvir mesmo assim. Parece que esse lugar onde te acharam estava envolvido em um problema grande e qualquer informação é bem-vinda.


Assenti com a cabeça, entendendo a situaç


- Vai ser rápido. Depois disso você pode descansar - o ruivo me confortou.


Apenas suspirei. Não é como se eu tivesse outra escolha. Só esperava tentar me lembrar de algo que pudesse ser útil.


Notas Finais


E foi isso pessoas! Depois de tanto tempo estou aqui novamente. Espero realmente que vcs gostem 💜


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