História Prison World Bonkai - Capítulo 37


Escrita por:

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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Damon Salvatore, Malachai "Kai" Parker
Tags Bonkai, Bonnie Bennett, Kai, Malachai Parker
Visualizações 146
Palavras 3.720
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como assim DOIS comentários nos últimos DOIS CAPÍTULOS? Vocês enjoaram? Não estão gostando? Desanimaram? A história está ruim?

To confusa 🤷🏾‍♀️

Boa leitura!

Capítulo 37 - Uma estaca de madeira


 


Bonnie 

Entrei na mansão estranhando o silêncio que havia lá. 
    ⁃    Damon? Olá! Chamei olhando em volta, mas não tinha ninguém. 
    ⁃    Bonnie, aqui! Ouvi Jeremy chamar, andei em direção à ele. A voz vinha da biblioteca, ele revirava algumas prateleiras procurando alguma coisa. 
    ⁃    O que está fazendo? Cadê todo mundo? Perguntei confusa. 
    ⁃    Bonnie, ontem à noite eu quase matei minha irmã. Damon tirou Elena da cidade por alguns dias, eu disse a ele que você estava me ajudando. Jeremy falou sem se distrair da sua busca. 
    ⁃    Meu Deus, Jeremy!!!! Mas a Elena está bem? Perguntei preocupada. 
    ⁃    Está bem! Damon conseguiu me desarmar a tempo, mas Bonnie, eu perdi o controle, quando estou perto de um vampiro, nada me faz recuar, nem meu amor pela Elena fez eu parar. Ele falou se torturando por quase matar sua irmã. 
    ⁃    Céus, então não temos mais tempo. Falei respirando fundo, era agora, eu precisava fazer o feitiço e destruir a pedra. Jeremy parecia não me ouvir, continuava revirando a biblioteca, Damon vai matá-lo por toda essa bagunça. 
    ⁃    Achei. Ele bradou se virando para mim. 
    ⁃    Achou o que? Perguntei andando para perto dele. 
Jeremy segurava uma espada, ou devo dizer “A espada”, no cabo do artefato estava exatamente um espaço para a pedra fênix, o que tornaria aquela arma perigosa novamente. 
    ⁃    Como sabia onde estava? Perguntei surpresa por aquela maldita espada estar bem debaixo do meu nariz. 
    ⁃    Eu não sei. Eu só sabia. Ele falou completamente surpreso. Jeremy olhava a espada e eu me aproximei para também olhar, era bonita de um jeito estranho, parecia uma peça de museu. De repente Jeremy se tencionou inteiro e eu senti um arrepio por todo o corpo. 
    ⁃    Tem alguém aqui. Ele falou prendendo a espada com um acessório nas costas, que só nesse momento eu reparei. Depois saiu andando até a sala, pegou em uma mala sua besta e se posicionou, mas ninguém estava de fato na casa. Eu o segui confusa com aquela sensação forte e também preocupada, quando a porta da frente se abriu. É incrível como Kai parece ter três metros de altura quando está com raiva, o homem se transforma em uma fera psicopata. Seus olhos correram até mim e depois até Jeremy, as veias negras se manifestando em seu lindo rosto, Jeremy mirava a besta no peito de Kai e eu soube nesse momento que eles se matariam. Só de pensar em perder Kai outra vez eu sentia meu coração quebrar, eu morreria sem ele, tenho certeza disso. Não houve tempo, tudo aconteceu e uma fração de segundos, eu me lancei na frente de Jeremy tão rápido quanto ele apertou o gatilho, senti um impacto forte e cai no chão. 


✨✨✨✨✨✨✨

Kai 

Bonnie havia fugido outra vez. Isso por si só já era um problema. Um problema maior ainda, era a estaca cravada em seu peito. Maldito Gilbert!!! Eu me sentia congelado, tudo aconteceu incrivelmente rápido. Agora ele segurava minha mulher nos braços, completamente apavorado com a burrada que cometeu. Vi quando os olhos verdes e trêmulos de Bonnie me procuraram pela sala e então despertei do meu transe de horror. 
    ⁃    Larga minha mulher!! Gritei andando em direção à eles, mas aquele pivete só me olhou com ódio e não se moveu. Eu ergui a mão e proferi o feitiço. 
    ⁃    Motus! O corpo de Jeremy foi arremessado para longe, do outro lado da sala. Eu me abaixei rápido e peguei o corpo dela nos braços. 
    ⁃    Eu estou aqui bruxinha. Falei segurando firme a estaca de madeira, iria doer, mas precisava removê-la. 
    ⁃    Ahhhhhhhhhh. Bonnie gritou com a dor da laceração da carne quando eu puxei a estaca em um único movimento. Em seguida mordi meu pulso e coloquei contra seus lábios, mesmo sabendo que o sangue dos bebês curariam o ferimento eu não quis arriscar. Ela avidamente sugou o líquido escarlate fazendo com que uma queimação corresse por minhas veias, ela só parou de sugar quando o ferimento do meu pulso fechou. Afastei o decote da sua blusa para constatar que ela estava curada, suspirei aliviado levando minha mão até sua barriga. Fechei os olhos e pude sentir e ouvir o bater dos corações dos nossos filhos.
    ⁃    Kai.... ela balbuciou com a voz embargada seus olhos explodindo de medo. Aquele pesadelo não podia estar se repetindo.  
    ⁃    Eles estão bem. Vocês estão bem! Bonnie soluçou e chorou de alívio, enquanto eu a puxava para os meus braços. Beijei o topo de sua cabeça esperando que ela se acalmasse do choque.  
    ⁃    O que aconteceu aqui? Caroline e Stefan gritaram ao entrar na mansão. Jeremy se levantava do outro lado da sala e empunhava uma outra estaca de madeira, dessa vez maior. 
    ⁃    Jeremy tentou me matar, mas acabou ferindo a Bon. Eu respondi para Caroline que abaixou e segurou as mãos trêmulas de Bonnie. Eu soltei o pequeno corpo dela, a entregando aos cuidados da amiga, e me levantei para dar fim naquele fedelho insuportável que não largava do pé da minha mulher. 
    ⁃    Não! Bonnie pediu segurando minha mão, vendo que Jeremy e eu nos enfrentaríamos mais uma vez, Stefan correu e retirou o Gilbert de lá em uma fração de segundo, antes que eu pudesse fazê-lo pagar por machucar a minha Bonnie. 
    ⁃    Filho da Puta! Eu gritei de ódio. - Eu vou matar esse pirralho e da próxima vez, não vai ter santo que proteja ele de mim. Falei enfurecido. 
    ⁃    Vamos embora. Peguei Bonnie no colo, ela estava muito abalada ainda. Passei minhas mãos por seus joelhos e sua cintura, ela passou um braço por trás da minha nuca e aconchegou o rosto na curva do meu pescoço. 
    ⁃    Ela vai ficar bem? Caroline perguntou preocupada. 
    ⁃    Eu cuido dela. Respondi saindo daquela maldita mansão. Bonnie poderia estar fragilizada agora, mas ela não escaparia de me explicar por que tinha ido encontrar aquele pivete metido a caçador de vampiros. 
Por sorte o terceiro segurança, que vigiava Bonnie a distância viu quando ela passou pela portaria e chamou por um táxi, ele me alertou na hora e fomos até lá, quando eu soube que apenas Bonnie e Gilbert estavam na mansão eu dispensei os seguranças e entrei sozinho. Não vou mentir, tive medo do que eu encontraria lá dentro. Durante todo o caminho até em casa, Bonnie manteve as duas mãos no ventre, como em um instinto protetor. Seu olhar vagava pela paisagem da janela do carro. 
    ⁃    Está com alguma dor? Questionei tocando uma das mãos em sua barriga levemente arredondada. Ela sequer me olhou, apenas acenou com a cabeça em negativa. A cabeça dela deveria estar revivendo toda a tristeza de perder nosso primeiro bebê. 
    ⁃    O que foi fazer lá? Perguntei sem conseguir me controlar, já sentia a raiva subir por minha garganta em imaginar Bonnie se encontrando às escondidas com aquele otário. O silêncio de Bonnie me fez ter vontade de gritar, apertei forte as mãos em volta do volante tentando me controlar, gritar e começar uma briga poderia fazer mal para eles. 
Estacionei o carro e Bonnie parecia não ter notado que chegamos. Ela estava em estado de choque, então dei a volta e a peguei no colo novamente. Assim que entrei Rita correu em nossa direção levando uma mão à boca, acho que aquela quantidade de sangue ainda a assustava. 
    ⁃    Senhor Kai.... ela tentou falar com a voz trêmula demonstrando preocupação com Bonnie. 
    ⁃    Ela está bem! Prepare algo para minha mulher comer e deixe no quarto. Ordenei subindo as escadas com ela. 
Levei Bonnie direto para o banheiro e a sentei na beirada da banheira. Abri as torneiras e fechei a porta. Quando me virei para olhá-la ela estava chorando novamente.
    ⁃    Amor, está sentindo alguma coisa? Acho melhor irmos ao médico. Falei me ajoelhando na sua frente. 
    ⁃    Não. Eu estou ... bem. Ela falou com a voz falhando por causa do choro. - Eu tive tanto medo, Kai. Ela levou a mão à boca tentando conter um soluço. Eu mordi minha própria língua para não praguejar e xingar o Gilbert de todos os palavrões possíveis, minha mulher não precisava de nada disso agora. 
    ⁃    Por que fez aquilo Bonnie? Por que se colocou em frente à estaca? Falei um pouco irritado retirando suas botas com cuidado. 
    ⁃    Tive medo.... medo que ele matasse você. Ela murmurou. Apesar de estar bravo com sua atitude imprudente, fiquei tocado com a sua preocupação. 
    ⁃    Eu sei me defender Bon, mas preciso que você pare de se sacrificar pelos outros. Falei sério enquanto terminava de despi-la. - Precisa pensar nos bebês de agora em diante. Eles devem ser sua única preocupação daqui para frente. Falei secando uma lágrima solitária em seu rosto e a ajudando a se sentar na banheira. Inferno, como eu amo essa mulher, queria ser capaz de retirar do seu peito toda a tristeza, mas não podia me enganar, a maior tristeza que já acontecera na vida dela, sou eu. Bonnie suspirou ao entrar na banheira e rapidamente a água se tingiu de vermelho com todo o sangue que estava preso em sua pele. Eu a ajudei a se lavar e troquei a água para que ela relaxasse um pouco em um banho de espuma. Fiz menção de sair do banheiro e deixá-la a vontade, mas ela me segurou pela mão. 
    ⁃    Pode ficar? Pediu com aqueles olhos lindos e tristes. 
    ⁃    Claro. Falei me sentando de qualquer jeito no chão. Tive vontade de tirar a roupa e entrar com ela, mas não queria insinuar sexo, ela estava ainda abalada. Segurou minha mão e fechou os olhos tentando relaxar, acabou cochilando enquanto eu admirava seu ressonar calmo e ouvia as batidas dos três corações que eram o motivo das batidas do meu. 
    ⁃    Hey, a água está ficando fria, vai acabar pegando um resfriado. Alertei fazendo-a despertar tranquila. Ela sorriu ao me encarar e eu me derreti ao ver sua covinha no sorriso perfeito, a ajudei a sair da água. Cuidar da Bonnie era gratificante, ela era a única que demonstrava algum afeto por mim, por mais que tudo fosse muito confuso na maioria das vezes, mas poder retribuir o carinho que ela dedicou a mim em tantos momentos me exímia um pouco da culpa que carregava por tê-la magoado e machucado tantas vezes. A sequei e vesti com uma camisa minha que ela adorava, depois enxuguei seus cabelos e a acomodei sentada na cama. 
    ⁃    Você precisa comer. Levei a bandeja com uma sopa de legumes, pãezinhos de leite e um copo de suco que Rita havia preparado. 
    ⁃    Ah não Kai, estou sem fome. Falou fazendo manha. 
    ⁃    Você perdeu sangue, além do mais, meus filhos devem estar famintos, posso ouvir seu estômago roncando. Falei pegando uma colherada de sopa e levando em direção à sua boca. Ela pegou a colher da minha mão e começou a comer devagar, mas conforme a sopa foi lhe reanimando, ela comeu mais empolgada. 


Bonnie

Tive tanto medo de perder meus bebês como perdi o primeiro, só de pensar que isso poderia voltar a acontecer meu coração já doía, não queria nunca mais passar por aquele sofrimento. Me forcei a espantar a má lembrança, não vou atrair nenhuma desgraça para mim e meus pequenos anjos. Terminei de comer agradecida pela insistência de Kai, eu nem sabia que estava com tanta fome, enquanto bebi o suco reparei ele me olhando fixamente, como já o conheço, sabia que as engrenagens de sua cabeça estavam a todo o vapor, eu tinha que contar a verdade, e ele não me deixaria fugir dessa conversa.  
    ⁃    Porque foi se encontrar com aquele inútil? Ele perguntou antes que eu pudesse tocar no assunto. 
    ⁃    Ele pediu para conversarmos. Respondi tentando não falar muito sobre aquilo, queria que ele soubesse apenas o indispensável. 
    ⁃    Você anda se encontrando com ele? O que tem pra conversar com o Gilbert? Ele falou mais alto, a ruga entre suas sobrancelhas, a raiva audível no seu tom de voz. 
    ⁃    Não estou me encontrando com Jeremy, ele me pediu ajuda e eu fui. 
    ⁃    Ajuda? Kai perguntou incrédulo, e levantou da cama. Andava de um lado para o outro nervoso. 
    ⁃    Kai, ele está com problemas e eu era a única que podia ajudar. Respondi me dando conta de que não sabia como ele tinha aparecido na mansão Salvatore. - Você anda vigiando meus passos? Perguntei me irritando também. Esse imbecil não pode me tratar como uma propriedade. 
    ⁃    Obviamente, isso é uma pergunta retórica. Ele disse revirando os olhos. 
    ⁃    E onde foi parar aquele papo de confiança? Exigi perdendo o pouco de paciência que ainda tinha. 
    ⁃    Foi pra puta que pariu quando você insistiu em manter contato com aquele pirralho. Eu avisei Bonnie, eu mato qualquer um que se aproximar de você, e isso inclui aquele moleque. Ainda mais agora que ele te machucou. 
    ⁃    Ele só me machucou por que eu aparentemente enlouqueci e tentei te proteger, seu idiota. Gritei de raiva. Mas no mesmo momento em que fechei a boca senti um mal estar muito forte. 
    ⁃    Bonnie. Bon.... Kai correu em minha direção preocupado. Que droga, eu não podia nem dar uma bronca no histérico do meu marido sem passar mal por causa da gravidez. 
    ⁃    Tira as mãos de mim. Falei o empurrando. Por que era tão difícil para Kai entender que eu o amo e que daria minha vida por ele, mas que não podia ignorar o passado que tive com Jeremy, ele estava com problemas e precisava da minha ajuda, como sua amiga. 
    ⁃    Vou chamar o médico para te examinar. Ele falou com a voz grave indo em direção à porta. 
    ⁃    Não precisa. Eu respondi me sentindo melhor. 
    ⁃    Não é um pedido. Concluiu saindo do quarto. Ótimo, agora recebo mais ordens para seguir. 
Depois que o médico me examinou, ele receitou algumas vitaminas e exigiu que eu fizesse repouso absoluto até minha pressão se normalizar, disse para Kai que eu não deveria me estressar e nem passar por fortes emoções. Por um lado estava preocupada com meus bebês, mas fiquei feliz por dar aquele discussão interminável um fim. Kai estava aflito também, e sei que ele fará qualquer coisa para me manter tranquila e proteger nossos filhos. 
    ⁃    Nossa conversa foi adiada até que você esteja melhor. Até lá, você não fala e muito menos se encontra com Jeremy Gilbert. Ele falou com os braços cruzados e a expressão séria e preocupada. Eu estava deitada em nossa cama enquanto Kai ficou de pé ao meu lado. A última coisa que queria era discutir, então concordei e me virei para dormir, ele apagou meu abajur e deixou o quarto sem dizer mais nada. 
Droga! Como alguém com um ego tão grande pode ser tão inseguro assim. Ele com certeza está achando que eu o trai com Jeremy, ou no mínimo que eu tenho a intenção de o trair. Desde a gravidez, ser integra e verdadeira era o que me mantinha sã em meio a tanto medo. Ajudar Jeremy era uma obrigação moral! Eu jamais atravessaria meu limite, e agora que sei que serei mãe de duas crianças eu fico feliz e orgulhosa por não ter perdido minha consciência e meu bom senso. Durante anos Kai e Damon quase tiveram sucesso em me transformar numa pessoa amargurada e vingativa, mas eu não sucumbi a esses maus sentimentos. Agora eu precisava convencer aquele cabeça dura. 
Acordei de madrugada sem sono, me estiquei na cama procurando por Kai, mas ele não estava lá. Tentei voltar a dormir mas não consegui, o relógio marcava 3:20, estranhei que Kai não estava dormindo e resolvi ir procurá-lo. 
Fui direto a sala de tv e o encontrei jogado no sofá. 
    ⁃    Por que não foi para a cama? Perguntei preocupada. Ele parecia cansado, mas estava acordado jogando videogame. 
    ⁃    Não quis te incomodar. Respondeu sério. Meus olhos o fitaram, ele usava uma calça cinza de moletom e não usava camisa, os cabelos úmidos penteados de lado o deixavam com cara de mauricinho, mas a barba dava o charme meio cafajeste que fazia minhas pernas tremerem, ele estava deitado no sofá com os olhos grudados em algum jogo de vídeo game idiota. 
    ⁃    Eu vim te buscar. Falei cruzando os braços juntando as duas pontas do hobby que eu usava. 
    ⁃    Pode deitar, eu não vou agora. Respondeu ainda sem me olhar. Meus olhos automaticamente rolaram com o gelo que ele estava tentando me dar, mas não queria discutir, então usaria uma tática mais sútil.
    ⁃    Sabe que eu não durmo bem sem você do lado. Falei me acomodando em seu colo, enrosquei minhas mãos na sua cintura e deitei a cabeça no seu ombro. Kai não resistiu a proximidade, pausou o jogo e tocou minha barriga com carinho. 
    ⁃    Está se sentindo melhor? Perguntou com a voz baixa. 
    ⁃    Estou bem! Só quero ir dormir. Falei com a voz manhosa, aproveitei para acomodar o rosto na curva de seu pescoço inalei seu perfume e plantei um beijo bem sútil, senti quando ele se arrepiou, nossa troca de energia era sempre intensa. 
    ⁃    Eu não quero ir deitar com você. Estou com raiva. Kai falou se forçando a manter frio. 
    ⁃    Está com raiva de mim? Perguntei surpresa o olhando nos olhos. 
    ⁃    Estou com raiva do que aconteceu hoje, você foi atrás do Gilbert, ele te feriu.... você.... você sabe o que poderia ter acontecido. Sua voz era rouca e baixa e ele demostrava toda a frustração daquela situação. Kai já havia me machucado de formas inenarráveis, mas ver outra pessoa me ferir sempre o tirou do eixo, além do mais agora tínhamos os gêmeos, e todo o drama sobre a gravidez. E hoje, quase perdemos novamente o que há de mais importante para nós dois. 
    ⁃    Amor. Falei segurando seu rosto com a duas mãos, forçando Kai a me encarar. - Poderia ter acontecido um milhão de coisas, mas não aconteceu. Eu estou aqui e estou bem, nossos bebês também. Então para de pensar besteira. Falei colando nossos lábios e o beijando. Era uma tentativa de acalmar todo aquele turbilhão de emoções. Com a gravidez, nós passaríamos por mais uma grande mudança, Kai nunca se importou com ninguém até me conhecer, mas agora ele tem mais duas pessoinhas como prioridade, e ainda não sabia como lidar com isso. 
    ⁃    Vem deitar comigo. Choraminguei em meio ao beijo. Ele já estava rendido, suas mãos passeavam por meu corpo conforme nossas línguas dançavam em sincronia, eu rebolava sútil e lentamente enquanto seu pau ficava duro sob meus quadris. Me animei quando ele me levantou no seu colo, apertei as pernas em volta da sua cintura e me segurei no seu pescoço, esse maldito herege era uma tentação de tão gostoso, tenho certeza que queimarei no fogo do inferno só por desejar esse corpo e esse homem. Me surpreendi quando senti a cama sob mim, essa velocidade de vampiro era irritantemente útil as vezes. Os hormônios da gravidez explodiam em meu corpo, me tornando sedenta por sexo e quase uma ninfomaniaca. Kai se afastou de mim para arrancar o pijama do meu corpo, ele tocou entre minhas pernas com um sorriso malicioso sabendo que me encontraria completa e pateticamente excitada, ultimamente era assim, eu ficava toda molhada com o mais delicado toque dele, as vezes até com um simples olhar. Não que antes não fosse assim, mas as coisas tomaram novas proporções. 
    ⁃    Caralho bruxinha. Ele gemeu acariciando meu clitóris, Kai adorava me sentir excitada, e ele era o motivo de todo esse tesão. Gemi em antecipação ao vê-lo se ajoelhar entre minhas pernas abertas, quando sua língua tocou meu ponto mais sensível eu achei que alcançaria o clímax imediatamente, de fato eu não demorei, Kai só precisou de alguns beijos e lambidas fodidamente precisos para que eu me desfizesse em um orgasmo divino. 
    ⁃    Está satisfeita? Ele perguntou sorrindo e me beijando na boca, o beijo mais erótico e delicioso que eu poderia provar. 
    ⁃    Ainda não. Sussurrei enquanto ele descia beijos quentes por meu pescoço e seios, meu corpo parecia em combustão, sentia a magia reverberar nas pontas dos dedos, era enlouquecedor. 
    ⁃    Eu quero te foder até o amanhecer do dia. Ele disse quando me penetrou. Inferno, como eu adorava sua “boca suja” na cama. Senti meus olhos marejarem com aquela torrente de emoções, nunca em minha vida imaginei que seria possível me conectar a alguém de forma tão complexa, ainda que tivéssemos nossas divergências, Kai e eu parecíamos feitos um para o outro. Mas me sentir tão completa ao estar nos braços dele despertava em mim um medo quase irracional. 
Kai se deitou sobre mim controlando seu peso sobre meu corpo, sua boca me devorava enquanto ele me comia deliciosamente. Deus! Eu merecia ser presa por gostar tanto do prazer que ele me proporciona. Ninguém nunca vai ouvir isso de mim, pelo menos não em voz alta, mas transar com um vampiro é quase melhor do que transar com um bruxo, e eu sou a porra de uma sortuda por ter os dois em um só na minha cama. 
Não sei quanto tempo demorou, mas eu atingi outro orgasmo arrebatador, Kai era esfomeado quando se tratava do meu corpo, e enquanto eu gozava gemendo seu nome ele não parava de se mover dentro de mim, e meu orgasmo se estendeu por tanto tempo que eu achei que desmaiaria, os múltiplos ápices que ele me deu o fez alcançar também seu próprio clímax e ele se desfez em meu corpo enquanto todos os móveis a nossa volta trepidavam e flutuavam com a descarga energética de nossa magia. Minutos de silêncio em que o único som era o de nossos pulmões ardendo tentando captar mais ar do que conseguiríamos respirar. 
    ⁃    Ainda está com raiva? Perguntei me deitando sobre seu corpo nu. 
    ⁃    Por hora acho que posso esquecer a raiva. Ele falou me beijando. 
Fechei os olhos ignorando os primeiros raios de sol que atravessavam a fresta da cortina, ele acariciou minhas costas com suas mãos grandes e rústicas, e eu me embalei em um sono necessário, estava em casa, ouvindo o coração dele bater potente no peito, me sentia segura e inimaginavelmente feliz. 


Notas Finais


Bonbon que perigo!!!! 😱

Olha esses dois que coisa mais lindaaaaa ❤️

BEST OTP EVER!

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