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História Private Class - Capítulo 22


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Capítulo 22 - 22. Trust me


— Sorte sua que sempre carrego um capacete reserva comigo.— Jungkook dizia enquanto descia de sua moto e via Jimin tirar o capacete. Fez o mesmo, deixando o objeto no guidão e ajeitando seus cabelos.

Jimin riu baixo, entregando o capacete para o alfa guardar. Passou a mão por seus fios loiros, jogando-os para o lado sob o olhar do mais novo. Já havia virado um costume tê-lo em sua casa, não duvidava que até mesmo o porteiro tivesse se acostumado e continuaria a deixar Jungkook entrar sem problemas e seguir para o apartamento.

Ao pensar nisso, o Park também acabou pensando em algo que vinha a sua mente já fazia um tempo. A ideia de quem sabe sair dali com os filhos e arranjar uma casa maior, só dele. Jihyun estava crescendo e sabia que Kwan gostaria de ter mais privacidade com um quarto só seu.

— Em quê está pensando, Jimin-ssi? — perguntou Jungkook se aproximando do ômega e segurando sua cintura

— Nada demais, só... só me veio de repente algo em que venho pensando muito desde o casamento.— respondeu Jimin, olhando para o Jeon — Não é importante. Agora, o que importa é você.

— Estou curioso. Por que me quer aqui? Sentiu falta de me ter ao seu lado na cama? 

Jimin riu, enquanto Jungkook abraçava sua cintura e colava seus corpos.

— Não, eu queria te mostrar algo e que conversássemos. Mas antes, sei que você vai enlouquecer sem pelo menos um desse aqui — disse tirando um cigarro do bolso — É da marca que você usa.

— Está me dando um cigarro depois de uma reunião dos Narcóticos Anônimos? — riu o alfa arqueando a sombrancelha 

— Se você for mesmo seguir com isso, temos que ir com calma. E sei que não podemos largar o cigarro do dia pra noite, além de que, bom...é uma droga meio que normalizada na sociedade e só por isso irei te dar isso.— entregou o cigarro — Vamos por partes. Primeiro as outras drogas que podem te matar em uma noite, depois a de dano a longo prazo. Diminuir a quantidade de cigarros por dia já é um bom começo e Taehyung te deixou sem nada o dia inteiro.

— Você fumava? 

Jungkook pegou um esqueiro no bolso de seu casaco, afastando-se do Park e acendendo o cigarro. Deu uma longa tragada e liberou a fumaça por entre os lábios, sentindo a famosa sensação de relaxamento e bem-estar que aquilo lhe causava. Estava mesmo precisando.

— Dizer que nunca fumei seria mentira, mas não fazia sempre. Só quando estava muito estressado.— respondeu Jimin, apoiando-se em seu carro que estava atrás dele — Eu já experimentei muitos tipos de droga, a maioria onde eu trabalhava. As vezes estar chapado era a melhor forma de suportar aquele emprego e minha rotina. Acordar cedo, ir para a escola, trabalhar, cuidar do Kwan...eu nem dormia direito.

— Você não amamentava chapado, não é?

— Bom...às vezes. Eu detestava amamentar, na verdade. Só fazia isso por causa do Taemin e da minha tia.— confessou, olhando receoso para o aluno — Eu era uma criança cuidando de outra e havia passado por muita coisa em Busan. E ter trabalhado de babá não ajudava muito.

— Você já foi babá? — Jungkook perguntou um tanto curioso e o Park assentiu, encarando seu rosto de uma maneira que o alfa não soube identificar

— Trabalhei de babá quando engravidei. Minha mãe não estava muito interessada em pagar pelos meus desejos de grávido e roupas novas. E eu engordei muito quando estava esperando o Kwan, no terceiro mês nem meu uniforme da escola servia mais.

— Me desculpe, mas odeio sua mãe. 

— Eu também não sou o maior fã dela. Não nos falamos mais desde o nascimento do Kwan. Nem no meu casamento ela esteve, mas claro que Minju estava lá para dar o recado de sua querida amiga e também contar tudo que eu estava fazendo.— riu baixo, cruzando os braços — Ela provavelmente ignora minha existência e vive feliz com o maridinho imprestável dela, sem remorso algum por tudo que aconteceu.

— Ela não merece o filho maravilhoso que tem.

Jimin sorriu fraco para o Jeon, que terminava de fumar seu cigarro. Ele tentava não pensar muito em sua mãe, em todo o seu sofrimento que ela poderia ter evitado. A relação deles já não ia bem antes, mas a gravidez e a morte de seu irmão foram o estopim, o que faltava para tudo desmoronar de uma vez.

O Park sentia muita falta de seu irmãozinho, muita mesmo. Atualmente ele estaria beirando aos 27 anos, muito provavelmente trabalhando como engenheiro, físico, ou mesmo professor como Jimin. Park Jihyun sempre teve um incrível dom para a área de exatas e mesmo sendo mais novo já ajudou muito o irmão mais velho com os deveres de matemática. 

Talvez o falecido Jihyun  tenha sido um dos grandes motivos para Jimin decidir cursar matemática e física. Acabou pegando gosto por isso com o tempo.

— E acabei.— Jungkook disse jogando o cigarro no chão e pisando em cima

— Pegue e joguei na lixeira.

— O quê? 

— Pegue o cigarro do chão e jogue na lixeira do lado da entrada do elevador. Seja mais ecológico.— Jimin disse se afastando do carro e o Jeon suspirou, fazendo o que ele pediu

Entraram no elevador e o alfa não perdeu tempo em abraçar o Park por trás e enterrar o rosto em seu pescoço. O aroma doce do ômega era viciante e inebriante, poderia ficar assim o sentindo o dia inteiro.

Aspirou o cheiro de morangos, apertando a cintura fina entre seus braços e deixou alguns beijos sobre a pele do mais velho. Quando seus lábios chegaram a orelha do loiro, sentiu ele estremecer e arrepiar-se, suspirando baixinho enquanto fechava os olhos e segurava suas mãos com força.

— Jungkook, por favor…

— Descobri um de seus pontos fracos, Jimin-ssi? — perguntou com um sorriso atrevido

— Não se aproveite de um ômega sensível com o heat próximo.

— Eu não consigo resistir com você tão perto. Seu cheiro é tão bom e está tão forte...— o Jeon disse, fazendo um pouco de manha na voz e voltando a beijar o pescoço do professor

Jimin abriu os olhos, notando que estavam chegando ao seu andar. Afastou-se devagar do mais novo, segurando a mão do mesmo. Sorriu fraco para ele quando as portas do elevador se abriram e saíram dali, caminhando até a porta e abrindo-a com sua chave.

Ao entrarem, encontraram Kwan na mesa de jantar fazendo o dever de casa e pela primeira vez Jungkook o viu com roupas mais frescas e confortáveis. Ele vestia apenas um short preto e uma blusa cinza larga, com os cabelos um pouco bagunçados e óculos redondos, semelhantes aos que via Jimin usando às vezes, quando estava com a vista muito cansada. Os óculos o deixaram um pouco mais parecido com o pai ômega.

Wooyoung estava jogado no sofá devorando uma caixa de chocolates com Jihyun enquanto assistiam a um filme de animação na TV. O Jung estava com seu pijama cor de rosa e uma faixa na cabeça da mesma cor, com seus cabelos agora castanhos. 

O filhote da casa logo olhou para a porta e sorriu alegre, batendo palminhas enquanto Jungkook corria até a sala e ficava de joelhos no chão.

— Tio Kookie! Tio Kookie! — Jihyun disse alegre correndo até ele e o abraçando forte

— Ah eu senti tanta saudade, Ji! Não consigo ficar mais de um dia sem te ver.— disse o alfa apertando o corpo pequeno contra o seu e sentando-se no chão com ele em seu colo — Tio Kook sentiu muita, muita, muita, muita saudade.— dizia deixando vários beijinhos por todo o rosto do filhote — Parece que não vejo você há meses.

Beijou o narizinho do garoto. Jihyun sorriu, também beijando o nariz do Jeon, que sorriu largo de volta, exibindo os dentes de coelho.

— Fazem só alguns dias, não seja dramático.— Kwan comentou

— Também senti sua falta, Kwan.

— Gostaria de poder dizer o mesmo.— o garoto disse e sorriu, voltando ao seu dever e fazendo o Jeon rir

— Eu sei que também sentiu falta Jungkook, querido. Estava até perguntando por ele.— Jimin disse beijando a testa do filho mais velho como sempre fazia ao chegar em casa de uma reunião

— Falta eu senti foi do meu fone. Você prometeu que ia devolver hoje.— respondeu o jovem alfa fazendo um biquinho 

— Termine as tarefas primeiro, okay? Me fale se precisar de ajuda.

Jungkook desviou o olhar de Jimin e Kwan para o filhote outra vez, que estava agora em pé em suas pernas com a boca toda suja de chocolate.

— Estava comendo chocolate com o Tio Wooyoung?

— Tio Woo ganhou chocolati do namorado.

— Jihyun! Tem que aprender a ficar de boquinha fechada! — Wooyoung exclamou

— Que namorado, Wooyoung? — Jimin perguntou

— Jihyun está falando demais. Não tenho namorado.

— San veio aqui ver ele e saiu há uns 20 minutos.— Kwan falou, sem tirar os olhos de seu caderno

— Traíra! — Wooyoung disse cruzando os braços 

— O irmão do MinHo? Sério? — Jimin riu, sem acreditar — Depois conversamos sobre isso. Limpe o Jihyun e não dê mais nada, ele ainda tem que comer. Prepare o jantar, okay? Vem Jungkook!

O Jeon estava entretido com o filhote do Park e viu um biquinho surgir nos lábios dele quando o tirou de seu colo.

— Tio Kookie vai ficar um pouquinho com o Omma no quarto e depois eu volto para brincar com você.

— Quero ficar com Tio Kookie!

— Vem, Ji. O que quer que eles façam, você não pode ver.— Wooyoung disse pegando o garotinho no colo — Mas quando surgir o resultado, acho que vamos precisar de uma casa maior.

— Wooyoung! — Jimin exclamou

Jungkook riu, observando as bochechas do ômega ficarem vermelhas. Segurou a mão do Park e foram ambos para o quarto, fechando a porta.

Jimin sentou em sua cama, respirando fundo e passando a mão por seus cabelos. Viu o Jeon se aproximar e ficar ao seu lado, sem perder tempo em o puxar para mais perto e segurar sua cintura, beijando sua bochecha. Sabia que provavelmente seu cheiro forte estava afetando os sentidos do alfa e estar tão próximo dele também lhe afetava.

Nunca imaginou que se sentiria assim pelo Jeon. Abaixando cada uma de suas defesas e o deixando adentrar cada vez mais em sua vida e em si mesmo. O único que havia lhe deixado daquela forma fora seu ex marido, mas nem ele com tanta intensidade quanto o alfa.

— Acho que desde que Wooyoung chegou você não fica mais entediado nessa casa.

— Sim.— o ômega riu concordando — É bom ter alguém da família por perto. Depois do divórcio, as coisas ficaram um pouco difíceis. Wooyoung e esse seu jeitinho...ajudam a melhorar o clima. Meus amigos andam ocupados demais com o trabalho.

— Bom, você sabe que sempre pode contar comigo, Jimin-ssi.

Jimin sorriu, segurando a mão do Jeon e entrelaçando seus dedos. Dessa vez ele mesmo tomou a iniciativa de deixar um beijo rápido e singelo nos lábios do Jeon, que não conseguiu conter o sorriso com isso.

— Eu quero mesmo tentar...tentar isso que está rolando entre nós. E acho que o melhor jeito de começar, é sendo sincero e mostrando um pouco mais sobre mim.— disse olhando profundamente nos olhos negros

Ele se levantou, pegando uma caixa de madeira bonita e arrumada de uma gaveta em sua cômoda. Levou até o Jeon, voltando a sentar-se ao seu lado e a deixando em sua cama. Deixou que a curiosidade levasse Jungkook a seguir em frente.

O alfa abriu o feixo da caixa, abrindo-a e observando o que havia dentro. Parecia quase um porta jóias bem grande. Na parte superior, havia o que pareciam chaveiros pendurados em pequenos arames, 4 deles de cor fluorescente. Jungkook os reconhecia, via Taehyung com um deles em um colar no pescoço há mais de um ano.

— São suas fichas de sobriedade.

— Essa caixa foi um presente.— Jimin disse sorrindo — Aqui eu guardo cada uma das minhas fichas e o que me dá forças para ganhar mais uma todo ano.

O Jeon olhou o que havia na parte inferior, no interior da caixa, numa parte forrada por veludo preto. Ali haviam várias fotografias, algumas um tanto antigas. Pegou uma delas, que mostrava Jimin com seus 21 anos de idade com Kwan criança, aparentando ter uns 5 anos e com um dente na frente faltando em seu sorriso grande e alegre. Na fotografia, o ômega sorria fraco, sem mostrar os dentes, e estava com o rosto bastante magro e pálido, enquanto o garoto parecia estar imensamente feliz.

Os cabelos do Park estavam numa coloração alaranjada. Uma cor um tanto inesperada para o Jeon, mas ele ficou muito bonito naquele visual, principalmente com aquele lápis de olho que estava usando. A maquiagem provavelmente foi uma tentativa nem tão bem sucedida de parecer menos abatido.

— Foi um presente do Kwan, não é?

— Sim, me deu no meu aniversário 25 anos. Ele mesmo colocou essas coisas para eu pendurar as fichas.— explicou — Ele tinha 10 anos. Juntou todo o dinheiro que eu e Taemin lhe dávamos para comer na escola e usou para comprar. Ficou uns 3 meses sem comer nada nos intervalos.

— Cada dia me surpreendo mais com esse garoto.— comentou o alfa rindo baixo

— Kwan sempre fez tudo o que podia para tentar me agradar. Ele pensava que assim, eu...— fez uma pausa, suspirando — Eu continuaria o amando cada vez mais.— disse com a voz um tanto embargada — Queria ficar o mais próximo que pudesse de mim.

Jungkook viu algumas lágrimas surgirem nos olhos de Jimin, enquanto pegava uma fotografia mais antiga. Uma do filhos mais velho quando era bem pequeno.

— Jimin…

— Taemin não está mentindo quando diz que eu não fui um bom pai no início.

— Você era quase uma criança, Jimin! E do dia pra noite tinha a grande responsabilidade de criar um filho. Estudava, trabalhava...— Jungkook dizia, mas foi interrompido pelo Park

— Mas ele era minha responsabilidade e eu não soube lidar com isso. Eu era um garoto imaturo e que não dava a devida atenção ao filho, porque...— o ômega hesitou, engolindo em seco enquanto algumas lágrimas escorriam por seu rosto — Porque ele me lembrava de tudo o que sofri e o que eu perdi em Busan. Me lembrava da morte do Jihyun, da minha mãe, do...do…

As mãos de Jimin começaram a tremer e ele as fechou em punho. Levou uma mão a boca, mordendo a si mesmo para descontar o nervosismo e a dor que lhe invadia.

— Precisei de muito tempo para olhar além de tudo o que eu passei e ver as boas coisas que podia ter com ele. Focar em todas as semelhanças comigo.— continuou — Porque sempre que eu olhava pra o Kwan, ele me lembrava o pai. E aquele homem foi um monstro na minha vida e me machucou de verdade. O que eu menos quero, é que um dia o meu filho fique igual a ele.

— O que ele te fez que o machucou tanto, Jimin?

O ômega não respondeu. Ficou um bom tempo em silêncio. Ele desabotoou alguns botões de sua blusa e o Jeon não entendeu, até que ele deixou uma das mangas cair por seu ombro e sua mão tocar uma cicatriz no início das costas, perto do ombro.

Jungkook se aproximou, tocando a pele do Park e passando os dedos pela cicatriz. Instintivamente, foi subindo sua mão até os cabelos do menor, os afastando mais de seu rosto e pela primeira vez notou que ele também possuía uma cicatriz na lateral da cabeça e outra bem pequena próxima ao olho, esta última tão fraca que era quase imperceptível.

— Ele fez isso? — perguntou um pouco relutante e sentindo uma raiva inexplicável dentro de si junto a sensação de proteção. O ômega apenas assentiu com a cabeça.— Ele bateu em você?! 

— Digamos que eu era onde ele descontava suas frustrações e não o respeitava como ele queria.

— Isso não dava a ele o direito de te machucar. Por que continuou perto desse cara?!

— Eu não tinha escolha, Jungkook. Minha família achava que ele era um verdadeiro anjo. Minha mãe nunca acreditou em mim. E depois que engravidei, me jogou toda a culpa de tudo o que ele fez.— respondeu com um olhar triste. 

Jungkook comprimiu os lábios, acariciando levemente o local da cicatriz na cabeça.

— Cada cicatriz foi de algum momento que ele descontou em mim suas frustrações ou achou que eu merecia por provocá-lo, tentei fugir algumas vezes e acabou sendo pior. Mas essas marcas não mostram nem metade de tudo o que aconteceu comigo nas mãos dele. Ele fez muitas coisas que me machucaram e me marcaram, não só fisicamente.

— O que mais ele te fez? Por que mesmo depois de tudo isso ainda passou o cio com ele e engravidou?

— Eu não queria engravidar! — exclamou — E ele não me deixou muita escolha. Eu não tinha para onde correr.

Jungkook encarou o mais velho, segurando suas mãos.

— Me conte, Jimin! O que mais ele te fez?

— Não me faça contar tudo de uma vez, Jungkook. Por favor, eu te imploro.— suplicou, começando a chorar de verdade — Eu quero te contar tudo sobre mim, o que eu passei, mas não consigo falar tudo agora. Quero ser sincero com você, que saiba com o que está lidando, de verdade. Mas por favor...

— Tudo bem, tudo bem. Não se preocupe.— o Jeon se apressou em dizer e abraçar o ômega — Eu estou aqui. Você vai me dizer tudo, no seu tempo, quando se sentir bem pra isso.— falou, decidindo não continuar perguntando

— Obrigado, Jungkookie-ah.

Jungkook abraçou o loiro com força, apertando-o em seus braços e beijando sua cabeça. Não fazia ideia de tudo pelo que Jimin havia passado, mas ele não deixaria ninguém mais machucar o seu ômega daquela maneira. Se um dia aquele que lhe causou tanto sofrimento voltasse, ele estaria lá para o proteger e espancar o desgraçado como nunca fez em toda sua vida.

Ele tinha medo de imaginar o que mais havia acontecido e preferia não pensar nisso e esperar Jimin resolver lhe contar.

Segurou o rosto do mais velho, deixando vários beijos por ali, descendo por seu pescoço e ombro, deixando um mais demorado sobre sua cicatriz.

— Estou aqui com você.

— E eu com você.— Jimin disse, enquanto o mais enxugava suas lágrimas

Jungkook sorriu de canto, então selando seus lábios num beijo calmo e apaixonado. Sua mão desceu imediatamente para a cintura do menor e o puxando para ainda mais perto. Deixou alguns selinhos na boca carnuda do Park, afastando seus lábios minimamente para poder encarar seu rosto e acariciá-lo com sua outra mão, olhando nos olhos pequenos e acastanhados.

Não disseram nada um ao outro. Não precisavam.

O Jeon apenas permaneceu acariciando o rosto do ômega, tentando deixá-lo confortável e seguro mais uma vez. Estava ali para Jimin, assim como o Park estava ali para ele.

Jimin guiou a mão do alfa até seu seu ombro desnudo, sem parar de encará-lo. Seus olhos já diziam tudo. E enquanto os dedos longos do Jeon desciam por sua pele, o ômega guiou sua mão até os fios longos do mesmo e voltou a beijá-lo.

Jungkook apertou a cintura alheia em meio ao ósculo intenso, que somente ficava ainda mais quente e apaixonado. Não pensava em mais nada, somente no ômega e naquele exato momento. Deixou os instintos guiarem seus atos, sabendo que Jimin confiava em tudo que fazia.

Começou a abrir os botões restantes da blusa do loiro, até que estivesse aberta e pudesse tirá-la do corpo do menor. Seus dedos deslizaram por toda a pele quente, sem parar um momento sequer com aquele beijo. Seus lábios desceram para o pescoço do mais velho, distribuindo beijos molhados pela região enquanto ouvia os suspiros que saíam da boca do outro.

O corpo do ômega foi deitado devagar sobre o colchão, enquanto o alfa tornava a tomar seus lábios para si e ficava sobre ele. Jungkook retirou sua própria jaqueta sem quebrar o ósculo, logo em seguida abraçando a cintura do menor com força.

Os sentimentos de ambos estavam aflorados, guiando-os naquele momento de paixão genuína e confiança. Ali, estava tudo decidido a começar se verdade a se encaminhar para algo sério. Tanto Jimin quanto Jungkook estavam dispostos a se entregarem de corpo e alma para aquela relação, cada um no seu tempo, a sua maneira, ganhando a total confiança um do outro devagar à medida que a simples atração dava lugar a um sentimento profundo.

Não fizeram nada além de se beijarem intensamente ali e não precisavam de nenhum outro toque mais íntimo e malicioso para demonstrarem que sim, estavam nutrindo sentimentos um pelo outro e dispostos a ir em frente, juntos, um ajudando o outro.

Jimin não estava somente ensinando Jungkook a fazer equações matemáticas, estava lhe ensinando a confiar outra vez, a receber o doce e singelo afeto de alguém que se importava consigo. Ajudando a superar seus medos, tornando-se a família que ele não tinha mais e lhe ensinando a perceber as mínimas coisas que o próprio e o melhor amigo do Jeon faziam por ele, e que não estavam sozinho.

E Jungkook estava ensinando ao ômega a aproveitar a vida e cada emoção que ela proporciona; que apesar das frustrações de seu casamento fracassado, não deveria se negar aos prazeres da vida e tentar outra vez. Ensinava que o mundo era pequeno demais e dava voltas, mas deveria somente aproveitar o que ele lhe dava e seguir em frente. Era que ele fazia todos os dias, apenas seguia em frente. Ajudava o Park a superar seus traumas pouco a pouco e abrindo caminho para seu coração.

Ambos tinham muito o que aprender um com o outros, em pequenas aulas particulares sobre a vida e o que ela podia proporcionar.

— Pode confiar em mim, Jimin-ssi — Jungkook disse, sugando o lábio inferior do mais velho e lhe dando selinhos molhados, antes de afastar-se para encará-lo e dizer: — Eu nunca vou te machucar.



Notas Finais


Olá, meus amores!!
Voltei um dia mais cedo hehe
Hoje é aniversário da minha mãe e havia colocado a att para amanhã justamente pensando que não teria tempo de postar, mas tô com esse cap pronto há séculos, então resolvi postar hihi

Eu chorei muito escrevendo esse capítulo e o Jimin contando um pouquinho mais de tudo pelo que ele passou 🤧🤧
Espero que tenham gostado desse capítulo, ele é bastante especial e importante. Agora Jikookinho vai começar de verdade.

Muito obrigada a todos que acompanham, sério. Amo muito todos vocês e essa história é meu xodó.

Ainda temos um longo caminho pela frente nessa história com nosso Jikook superando todos os seus traumas juntinhos 🥺

Em breve vou tentar fazer um capítulo falando mais do Kookinho e sua família e Jimin tentando ajudar a resolver tudinho e unir a família Jeon de novo :)

E um capítulo especial do Kwan com Beomgyu sairá algum dia indefinido de julho, tá bom? Estou tentando fazer algo bem fofinho e boiolinha aqui rsrs

Próxima att dia 14 de julho.
Beijinhos,
Bye bye 😘


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