História Prison World Bonkai - Capítulo 54


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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Damon Salvatore, Malachai "Kai" Parker
Tags Bonkai, Bonnie Bennett, Kai, Malachai Parker
Visualizações 66
Palavras 2.523
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaa.

Por gentileza, não me amaldiçoem.
Obrigada. 😂💜

Boa leitura!

Capítulo 54 - O que aconteceu com Kai?


 

Bonnie 

✨✨✨✨✨
Cinco anos depois 
✨✨✨✨✨

Tive uma reunião exaustiva na Gemini , eu sei, é uma redundância sem tamanho. Mas eu me habituei ao trabalho aqui, embora algumas vezes ainda pareça uma corporação, ou um aglomerado de empreendedores, eu consegui transformar um pouco esse clã. 
Voltamos a realizar rituais antigos da convenção, nos reaproximamos do que éramos, bruxos. 
As Bennett estão igualmente bem, prósperas e conseguindo manter uma fase de equilíbrio genuína na cidade de Mystic Falls. 
    ⁃    Senhora Parker, o senhor William no telefone. Amber me avisa pelo interfone. 
    ⁃    Pode transferir. Falei com um sorriso. Conheci Will na embaixada americana. A cinco anos atrás eu retomei minha carreira como embaixadora e diplomata, ocupava um cargo nas relações internacionais do país e estava bastante realizada com o trabalho que vinha realizando. William Carter é meu colega de trabalho, humano, 32 anos, bonito. A alguns meses enquanto jantávamos, ele disse que gostava de mim, e estranhamente eu gostei de ouvir aquilo.  Não me julguem, a solidão não me cai bem, remotamente me transporta ao mundo prisão de 1994, e esse é um lugar muito perigoso na minha mente. 
    ⁃    Olá. Disse com um sorriso na voz. - Estou passando aí para te levar para jantar e não aceito “não” como resposta. Ele falou animado. 
    ⁃    Em plena quinta-feira, você está me intimando? Perguntei achando graça na sua exigência. 
    ⁃    Não, é que minha namorada passou a semana toda na maior correria, e sei que hoje ela está com a noite livre. Ele falou orgulhoso me fazendo rir. 
Aceitei namorar com Will, a algum tempo eu ouço a mesma ladainha vinda de todos os lados. “Kai se foi! Siga em frente com sua vida.” Oito anos sem ninguém, oito anos de um celibato tranquilo e consciente. Mas a declaração do William mexeu comigo, ascendeu uma chama no fundo do meu coração que a tempo estava apagada. Eu também quero ser cuidada, admirada e amada. E não acho que há algo errado nisso. 
Uma das primeiras coisas que William me perguntou foi se eu era casada. A algum tempo eu não usava mais a aliança, olhar para ela me trazia lembranças dolorosas e eu era um vampira sanguinária em reabilitação, então todas as lembranças que me faziam ter vontade de me afogar em sangue eram evitadas por mim. Precisei contar uma história coerente para ele, então disse que Kai havia ido embora, e devo admitir minha falha neste ponto, com o tempo essa história parecia cada vez mais real para mim também. Mesmo meu coração permanecendo atado ao Kai, eu me permiti viver boas coisas, mesmo que não tivesse ideia do que havia acontecido com ele. 


✨✨✨✨✨✨✨


Jantei com Will esta noite, e aparentemente eu tomei mais vinho do que deveria, acordei na cama sentindo um peso estranho sobre meu quadril. Estou desacostumada a ter outra pessoa na minha cama. Meu coração se apertou quando vi a mão masculina circulando minha cintura, mas eu tratei de afastar o pensamento triste. 
Will já tinha jantado varias vezes aqui em casa, conhecia as crianças, tínhamos uma relação razoavelmente boa, se considerar que minhas crianças são adolescentes de 15 anos agora, e estão sempre distraídos com celulares e entediados de mais para conversarem com o namorado da mãe. Eu nunca dormi na casa do Will, desde que transamos pela primeira vez, está é a primeira noite em que dormimos e acordamos juntos. Eu mal tenho tempo de me dar conta de que estamos na minha casa quando a porta do meu quarto se abre em um rompante. 
    ⁃    Mamãe!!!! Tori entrou no quarto como um furacão, seus olhos azuis brilhavam de pura expectativa. 
    ⁃    Filha.... quantas vezes eu disse que deve bater antes de entrar? Perguntei cobrindo meu corpo e o de Will. Os olhos dela correram pela cama e o semblante de euforia se tornou uma carinha de espanto. 
    ⁃    Eu.... e-eu. Ela tentou falar mas não conseguiu, seus olhos encaravam o homem que estava na cama comigo, e eu me senti terrivelmente culpada. Por mais tempo que tivesse passado, meus filhos não esqueciam Kai nenhum dia, as memórias vividas em suas cabecinhas, eles o amavam, e me ver com outro os feria também. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Tori saiu correndo do quarto. Passei as mãos pelo rosto e pelo cabelo, olhei para Will que me encarava ainda sem saber se deveria levantar ou não. 
    ⁃    Bom dia. Ele disse sem graça. 
    ⁃    Bom dia. Respondi constrangida. - Sinto muito que tenha acordado assim. Sorri tentando quebrar o gelo. 
    ⁃    Eu que peço desculpas. Não devia ter ficado para dormir, as crianças ainda não se acostumaram comigo, não é. Ele falou compreensivo. 
    ⁃    É complicado. Respondi sem ter o que dizer. 
    ⁃    Tudo bem, vamos mais devagar com essa coisa de dormir na sua casa, ok? Ele disse carinhoso me abraçando. 
    ⁃    Cedo ou tarde, eles irão te aceitar. Falei correspondendo o abraço. Por mais que minha cabeça dissesse que eu não estava fazendo nada de errado, meu coração parecia pesar uma tonelada no peito. 
Will saiu sem arriscar um novo encontro com Tori ou Theo. Eu me arrumei e fui até a cozinha. Os dois tomavam café da manhã em silêncio. 
    ⁃    Bom dia. Falei me sentando. 
    ⁃    Bom dia. Theo respondeu meio chateado, Tori nem se deu ao trabalho de dizer nada. 
    ⁃    O que houve hoje de manhã? Perguntei para ela enquanto me servia de café. 
    ⁃    Nada! Ela respondeu secamente. 
    ⁃    Invadiu meu quarto sem motivo algum? Perguntei. 
    ⁃    Eu tinha um motivo, mas acho que não te interessa mais. Ela falou se levantando. 
    ⁃    Victoria, volte aqui. Ordenei, mas ela pegou sua mochila e saiu batendo a porta. 
    ⁃    Mãe, ela teve outro sonho com o papai. Theo falou pegando alguns biscoitos na mão. - Mas depois eu te conto, a tia Jô vai nos dar carona para a escola. Até mais tarde. Ele falou plantando um beijo na minha bochecha e saindo correndo em seguida. 
Eu senti um arrepio com o que Theo disse, Tori vinha sonhando com Kai, os sonhos eram cada vez mais frequentes, e ela tinha certeza que queriam dizer alguma coisa. Eu passei anos dedicada a encontrá-lo, mas estava negligenciando meus filhos e a mim mesma, então desisti, aos poucos fui seguindo minha vida, e doía, doía muito pensar que ele estava em algum lugar, fugindo de mim, se escondendo da sua família. Eu queria encontrar Kai só para que meus filhos entendessem de uma vez por todas, Kai escolheu ir embora. 

✨✨✨✨✨

Me preparei mentalmente para enfrentar uma batalha com Tori mais tarde, desde que ela começou a sonhar com o pai estava mais intolerante ao meu relacionamento com Will. A psicóloga explicou que ela poderia estar resistindo ao meu namorado exatamente por não aceitar ver outra pessoa ocupar o lugar de seu pai. Eu tentava lidar da melhor maneira possível com seus rompantes de raiva, mas as coisas andavam difíceis entre nós duas. Theo vinha sendo nosso mediador, ele se colocava a disposição de entender nosso conflito e de uma maneira bastante madura ele acalmava os ânimos exautados. 
Levamos cerca de 4 anos depois do desaparecimento do Kai para nos reestabelecer  por completo. Tudo parecia bem com eles, as notas na escola, as atividades extracurriculares, tinham amigos, bons relacionamentos em família, eram praticantes de magia muito melhores do que eu fui na adolescência e nunca haviam tido problemas por serem híbridos. 
Estranhamente o sangue dos dois era de vampiro, mas eles não precisavam se alimentar de sangue, mas também não tinham todas as habilidades de um vampiro. Basicamente eles se mantinham saudáveis e tinham a cura acelerada. 
Conforme eles cresciam minhas preocupações aumentavam, quando assumi a Gemini, de cara comecei a estudar o ritual de fusão dos gêmeos para se tornarem um líder, provavelmente meus filhos seriam os próximos na fila e eu não queria de forma alguma que um deles morresse, então me dediquei a estudar o feitiço para tentar de alguma forma readaptar esta condição. Joseph me apoiava, ele havia se apegado muito as crianças, e também as gêmeas da Jô, então trabalhávamos juntos nessa tarefa, a fim de salvar a vida dos quatro. 
Durante o dia meus pensamentos voltavam para Tori, Theo e Kai. Meus filhos não aceitariam Will até terem certeza de que Kai e eu não tínhamos mais nenhuma chance. 
Kai se foi! 
E eu queria liberta-los daquela dependência que tinham e que os fazia idealizar Kai. Outro projeto para o qual eu me disponibilizei. Alguma bruxa seria capaz de ler os sonhos de Tori e desvendar o mistério. Se era Kai tentando se comunicar ou não, nós logo saberíamos. 

☁️☁️☁️☁️☁️☁️☁️


Kai 

Na noite em que desliguei minha humanidade eu fui possuído por uma força das trevas. Quase que automaticamente ela se apossou de mim, me lembro de me perder em minha própria mente. Era frio, escuro e solitário. Eu não estava no controle do meu corpo, mas estranhamente tinha consequência de tudo o que acontecia. 
Tentei combatê-la, aquela magia negra estava me afastando de Bonnie. 
Passei algum tempo no escuro completo. Não sabia quanto tempo havia passado ou onde eu estava. 
    ⁃    Malachai, é um prazer finalmente lhe conhecer. Uma voz horrivelmente diabólica dentro de minha cabeça falou comigo. 
    ⁃    Quem é você? Questionei atordoado. Era como estar drogado. 
    ⁃    Eu não sou alguém. Eu sou, algo. Energia, sou magia pura, não tenho forma, não tenho rosto ou nome. Exceto agora, agora eu me pareço com você. A voz sombria respondeu, ela tinha um tom destorcido, mas era estranhamente feminino.  
    ⁃    O que quer comigo? Perguntei tentando encontrar algo naquele breu total que era minha mente. 
    ⁃    Você vai ser meu receptor por enquanto. Mas eu preciso de você, para me estabilizar na bruxa que poderá ser meu recipiente permanente. Ela falou. 
    ⁃    E por que eu te ajudaria? Perguntei desafiador. 
    ⁃    Não lhe restam escolhas, seu amigo vampiro e você me trarão de volta, são meus escravos agora. 
    ⁃    De volta? Questionei. 
    ⁃    Sim, eu já habitei uma ancestral sua, mas fui aprisionada por décadas. Quando você desligou sua humanidade eu consegui finalmente me conectar, nós temos um vínculo antigo, somos iguais. A voz horripilante falou e eu entendi do que ela estava falando. 
    ⁃    Você é a magia das trevas que usava Sue Bennett Parker! Afirmei sabendo que tudo agora fazia sentido. 
    ⁃    Perfeito! Adoro ser reconhecida. Sue foi uma ótima hospedeira, realizamos grandes coisas juntas. Mas ela foi derrotada. Agora, uma pequena bruxa Bennett Parker cresce, bela e forte, e preciso ser preparada para voltar a vida através dela. 
    ⁃    Maldita! Se você está falando da minha filha, eu.... 
    ⁃    É claro que isso é sobre Victoria. Ela tem um poder único, é ainda mais especial do que Sue, faremos uma verdadeira revolução. 
    ⁃    Eu te mato antes que chegue perto da minha menina. Ameacei sentindo o sangue ferver. 
    ⁃    Entenda Malachai, eu não posso ser morta, a única coisa que pode fazer é me estabilizar para que eu possa habitar Tori sem matá-la com tanta energia. Preciso ter uma espécie de contenção antes de me transferir para o corpo e mente dela, se não, eu a mato em menos de um ano. E eu sei que você não quer isso, então vai me obedecer. 
Inferno. O que me resta? Eu preciso de tempo para pensar em uma saída, então darei corda a essa maldita, e assim que puder eu a envio de volta para o esgoto de onde nunca deveria ter saído. 
    ⁃    Malachai, eu de fato não tenho nome, mas pode me chamar The Siphon. (O Sifão) 

✨✨✨✨✨

The Siphon, era basicamente a essência dos poderes dos bruxos que sugam magia, nascia conosco de uma maneira fragmentada e inofensiva, mas era capaz de se alimentar de maus sentimentos, como o meu. Minha sociopatia, era um traço da minha personalidade e não necessariamente precisava culminar no cara que matou os próprios irmãos, mas The Siphon se alimentou dessa característica e alimentou minha personalidade conforme eu a alimentava com minhas ações. Essa maldita magia das trevas ficou silenciada em mim durante os anos no mundo prisão, depois foi silenciada pelos sentimentos novos que conheci graças a Bonnie, mas quando desliguei minha humanidade eu me coloquei a sua inteira disposição. Agora nossa dinâmica é a seguinte: Estou aprisionado em um lugar que não conheço, tentando escrever um maldito feitiço para estabilizar essa aberração, enquanto Damon basicamente está aqui para sequestrar pessoas, tanto para me alimentar, quanto para testes. The Siphon saberá quando eu encontrar o feitiço, e eu saberei como engana-la por quanto tempo for necessário. Manterei essa puta longe da minha família, nem que para isso eu precise viver mil anos aprisionado por ela. Damon desligou a humanidade depois do primeiro ano. Não tínhamos total consciência do tempo, mas passamos a marcar os dias, baseados em um pequeno feitiço que consegui fazer que consistia em marcar as horas em um balde de água que gotejava por minutos. Nossos celulares ou qualquer aparelho eletrônico das vítimas que Damon trazia queimava automaticamente quando entravam no local onde nos escondíamos. O mesmo valia para a memória do Damon, ele saia e quando voltava não sabia dizer se era dia ou noite. Todas nossas tentativas de fuga acabavam conosco sendo torturados mentalmente, nossas cabeças pareciam que explodiria, ou então ficávamos semanas ressecando sem uma gota de sangue para nos alimentar. The Siphon não tinha pressa alguma, ela poderia incorporar em Tori em qualquer momento de sua vida, a energia a tornaria imortal, então uma menina de 10 anos, ou de 15 anos não lhe parecia tão atrativo quanto uma mulher de 25, e com isso eu tive chance de ganhar tempo. 
Mesmo assim era um inferno. Por sorte The Siphon não tinha força suficiente para se manter presente em minha mente 24 horas por dia, e quando eu dormia eu tentava contactar Bonnie. Mas ela nunca apareceu. Nenhuma pista que tentávamos deixar foi encontrada. Ninguém nunca apareceu. Assim os anos passaram, eu tive uma sorte tremenda em conseguir manter The Siphon minimamente controlada, mas não havia garantia alguma de que ela não se apossaria de Tori mesmo assim. Se houvesse chance, ela o faria. Nos últimos meses a magia negra está consideravelmente mais fraca, e isso me fez conseguir me comunicar com meus filhos. Precisava saber se estavam bem. Era como visita-los através dos sonhos, mas não era suficiente para mim. Tori era quem mais tinha consciência das minhas visitas, ela chegou a me “tocar” em um dos seus sonhos, e pediu que eu voltasse. 
    ⁃    Nossos corações sempre se encontrarão, meu amor. Falei lhe dando um beijo carinhoso. 
Eu infelizmente também não controlava os sonhos, e nem se eles se lembrariam ou não, mas tentei dizer a Bonnie tudo o que eu sabia para que ela pudesse me encontrar e conseguiríamos um jeito de me livrar daquela magia das trevas. Infelizmente como eu disse, os anos passaram e ninguém nos encontrou e eu fiz tudo o que poderia fazer naquele momento, mantive aquela puta daquela The Siphon longe da minha Tori, longe da minha família. 


Notas Finais


Olha o Kai sendo o herói que precisa ser, enquanto uns e outros ficam se esfregando em qualquer pedacinho de carne. 🙄

Agora, me digam uma coisa, ele vai ou não vai matar a Bonnie? Kkkkk

Comentem o que acharam! 😘


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