História Prison World Bonkai - Capítulo 56


Escrita por:

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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Damon Salvatore, Malachai "Kai" Parker
Tags Bonkai, Bonnie Bennett, Kai, Malachai Parker
Visualizações 47
Palavras 3.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu to muito boazinhaaaaa

Nem to me reconhecendo

Boa Leitura!

Capítulo 56 - Resgatando o papai!


 

Tori 

Eu procurei por uma porta no mausoléu a minha frente, usei a lanterna do celular para me auxiliar mas não achei absolutamente nada. Tateei cada vão, cada brecha daquelas paredes, então cantei um feitiço genérico que revelava portas obscuras. Tremi inteira ao ver uma porta de pedra se mover, parecia uma maldita cena de filme de terror. 
Enquanto descia as escadas, ouvi barulhos, parecia uma batalha, então quando cheguei no lugar de onde o som vinha eu vi meu pai e o tio Damon lutando.
Eu não acreditava que tinha encontrado os dois. 
Parecia um sonho. 
Ou um pesadelo. 
Eles lutavam com presas a mostra e golpes tão fortes que parecia que se matariam. Tio Damon quebrou o pescoço do meu pai e eu usei magia o arremessando para o outro lado da sala mal iluminada. 
    ⁃    Pai? Gritei vendo seu corpo caído no chão. - Pai, acorda. Chamei o virando para mim. Eu nem podia acreditar que era mesmo ele. Tão bonito quanto eu me lembrava, a barba estava maior do que costumava ser, mas ele parecia bem. Seu coração voltava a  bater quando eu verifiquei seu pulso, coloquei as duas mãos sobre sua cabeça e acessei sua mente tentando fazê-lo acordar mais rápido. 
    ⁃    Não deveria estar aqui, criança. Damon falou avançando para cima de mim, eu me levantei rápido tentando correr mas ele me encurralou. 
    ⁃    Tio Damon, sou eu, a Tori. Falei tentando fazer com que ele acordasse daquele transe mágico, mas ele parecia não estar no mundo real. Vi seus olhos e presas de vampiro aparecerem no seu rosto, estava pronta para usar minha magia nele novamente quando seu pescoço foi quebrado e ele caiu aos meus pés. 
    ⁃    Filha? Meu pai perguntou completamente surpreso. Senti as lágrimas encherem meus olhos como uma represa que se rompe. Corri para ele e me enterrei em seus braços. Ele me apertou contra seu peito e eu achei que poderia ficar ali para sempre. Ele tinha o mesmo cheiro, o mesmo toque que eu me lembrava. Eu chorava sentindo os soluços rasgarem minha garganta. 
    ⁃    Xiuuuu... está tudo bem. Ele falou acariciando meus cabelos, tentando me acalmar. 
Por Deus, eu achei que nunca mais o veria, mesmo assim nunca desisti de lhe encontrar, e agora ele estava aqui, junto comigo. Malditos oito anos. Eu não podia acreditar que finalmente eu tinha meu pai de volta. 
    ⁃    Temos que sair daqui. Ele falou me afastando do seu peito mesmo contra minha vontade, secou algumas lágrimas do meu rosto. Depois pegou o tio Damon no ombro e saímos juntos daquele lugar estranho. Antes que ele fechasse a porta atrás de nós, incendiou todo o interior daquele mausoléu sinistro. 
Fomos até um hotel de beira de estrada, ele não disse nada no caminho, estava preocupado e com pressa. Assim que entramos no quarto ele amarrou o tio Damon numa cadeira. 
    ⁃    Por que ele me atacou? Perguntei confusa. 
    ⁃    Ainda esta sob efeito da magia negra, mas acho que agora consigo liberta-lo. Ele falou se posicionando, colocou as mãos na cabeça do vampiro e iniciou um cântico, eu reconheci, era para purificação, bloqueava e afastava magia negra de qualquer coisa, lugar ou pessoa, minha mãe usava sempre para proteger nossa casa. 
    ⁃    Como veio parar aqui, Tori? Cadê sua mãe e seu irmão? Ele perguntou depois de terminar o feitiço. 
    ⁃    E-e.... eu fugi. Falei fazendo uma careta, já sabia que levaria bronca. - Fugi sozinha. Respondi. 
    ⁃    Céus, sua mãe deve estar desesperada. Ele falou com tom acusador. 
    ⁃    Eu duvido, ela seguiu em frente, tem muita coisa para se preocupar. Respondi no automático mas vi meu pai ficar confuso com a informação. Cedo de mais para falar que mamãe tem um namorado? É, acho que sim! 
    ⁃    Inferno. Que ressaca da porra. Tio Damon falou estalando o pescoço. 
    ⁃    Olha a boca, minha filha está aqui. Papai brigou com ele. 
    ⁃    Victoria? Damon me olhou com aqueles lindos olhos azuis me fazendo sorrir. 
    ⁃    Tio Damon! Corri para abraçá-lo, mesmo amarrado eu o apertei contra meus braços. Como senti saudades deles. 
    ⁃    Céus, alguém pode me explicar o que está acontecendo? Ele reclamou enquanto meu pai o desamarrava. 
    ⁃    Não temos muito tempo, eu preciso chegar até a Bonnie, consegui bloquear a magia negra, mas é temporário. Meu pai falou preocupado. 
Eu mandei uma mensagem para Ruby, não quis contar que tinha conseguido, eu precisava dar essa notícia pessoalmente, não via a hora de poder comemorar com ela. 
Meu pai roubou um carro me advertindo que aquilo era errado e ele só estava fazendo pois era uma emergência. Tio Damon riu da cara dele, e eu achei graça, meu pai nem imaginava que eu conhecia  todas as histórias sobre ele, e não tinha nenhum problema com isso. E daí se ele foi uma pessoa horrível? Ele mudou e  tentou ser melhor, e ele era, e isso era tudo o que me importava. 
    ⁃    Oito anos? Damon reclamou. 
    ⁃    Pois é. Theo já está até namorando. Falei dedurando meu irmão. Meu pai franziu o cenho. 
    ⁃    E você? Ele perguntou me olhando de soslaio pelo retrovisor. 
    ⁃    O que tem eu? Perguntei dando risada. Tio Damon se remexeu no banco e me olhou. 
    ⁃    Quinze anos não é idade pra namorar. Disse mau humorado. Eu dei risada, não queria contar sobre Ruby ainda. 
    ⁃    O que quis dizer quando falou que sua mãe seguiu em frente? Meu pai perguntou voltando a me olhar pelo retrovisor. Eu desviei seu olhar, não tinha coragem de falar sobre aquilo. Nem eu aceitava, como ele poderia? Me lembro que eles eram tão apaixonados, estavam sempre se beijando, trocavam olhares, e mesmo eu sendo criança eu admirava o que eles tinham. 
    ⁃    Pai... Falei sentindo um nó na garganta. 
    ⁃    Esquece, filha. Não precisamos falar sobre isso. Ele disse me dando um sorriso triste. E eu agradeci por ele não insistir. Ele já havia entendido, não precisava que eu dissesse nada, mas vi uma nuvem em seus olhos, algo que a muito tempo eu não via. 
Assim que chegamos a Mystic Falls meu pai me obrigou a ligar para a mamãe. 
    ⁃    Tori, onde você está? Ela falou aos prantos do outro lado da linha. Eu havia passado dois dias fora, sem dar notícias. 
    ⁃    Estou bem mamãe. Estamos indo para casa. Consegui falar antes que a bateria do celular acabasse. 

✨✨✨✨✨✨

Kai 

Deixei Damon na mansão Salvatore e fomos embora. Eu não conseguiria verbalizar o quanto eu senti falta dos meus filhos e da Bonnie. Tori tinha um sorriso gigantesco ao meu lado. Nenhum de nós acreditávamos que estávamos novamente juntos. 
    ⁃    Pai, podemos passar em um lugar antes? É caminho de casa. Ela pediu com aqueles olhinhos que me fariam congelar o inferno. 
Paramos em frente a uma casa e ela tocou a campainha, eu quase gargalhei quando ela me pediu para esperar no carro, eu tenho uma filha adolescente a menos de 12 horas e ela já me trata como um “mico”. Vi quando uma outra garota abriu a porta e pulou no pescoço de Tori. Elas trocaram algumas palavras e os sorrisos eram gigantes. Depois elas se despediram de um jeito tímido e só largaram as mãos quando a distância exigiu. A garota ficou na porta acenando toda feliz. 
    ⁃    Qual o nome dela? Perguntei vendo o sorriso doce de minha filha. 
    ⁃    Ruby. Ela falou corando levemente. 
    ⁃    Ela é bonita, vocês formam um casal lindo. Falei jogando verde. Tori se remexeu no banco e me olhou espantada. 
    ⁃    Ela é só minha amiga. Disse sem graça. 
    ⁃    Por enquanto. Eu respondi achando graça na reação dela. Tori tinha meus traços mas era transparente, parecida com a Bonnie, o brilho no olhar quando ela viu Ruby denunciava isso. 
    ⁃    Ela me ajudou a te encontrar. Ela falou orgulhosa com um sorriso tímido. 
    ⁃    Então eu gosto ainda mais dela. Falei segurando sua pequena mão entre a minha. 
Quando chegamos em casa eu senti um tremor por todo o corpo. Oito anos sem vê-la, a luz da minha vida. Tudo o que eu queria era segura-lá em meus braços, sentir seu perfume, o bater suave do seu coração. Bonnie era minha razão de viver e um dos três motivos pelo qual eu não sucumbi a escuridão. 
Tori andou na minha frente e abriu a porta. Eu travei por alguns segundos, a insegurança fez meu coração se apequenar. Se Bonnie me olhasse sem amor, eu não sei se seria capaz de aguentar. 
    ⁃    Victoria!!!. Ouvi sua voz falar aliviada. Ela correu para abraçar a filha. Eu me forcei a dar um passo para frente. 
    ⁃    Pai? Ouvi a voz de Theo falar logo atrás das duas. A voz quase grave dele soou nos meus ouvidos e nossos olhos se encontraram. Ele correu até mim e eu o abracei com força. As lágrimas eram involuntárias e eu não fazia nenhum esforço para barra-las. Achei que nunca mais os veria.  
    ⁃    Porra, você esta quase do meu tamanho. Falei rindo pra aquele moleque comprido, de olhos verdes como os da mãe, ele é ainda mais bonito do que era quando pequeno. Ele riu comigo e secou as próprias lágrimas. Meus olhos correram pela sala antes que eu pudesse olhar apenas para ela. Ignorei que vi um cara estranho assistindo tudo o que acontecia, deduzi que era seu namorado. Mas nada disso me importava agora. Eu passei oito anos apenas sonhando com os olhos mais lindos que já vi no mundo. Meu tio Joseph e Caroline também estavam lá. Eles pareciam igualmente emocionados. 
    ⁃    Oi, amor. Falei andando até ela. 
    ⁃    Kai?! Bonnie levou as duas mãos até o rosto o abaixando e chorou. Céus, era real. Eu a puxei para um abraço e a apertei contra meu peito. Beijei seus cabelos sentindo seu perfume. 
É real! 
Tive medo de acordar. Medo que fosse um sonho. 
Eu não queria soltá-la nunca mais.  Todos se afastaram, dando-nos privacidade. Vi quando Caroline saiu com o cara que estava lá, ele pareceu relutante a princípio, mas ela o fez ir embora mesmo assim. 
    ⁃    Bon. A chamei levantando sua cabeça na minha direção. - Deixe-me ver seus olhos. Pedi mergulhando naquelas joias verdes. Ela estava tão linda quanto eu me lembrava. 
    ⁃    Onde? Como? Por que? Ela tentava falar mais não sabia por onde começar. 
    ⁃    Eu vou explicar tudo, amor. Me deixa apenas te ver. Falei acariciando seu lindo rosto, os cabelo novamente curtos, castanhos com as pontas um pouco mais claras, ela parecia mais madura e deduzi que o sofrimento era grande responsável por muitas mudanças. Colei nossos lábios desejando como o céu beija-la. Mas Bonnie não deixou. Ela se afastou tentando não ser rude, mas aquele gesto rasgou minha alma.
Deixei que meu tio Joseph me cumprimentasse, eu tinha satisfações para dar, e precisava mais uma vez bloquear a magia negra, depois eu me preocuparia com a Bonnie. 
    ⁃    Pai, me perdoa. Theodore falou com a cabeça baixa quando nos sentamos para conversar. 
    ⁃    Vocês não tinham como saber. Respondi compreensivo. 
    ⁃    Mesmo assim, Tori não desistiu e te encontrou. Ele falou com a voz embargada. Os olhos dele e de Tori se encontraram e eu senti que havia ressentimento da parte dela. 
    ⁃    Escutem, ninguém tem culpa do que houve. Essa magia ruim, essa magia negra que me sequestrou ela é a única culpada. Expliquei  e vi Tori rir com ironia. 
    ⁃    Você ficou meses enviando mensagens, se estivéssemos menos distraídos talvez você estaria aqui a muito mais tempo. Tori falou com os braços cruzados. Ela era muito mais parecida comigo do que eu gostaria que fosse, Bonnie e Theo se sentiram atingidos com as palavras dela, e ficou visível que havia uma tensão enorme entre eles. Mesmo assim, eu não permitiria que Tori tratasse os dois daquela maneira. 
    ⁃    Ok, mocinha, chega dessa postura. Falei sério vendo-a perder a arrogância. - Por favor, vão para seus quartos, preciso conversar com a mãe de vocês. Falei colocando ordem. 
Bonnie assistia tudo em um estado de choque permanente. Ela parecia ausente em meio aquela reunião. 
Antes que meu tio fosse embora, ele fez um feitiço de inibição, trancava temporariamente minhas habilidades de bruxo e isso quebrava momentaneamente a influência da The Shipon. Ainda era pouco, precisávamos descobrir uma maneira de me livrar daquela maldita. 

✨✨✨✨✨

Bonnie ouvia cada palavra minha com total atenção, longe de mim querer estar conversando, mas ela precisava saber, precisava entender que eu jamais a abandonaria. 
    ⁃    Céus, Kai! Eu não posso nem imaginar o que você passou. Ela falou passando as mãos pelo rosto. Estava aflita em ouvir sobre tudo aquilo, e saber que a nova ameaça a Tori está mais “viva” do que nunca. 
    ⁃    Posso dizer o mesmo a você. Criar dois filhos sozinha? Você fez um ótimo trabalho. Falei sorrindo. 
    ⁃    Eu não tenho o que te dizer..... você.... você ficou por meses tentando se comunicar e eu simplesmente não vi. Falou secando algumas lágrimas de seus olhos. Eu andei até ela novamente, estar longe era doloroso, ainda mais agora, que eu tinha a chance de tê-la em meus braços. 
A segurei pela cintura e lhe tomei em um beijo, mas antes que conseguisse aprofundar o toque, Bonnie me empurrou com as mãos no meu peito. 
    ⁃    Bon, não faz isso. Pedi sentindo meu coração se quebrar em mil. Mantive nossas testas coladas e tentei mais uma vez, eu podia ouvir seu coração tão acelerado quanto o meu. Mais uma vez busquei sua boca, louco de saudade. 
    ⁃    Não. Ela sussurrou me afastando, mas eu era incapaz de soltar seu corpo. 
    ⁃    Por que? Perguntei afundando meu rosto na curva do seu pescoço. Era desesperador ela me afastar dessa maneira. 
    ⁃    Eu não posso. Ela disse se soltando de mim. Eu procurei por seus olhos e vi o que eu mais temia. Só havia tristeza ali, nenhuma centelha de desejo ou de saudade, apenas remorso. Então me afastei, parecia que estava me afogando no mar revolto. O que quer que esse humano signifique para ela, Bonnie estava sendo leal a ele. 
Sinto que estou enlouquecendo. Imaginar Bonnie nos braços de outro homem vai me enlouquecer. 
Era inevitável imagina-la beijando alguém, recebendo carícias em seus cabelos, seu corpo. Céus. Eu sou capaz de matar esse imbecil. Como ela pode? 
Estou olhando em seus olhos, sinto medo, sinto o cheiro dele em sua pele e isso me faz ficar ainda mais perigoso e sem controle. Minha vontade é de apertar o pescoço dela e acusá-la por ter me traído enquanto eu estava preso. 
    ⁃    Você quer que eu vá embora? Perguntei chafurdado no meu inferno particular. 
Ela sequer foi capaz de me responder, apenas chorou, tentou abafar o soluço com a mão que levou até a boca. 
Eu podia estar de volta, mas nada, nunca mais seria como antes. Me forcei a andar para longe dela, eu não aguentava ver aquilo, nem em meus piores pesadelos Bonnie me rejeitava daquela maneira. Tentei o máximo possível não pensar, ou eu acabaria causando uma tragédia e colocando tudo a perder. Precisava dar tempo à ela, era isso. Bonnie precisava entender que eu estou de volta, que nossa família poderia estar junta novamente. 
Sai do apartamento controlando a fúria assassina que crescia em meu peito. A vontade de matar o namoradinho e de torturar aquela maldita bruxa eram quase maiores que a sanidade que eu tentava manter. 

✨✨✨✨✨✨

Tori 


Ouvi os passos do meu pai, achei que ele viria até meu quarto. Mas ouvi a porta da frente bater. Sai correndo até a sala, eu já imaginava o que estava acontecendo. 
    ⁃    O que você fez? Perguntei, quase gritando, para minha mãe. 
    ⁃    Tori, isso é entre seu pai e eu. Ela brigou comigo, tinha os olhos vermelhos por chorar. Eu a encarei odiando a ideia de que ela o mandou embora. Como a minha mãe, poderia mandá-lo embora, depois de tantos anos, depois de tantas coisas? Eu dei as costas para ela e corri para fora do apartamento atrás dele. 
    ⁃    Pai! Gritei assim que sai pelo corredor. Meu peito doía em imaginar isso. Minha família estava reunida de novo e por causa daquele maldito namorado meus pais não estavam juntos agora. 
Eu desci pelo elevador, desesperada. Ele não podia ir embora. Assim que sai pela portaria eu o vi e corri até ele. 
    ⁃    Pai, por favor não vai embora. Implorei me jogando nos braços dele. 
    ⁃    Tori, esta tudo bem. Ele falou me consolando. 
    ⁃    Não, por favor. Fica comigo. Implorei apavorada. A ideia de perder meu pai outra vez era enlouquecedora. 
    ⁃    Tori! Ouvi a voz de Theo ecoar atrás de mim. - Pai, onde você vai? Theo perguntou se aproximando, confuso. 
    ⁃    Escutem. Ele disse olhando para nós dois. - A mãe de vocês precisa de um tempo. E eu não vou a lugar nenhum, ok! Ele disse com um sorriso bonito. 
    ⁃    Então deixa eu ir com você. Pedi com a voz embargada. - Eu não quero ficar com ela. Falei sentindo o gosto amargo do rancor. 
    ⁃    Tori, seja justa com a Bonnie. Ele brigou mais sério. Theo apenas nos observava sem dizer nada. 
    ⁃    Pai, se você não pode ficar, então eu também não quero ficar. Me leva com você? Pedi mais uma vez. 
    ⁃    Eu vou agora pra mansão Salvatore. Vocês vão para casa, amanhã tem aula, depois da escola nos encontraremos e resolveremos tudo isso, ok? Ele propôs me passando confiança. 
    ⁃    Você promete? Perguntei concordando, mas ainda muito triste. 
    ⁃    Eu juro que sim. Ele disse sorrindo. - Vem cá. Falou nos puxando para um abraço. - Agora entrem. Ele ordenou e nós obedecemos sem ter o que fazer. 
Meu coração estava despedaçado. 
    ⁃    Tori, eu sinto muito. Theo falou quando a porta do elevador se fechou. 
    ⁃    Sente? Pelo o que? Por ficar contra mim? Por ignorar todas as visões que tivemos nos últimos meses? Por não acreditar em mim? Por apoiar esse namoro patético da mamãe? Ou por dizer que o papai estava morto? Falei deixando toda a raiva que havia em mim aflorar. 
Theo me olhou com muita dor, ele sentia muito, por tudo isso, era óbvio, mas me ver pisando ainda mais nos seus sentimentos era o que mais lhe doía. Eu não ligava para isso, ele e minha mãe haviam nos abandonado, haviam desistido de nós, e eu não esqueceria isso tão fácil.  
Ele tentou falar mais uma vez mas eu andei me afastando e lhe dando as costas, eu entrei no apartamento como um vendaval. Sentia minha magia reverberar nas pontas dos dedos. 
    ⁃    Victoria. Minha mãe me chamou com aquela voz de quem me daria bronca. Eu me virei para ela revirando os olhos. - É ótimo que a sua teimosia tenha dando resultado, mas eu não vou ignorar o fato que você mentiu e fugiu. Ela falou autoritária. 
Não me entendam mal, eu amo minha mãe e eu a respeito. Mas ela está errada. 
    ⁃    Se fosse para ter meu pai de volta, eu fugiria mil vezes. Respondi afrontando. 
    ⁃    Então ficaria de castigo, mil vezes. Ela respondeu. - Coloque seu computador no meu quarto, vai passar o mês indo para a escola e suas atividades extras, apenas. Fora isso é: casa. Minha mãe falou enquanto meu irmão ouvia tudo parado na porta. 
    ⁃    Foda-se. Eu respondi irada saindo sem olhar uma segunda vez para ela. 
Entrei no meu quarto e fechei os punhos tentando controlar a raiva, mas tudo o que consegui foi liberar uma onda de magia que trincou meu espelho e o vidro dos porta-retratos. 
As lágrimas corriam por meu rosto, eu achei que tudo voltaria ao normal quando meu pai voltasse. Ledo engano. 


Notas Finais


Por favor, comentem!


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