História Prisioneiros - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, V
Tags Jimin, Policial, Taehyung, Vmin, Yaoi
Visualizações 20
Palavras 4.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~OI GENTEEEE, TUDO BOM?~
Eu até que voltei bem mais cedo do que eu esperava

Gente meu celular é um lixo pra escrever, sério! *só queria desabafar*

Enton meus nenes, esse capítulo está focado no Jimin. Eu fiz esse capítulo para vocês entenderem mais ou menos como ele se sente e quais são seus maiores medos e tal.

O começo pode estar um pouquinho confuso, mas vão lendo que vcs vão entender shaishajsjajshsi

Vou parar de enrolar aqui, bjus guys, nos vemos nas notas finais!

Boa leitura e perdoem os errinhos, please!

Capítulo 3 - O medo do pecado


Devassidão.

Jimin estremeceu ao sentir o nariz alheio passear por entre a curvatura do seu pescoço seguindo o caminho até a ponta de seu ombro deixando apenas a respiração quente bater contra sua pele alva. Seu perfume natural estava sendo inalado pelo outro com certo propósito. Parecendo viciado naquela região o jovem passou a distribuir selares no loiro – que até então encontrava-se imóvel com os toques que continuava recebendo –, seu corpo ardia, queria sentir mais, cada vez mais. Seguindo a trilha de beijos úmidos e calmos até o pescoço do Park, o ruivo resolvera que seria interessante deixa-lo marcado por ali. 

Aquela sensação nova de estar completamente a mercê do Kim, deixara Jimin extasiado. Qualquer movimento parecia arriscado, mas isso só contribuíra para o momento ficar mais excitante. Brigou consigo mentalmente por nunca ter experimentado algo como isso antes, afinal, por ele ser noivo e o homem da relação, nunca sequer tentou se deixar ser dominado. Nunca imaginou que seu corpo reagiria tão bem a certos comandos.

De maneira calma o Kim girou o corpo do loiro – que estava de costas até então, recebendo alguns carinhos por ali – até que ele ficasse de frente para si. Jimin não se sentia assustado, ele queria sentir um pouco mais daquilo, a sensação provocada pelo outro em seu corpo era algo inexplicável. Tamanha era essa sua vontade que acabou por permitir que o outro continuasse com o que estava fazendo. Não ficou incomodado por estar apenas de cueca box na frente do Kim, superou com certa facilidade o fato de estar diante de um homem homossexual.

Sem perder muito tempo, Taehyung, com nenhum pingo de pudor atacou o pescoço – área preferida do ruivo até o momento – do jovem a sua frente. O primeiro contato mais agressivo com o baixinho loiro. Sua boca molhada fazia um trabalho impecável naquele local, algumas sucções foram feitas ali, para alimentar cada vez mais a excitação presente no recinto. Não muito satisfeito com apenas aquela pequena marca que fora feita, subiu um pouco mais o caminho do pescoço chegando até o lóbulo sensível da orelha do outro. Deixou uma mordida leve e arrastada, fazendo todas as terminações nervosas que haviam ali, enviar uma mensagem prazerosa ao restante do corpo do Park.

Por alguns breves instantes pensou em como tudo aquilo poderia ser considerado tão errado? Era algo tão bom, inebriante, não conseguia lidar com o fato de como seu corpo correspondia muito bem a outro homem. Não deveria ser errado, não mesmo! Fora inevitável conter o gemido que estava no meio de sua garganta quando Taehyung começou a trabalhar com as mãos em seu corpo – mais especificamente o peitoral –, passeando com as pontas do dedos, praticamente fazendo um carinho encantador. Fora um ato tão delicado que até se surpreendeu.

Jimin cansou de ficar paralisado, resolveu agir.

Puxou Taehyung, pelo pulso, até sua cama. Em um pedido silencioso apenas indicou que ele deveria se deitar. Sem mais delongas, assim que o ruivo se deitou, Jimin tratou de monta-lo. Tinha pressa, não entendia o porquê, mas algo dentro de si queria se libertar. Um semblante nada casto tomou posse de seu rosto, era como se algo diferente dentro dele estivesse o comandando. Estava sentado em cima do membro do outro – que ainda continuava coberto pelo tecido da calça jeans –, e queria poder testa-lo. Taehyung não mudara a expressão em seu rosto momento algum. O Park achou estranho ao notar que o tempo todo o garoto ali consigo não esboçara nenhuma reação momento algum desde que estavam juntos naquele quarto.

Forçou seu bumbum no membro embaixo de si, afim de ver se algo ali despertaria. Nada. Nenhuma reação. Nem mesmo um suspiro recebera do ruivo. Estava começando a ficar frustrado com a situação. O que estaria acontecendo ali? Por que só ele estava excitado com toda aquela situação? Não era possível que apenas ele estava sentindo todos aqueles choques em seu corpo. Passou a ficar desconfiado, afinal de contas, como foram parar ali mesmo?

Jimin esforçou-se para lembrar, mas nada vinha a sua mente. Não havia memória nem mesmo de ter feito algum convite para o Kim poder estar em sua casa e ainda mais em seu quarto. Levantou-se rapidamente para sair de cima do garoto. Agora sim, o medo começava a surgir, junto a confusão em que sua cabeça se encontrava. O quarto estava sendo iluminado apenas por uma fresta da janela. A luz de alguns postes do lado de fora da casa invadiam o quarto alheio, mas não o suficiente para que pudesse se enxergar tudo perfeitamente.

Se distanciou um pouco da cama, precisava respirar, algo estava muito errado ali, só não conseguia entender o que poderia ser. Sua respiração desregulou por breves instantes, sentia uma pressão forte e repentina em sua cabeça. A intensidade da pressão aumentou gradativamente, o loiro então não suportando mais sentir aquilo, pressionou os olhos com força e levou as duas mãos até o local onde doía. Um zumbido muito forte passou a ser ouvido por ele, o que só contribuíra para sua dor aumentar ainda mais.

– Faça parar, por favor, faça parar! Dói muito! – O Park implorou, agora já jogado ao chão; em uma posição fetal; com os braços e mãos forçando sua cabeça para baixo; quase aproximando sua cabeça de seus joelhos flexionados.

Uma gargalhada alta e maléfica se espalhou pelo local. Finalmente pela primeira vez desde que se lembrara da presença do ruivo em seu quarto o ouviu se manisfestar de alguma forma. Por que ele estaria rindo de uma situação como essa? Estava sentindo muita dor, algo inexplicável, porque até pouco tempo atrás o loiro encontrava-se em um emaranhado de sensações maravilhosas e agora, então, estava ali jogado no chão como um coitado.

– Agora você quer que eu pare? Alguns segundos atrás você não me parecia querer parar, gracinha! – Taehyung parou ao lado do Park, não conteve o sorriso sarcástico que surgiu em seu rosto ao vê-lo ali daquela forma, logo se pôs sobre o joelho apoiado no chão para ficar mais próximo do caído ali. – O que foi? Não está gostando mais? – Outra risada maléfica pôde ser ouvida pelo loiro. – É isso que acontece aos pecadores, Jimin, o prazer não vem de graça...

Park se contorcia no chão. Sentiu as dores se estenderem até sua espinha que vez ou outra parecia querer quebrar. Taehyung estava fazendo aquilo consigo? Como? Por que? O desconforto permanecia insuportável, só queria fazer parar, sentia-se fraco. Juntou forças que nem ao menos sabia que tinha para conseguir erguer seu tronco e olhar nos olhos do Kim e tentar entender o que era aquilo tudo.

– Por que você está fazendo isso comigo? – Sua fala saíra sôfrega juntamente a um gemido agonizante.

– Me diga, Park, conhece bem os sete pecados capitais? – Ao notar que o homem a sua frente não o responderia, continuou a se pronunciar, ainda vendo graça no sofrimento alheio. – Bom, gracinha, o que estávamos fazendo a pouco, tem por nome de um dos meus pecados favoritos...Luxúria!

Jimin não conseguia entender onde Taehyung estava querendo chegar com aquela conversa. Quanto mais ele falava seu estômago embrulhava de tal forma que o fez pensar que poderia vomitar a qualquer momento. Antes seu corpo ardia de tesão, agora ele arde pelo calor descomunal que sentia, e esse calor vinha dele, o Kim! Era uma quentura desconfortável e o fazia transpirar.

– Não vou precisar te explicar o significado de luxúria, não é? Você sabe muito bem que esse desejo carnal que tem por mim é a sua ruína e mesma assim prefere pecar... O carinha lá em cima está chateado com você! – Taehyung se levantou, o que não passou despercebido por Jimin, ele caminhou até a porta do quarto e parou com a mão já na maçaneta. – Aliás não é só ele que está chateado com você... – Com um sorriso vitorioso nos lábios ele abriu a bendita porta.

Um clarão adentrou o quarto, fez até com que o Park tivesse que proteger os olhos da claridade invasora. O que ele não esperava ao abaixar a palma da mão que usou para se proteger do brilho intenso era encontrar seus avós acompanhados atrás dos mesmos pelo seu sogro e sua noiva. Todos com uma nítida expressão de nojo olhando para si. Um forte desespero bateu no pobre garoto que tentava se levantar a todo custo, mas sem sucesso nenhum. Por que estavam todos ali? Como isso foi acontecer? Não queria encara-los, estava com vergonha demais.

– Então foi isso que você se tornou? – A voz grossa e impositora de seu avô lhe tirara dos eixos. – Você é uma vergonha para a família Park! A minha maior decepção da minha vida! Não acredito que permiti que alguém como você pudesse ser da minha família! És uma desonra para nós, a partir de hoje, esqueça que nós existimos e suma de nossas vidas! – Ralhou o velho com um olhar mortal para seu neto.

Aquilo atingira o Park em cheio. Seu coração acelerou de tal forma que não se surpreenderia se um ataque fulminante o acometesse. E nessa ocasião ele não acharia ruim se acontecesse.

– Como pôde fazer isso comigo, Jimin? – Dessa vez fora a voz de Soraya que lhe tirara do transe. A jovem estava com o rosto molhado pelas lágrimas que deixou escapar ao ver seu noivo daquela forma humilhante na frente de todos. – Eu tenho nojo de você! – A jovem saiu correndo para fora do quarto, deixando o loiro aflito e sem forças para poder levantar e alcança-la. A dor em seu peito era anormal, colossal, considerada até um absurdo de tão monstruosa.

– O que está acontecendo aqui? Por que estão todos contra mim? – A essa altura do campeonato a voz embargada saíra trêmula. Seus rosto se encontrava encharcado pelas lágrimas salgadas. – Por que sou tão imperfeito?

No canto do quarto e observando tudo atentamente Taehyung não parava de sorrir. Sórdido.

– O que está acontecendo?! – Hoyu, seu sogro se manisfestou dessa vez. – Você é um bichinha, nojento que não se dá ao respeito e ainda tem a maior cara de pau de perguntar por que estamos fazendo isso com você? Eu te quero bem longe da minha filha, seu infeliz! Quero que você e toda essa praga de gays morram e queimem no inferno! – Ralhou, enfurecido e a ponto de cometer alguma loucura. Inevitavelmente Jimin soluçava de tanto chorar. Seu pranto incessante não comovera nenhum dos que se encontravam ali no aposento. – E caso não tenha entendido bem as minhas palavras, aqui fica um recadinho pra você!!! – Hoyu com o sangue fervendo sacou a arma da sua cintura e fez um disparo contra Jimin. O tiro lhe acertara bem no ombro esquerdo. – Ah, e mais uma coisa, tá demitido! – Antes de se retirar do quarto para ir atrás de sua filha ele foi até o loiro e lhe cuspira na face.

Seus avós, que até então assistiram a toda a atrocidade, saíram do quarto acompanhando o delegado Hoyu. Apavorado, Jimin, se atreveu a olhar para o ferimento que acabara de acontecer em seu ombro. A imagem não era nem um pouco agradável, um buraco grotesco ficara ali exposto e cheio de sangue. Uma tontura o atingiu em cheio, logo sentiu seu tronco se chocar contra o chão gelado. Permaneceu imóvel, da maneira que caiu, continuou. Se sua vida acabasse ali mesmo já não se importaria mais, todos que ele mais valorizava o odiavam agora por saber quem ele era realmente. No fundo queria morrer...

– É isso que acontece com pessoas como nós... – Jimin olhou fixamente para a única pessoa que restara naquele quarto. Taehyung tinha uma expressão nula, não conseguia decifrar e naquele momento nem queria.

– Quem é você?

– Eu? – Não pôde deixar de rir. – Tenho muitos nomes... – Fez uma pausa dramática. – Mas creio que tenha um que seja o mais conhecido entre vocês mortais! – Aproximou-se um pouco mais de Jimin caído e o olhou fixamente nos olhos antes de responder. – Lúcifer! – Os olhos do suposto Taehyung ficaram vermelhos no mesmo instante.

Seu coração quase parou ao ouvir aquele nome.

– N-Não! Não pode ser!


***


– NÃOOO!

Jimin acordou desesperado e ofegante. Acabara de ter um dos piores pesadelos de toda sua vida. Sua respiração entrecortada denunciava o quanto sua aflição fora desgastante durante esse sonho horrendo. Seu peito subia e descia de maneira acelerada, ainda por cima transpirando copiosamente, sinais claros do seu desalento. O que fora isso que acabara de acontecer? Permaneceu perplexo por alguns longos minutos.

Talvez para tentar ter uma maior convicção de que aquilo que vivenciou fora realmente um pesadelo o jovem loiro direcionou seu olhar até o ombro esquerdo. Com certa serenidade puxou o tecido de seu pijama de seda, verificando se não havia nenhum ferimento de bala de fato, ao notar sua pela intacta, suspirou amainado.

Tateou o móvel pardo ao lado de sua cama afim de encontrar o interruptor do pequeno abajur do Bob Esponja que havia ali. Assim que seus dígitos alcançaram o objeto, ele fora ligado. Sua garganta deu um nó ao lembrar que Taehyung fora tido como Lúcifer em seu pesadelo, mas por quê? Agora com certa iluminação no aposento ele tentava se encontrar em meio ao rio de pensamentos.

– O que foi esse pesadelo? – Perguntou para si.

Um turbilhão de questionamentos se passava pela sua cabeça, mas nada do que cogitava contribuía para tentar assimilar o que fora esse horror que o fizera acordar tão consternado assim do nada. Ao notar o horário em seu despertador de mesa concluiu que três horas da madrugada não seria um bom momento de pensar sobre aquilo.

Mesmo assim tinha a mais plena certeza de que não dormiria mais aquela noite.


Santa Missa.

"Domingo", palavra que saíra com pesar da boca do loiro sentado no banco de seu carro que se encontrava parado em frente a pequena igreja. Jimin estava nervoso, com medo, aflito e envergonhado, pensava em como poderia entrar na casa de Deus, tão sujo como estava com seus pecados. Não queria e não poderia perder aquela missa que seria completamente voltada para a semana carismática dos jovens aos quais ele ajudava todas as quintas feiras pelo horário da tarde. Toda vez que reunia forças para abrir a porta do carro um abarrotado de lembranças invadia sua mente o fazendo se sentir um fraco e perdendo a vontade de sair do veículo.

O que faria? Como contaria ao padre que ele, logo ele, havia cometido um pecado tão grave? O bom Padre Junmi sabia dos outros "pequenos deslizes" que Jimin já tivera ao se tocar observando o seu vizinho nu pela janela, o loiro sempre se confessava aos domingos, para se redimir dos seus erros. Considerava sua cruz um fardo pesado, não tinha idéia de como fazer para carrega-la, esperava que o bom Jesus o perdoasse e tivesse misericórdia da sua pobre alma.

Imundo, era como Park se sentia, impregnado pelo pecado.

Ele precisava contar sobre o pesadelo para o representante do Senhor aqui na Terra, mais conhecido por todos na cidade por Pe. Junmi, mas fazer isso seria como decretar que teve uma conversa em seu subconsciente com o próprio diabo. E não ele não queria ter que admitir isso. Seria capaz até de lhe recomendarem um exame de alma – que em outras palavras, naquela região, seria o afastamento do garoto para algum lugar isolado, por tempo indeterminado, onde só haveria ele e mais dois sacerdotes da igreja para a cura e renovação de sua alma pecaminosa – não queria que chegasse a tanto.

Estava com tanto medo que até imaginou que o padre poderia querer lhe fazer algum exorcismo para poder retirar o "demônio" que havia dentro de si. Se sentia culpado, não só pelo ato carnal com um homem, mas também pela traição, acabara traindo sua noiva, que definitivamente não merecia nada disso. Conheceu Soraya desde pequena, a jovem nem sempre morou na cidade, houve uma época em que fora morar fora, mas quando voltou, pareceu um furacão arrancando todas as estruturas do Park. Ele era completamente apaixonado por ela, não entendia o por que de ter traído logo alguém como a noiva que sempre fora boa para si e esteve ao seu lado para qualquer coisa.

Sua noiva não merecia nada desse tipo, sentia-se péssimo. Ter que contar isso ao padre parecia cada vez mais difícil, Jimin não aguentaria ter que encara-lo nas próximas missas se ele soubesse o quão pecador o jovem era. Uma revolta subia pelo corpo do loiro, não compreendia como pudera ser tão fraco ao ponto de se entregar daquela forma. O que o deixava mais revoltado era saber que se não tivesse ouvido aquele barulho que lhe tirara do transe em que se encontrava, ele certamente teria dado continuidade à aquilo que estava acontecendo dentro de sua delegacia. Considerou o estrondo como um sinal para que não acabasse consumando aquele ato por fim.

– Kim Taehyung é o diabo em pessoa... – Acabou por deixar escapar baixinho o pensamento. Até mesmo em seus sonhos o ruivo era a personificação do mau, por que não seria na vida real?

Uma batida leve na vidraça do carro do jovem o fez saltar do banco atemorizado, quase bateu com a cabeça no teto do veículo com o susto que levou. O coração célere de Jimin procurou se acalmar, não poderia demonstrar o alarde em que estava a ninguém, para não gerar suspeitas. Em sua cabeça qualquer coisa poderia soar suspeito demais e acabaria o entregando de bandeja para o falatório da cidade, então respirou fundo para manter a calma e poder por fim dar atenção a quem lhe bateu a janela. Botou um sorriso simpático no rosto ao ver que era apenas a Sra. Minah, uma das integrantes da igreja, baixou o vidro para que pudesse falar com ela.

– Vamos entrar, meu menino? A missa já começou!

Park apenas sorriu para ela e aproveitou o momento para sair logo do carro antes que outro pensamento o impedisse. Era o certo a se fazer, assistiria toda a missa e depois iria direto ao confessionário falar com o Pe. Junmi. Se sentiria muito pior se não o fizesse, conversar com alguém – mesmo que esse alguém fosse o religioso da paróquia – era essencial para si no momento, andava tão nervoso que despertaria a curiosidade das pessoas logo, logo, pelo menos em sua cabeça seria assim.

Ao posicionar o pé direito dentro da igreja sentiu-se culpado. Direcionou o olhar diretamente para a cruz sagrada ao fundo da parede onde ficava o palco em que o Pe. Junmi fazia suas pregações. Não conseguiu sustentar o olhar na imagem por muito tempo, estava consumido pela perversão, não era mais digno de poder olhar para o filho sacrificado de Deus. Suspirou e de cabeça baixa foi até o seu lugar.

Sentou-se na primeira fileira como de costume, lá guardando seu lugar, já estavam seus avós. Os cumprimentou rapidamente e voltou a atenção para o Padre em sua oratória no meio do palco central. Ele dizia algo sobre como Jesus amou a todos e por meio dessas palavras e pensamentos, Jimin, acabou devaneando novamente para longe onde encontrava pensamentos como: "Será que ele ainda me ama?", "Ele perdoaria o meu pecado?", "Sou tão errado assim?". Foram muitos questionamentos em tão pouco tempo em que estava lá dentro.

– Meu neto, está tudo bem? – Seu avô lhe chamou ao perceber que o neto não estava prestando atenção no que o religioso dizia. – Se sente mal?

– Não vovô, estou bem, só não dormi direito noite passada. Não se preocupe! – Jimin sorriu para tentar disfarçar o quanto estava confuso e perdido naquele momento, a última pessoa que ele queria decepcionar na vida era o seu vô.

O Park mais velho então deixou quieto, sabia que seu neto as vezes passava a madrugada estudando para passar no concurso para ser delegado, imaginou que ele estava disperso por não ter dormido direito. Mal sabia o mais velho que a perturbação do garoto fora a noite mal dormida sim, mas por outro motivo. Jimin só pensava no quanto aquilo com Taehyung fora errado, mas ao mesmo tempo tão bom, estava quase ficando louco de tanto raciocinar.

Outra vez aquele pesadelo lhe atingira o pensamento... Seria algum aviso? Se o seu sonho ruim tiver sido um sinal para que se afastasse de vez do ruivo ele com certeza o faria. Aquilo tudo o que aconteceu era o seu maior medo e receio, não aguentaria jamais ferir os sentimentos daqueles que tanto ama.

O Pe. Junmi terminou o sermão dando o aviso para fazerem a fila para o confessionário, Jimin não se apressou, esperou todas as pessoas que iriam se confessar entrar na fileira para ele poder ser o último, só para garantir que ninguém iria ouvi-lo se confessando, não que alguém pudesse ouvir, era tudo muito discreto, mas ele preferia se garantir assim.

Normalmente não esperaria muito tempo até que chegasse a sua vez, mas por ser domingo havia mais pessoas para se confessar do que haveria se fosse um dia da semana. Mesmo assim, sua vez não demorara a chegar, antes de entrar no pequeno confessionário de madeira antiga; toda trabalhada em xilogravuras de anjos e palavras transcritas; antiga porém extremamente conservada; o jovem Park verificou – correndo com os olhos pelo local – afim de ter certeza que só restara ele e o Padre naquela igreja.

Respirou fundo antes de entrar.

– Olá, Padre! Bênção? – Jimin deixara sua voz sair em um tom mais baixo que o normal.

– A bênção do Senhor, meu filho! Diga, o que tens para me confessar?

– P-Padre, me perdoe, pois novamente eu pequei... – Park se sentia enjoado e com o coração apertado, sua voz trêmula não passou despercebida pelo Pe. Junmi.

– O que foi que fizeste, meu menino? – O religioso do outra lado da cabine temeu pelo o que poderia ouvir do jovem, pela voz já reconhecia ser Jimin e conhecia muito bem os seus pecados.

– Eu... – O loiro engoliu um pouco de saliva antes de dar continuidade ao que teria que contar. – E-Eu fui fraco, Padre! Permiti que uma pessoa me tocasse de uma maneira que ela não deveria. – Suspirou ao lembrar perfeitamente como Taehyung lhe tocara aquele dia. – Traí minha noiva, minha tão amada, Soraya!

– Se deitou com outra mulher?

– Com outro homem, Padre, mas não passamos dos beijos... – A essa altura, Jimin se segurava para não chorar.

– Então é pior do que eu pensei, meu filho... – O Pe. Junmi fez um silêncio breve ponderando o que deveria falar a aquela pobre alma confusa. – Fora com aquele mesmo rapaz que por muitas vezes você confessou observa-lo de sua janela?

– Sim...

– Se arrepende, Jimin?

Park se assustou quando o Padre lhe chamara pelo nome, por mais que estivesse com o rosto escondido se sentia exposto. Sabia muito bem que aquela conversa não saíria dali, mas mesmo assim era desconfortável para si.

– De toda minha alma, o meu bom Senhor sabe como estou me sentindo!

– Que bom, isso é ótimo! – O Padre tossiu um pouco antes de dar continuidade em sua fala. – Agora preciso que preste muita atenção, Jimin!

– Sim!

– Irás se afastar desse jovem. Nem que você precise se mudar, afaste-se ao máximo dele. Não percebeu que ele nunca vem a nenhuma missa? Sabe por que, meu filho? O diabo já tomou conta da vida dele, todas as escolhas desse jovem são errôneas. Ele não entra aqui porquê o demônio que lhe possui sabe a força de Deus, por isso não se atreve a colocar os pés dentro da nossa amada igreja. 

– Ele diz ser ateu, Padre! O senhor não acha que seria melhor eu tentar me aproximar dele e traze-lo para dentro da igreja?

– NÃO! – O idoso se exaltou. Pigarreou, afim de disfarçar o seu descontrole rápido. – Me escute, por favor! Não se junte com ele, será sua ruína, pois o tinhoso te quer junto ao rebanho dele. Homossexuais são todos soldados do anjo caído, não acredite em nada do que lhe disserem!

– Tudo bem! Qual será a minha penitência? – Jimin ficou chateado ao ouvir as palavras do religioso, era para ter se sentido aliviado ao confessar, mas o seu peito só parecia doer cada vez mais.

– Ore cinquenta Ave Maria e cinquenta Pai Nosso!

– Eu o farei! Obrigado, Padre!

Jimin saíra do local com uma angústia maior do que entrou, não conseguiu entender o por que, mas seguiria tudo aquilo que o Pe. Junmi lhe recomendou. Se afastaria de Kim Taehyung!


Notas Finais


Eu confesso que tô um pouco insegura com esse cap heuheuheuhe mas blz

Não teve interação Vmin hj :c mas no próximo tem então relaxem kkkk

Aaaah, e as explicações sobre o que aconteceu com o pai do Tae vão estar no próximo capítulo, ok?

Deixem oq vcs estão achando dessa estória ai nos comentários pleaaase <3 Ajuda a incentivar a pessoinha aqui heuheuheue


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