História Prison World - Bonkai - Capítulo 57


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Categorias The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Damon Salvatore, Malachai "Kai" Parker
Tags Bonkai, Bonnie Bennett, Kai, Malachai Parker
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Palavras 2.701
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia amores!!!

Meu Deus, eu me diverti horrores lendo os comentários. OBRIGADAAAA

Treta à vista!

Boa Leitura!

Capítulo 57 - Recaída


 

Bonnie 

Minha vida é uma peça de teatro, um drama shakespeariano. As vezes parece que eu estou no palco, às vezes parece que estou na plateia. 
Kai está vivo, ele está bem, está de volta. 
Parece um sonho, não é? 
Seria um sonho se eu não estivesse completamente apavorada, por que talvez eu esteja grávida. 
Não deve ser, eu sou uma vampira. 
Quer dizer, eu sou uma herege, metade de mim é vampira. 
“Que ideia maluca, você não está grávida!” Me forço a pensar. 
A verdade é que, nunca usei nenhum método contraceptivo com William, e a uma semana estou atrasada, sentindo enjoos e sintomas típicos de uma gravidez. 
Céus! 
Não há nada para se “ouvir” ainda. Seria cedo de mais. Existe um feitiço para saber isso, assim como também existem os testes de farmácia. Mas eu não quero fazer, o medo de que seja verdade me domina. Agora então, tudo parece pior, Kai está de volta. 
Como eu posso estar grávida de outro homem, justo agora que meu homem voltou para minha vida? 
Inferno, eu sequer consegui beija-lo. Ele não pode fazer ideia do que está acontecendo, ou então algumas mortes acontecerão. 
Para piorar eu o afastei, mas me entendam, como posso retomar nossa vida de onde paramos, se tantas coisas aconteceram durante todos esses anos? 
Se eu superei Kai, óbvio que não. Ele é e sempre vai ser meu amor épico, meu melhor amante, o pai dos meus filhos. Tive vontade de me atracar com ele assim que o vi, mas eu preciso ser correta, não posso trair o Will, ele tem sido tão incrível, um amigo fiel e um namorado compreensivo. Não é justo com ele, e não seria justo com um bebê que pode ou não estar no meu ventre. 
Justo agora, que tenho que lidar com uma adolescente rebelde. Céus, essa pivete gritou “foda-se” na minha cara e eu não fiz nada. Mas se eu tivesse tomado uma atitude na hora estaria tentando ressuscita-la neste exato momento. Que moleca atrevida, odeio como as vezes os dois ficam parecidos com Malachai, tão transviados e questionadores, me fazem sentir como se eu fosse uma ditadora inflexível. 
Fui para o meu quarto, tomei um banho quente para tentar relaxar, as crianças não quiseram comer e nem conversar. Estava cada um emburrado em seu canto e eu os deixei assim. Era coisa de mais para processar, sentimentos de mais para aprender a lidar. Eu me vesti e deitei na cama quando ouvi meu celular tocar. 
    ⁃    Oi. Will falou com a voz cheia de receio. 
    ⁃    Oi! Eu respondi tentando ser carinhosa. 
    ⁃    Estou atrapalhando? Ele perguntou com um nó na garganta. 
    ⁃    Não, eu só estou deitada. Falei sentindo o peso do dia nas minhas costas.
    ⁃    Céus, por favor, me diz que não está na cama com seu ex-marido. Ele falou brincando e me fez rir. 
    ⁃    Claro que não. Respondi no fundo desejando que fosse verdade. 
    ⁃    E como as coisas ficaram? Ele perguntou preocupado. 
    ⁃    Ele foi embora, vai ficar na casa de alguns amigos. Respondi tentando tranquiliza-lo. - As crianças estão uma bagunça. Falei desabafando. 
    ⁃    Isso é normal, vocês precisam de tempo, afinal, foram oito anos. Ele disse compreensivo. 
Que inferno, porque William não poderia ser só um babaca qualquer? Porque ele precisava ser tão maduro e cuidadoso comigo? 
    ⁃    Vou tentar dormir um pouco, ok? Falei sentindo a vontade de chorar crescer no meu peito. 
    ⁃    Tudo bem, bons sonhos. Ele disse com a voz carinhosa. 
Que ironia, sonhei a noite toda com Kai, entre transas, beijos e brigas. Acordei sentindo o corpo pegar fogo de desejo por ele. Mas antes precisava resolver minha vida. 

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Na manhã seguinte comprei três testes de gravidez, e fiz duas vezes um feitiço também. Todos deram negativo. Meus enjoos deveriam ter outro motivo, mas era um alívio saber que não estava esperando um filho. 
Agora, outra decisão importante, eu terminaria com Will e voltaria com Kai? Simples assim? É isso o que eu quero? 
Will é incrível, ele é um homem atencioso e compreensivo, companheiro e muito diferente de Malachai, não é obssecado por mim. Will só tem um defeito, ele não tem 1/3 da intensidade de Kai, e eu não o amo, não estou nem perto de estar apaixonada. Tentei me convencer de que os sentimentos viriam com o tempo, mas depois de meses de momentos agradáveis, não havia uma centelha de paixão entre nós. Eu acho que se Kai não tivesse voltado agora, eu terminaria com Will, no máximo em um mês. 
Certo, mas agora o filho da puta mais gostoso que eu já conheci está de volta, e eu senti tanta falta dele. Já está mais do que decidido, eu marquei de ir jantar na casa do Will, iria terminar com ele o quanto antes, só pra poder me jogar nos braços do meu homem. 

 

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Kai 

Eu peguei as crianças na escola, avisei Bonnie que queria conversar com eles, ela me alertou que Tori estava de castigo, então era para levá-los direto para casa depois. Levei os dois para comprar um carro novo comigo, eles não se aguentavam de tanta felicidade. 
    ⁃    Pai, como as coisas vão ficar agora? Tori perguntou curiosa quando paramos para eu abastecer eles de hambúrguer e milkshake. 
    ⁃    Preciso falar com Bonnie, esse namorado me pegou de surpresa. Falei mau humorado. 
    ⁃    Se você não voltar para casa eu quero morar com você. Tori falou enquanto devorava algumas batatas fritas.
    ⁃    Hey, e quanto a mim? Theo perguntou ofendido com a insinuação da irmã. 
    ⁃    Você apoiou o namoro da mamãe, pode ficar morando com ela e o Will. Tori falou debochando do irmão que fez uma careta pra ela. Achei graça que eles cogitaram que eu deixaria Bonnie morar com outro cara. 
    ⁃    Não é verdade, eu nunca apoiei o namoro da mamãe, eu só achava que ela já tinha passado tempo de mais sozinha, só trabalhava e cuidava da gente. Sei lá... Theodore falou sem graça. 
    ⁃    Tudo bem, Theo. Vamos esquecer o namorado da mãe de vocês, por favor, antes que eu surte. Falei passando as mãos pelo rosto. Minha vontade de rasgar a garganta dele só crescia. 
    ⁃    Mesmo, assim, eu vou morar com você. Tori falou reafirmando. 
    ⁃    Acham que sua mãe não vai me aceitar de volta? Perguntei curioso. Talvez esse cara oferecesse mais perigo do que eu tinha calculado. 
    ⁃    Mamãe é teimosa. Tori resmungou e eu tive que concordar com ela. 
    ⁃    Não acho que ela goste do Will, se gosta ela não demonstra muito bem. Theo falou dando de ombros. Eu fiquei aliviado em saber que ela não ficava se esfregando com aquele otario na frente dos meus filhos. Era só isso que me faltava. 


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Bonnie 

Minha cabeça estava um turbilhão de coisas, pelo menos eu tinha me livrado da dúvida sobre a gravidez, agora só conseguia pensar em como seria romper com Will. Não me julguem, vocês sabem que eu sou péssima em falar “não”, e como eu disse, William é um cara bacana.  Eu trabalhei de casa hoje, não teria cabeça para encontrar pessoas e ter diálogos que eu não queria ter, seria bom já que os gêmeos passariam o dia com Kai. Por falar em Kai, ele está de pé no meio da sala agora mesmo, entrou com a chave que é da Tori, óbvio. 
    ⁃    Cadê as crianças? Perguntei estranhando que ele estivesse sozinho. 
    ⁃    Com as namoradas. Ele respondeu tranquilamente. 
    ⁃    Namoradas? Eu perguntei chocada, que história era aquela. 
    ⁃    Deixei Theo na casa da Lucy e Tori na casa da Ruby. Ele respondeu olhando em volta. 
    ⁃    Ruby não é namorada da Tori. Falei revirando os olhos. 
    ⁃    É só questão de tempo. Ele respondeu dando de ombros. 
    ⁃    Como você pode saber disso? Perguntei confusa, ele estava de volta a menos de 24 horas. - Aliás, eu disse que ela estava de castigo, não deveria tê-la deixado lá. Briguei irritada por ele ter desfeito uma ordem minha. 
    ⁃    Eu sei das meninas porque eu as vi juntas, e eu deixei a Tori lá porque queria te encontrar sozinho. Ele falou voltando a me olhar. Eu respirei fundo, era tão estranho tê-lo de volta, era surpreendente na verdade, eu desejei este dia, com toda minha alma, mas não fazia ideia de que poderia ser nessas circunstâncias. 
    ⁃    Sobre o que quer falar? Perguntei tentando manter meu sangue frio e minha cabeça no lugar. Eu conheço ele, eu sei o que ele veio fazer aqui. 
    ⁃    Se você está me perguntando é porque talvez tenha esquecido a verdade sobre você mesma. Ele falou andando para mais perto. 
    ⁃    Verdade sobre mim? Questionei ficando encurralada entre ele e um aparador. 
    ⁃    É. A maior verdade sobre você. Disse colando nossos corpos. Era hipnótico. Céus, ele me causava os mesmos arrepios de tantos anos atrás. 
    ⁃    E qual é essa verdade? Questionei em um sussurro. 
Ele riu soprado e circulou minha cintura com uma das mãos. 
    ⁃    A verdade de que você é minha. Falou colando nossos lábios. - E eu sempre pego o que me pertence. Disse me agarrando pelo bumbum com a outra mão. Me levantou e me sentou sobre o móvel. Eu suspirei rápido com o susto do movimento e ele se aproveitou para enfiar a língua na minha boca. Céus. Era tão devasso. Ele não me beijou, apenas me mordeu, mordeu meus lábios, meu queixo, meu pescoço. Eu estava rendida mesmo que no fundo ainda quisesse negar sua investida. 
    ⁃    Kai... O chamei espalmando as mãos em seu peito, tentando fazê-lo parar. 
    ⁃    Eu só vou te dar ouvidos quando estiver gemendo meu nome, enquanto goza no meu pau. Ele falou finalmente me beijando. Bastardo maldito, falando essas coisas fazendo meu corpo patético reagir excitado a seus toques e palavras. 
Que inferno, como eu senti falta dele, o perfume da sua pele, o formato das suas mãos enquanto agarra minhas pernas e aperta minha bunda. Deus, obrigada por me devolver esse homem. 
Ele me levou no colo até o quarto, eu não tinha força física e nem moral para conter aquele homem. Sua ereção se apertava contra minha virilha e eu arfava de desejo enquanto arrancávamos as roupas um do outro com uma urgência insana. 
    ⁃    Oito anos, amor. Ele falou me jogando sobre a cama. Beijou minha barriga e desceu me arranhando com os dentes até plantar um beijo de língua sobre meu clitóris. Eu arqueei as costas com a sensação indescritível. 
    ⁃    Oito anos sonhando em sentir seu sabor novamente. Ele falou mergulhando a língua nas minhas dobras molhadas de excitação. 
Meu céu! Meu paraíso! Tenho certeza que meu maior pecado na vida é ir para a cama com Kai, não é minimamente possível que transar com esse homem não seja um pecado mortal. Ele me lambeu com uma calma que eu não esperava, chupava paciente, me torturando, me saboreando enquanto eu agarrava seus cabelos e rebolava involuntariamente. 
Orgasmo é orgasmo, certo? 
Errado!
Nenhum orgasmo era parecido com os orgasmos que ele me proporcionava. 
Enquanto eu ainda gozava ele me penetrou duro e eu achei que nunca mais conseguiria respirar, é insano, mas ele me tirava todo o ar, as funções mais básicas do meu corpo pareciam se atrapalhar quando ele me conduzia. 
Ele se afundava em mim sem nenhum controle e eu me deliciava em ver seus olhos azuis revirando com o prazer, oito anos de abstinência e ele estava fazendo valer cada segundo. Um segundo orgasmo se instalou no meu baixo ventre e as contrações da minha boceta o fizeram gozar também, enlouquecido mas nem um pouco satisfeito. Ele queria mais. 
Kai me colocou de quatro e me penetrou atrás enquanto estimulava meu clitóris com os dedos. Era tão exigente, tão intenso que eu apenas me rendia, apreciando cada carícia. 
    ⁃    Kai... Gemi buscando sua boca para um beijo. A cada estocada que ele dava parecia ir mais fundo e eu me desmanchava nos seus braços substituindo a dor por puro prazer. 
Um tapa forte no meu bumbum me fez gritar de surpresa. 
    ⁃    Você é minha, porra. Ele disse com a voz baixa e grave enquanto apertava minha cintura com as mãos, aumentando o contato dos nossos corpos. Sim, eu era ridiculamente dele, e não importava o quanto eu tentasse negar, estava marcado em minha alma. 
    ⁃    Minha. Gemeu mais uma vez deixando outro tapa no meu bumbum. Com certeza seus dedos estavam estampados lá, para que não houvesse nenhuma dúvida. 
    ⁃    Céus, Kai ... eu vou gozar de novo. Choraminguei sentindo a pressão tão forte no meu corpo que parecia que eu quebraria ao meio. Ele não parou de estimular meu clitóris com os dedos enquanto chupava minha língua. Meu terceiro orgasmo veio acompanhado de um murmúrio ininteligível já que meus neurônios eram incapazes de formar uma frase coesa. Kai gozou logo em seguida, agora sim completamente satisfeito. 
Ficamos deitados tentando controlar nossas respirações ofegantes. Eu tentava não pensar, tinha feito tantos planos até ele aparecer na minha frente e mudar tudo. Enquanto ele acariciava minhas costas, eu senti um outro enjoo, mas consegui controlar a sensação. 
    ⁃    Não acredito que você tirou a Tori do castigo. Provoquei ele. Vi seu lindo sorriso se formar no rosto e desejei congelar aquele momento. 
    ⁃    Filhos atrapalham o sexo. Eu só queria garantir que tivéssemos boas horas juntos. Ele falou com aquele jeito cafajeste de sempre. 
As crianças iam dormir na casa das “amigas”, não que fosse uma novidade, mas saber da Tori e da Ruby foi sem duvidas uma surpresa. 
Kai me puxou para cima dele e me beijou, suas mãos acariciando meu corpo inteiro enquanto nós voltávamos a nos excitar, desejando mais prazer. Meu celular que estava no bolso da calça começou a tocar. 
    ⁃    Não atende. Ele ordenou beijando minha orelha. 
    ⁃    Podem ser as crianças. Falei rolando de cima dele. Peguei a calça no chão e achei o celular. 
Uma foto minha e do Will aparecia na tela enquanto ele tocava. Kai se sentou na cama subitamente mau humorado. 
    ⁃    Me diz que você terminou com esse cara? Ele perguntou irritado. E então eu me lembrei que tinha marcado de jantar com Will a duas horas atrás. 
    ⁃    Kai, eu preciso atender. Falei sem jeito. Eu tinha que dar uma satisfação por ter marcado um jantar e sumido em seguida. 
    ⁃    Nem fodendo. Ele respondeu inflexível. - Você não vai falar com esse cara, enquanto está na cama comigo. Ele disse autoritário. 
    ⁃    Kai, por favor. Eu só preciso dar uma desculpa pra ele. Implorei me afastando um pouco. 
    ⁃    Eu sou “o outro”, então? Você vai dar uma desculpa pro seu namorado porque transou com seu marido? Ele debochou mas eu sabia que estava com raiva. 
    ⁃    Só vou dispensar ele, por favor. Pedi apavorada, eu precisava atender Will (e precisava que Kai ficasse quieto) afinal de contas eu acabei dando um bolo nele. 
    ⁃    Tudo bem, eu vou ficar na minha. Ele falou voltando a deitar. 
Kai se espalhou na cama, o corpo mais gostoso que eu vi em toda minha vida, ele ascendeu um cigarro enquanto eu me afastei um pouco.  
    ⁃    Alô. Falei forçando minha voz a não tremer. Céus isso era patético. 
    ⁃    Bonnie, está tudo bem? Will falou preocupado. 
    ⁃    Sim, eu sei, eu te deixei esperando. Me desculpa. Lamentei. Eu cometi o erro de olhar para a cama, Kai me comia com os olhos, enquanto uma pequena névoa de fumaça pairava acima dele, o maldito herege usou o lençol pra se cobrir da cintura para baixo, deixando exposto aquele abdômen pecaminoso. Eu estava nua na sua frente e podia ver o volume provocante da sua ereção. 
    ⁃    Eu não me senti muito bem, acabei pegando no sono. Menti para Will, Kai exibiu um meio sorriso de lado, esse bastardo estava se divertindo. 
    ⁃    Tudo bem, eu trouxe comida. Will disse com um sorriso na voz. 
    ⁃    O que? Perguntei completamente surpresa. - Você está aqui? Quase gaguejei.  
Kai tragou o cigarro mais uma vez e eu vi sua mandíbula se contrair. Peça de teatro, não é? 
    ⁃    Estou, abre a porta! Will falou ao telefone.  


Notas Finais


Parece que alguém não teme a morte, não é mesmo! Kkkkk

Tem uma surpresa aí nessa história. Comentem!

Beijos.


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